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Receita Federal abre prazo para cooperativas aderirem a regime específico de IBS e CBS

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Receita Federal habilita empresa de energia a regime de incentivo fiscal em Florianópolis

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Receita Federal concede incentivo fiscal para obra de energia em Florianópolis

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Leilão da Receita Federal em São Paulo tem iPhone 17 Pro por R$3.200

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JBS e Viva unem operações e criam gigante com capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano
G1 (Economia)

JBS e Viva unem operações e criam gigante com capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano

O legado dos mestres do couro A JBS está avançando ainda mais no mercado de couros, um dos negócios em que a companhia já tem forte presença global. A empresa fechou um acordo com a Viva Holding para criar a JBS Viva, uma nova companhia que vai reunir parte das operações de couro dos dois grupos e terá capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano, segundo as empresas. A nova companhia terá 31 fábricas e mais de 11 mil colaboradores, distribuídos pelo Brasil, Itália, Uruguai, Argentina, México e Vietnã. A operação reúne negócios de produção, processamento e comercialização de couro da JBS e da Viva, além da fabricação e venda de produtos químicos usados no processamento. O acordo definitivo foi assinado nesta terça-feira (15) e estabelece as regras para a criação da JBS Viva. A empresa será dividida igualmente entre os dois grupos, com 50% de participação para cada um. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Antes da conclusão do negócio, a Viva também fará uma reorganização societária para concentrar na Viva Holding as ações da Viva S.A. e separar os ativos que não farão parte da associação. A administração será compartilhada. Quem é a Viva A Viva é uma das maiores empresas brasileiras de processamento de couro. A companhia foi criada em 2023, a partir da união da Viposa e da Vancouros, e nasceu com capacidade para processar cerca de 7 milhões de couros por ano e faturamento estimado em R$ 3,1 bilhões. Agora, parte dessa estrutura será combinada com os negócios de couro da JBS. A nova companhia reunirá atividades de produção, beneficiamento e comercialização de couro, além da fabricação e venda de produtos químicos utilizados no processamento do material. O que fica de fora Apesar da união das operações, nem todos os negócios relacionados ao couro dos dois grupos serão transferidos para a JBS Viva. ➡️ Ficam de fora as atividades e os ativos de colágeno e gelatina das duas empresas. Também não entram os ativos, estoques e operações de couro ligados à unidade da JBS em Cactus, no Texas, nos Estados Unidos. A lista inclui ainda os ativos da divisão de couros da JBS localizados na Alemanha, no Uruguai e no México, além de ativos da Viva que atualmente não são utilizados em sua operação de couro. Esses negócios permanecerão separados e continuarão sendo explorados pelas respectivas empresas. JBS continuará fornecendo couro A criação da JBS Viva não significa que a relação entre a JBS e a nova companhia termina na transferência dos ativos. Pelo acordo, a JBS S.A. vai fornecer à JBS Viva o couro cru produzido por seus frigoríficos no Brasil. Planta produtiva da JBS Couros Divulgação JBS Durante o processamento, são geradas aparas e raspas de couro. A JBS Viva venderá esse material de volta à JBS, que o utilizará em suas operações de gelatina, colágeno e produtos relacionados. Dessa forma, a JBS continuará integrada à cadeia mesmo depois da transferência de sua operação de couros para a nova companhia. Como funciona a indústria do couro? 🐂 O couro começa como pele animal, retirada principalmente nos frigoríficos, e passa por uma série de processos até se transformar no material usado pela indústria. Essa transformação acontece nos curtumes, que fazem a preparação, o curtimento e o acabamento das peles. No curtimento, a pele recebe tratamentos que impedem sua decomposição e a transformam em um material estável, flexível e durável. Depois, pode passar por outras etapas para ganhar características como cor, textura, espessura e acabamento. O produto final é utilizado por diferentes setores, como automotivo, moveleiro e calçadista, entre outros. Cabeças de gado; criação bovina; bois no Acre Arquivo/Secom-AC Quando a operação será concluída? Ainda não há uma data definida para a conclusão da operação. A criação da JBS Viva depende do cumprimento de condições previstas no acordo, etapas consideradas usuais em transações desse tipo. Só depois que essas condições forem atendidas é que os ativos serão efetivamente transferidos para a nova empresa.

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Regularização PIS/Cofins: Receita Federal oferece R$ 1,3 bilhão

Regularização PIS/Cofins: Receita Federal oferece R$ 1,3 bilhão IstoÉ

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Concurso Receita Federal 2026: propostas até 18 de setembro

Concurso Receita Federal 2026: propostas até 18 de setembro Blog Gran Cursos Online

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O mundo está certo em temer IA, mas precisa confiar nas empresas, diz chefe da OpenAI
G1 (Economia)

O mundo está certo em temer IA, mas precisa confiar nas empresas, diz chefe da OpenAI

CEO da Anthropic pede que setor desacelere ritmo de desenvolvimento da IA Sam Altman, CEO da OpenAI, empresa responsável pela ferramenta ChatGPT, afirmou que as pessoas deveriam confiar mais em sua empresa e em outras companhias do setor para conduzir de forma responsável o desenvolvimento da inteligência artificial (IA). A declaração ocorre em meio à crescente preocupação com os riscos ligados ao avanço dessa tecnologia. "O mundo deveria confiar que faremos a coisa certa porque é o certo a fazer e porque temos consciência da dimensão disso", disse Altman na terça-feira (15/9) durante uma conferência anual organizada pela empresa de software Salesforce em San Francisco, nos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Altman reconheceu, no entanto, que há motivos para temer a IA, diante da rapidez com que ferramentas com essa tecnologia têm avançado. "Não precisamos de tanta imaginação como antes para [nós] imaginarmos como isto poderia correr mal", disse Altman. "Acho que o mundo tem razão em ter medo disso." Foi a primeira vez que Altman falou publicamente desde que duas publicações de pesquisadores da Anthropic (responsável pela ferramenta Claude) viralizaram na semana passada. Uma delas era de Jacob Coxon, que deixou a empresa; a outra, de Evan Hubinger, cientista da Anthropic, que afirmou que, sem controle, a IA poderia matar todos os seres humanos até o fim da década. Alguns executivos e especialistas em IA disseram concordar com a avaliação apocalíptica, mas não explicaram como chegaram a essa conclusão nem de que maneira a tecnologia poderia provocar esse resultado catastrófico. A repercussão das declarações aumentou, nos últimos dias, a atenção sobre a forma como a IA vem sendo desenvolvida. Diante disso, o presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, defendeu que o ritmo de desenvolvimento da tecnologia seja reduzido e pediu que governos regulamentem o setor. A publicação de Amodei recebeu o apoio de Altman, de Demis Hassabis, cofundador da DeepMind, do Google, e de Elon Musk, dono da rede social X e do assistente de IA Grok. Até terça-feira, outros dirigentes do setor também passaram a defender que as próprias empresas estabeleçam controles sobre o desenvolvimento da tecnologia, em vez de deixar essa tarefa a cargo dos governos. Altman afirmou acreditar que empresas como a OpenAI são capazes, em essência, de se autorregular. "Vamos fazer isso direito. Tenho muita confiança na capacidade da nossa empresa e do setor de fazer isso com segurança", disse. Segundo Altman, as empresas manterão "o alinhamento [em resumo, alinhar a IA com os valores humanos] e a segurança muito à frente das capacidades" e, caso não consigam, "vão desacelerar ou parar". Apesar das declarações, políticos fizeram ressalvas à possibilidade de o próprio setor estabelecer seus controles. Em Washington D.C., capital dos EUA, nomes importantes ao longo do espectro político americano defenderam maior controle sobre o desenvolvimento de ferramentas de IA, incluindo o senador independente Bernie Sanders, um dos mais influentes políticos de esquerda dos EUA, e Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump (Partido Republicano) e um dos principais nomes da direita americana. Sanders, senador independente de Vermont que costuma votar com o Partido Democrata (de oposição ao governo Trump), afirmou que as decisões sobre o desenvolvimento da IA têm sido tomadas por "um punhado das pessoas mais ricas do mundo". Ele citou, entre outros, Musk, Mark Zuckerberg, o presidente-executivo da Meta, e Jeff Bezos, o fundador da Amazon. "As pessoas deste país precisam tomar as decisões sobre a IA, e não apenas um punhado de oligarcas", disse Sanders durante uma conferência em Washington D.C Bannon, que foi estrategista da Casa Branca durante o primeiro mandato de Trump, também questionou a capacidade do setor de tecnologia de se autorregular. "Nunca podemos confiar no que diz um oligarca porque... eles são dissimulados e mentem", afirmou Bannon na mesma conferência. Após as declarações de Altman, Zuckerberg, da Meta, escreveu na rede social X que todos os laboratórios de IA têm condições e incentivos para "tomar as suas próprias medidas" na criação de ferramentas e modelos de IA desenvolvidos com foco em segurança. "Qualquer laboratório que não priorizar o alinhamento ficará para trás", escreveu Zuckerberg. "Os laboratórios podem enfrentar uma responsabilização significativa se seus modelos causarem danos, por isso também têm fortes incentivos para evitar que isso aconteça." Jensen Huang, presidente-executivo da fabricante Nvidia, também afirmou, na mesma conferência de terça-feira, que deve caber às empresas de IA decidir se novas versões da tecnologia serão lançadas, sem que essa decisão fique sujeita a interferências externas. "Não precisamos de novas leis ou regulamentações", disse Huang. Para ele, não deveria haver uma "falsa escolha" entre a velocidade da inovação e a segurança dos produtos de IA. A Nvidia é a empresa de maior valor de mercado do mundo. Seus lucros dispararam com a forte demanda pelos chips de computação para IA que fabrica. "A segurança é primordial. No entanto, segurança é um problema de engenharia", disse Huang. Ele acrescentou que, se em algum momento o chefe de uma empresa de IA não estiver confiante em seu produto, deve optar por não lançá-lo. "É uma decisão bastante óbvia", disse Huang. "Avance o mais rápido que puder, mas, se em algum momento sentir que a instituição perdeu o controle, faça uma pausa." Alguns nomes do setor afirmaram que a nova onda de temor em relação à IA é exagerada e vem sendo explorada para aumentar a atenção em torno da própria indústria. Durante essa mesma conferência, Altman falou diante de centenas de empresários que eles deveriam usar ferramentas de IA para auxiliar no trabalho, mas afirmou também que essas tecnologias seriam necessárias para proteger as empresas de possíveis ataques cibernéticos facilitados pela IA A ideia de deixar os executivos do setor de IA inteiramente responsáveis por estabelecer as próprias regras é vista com preocupação por algumas pessoas da indústria. Jack Clark, executivo e cofundador da Anthropic (da ferramenta Claude), disse à BBC na segunda-feira (14/9) que deixar a IA como uma "indústria totalmente sem regulamentação" seria "apostar diante de riscos imensos". Patrick Hillman, diretor de operações da Logical Intelligence, empresa presidida por Yann LeCun, uma figura veterana e respeitada do setor de IA, observou na terça-feira que há pouca confiança de que empresas de tecnologia ajam de fato em nome do interesse público. "A única instituição em que os americanos talvez confiem menos do que em Washington D.C. hoje em dia é o Vale do Silício. Trabalhei e vivi nos dois lugares e garanto que ambos conquistaram esse ceticismo", disse Hillman. "Se vocês acreditam que o que estão construindo é perigoso, mostrem o que estão dispostos a deixar de fazer." Dirigentes da OpenAI e da Anthropic afirmaram que começaram a trabalhar recentemente por algum tipo de acordo de segurança que envolva todo o setor. Durante uma breve participação na conferência, na terça-feira, Amodei disse que a Anthropic está agora "em diálogo com o restante da indústria" para discutir compromissos com padrões de segurança mais rigorosos e com mais mecanismos de verificação para ferramentas de IA e para o desenvolvimento da tecnologia. Amodei afirmou ainda que uma das maiores surpresas do avanço da IA não foi a evolução da tecnologia em si, mas seu impacto mais amplo. "Não percebemos que isso faria as empresas crescerem tão rapidamente nem a velocidade com que elas passariam a ocupar um papel central." Na semana passada, o executivo da OpenAI Chris Lehane afirmou que a empresa também estava trabalhando com outros laboratórios de IA "para promover padrões para os sistemas de IA de ponta, por meio de uma iniciativa voluntária, com ou sem o apoio dos governos". Entre esses laboratórios estão a Anthropic e o Google DeepMind. "Com tanto em jogo, não podemos dixar que o perfeito seja inimigo do bom", escreveu Lehane. Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou que as pessoas deveriam confiar mais em sua empresa e em outras companhias do setor para conduzir de forma responsável o desenvolvimento da IA Reuters

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Banco Mundial nomeia ganhador do Prêmio Nobel, Michael Kremer, como economista-chefe
G1 (Economia)

Banco Mundial nomeia ganhador do Prêmio Nobel, Michael Kremer, como economista-chefe

O economista Michael Kremer recebe o prêmio Nobel de 2019 por seu trabalho em conjunto com Esther Duflo e Abhijit Banerjee. Reprodução / Nobel O Banco Mundial escolheu nesta quarta-feira (16) o professor da Universidade de Chicago e vencedor do Prêmio Nobel, Michael Kremer, como seu novo economista-chefe. Ele entra no lugar de Indermit Gill, que se aposentou no mês passado. Kremer, de 61 anos, venceu o Prêmio Nobel de Economia em 2019 ao lado de Esther Duflo e Abhijit Banerjee. O trio foi premiado por usar um método experimental para combater a pobreza no mundo. Antes, ele dava aulas de economia em Harvard. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ele assume seu novo cargo no dia 1º de outubro, pouco antes das reuniões anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional em Bangkok, na Tailândia. Kremer é conhecido por usar pesquisas detalhadas no desenvolvimento de soluções para problemas reais. Seus estudos ajudaram a criar programas para pequenos agricultores e garantiram vacinas e atendimento de saúde nas escolas para milhões de pessoas. Agora no g1 “Michael dedicou sua carreira não apenas a identificar o que funciona no desenvolvimento, mas também a comprovar isso em grande escala. E esse é exatamente o tipo de pensamento de que precisamos”, afirmou o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, em comunicado. “Ele se junta a nós em um momento em que o mundo precisa de soluções ousadas para seus desafios de desenvolvimento mais urgentes, incluindo a criação de empregos que atendam às aspirações de mais de 1,2 bilhão de jovens que atingirão a idade produtiva na próxima década", disse Banga. Presidente do Bando Mundial, Ajay Banga, na Carolina do Norte, EUA, em setembro de 2026 REUTERS/Sam Wolfe Juros altos Kremer ingressa no banco em um momento em que os países em desenvolvimento enfrentam o aumento das taxas de juros e dos preços da energia, na esteira da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Esses desafios se somam a uma queda de 23% na assistência oficial ao desenvolvimento em 2025 — a mais acentuada já registrada —, sendo os EUA responsáveis pela maior parte dessa redução. O economista entra no banco no momento em que as nações em desenvolvimento sofrem com a alta dos juros e dos custos de energia, consequência da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Esses problemas se somam ao tombo de 23% na ajuda oficial ao desenvolvimento em 2025, o maior já registrado, com os EUA sendo os principais responsáveis por esse corte. Kremer é o primeiro economista a assumir o cargo no banco já com um Prêmio Nobel. Outros nomes, como Joseph Stiglitz e Paul Romer, só receberam o prêmio depois que terminaram seus mandatos como economistas-chefes. Atualmente, Kremer dirige o Laboratório de Inovação para o Desenvolvimento da Universidade de Chicago. Suas pesquisas têm focado em inovações nas áreas de educação, saúde, água, finanças e agricultura em países em desenvolvimento. “O Grupo Banco Mundial possui uma enorme capacidade de pesquisa para desenvolver e testar soluções inovadoras para os problemas de desenvolvimento — e o alcance operacional para ampliá-las e melhorar a vida das pessoas”, afirmou Kremer em comunicado. O economista diz que o mundo enfrentou enormes desafios, mas as novas tecnologias ofereceram oportunidades para impulsionar o crescimento. Em 2024, ele fez o discurso de abertura em um evento do Banco Mundial que teve como tema "A Grande Incoerência: Crescimento e Desenvolvimento Humano em uma Era de Estagnação". Na ocasião, ele pediu mudanças para ajudar os países a atingir metas ousadas de desenvolvimento, inclusive pelo financiamento de testes para novos projetos e pelo apoio a pesquisas de novas tecnologias — pontos cobrados por Banga desde que assumiu o cargo, em 2023. Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer venceram o Nobel de Economia de 2019 Jonathan Nackstrand / AFP Vida pessoal Kremer é casado com a economista britânica Rachel Glennerster, que trabalhou para o governo do Reino Unido e para o Fundo Monetário Internacional (FMI) antes de assumir a presidência do Centro para o Desenvolvimento Global, em Washington, em setembro de 2024. O casal entrou para a Giving What We Can na época de seu lançamento, em 2009. A organização sem fins lucrativos reúne mais de 10 mil membros comprometidos em doar 10% de seus rendimentos para instituições de caridade eficientes. Em 2010, ele cofundou a Development Innovation Ventures, um fundo administrado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, que foi encerrado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, logo após seu retorno à Casa Branca no ano passado.

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Chinesa Geely vai fabricar carros no Brasil em parceria com a Renault, com investimento de R$ 1,9 bilhão
G1 (Economia)

Chinesa Geely vai fabricar carros no Brasil em parceria com a Renault, com investimento de R$ 1,9 bilhão

Geely EX2 é bom de dirigir e barato de manter, mas precisa corrigir 7 deslizes A Geely, uma das maiores montadoras da China, vai começar a fabricar carros no Brasil por meio de uma parceria com a Renault. As empresas anunciaram nesta quarta-feira (16) um novo investimento de 319 milhões de euros, cerca de R$ 1,9 bilhão, para ampliar a produção no país. A fábrica da Renault em São José dos Pinhais, no Paraná, vai produzir um novo modelo eletrificado da Renault e dois modelos da Geely: o EX5 EM-i, híbrido plug-in, e o EX2, 100% elétrico. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Com o novo investimento, Renault e Geely terão destinado 899 milhões de euros, cerca de R$ 5,35 bilhões, às operações no Brasil entre 2025 e 2027. Parceria entre as montadoras A Renault e a Geely fecharam um acordo para produzir carros da marca chinesa nas fábricas da montadora francesa no Brasil. Na prática, a Geely passa a usar parte da estrutura que a Renault já possui no país, como a fábrica no Paraná e parte da rede de concessionárias. A parceria também permite que a Renault amplie sua oferta de carros eletrificados. A Geely tem 26,4% de participação na Renault Geely do Brasil, empresa responsável pela operação conjunta das duas marcas no país. O acordo foi anunciado em novembro de 2025. Na época, a Renault também havia informado que investiria cerca de 616 milhões de euros, aproximadamente R$ 3,66 bilhões, em seu complexo industrial no Sul do país. Geely EX2 Um dos modelos será o Geely EX2, hatch compacto totalmente elétrico. O carro já é vendido no Brasil e foi testado pelo g1 em julho. Na época, o modelo tinha preços a partir de cerca de R$ 124 mil e aparecia entre os carros elétricos mais vendidos do país. O EX2 tem motor de 116 cavalos, tração traseira e recursos de assistência ao motorista, como controle de cruzeiro adaptativo e frenagem automática de emergência. A produção brasileira deve ajudar a Geely a ampliar a oferta do modelo no mercado nacional. Parceria vai além do Brasil A parceria entre as duas empresas não se limita ao Brasil. Em 2024, Renault e Geely criaram uma empresa conjunta para produzir motores e sistemas para veículos híbridos e a combustão. A Geely também comprou, em 2022, uma participação de 34% na Renault Korea, operação da montadora francesa na Coreia do Sul. “Além do lançamento de novos modelos, estamos preparando nossas operações para o futuro, combinando os pontos fortes das marcas Renault e Geely para oferecer aos clientes brasileiros tecnologias de ponta produzidas localmente, atendendo aos mais altos padrões de qualidade e competitividade”, afirmou Ariel Montenegro, CEO da Renault Geely do Brasil.

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Espaço Cidadania da ALMT registra mais de 10 mil atendimentos no primeiro semestre de 2026

Espaço Cidadania da ALMT registra mais de 10 mil atendimentos no primeiro semestre de 2026 Primeira Hora

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Cooperativas devem escolher regime de IBS e CBS até outubro

Cooperativas devem escolher regime de IBS e CBS até outubro contabeis.com.br

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Google anuncia projeto que usa 200 mil hectares de arroz no Brasil contra mudanças climáticas; entenda
G1 (Economia)

Google anuncia projeto que usa 200 mil hectares de arroz no Brasil contra mudanças climáticas; entenda

Emater confirma redução de área plantada de arroz no RS O Google fechou o maior acordo de remoção de carbono de sua história para apoiar um projeto em mais de 200 mil hectares de plantações de arroz no Rio Grande do Sul. A iniciativa, conduzida pela Terradot, empresa da qual o Google é investidor, pretende reduzir o metano liberado pelo cultivo e, ao mesmo tempo, retirar dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ O projeto combina duas ações: reduzir o metano produzido nas plantações de arroz e usar rochas para retirar CO₂ da atmosfera. A segunda parte consiste em acelerar uma reação que já ocorre naturalmente: algumas rochas absorvem o CO₂ presente no ar. Por que o arroz está no meio dessa história? O arroz é cultivado, em muitos casos, em áreas alagadas. Esse ambiente favorece a ação de microrganismos que produzem metano, um gás de efeito estufa. Segundo uma avaliação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os arrozais respondem por cerca de 10% a 12% das emissões globais de metano. O projeto pretende reduzir essa emissão e, depois, contabilizar essa redução na forma de créditos de carbono. A previsão é que a iniciativa gere créditos equivalentes à redução de 1 milhão de toneladas métricas de metano até 2030. 🔍 O que é um crédito de carbono? É uma forma de contabilizar uma redução ou retirada de gases de efeito estufa da atmosfera. Em geral, 1 crédito corresponde a 1 tonelada de CO₂ equivalente que deixou de ser emitida ou foi retirada do ar. Empresas podem comprar esses créditos para compensar parte de suas emissões. Para ter valor, a redução ou remoção precisa ser medida e verificada por regras específicas. E onde entram as rochas? A segunda parte do projeto usa uma técnica conhecida como meteorização aprimorada de rochas. Alguns tipos de rocha conseguem reagir naturalmente com o CO₂ presente na atmosfera. O processo, porém, é lento. A técnica busca acelerar essa reação para retirar mais carbono do ar. É como acelerar um processo que já acontece na natureza. A Terradot pretende usar a técnica no projeto do Rio Grande do Sul para gerar créditos correspondentes à remoção de mais 1 milhão de toneladas de carbono até 2040. Os créditos de redução de metano e de retirada de CO₂ serão contabilizados e verificados separadamente. O projeto será o maior já anunciado de meteorização aprimorada de rochas. A parte de remoção de carbono do acordo é dez vezes maior que projetos anteriores desse tipo. O projeto pode crescer? A ideia do Google e da Terradot é justamente testar o modelo em uma escala grande para, depois, levá-lo a outras regiões do planeta. As empresas afirmam que a iniciativa poderia ser ampliada para os cerca de 1,5 milhão de hectares de áreas de cultivo de arroz do Brasil. O modelo também poderia ser levado a outros grandes produtores de arroz, como Índia e Vietnã. A Terradot planeja iniciar projetos-piloto em outros países em 2026 e prevê uma expansão comercial a partir de 2028. Por que o Google está investindo nisso? O investimento também está relacionado ao aumento do consumo de energia das grandes empresas de tecnologia, especialmente com a expansão dos data centers usados por serviços de inteligência artificial. O Google já é investidor da Terradot. A empresa comprou uma participação na companhia em 2024. Para a empresa, reduzir o metano e retirar CO₂ da atmosfera são medidas complementares. O metano contribui fortemente para o aquecimento no curto prazo, enquanto o CO₂ pode permanecer na atmosfera por séculos. A aposta, portanto, é agir nas duas frentes: diminuir a quantidade de gases que chegam à atmosfera e retirar parte do carbono que já está no ar. Quanto custa tirar carbono do ar? O preço é um dos principais desafios para que tecnologias desse tipo sejam usadas em larga escala. Google e Terradot não divulgaram o valor do novo acordo. Em 2024, porém, um contrato público da Terradot para remover 90 mil toneladas de carbono indicava um preço de cerca de US$ 300 por tonelada. Esse valor é bem superior aos US$ 100 por tonelada que muitos desenvolvedores consideram necessários para estimular uma demanda maior por tecnologias de remoção de carbono. Segundo James Kanoff, CEO da Terradot, o novo projeto terá um custo menor que os acordos anteriores. A empresa ainda não chegou aos US$ 100 por tonelada, mas considera o projeto um avanço nessa direção. A Terradot também afirma que a verificação dos resultados pode acrescentar mais de US$ 100 por tonelada aos custos. A expectativa é que esse valor diminua conforme a tecnologia avance e seja aplicada em projetos maiores. *Com informações da Reuters LEIA TAMBÉM: El Niño pode encarecer alimentos em até 20%; economistas preveem impacto na inflação Alimentos editados geneticamente: o que são e o que dizem críticos e defensores

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PF, em ação conjunta, prende duas pessoas e apreende 2 kg de haxixe — Polícia Federal

PF, em ação conjunta, prende duas pessoas e apreende 2 kg de haxixe — Polícia Federal www.gov.br

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'Prévia do PIB' do Banco Central tem retração de 0,2% em julho
G1 (Economia)

'Prévia do PIB' do Banco Central tem retração de 0,2% em julho

Agropecuária teve retração e puxou a atividade econômica para baixo em julho Arquivo AT O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta-feira (16), mostrou recuo de 0,2% em julho, na comparação com o mês anterior. O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes. O resultado representa melhora em relação a junho, quando houve contração de 0,9% no indicador. Esse foi o segundo mês de queda do indicador, segundo o Banco Central. Veja abaixo o desempenho setor por setor em julho: agropecuária: recuou de 1,2%; indústria: queda de 0,4%; serviços: estabilidade. Agora no g1 Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 1,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na parcial do ano, o indicador avançou 1,5% e, em 12 meses até julho, teve aumento também de 1,5%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal. ➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem). 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social. PIB desacelera, mas cresce 0,5% no 2º trimestre, puxado pela agropecuária, diz IBGE Ano eleitoral Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A equipe econômica zerou, por exemplo, a tributação do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de ter liberado o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e linhas de crédito mais baratas para a população. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. ▶️Na ata da última reunião do Copom, divulgada em agosto, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação. O mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado. A projeção dos analistas é de uma expansão de cerca de 1,89% em 2026, contra um crescimento de 2,3% no ano passado. PIB X IBC-Br Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE). O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária, o que poderia contribuir para conter a queda dos juros.

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Concurso Receita Federal: prazo para escolha da banca é prorrogado para 18/09

Concurso Receita Federal: prazo para escolha da banca é prorrogado para 18/09 Magistrar

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Dólar e Ibovespa operam em queda, com foco em decisões de juros no Brasil e nos EUA
G1 (Economia)

Dólar e Ibovespa operam em queda, com foco em decisões de juros no Brasil e nos EUA

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em queda nesta quarta-feira (16), com um recuo de 0,03% perto das 11h50, cotado a R$ 5,1528. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 0,36% no mesmo horário, aos 185.829 pontos. O destaque da sessão fica com a Superquarta, dia em que os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos decidem as taxas de juros de seus respectivos países. O quadro político também fica no radar, após o julgamento histórico no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No Brasil, as atenções ficam com o Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado projeta que o colegiado decidirá pelo quinto corte seguido da Selic, de 14% para 13,75% ao ano. Caso o patamar se confirme, a taxa básica atingirá o menor patamar desde março de 2025. O anúncio do Banco Central acontecerá após o fechamento dos mercados. SUPERQUARTA: Entenda como as decisões de juros de hoje podem afetar seu bolso ▶️ Já para os EUA, a maior parte do mercado estima que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve elevar as taxas básicas do país pela primeira vez em mais de três anos. Juros americanos mais altos costumam retirar recursos de países emergentes, como o Brasil, o que tende a pressionar a bolsa brasileira. A maior demanda por dólar também contribui para a valorização da moeda americana frente a outras divisas, como o real. ▶️ No cenário político, o foco fica com a repercussão da crise no STF. Na sessão histórica que aconteceu na véspera para julgar o caso Moraes-Vorcaro trouxe, o plenário discutiu, pela primeira vez, sobre a possibilidade de abrir uma investigação contra um integrante da própria Corte. Marcado por embates, o julgamento terminou sem uma decisão. Veja em 10 pontos como foi a sessão. ▶️ No noticiário corporativo, os investidores continuam a acompanhar as discussões sobre o futuro da IA, após executivos defenderem uma desaceleração no avanço da tecnologia para tornar os desenvolvimentos mais seguros. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,57%; Acumulado do mês: -0,49%; Acumulado do ano: -6,09%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,38%; Acumulado do mês: +5,12%; Acumulado do ano: +15,75%. Julgamento histórico no STF O Supremo Tribunal Federal (STF) teve na terça-feira (15) uma sessão histórica. Pela primeira vez, o plenário discutiu a possibilidade de abrir uma investigação contra um integrante da própria Corte. O julgamento, marcado por embates entre os ministros, terminou sem uma decisão. Um pedido de vista de Flávio Dino suspendeu a análise antes mesmo de o STF entrar no mérito sobre a abertura ou não de investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo um relatório da Polícia Federal, o ministro e o ex-banqueiro trocaram 52 mensagens entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025 — dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Na época, o Banco Master já era alvo de investigações. Nas mensagens, Vorcaro pede orientação jurídica, marca encontros com Moraes e ajuda para se proteger de investigações. INFOGRÁFICO: veja mensagens que Vorcaro mandou a número atribuído a Moraes antes de ser preso, segundo PF Após pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Flávio Dino, o STF interrompeu a sessão sem definir como julgará os casos de Moraes e Mendonça. Até o momento, o placar é de 4 a 3 pela análise separada das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução da relatoria do caso Master. De olho nos juros As decisões de juros do BC e do Fed são o principal destaque da sessão. No Brasil, a expectativa é que o Copom faça mais um corte da taxa básica (Selic), de 0,25 ponto percentual (p.p.), levando os juros para o patamar de 13,75% ao ano, no menor nível desde janeiro do ano passado. O movimento acompanha a desaceleração nos preços de inflação. Nesta semana, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, na maior queda de preços desde 2022. No Boletim Focus desta semana, o mercado financeiro também reduziu sua estimativa de inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, reforçando a perspectiva de que o BC reduza os juros. Já nos EUA, a maioria do mercado estima que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) interrompa a manutenção e decida por uma nova alta de juros nesta semana, em meio às novas altas da inflação americana. No final do mês passado, o presidente do Fed, Kevin Warsh, já havia sugerido que o BC poderia ter que aumentar os juros nos próximos meses para conter o avanço dos preços. Isso porque, segundo ele, mesmo com a melhora dos indicadores, ainda há a necessidade de cautela. "Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente", disse Warsh, durante conferência anual do Fed em agosto. "Caso contrário, temos trabalho a fazer". ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários operavam mistos nesta quarta-feira, à espera dos novos juros básicos dos EUA. Perto das 11h50, o Dow Jones caía 0,14%, enquanto o S&P 500 subia 0,23% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,64%. Já na Europa, a maioria dos índices operava em alta, conforme investidores repercutiam novos dados econômicos e aguardavam a decisão de juros do Fed. O DAX, da Alemanha, subia 0,50% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, avançava0,61% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha ganhos de 0,29%. Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam em alta, impulsionadas pelos setores de tecnologia. O avanço, no entanto, foi limitado, já que investidores também aguardavam a nova decisão de juros do Fed. O SSEC, índice de Xangai, subiu 0,7%, assim como o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, que também teve ganhos de 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,19%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 0,69% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,37%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

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iFood anuncia investimento de R$ 24 bilhões até março de 2027, incluindo aceleração em IA
G1 (Economia)

iFood anuncia investimento de R$ 24 bilhões até março de 2027, incluindo aceleração em IA

Entregador cadastrado no iFood ifood/Divulgação O iFood divulgou nesta quarta-feira (16) que vai investir R$ 24 bilhões até o fim de março de 2027. O valor é 41% maior do que a quantia aplicada no período anterior. Desse total, os investimentos em tecnologia e inovação, inclusive IA, vão ultrapassar R$ 2 bilhões. As informações são da Reuters. "Estamos vindo de um ano muito forte e de uma consolidação dos nossos negócios centrais. Essa força nos deu a confiança de acelerar mais ainda os investimentos", disse o presidente da companhia, Diego Barreto, em entrevista à Reuters. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O investimento vai se concentrar nas seguintes frentes: Fortalecimento dos restaurantes; Impulsionamento de novas categorias, como farmácias, supermercados, lojas e pet shops; Desenvolvimento de tecnologia própria; Soluções para além do delivery; iFood Pago, a fintech da companhia. Agora no g1 "O grande resultado esperado com o investimento é uma consolidação definitiva do nosso ecossistema. O iFood nasce como uma empresa de delivery de restaurante, e a gente agora deve chegar no final desse ano já com cerca de 40% das receitas e dos resultados vindo desses outros negócios que não são o delivery de restaurante", disse o presidente da companhia. Barreto mencionou que, no último ciclo, a empresa viu crescimentos de 60% nos negócios envolvendo mercados, 70% em farmácia e acima de 100% em pet shop. Os investimentos em tecnologia e inovação vão ultrapassar R$ 2 bilhões, incluindo a evolução de agentes de inteligência artificial e o modelo de IA generativa desenvolvido pelo iFood em conjunto com seu controlador europeu, a Prosus. O crescimento de outros serviços de entrega como o 99Food e Keetha não preocupam a empresa. "Mesmo com a concorrência, o que a gente tem aqui é uma capacidade de inovar num patamar e diferença que permite continuar sendo a primeira opção no nosso mercado e continuar olhando para a construção, em vez de ter que olhar para uma disputa", disse Barreto. O iFood completou 15 anos de atuação no Brasil. A empresa informa que o seu aplicativo registra mais de 180 milhões de pedidos mensais, além de contar com uma base de 600 mil entregadores cadastrados.

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UE propõe proibição de redes sociais para menores de 13 anos
G1 (Economia)

UE propõe proibição de redes sociais para menores de 13 anos

Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França Antoine Schibler/Unsplash A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta quarta-feira (16) várias propostas para proteger crianças e adolescentes na internet. Entre elas estão a proibição das redes sociais para menores de 13 anos e a criação de contas limitadas para menores de 15. "Nada de redes sociais antes dos 13 anos e nada de contas pessoais antes dos 15 anos", declarou a presidente do Executivo comunitário em um discurso no Parlamento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Dessa maneira, as crianças entre 13 e 15 anos só terão minicontas, instaladas e supervisionadas pelos pais, com funções restritas e tempo de uso limitado. E, para os jovens entre 15 e 18 anos, as plataformas serão obrigadas a adotar um design seguro", acrescentou. As medidas integram um projeto de lei europeu chamado 'EU Kids Act' e precisarão da aprovação do Parlamento Europeu e dos 27 países da UE. Agora no g1 Von der Leyen apresentará os detalhes do projeto na quinta-feira, na cidade francesa de Estrasburgo, ao lado da comissária de Assuntos Digitais, Henna Virkkunen. As propostas são inspiradas em um relatório de especialistas em proteção da infância, cientistas e psiquiatras infantis apresentado em julho. Segundo documentos consultados pela AFP, o projeto de lei será aplicado tanto às redes sociais quanto aos assistentes de inteligência artificial, aos robôs conversacionais (chatbots) e aos jogos online. As restrições de idade, válidas em toda a UE, serão acompanhadas de novas obrigações para os operadores que desejarem manter seus serviços acessíveis a menores de idade. As multas podem chegar a 6% do faturamento mundial em caso de descumprimento. Entre as obrigações, as plataformas deverão eliminar suas funções mais "viciantes" ('scroll' infinito de conteúdos, recomendações ultrapersonalizadas...) e verificar sistematicamente a idade de seus novos usuários. ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável

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Concurso Receita Federal: adiada data de escolha da banca para 146 vagas

Concurso Receita Federal: adiada data de escolha da banca para 146 vagas jcconcursos.com.br

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Mark Zuckerberg, CEO da Meta, rejeita apelos para desacelerar o desenvolvimento da IA
G1 (Economia)

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, rejeita apelos para desacelerar o desenvolvimento da IA

Mark Zuckerberg, CEO da Meta ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP Na terça-feira (15), Mark Zuckerberg, CEO da Meta, rejeitou os pedidos para pausar ou desacelerar o avanço da inteligência artificial (IA). Para ele, as regras do próprio mercado e o risco de processos na Justiça são as melhores proteções contra os perigos dessa tecnologia. As informações são da agência AFP. O receio em relação à IA cresceu nas últimas semanas por causa de falhas de segurança e da nova habilidade desses sistemas de se aprimorarem sozinhos, sem qualquer interferência humana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "As pessoas não vão querer usar agentes que estejam desalinhados com elas e que não façam o que elas pedem, então os laboratórios têm um forte incentivo natural para tornar seus modelos mais alinhados", escreveu Zuckerberg no X. O termo "alinhamento" diz respeito aos esforços para fazer com que a tecnologia aja exatamente da forma como as pessoas querem. "Qualquer laboratório que não focar no alinhamento ficará para trás", escreveu Zuckerberg. CEO da Anthropic pede que setor desacelere ritmo de desenvolvimento da IA A discussão agora também envolve a capacidade de o próprio setor se fiscalizar. Empresas como OpenAI, Anthropic e Google avaliam criar um grupo conjunto para definir regras para o setor. Zuckerberg alegou, no entanto, que a ameaça de ações judiciais já obriga os laboratórios a atuar de "maneira responsável". Ele citou como exemplo a decisão da Meta de adiar por vários meses o lançamento de seu sistema Muse AI, dotado de agentes personalizados, para reforçar seus mecanismos de segurança e proteção. O empresário também se posicionou a favor de auditorias externas nas ferramentas de IA, destacando que a divisão especializada da empresa, Meta Superintelligence Labs, já contrata peritos de fora. Além disso, ele defendeu a formação de um grupo maior e mais variado de avaliadores no mercado. A Meta, que planeja aplicar até US$ 145 bilhões em sua estrutura de tecnologia este ano, combate qualquer lei ou norma que possa desacelerar seus negócios. "Nenhuma norma deveria atrasar o lançamento dos modelos americanos, nem sequer um mês", defendeu o empresário no início de agosto.

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Press Clipping Fenacon – 16 setembro de 2026

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Receita Federal define tratamento de PIS/Cofins, Simples e monitoramento eletrônico

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Quanto um porco come até chegar aos 120 kg para o abate? Veja a conta
G1 (Economia)

Quanto um porco come até chegar aos 120 kg para o abate? Veja a conta

Do nascimento ao abate: quanto um porco come de ração? Um porco pronto para o abate pesa cerca de 120 kg. Mas você já parou para pensar quanto ele precisa comer ao longo da vida para atingir esse peso? Segundo o zootecnista Bruno Silva, do Núcleo de Estudos em Produção de Suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as raças comerciais de porcos consomem entre 260 kg e 280 kg de ração do desmame até o abate. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A quantidade de alimento varia conforme a idade do animal. No período conhecido como "creche", que vai do desmame, aos 24 dias de vida, até os 70 dias, o porco consome cerca de 10% desse total, o equivalente a entre 450 g e 500 g por dia. Nos cerca de 90 dias restantes até o abate, o consumo sobe para 2,5 kg por dia. A dieta do porco é composta por milho, fonte de carboidratos; soja, principal fonte de proteína; além de aminoácidos, vitaminas e minerais. LEIA TAMBÉM Do peixe à energia: como o calor recorde dos oceanos pode encarecer alimentos e afetar turismo Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto Número de vacas leiteiras cai em 13 anos, mas Brasil bate recorde na produção

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O que é a 'pobreza de luxo' e por que o consumo imediato ganha espaço entre a geração Z?
G1 (Economia)

O que é a 'pobreza de luxo' e por que o consumo imediato ganha espaço entre a geração Z?

Pobreza de luxo: por que o presente vale mais que o futuro? A expressão "pobreza de luxo" ganhou espaço nas redes sociais para definir um comportamento marcado pelo consumo de itens e experiências acessíveis por meio de parcelamentos e crédito, enquanto objetivos maiores, como a compra de um imóvel, parecem cada vez mais distantes. Embora não seja um conceito econômico formal, a ideia ajuda a ilustrar a diferença entre o que pode ser comprado agora e o que exige anos de planejamento. Quando o futuro parece incerto ou difícil de alcançar, o consumo imediato tende a ganhar mais valor. As redes sociais também reforçam essa lógica ao destacar viagens, jantares e bens de consumo, sem mostrar os custos por trás dessas escolhas. É desse encontro entre um futuro visto como distante e a facilidade de consumir no presente que surge a chamada "pobreza de luxo". Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Por que há o temor sobre IA acabar com a humanidade — e existe mesmo o risco?
G1 (Economia)

Por que há o temor sobre IA acabar com a humanidade — e existe mesmo o risco?

Cresce a pressão por regras para a IA, à medida que pesquisadores e executivos fazem alertas preocupantes sobre os possíveis riscos da tecnologia. Getty Images via BBC Os alertas sobre os possíveis riscos da inteligência artificial (IA) aumentaram a pressão nas últimas semanas por uma ação coordenada para desacelerar o desenvolvimento dessa tecnologia. Declarações de pesquisadores que atuam ou atuaram na área de que a IA pode representar uma ameaça à humanidade acentuaram o sinal de alerta. Um deles, inclusive, chegou a dizer que existe mais de 10% de chance de a IA "matar todos os humanos". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Empresas gigantes deste setor nos Estados Unidos, como a OpenAI (responsável pelo ChatGPT) e Anthropic (responsável pelo Claude), têm pressionado congressistas americanos a criar regras para o setor. Por outro lado, alguns críticos sugerem que esse movimento por regulamentação das empresas líderes de mercado possa servir para consolidar a vantagem dessas empresas sobre concorrentes atuais e futuros. De qualquer forma, as declarações de grande repercussão aumentaram a preocupação em torno do impacto dessa tecnologia. A seguir, o que se sabe até agora. Por que alguns acham que a IA pode ser uma ameaça à humanidade? Alguns pesquisadores de IA afirmam que há sinais preocupantes de que esses sistemas estejam avançando rápido demais em capacidade e poder. Evan Hubinger, cientista da Anthropic, chamou a atenção ao afirmar que há mais de 10% de chance de a IA "matar todos os humanos" na próxima década. Hubinger trabalha com alinhamento de IA, área voltada a incorporar princípios e valores éticos humanos aos sistemas de IA. Em outras palavras, a ideia é manter a tecnologia em sintonia com aquilo que as pessoas consideram importante. Embora Hubinger tenha dito que o risco representado pelos sistemas atuais é "baixo", suas declarações vieram no momento em que outro pesquisador deixou a Anthropic por discordâncias acerca do rumo do desenvolvimento dessa tecnologia. Esse pesquisador, Jacob Coxon, alertou que as pessoas responsáveis por desenvolver a tecnologia estavam perdendo o controle sobre ela. Coxon disse à BBC que ele e outros funcionários da Anthropic estavam "genuinamente assustados" com a velocidade dos avanços e com o que isso poderia significar para a humanidade. Essas preocupações são as mais recentes de uma longa série de temores sobre a possibilidade de a IA ameaçar a humanidade caso alcance ou supere as capacidades humanas. Esse tipo de receio existe há décadas. Nos anos 1950, o cientista britânico Alan Turing (1912-54) escreveu que, se máquinas inteligentes se tornassem possíveis, elas poderiam assumir o controle. 'Existe a possibilidade de extinção da humanidade', afirma ex-funcionário da Anthropic sobre IA. BBC/Sunday com Laura Kuenssberg Nos últimos anos, as principais empresas de IA entraram em uma corrida para desenvolver sistemas cada vez mais avançados, tanto em busca de lucro quanto com o objetivo de criar o que chamam de superinteligência — uma tecnologia ainda teórica, mais inteligente que os seres humanos. Diferentemente dos sistemas e ferramentas que muita gente já usa no dia a dia para tarefas como escrever emails ou gerar vídeos, uma IA superinteligente seria capaz de lidar com atividades muito mais complexas. A OpenAI e a Anthropic afirmam que pretendem desenvolver esse tipo de tecnologia de forma a beneficiar as pessoas e protegê-las de riscos à sua existência. Mas alguns críticos dizem que as máquinas jamais conseguirão igualar de fato as capacidades humanas. Para eles, as empresas de IA exageram o que a tecnologia consegue fazer para ganhar projeção ou aumentar seus lucros. Ativistas de grupos como o PauseAI também pedem que empresas como o Google interrompam os esforços para desenvolver sistemas de IA avançados. AFP via BBC Como poderia ser essa ameaça à humanidade? Pesquisadores, especialistas e executivos preocupados com o potencial da IA de colocar a humanidade em risco têm descrito cenários inquietantes. Dario Amodei, diretor da Anthropic e ex-chefe de Coxon, escreveu em setembro que a tecnologia avançou "drasticamente mais rápido" do que o esperado, inclusive na "capacidade de criar a próxima geração de IA". A preocupação é que, depois de atingir determinado nível, a IA possa, em teoria, começar a se aprimorar sem participação humana. Esse temor ganhou força depois de um episódio recente em que ferramentas de IA invadiram sites sem terem recebido instruções para isso. Alguns pesquisadores preocupados com o tema afirmam que as pessoas diretamente envolvidas no desenvolvimento da tecnologia estão cada vez mais receosas de perder o controle sobre sistemas conhecidos como agentes de IA, que são bots desenvolvidos para executar tarefas e tomar determinadas ações de forma autônoma. Outros cenários levantados incluem o uso de sistemas de IA altamente avançados para ampliar ou conduzir atividades de espionagem, ataques cibernéticos ou guerra biológica, ou ainda para provocar desequilíbrios econômicos, seja por acidente ou de forma deliberada. No entanto, esses alertas são previsões hipotéticas e, para alguns especialistas, puro exagero. Alguns especialistas também criticaram o foco nos riscos existenciais enquanto problemas já concretos recebem menos atenção, como o uso de ferramentas de geração de imagens para criar deepfakes (técnica que manipula ou cria vídeos, áudios e imagens falsos, com alto grau de realismo) de nudez sem consentimento de mulheres, espalhar desinformação e ampliar golpes ou fraudes. Um grupo suprapartidário de políticos das duas Casas do Parlamento britânico publicou um relatório sobre os riscos da IA aos direitos humanos e afirmou que novas leis são necessárias para "responder à dimensão e à gravidade" dessas ameaças. Quais são as propostas para desacelerar o desenvolvimento da IA? Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, CEO da OpenAI, defenderam a criação de regras para o setor e uma "desaceleração" no desenvolvimento da tecnologia. Não é a primeira vez que executivos e outras vozes da indústria pedem medidas desse tipo. Mas continuam aumentando as dúvidas sobre o que, na prática, significaria essa desaceleração, ideia que também tem o apoio de Elon Musk, da SpaceX. Amodei afirmou que isso não significaria "interromper o treinamento de modelos nem o avanço técnico". O que Amodei propõe é que as empresas "reservem tempo suficiente" para tornar mais seguros os sistemas de IA que estão desenvolvendo e recorram a "avaliadores independentes" para verificar esse trabalho. Em uma publicação na rede social X, Altman afirmou que era necessário controlar o ritmo do desenvolvimento, mas acrescentou: "Quando falamos em 'ritmo', não queremos dizer 'parar'." "O avanço foi rápido e continuará sendo", disse Altman. "Mas deveria ser mais lento do que poderia ser — medidas como avaliações formais de segurança e monitoramento têm custos significativos." O cofundador da OpenAI também afirmou que as empresas não esperam — e não vão esperar — que os governos tomem a iniciativa. O que Trump disse? O presidente Donald Trump, que publica com frequência conteúdo sobre IA em sua plataforma Truth Social, defende que os EUA vençam a 'corrida da IA'. Getty Images via BBC O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já elogiou os benefícios da IA e defendeu que empresas americanas liderem o desenvolvimento da tecnologia. Seu governo assinou ordens executivas que reconhecem a "importância estratégica" da IA para a economia e buscam acelerar seu avanço. "Acreditamos que estamos em uma corrida pela IA e queremos que os EUA vençam essa corrida", disse David Sacks, responsável pela política de criptomoedas no governo americano, em entrevista a jornalistas em julho de 2025. Mas, diante dos alertas recentes sobre o possível impacto da tecnologia sobre a humanidade, Trump minimizou os riscos da IA. "Há muitas forças negativas levantando esse assunto sem que devessem, falando de coisas que não vão acontecer", disse Trump durante uma visita à Irlanda. Trump não respondeu diretamente à proposta de desacelerar o desenvolvimento, mas afirmou a jornalistas: "Estamos à frente da China em IA... e, francamente, quero que continue assim, porque quem vencer na IA, vence." O que a China disse? A China vinha evitando se manifestar sobre a onda de alertas feitos por pesquisadores de empresas dos EUA. Diante da forte concorrência e das restrições ao acesso a componentes e chips americanos usados na construção de infraestrutura para IA, o país estimulou o desenvolvimento doméstico da tecnologia. Ao mesmo tempo, tem defendido uma maior coordenação internacional para estabelecer regras para a IA. Nos últimos anos, o lançamento de sistemas e ferramentas avançados de IA de código aberto por laboratórios chineses abalou mercados e empresas de tecnologia do Ocidente. Ao defender uma desaceleração no desenvolvimento da IA, Amodei, da Anthropic, afirmou que os avanços da China e sua capacidade na área poderiam representar riscos à segurança nacional dos EUA. O Ministério das Relações Exteriores da China chamou as declarações de narrativas baseadas em ameaça, confronto e competição hostil que não beneficiam ninguém.

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Concurso Receita Federal: bancas podem enviar propostas até sexta, dia 18

Concurso Receita Federal: bancas podem enviar propostas até sexta, dia 18 Central de Concursos

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Receita Federal quer transformar Foz em referência nacional de inovação aduaneira

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Concurso Receita Federal: prazo para propostas vai até dia 18

Concurso Receita Federal: prazo para propostas vai até dia 18 Gláucia Lima

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Radar de velocidade média: entenda como funciona sistema que será testado em 8 estados
G1 (Economia)

Radar de velocidade média: entenda como funciona sistema que será testado em 8 estados

Radar campeão de multas em Taubaté terá limite de velocidade alterado Laurene Santos/TV Vanguarda A partir de setembro, oito estados estão autorizados a testar um sistema de radar capaz de medir a velocidade média dos veículos. A novidade ainda está em fase de testes e não gera infrações ou multas. Mesmo assim, os locais onde o sistema for utilizado deverão informar os usuários sobre a realização do experimento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Ao contrário dos radares fixos usados no Brasil, que registram a velocidade em um ponto específico, o equipamento opera em dois ou mais locais e mede o tempo que o veículo leva para percorrer a distância entre eles. “Com essas informações, é calculada a velocidade média no trecho", diz a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Como funciona o radar de velocidade média arte/g1 Agora no g1 Onde os radares serão testados Os testes serão realizados em trechos das seguintes rodovias: Espírito Santo: trechos na BR-101/ES. Goiás: trechos na BR-414/GO. Mato Grosso do Sul: trechos na BR-163/MS. Minas Gerais: trechos na BR-050/MG, BR-381/MG, BR-040/MG e BR-116/MG. Paraná: trechos nas rodovias PR-444, PR-862, BR-376/PR, BR-163/PR, BR-277/PR e PR-151. Rio de Janeiro: trechos na BR-101/RJ (incluindo a Ponte Rio-Niterói) e BR-116/RJ. Rio Grande do Sul: trechos na BR-386/RS. Santa Catarina: trechos na BR-101/SC. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o período de 180 dias poderá ser prorrogado. O objetivo é avaliar a tecnologia para uso em rodovias federais concedidas. Neste primeiro momento, a fiscalização observará o comportamento dos motoristas nos trechos monitorados. Não haverá aplicação de multas nem registro de infrações de trânsito. “A ANTT ressalta que o projeto-piloto tem caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental. Nesta etapa, a velocidade média registrada no trecho não poderá, por si só, gerar autuação ou penalidade", diz a pasta. Sistema já é testado no Brasil há quase 10 anos A Eco Rodovias testa os radares na BR-050, em um trecho de 11 km na cidade de Uberaba (MG), que apresenta um alto índice de mortes por acidentes de trânsito. De acordo com a concessionária, o número de flagrantes caiu 22,5% na comparação entre 15 dias antes e 15 dias depois da realização de blitz educativa junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF). “A gente pegava esse motorista, levava para a tenda e explicava o projeto e instruía [sobre segurança no trânsito]. Hoje, o radar de velocidade média é voltado para campanhas de segurança viária aqui na 050”, conta o gerente de operações da Eco050 e da Ecovias do Cerrado, Bruno Araújo Silva. Antes disso, eles já emitiram 852 mil notificações em seis meses de testes em São Paulo (SP). Também de caráter educativo, o aviso não foi seguido de infração ou multa. Estes radares estavam em quatro pontos de fiscalização. Um na Avenida Jacu Pêssego, na Zona Leste de São Paulo, foi o que fez o maior número de notificações. A velocidade máxima da via, de 26 km, é de 50 km/h, mas só 3 km foram monitorados. Outros radares estavam na Avenida dos Bandeirantes, Marginal Tietê e Avenida 23 de Maio.

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Caixa e funcionários voltam a negociar nesta quarta; greve segue sem prazo para acabar
G1 (Economia)

Caixa e funcionários voltam a negociar nesta quarta; greve segue sem prazo para acabar

Bancários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado na Paraíba Renan Mesquisa/CBN v A Caixa Econômica Federal marcou uma nova mesa de negociação com os empregados para esta quarta-feira (16), em meio à greve dos trabalhadores da instituição, que segue sem prazo para terminar. A reunião foi agendada após cobrança feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em ofício enviado ao banco. O encontro vai tratar da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados da Caixa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A paralisação começou na última quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do ACT. Segundo a Contraf-CUT, mais de 90% das bases sindicais rejeitaram o texto apresentado anteriormente pela Caixa. O principal ponto de impasse é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Os trabalhadores rejeitam mudanças no modelo de custeio que, segundo a categoria, podem aumentar os gastos de empregados, aposentados e dependentes. Agora no g1 Os bancários também defendem maior participação da Caixa no financiamento do plano e a manutenção de direitos já conquistados. Além da questão do plano de saúde, a pauta da categoria inclui reajuste salarial acima da inflação, novas contratações, melhores condições de trabalho e valorização da carreira dos empregados. A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, afirmou que a nova reunião é resultado da mobilização dos trabalhadores e da atuação das entidades sindicais. O que vai resolver a campanha é o diálogo. A Caixa precisa ouvir os trabalhadores e apresentar uma saída negociada para o impasse. Segundo o sindicato, a greve continua nesta quarta-feira (16), mesmo dia da negociação. As regionais da entidade estarão abertas a partir das 7h para receber os empregados, prestar orientações, disponibilizar materiais e oferecer apoio jurídico. Em nota enviada ao g1, a Caixa afirmou que reabriu a mesa de negociação por acreditar que o diálogo é o melhor caminho para a construção de um acordo. O banco disse ainda que busca uma solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade. Segundo a Caixa, foram realizadas até o momento 54 reuniões de negociação coletiva, nas quais o banco apresentou quatro propostas distintas, incorporando, segundo a empresa, avanços e demandas apresentadas pelos representantes dos empregados. (veja nota completa abaixo) O que está em negociação O modelo de custeio do Saúde Caixa é um dos principais pontos de divergência entre os trabalhadores e a direção do banco. A categoria é contrária a mudanças que possam elevar a parcela paga pelos empregados, aposentados e dependentes. Os sindicatos defendem que a Caixa amplie sua participação no financiamento do plano e que sejam preservadas as condições já previstas no acordo coletivo. A discussão ocorre durante a negociação para renovar o ACT, que reúne regras específicas para os empregados da Caixa e complementa as condições previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários. Agência Caixa em Pimenta Bueno paralisada pela Greve. Edson Tavares Greve A greve começou em 10 de setembro e continua nesta quarta-feira (16), mesmo dia da nova rodada de negociação. O Comando Nacional dos Bancários se reuniu nesta terça-feira (15), às 17h, para avaliar o movimento nacional. Também houve reunião do Comando de Greve. Após os encontros, o sindicato deve divulgar um balanço da paralisação. A Contraf-CUT e os sindicatos afirmam que a mobilização continuará enquanto não houver um acordo considerado satisfatório para a categoria. O que diz a Caixa “A CAIXA informa que, por acreditar que o diálogo é o melhor caminho para a construção de acordos, reabriu a mesa de negociação com as entidades representativas dos empregados. O banco segue imbuído na busca de uma solução que preservem os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira. Desde o início das negociações da campanha salarial, a CAIXA manteve postura permanente de diálogo com as entidades representativas dos empregados, buscando a construção de uma solução equilibrada e sustentável para todas as partes. Foram realizadas, até o momento, 54 reuniões de negociação coletiva, nas quais o banco apresentou quatro propostas distintas, incorporando avanços sucessivos e acolhendo diversas demandas apresentadas pelas representações dos empregados. Durante esse período, os clientes podem utilizar normalmente os canais digitais e remotos do banco, com destaque para o App CAIXA, que reúne diversos serviços e transações bancárias. Também estão disponíveis o Internet Banking CAIXA, o WhatsApp CAIXA (0800 104 0104) e os aplicativos CAIXA Tem, Cartões CAIXA, Habitação CAIXA, DPVAT e FGTS. O atendimento telefônico está disponível pelo Alô CAIXA, nos números 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais localidades). Além das agências, a rede física de atendimento da CAIXA disponibiliza caixas eletrônicos, unidades lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui (CCA) e terminais da rede Banco24Horas. A localização das lotéricas e CCAs pode ser consultada na página de atendimento do banco”.

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Superquarta: Brasil deve cortar juros, e EUA, subir; entenda o que isso muda para seu bolso
G1 (Economia)

Superquarta: Brasil deve cortar juros, e EUA, subir; entenda o que isso muda para seu bolso

Superquarta: Brasil deve cortar juros A chamada “Superquarta” desta semana terá uma particularidade: os dois principais bancos centrais envolvidos devem caminhar em sentidos opostos nos juros. No Brasil, o Copom deve cortar a Selic de 14% para 13,75%, segundo as projeções de mercado. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, deve voltar a aumentar os juros, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A aposta de que o Fed vai elevar os juros disparou a 92,5%, segundo o FedWatch Tool, ferramenta que mede as expectativas dos investidores para as decisões do banco central americano. 🔎 A probabilidade ganhou força após discursos mais duros de dirigentes do Fed, entre eles o presidente Kevin Warsh, que sugeriu que o banco central americano pode precisar aumentar os juros para conter a inflação. A alta do petróleo para mais de US$ 100 o barril, em meio ao conflito entre EUA e Irã, também reforçou essa expectativa. O motivo é a inflação americana, que insiste em ficar acima do que o Fed considera confortável: 3,4% em 12 meses, longe da meta de 2%. A atividade econômica, por sua vez, perdeu fôlego — cresceu 0,4% no segundo trimestre, ante os três meses anteriores. No Brasil, os números são parecidos, mas o significado é outro. A inflação em 12 meses está em 4,22%, ainda dentro da margem de tolerância da meta do BC, e a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre, uma desaceleração contra os 1,1% registrados nos três meses anteriores. Como a alta dos juros americanos já é esperada, ela deve ter pouco impacto imediato nos mercados. O que importa agora é saber se será o início de uma sequência de altas ou um movimento isolado. A resposta ajuda a entender como a decisão do Fed pode chegar ao bolso do brasileiro — pelo dólar, pelo crédito e por outros caminhos que o g1 explica a seguir. Efeito não aparece na hora, mas vem depois A decisão do Fed pode chegar ao Brasil por diferentes caminhos, mas dois deles afetam mais diretamente o dia a dia: o dólar e o crédito. Os efeitos, porém, não costumam aparecer de imediato. Fernando Benavenuto, especialista em investimentos e sócio-fundador da Anvex Capital, explica que um deles é o câmbio — o mercado em que moedas são negociadas e que define, na prática, quanto custa comprar dólares em relação ao real. “O efeito sobre a vida concreta do brasileiro é mais lento e vem por vias indiretas. Um dólar estruturalmente mais pressionado encarece importados e insumos, o que leva semanas a meses para chegar à prateleira.” O outro caminho é o crédito. Benavenuto destaca que juro alto lá fora “reduz o espaço para o Banco Central cortar a Selic aqui” — ou seja, o financiamento da casa própria, os empréstimos e o rotativo do cartão podem continuar caros por mais tempo do que o esperado. Fed deve interromper período de estabilidade e elevar juros dos EUA Arte/g1 Detalhe que realmente move o dólar Acontece que a decisão desta quarta-feira, por si só, não conta toda a história. Junto com a decisão, o Fed divulga projeções que ajudam os investidores a entender para onde os juros americanos podem caminhar nos próximos anos. "O mercado vive de expectativas. A alta em si mexe muito pouco com o dólar, mas o sinal do que pode ocorrer nas próximas reuniões mexe e muito com a moeda", destaca Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital. Se o comunicado do Fed indicar novos aumentos pela frente, os investidores tendem a buscar títulos americanos, que são seguros e passam a oferecer uma remuneração maior. ➡️ Com mais dinheiro direcionado para esses investimentos, o dólar pode ganhar força. Benavenuto segue a mesma linha e destaca que a “verdadeira má notícia” para o real não é a alta desta quarta-feira, mas uma sinalização de que os juros americanos permanecerão altos por mais tempo ou chegarão a um nível maior do que o previsto. 🔎 Isso pode diminuir a diferença entre os juros oferecidos no Brasil e nos EUA. Essa diferença ajuda a tornar os investimentos em reais menos atraentes para investidores estrangeiros: quanto maior a vantagem dos juros brasileiros, maior tende a ser o incentivo para manter recursos no país. “Se o Fed indicar juro terminal mais elevado, esse diferencial se comprime e a moeda brasileira perde parte de seu principal pilar de sustentação. O tom da comunicação pesa mais que o número", diz Benavenuto. Quanto é culpa do Fed e quanto é da eleição? Ainda assim, o Fed não é o único fator que pode mexer com o dólar nas próximas semanas. No Brasil, a situação das contas públicas e a eleição de outubro também podem aumentar a pressão sobre o real. 🤔 Então, se a moeda americana subir, como saber o que veio de fora e o que veio do cenário brasileiro? Benavenuto explica que separar os fatores com precisão é difícil, sobretudo porque as incertezas com as contas e o cenário eleitoral já exigem um prêmio maior para o investimento em real. Mas há uma forma de identificar melhor a origem do movimento: comparar o desempenho da moeda brasileira com o de outros países emergentes. "Se o dólar sobe contra todo o mundo, a origem é externa. E se o real ‘apanha’ mais que o peso mexicano, o rand sul-africano ou o peso chileno, a origem é doméstica", explica. A leitura, porém, não é tão simples a ponto de permitir dividir o movimento do dólar em parcelas. Magno ressalta que fatores externos e domésticos podem atuar ao mesmo tempo — e até se anular nos próximos meses. "Se o tom do Fed for muito duro quanto a subir juros, o dólar tende a subir também. Porém, se [o resultado das eleições] abrir caminho para um Brasil com um arcabouço fiscal bem elaborado e crível, pode gerar confiança nos investidores estrangeiros e valorizar o real frente à moeda americana."

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Copom deve cortar taxa básica de juros da economia pela 5ª vez seguida, para 13,75% ao ano
G1 (Economia)

Copom deve cortar taxa básica de juros da economia pela 5ª vez seguida, para 13,75% ao ano

Superquarta: Brasil deve cortar juros O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (16) e deve promover o quinto corte seguido na taxa básica de juros da economia — de 14% para 13,75% ao ano. Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. ➡️Confirmada em 13,75% ao ano, a Selic atingirá o menor nível desde março de 2025, ou seja, em um ano e meio. O anúncio do Banco Central será feito após as 18h. Mesmo com o corte, em termos reais (descontada a inflação projetada para os próximos doze meses), a taxa ainda é uma das mais altas do mundo. Para o fim do ano, a aposta do mercado financeiro, até o momento, é de que o juro básico fique em 13,75% ao ano — essa seria a última queda neste ano. Agora no g1 ➡️A projeção de corte nos juros vigora apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). O governo anunciou na última semana redução de imposto e manutenção dos subsídios aos combustíveis no Brasil para atenuar o impacto da alta do petróleo no mercado interno. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na semana passada que espera que a guerra contra o Irã termine logo após as eleições legislativas de novembro. Para o banco Itaú, que projeta corte na taxa para 13,75% ao ano nesta quarta-feira, o cenário doméstico continua sendo de moderação da atividade econômica e mercado de trabalho aquecido. "A inflação corrente (IPCA cheio e núcleos) segue com dinâmica mais benigna, especialmente em alimentos e bens industriais. Expectativas de inflação não apresentaram piora adicional, mas seguem distantes da meta. Por outro lado, o cenário internacional permanece incerto, com pressão recente na curva de juros dos EUA e nova rodada de elevação das tensões no oriente médio, gerando volatilidade nos preços de petróleo", acrescentou a instituição financeira, em comunicado. Volta dos ataques no Irã pressiona Trump Como as decisões são tomadas Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028. Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 4,9%, 4,3% e 3,80% - todas acima da meta central de inflação.

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Fenacon parabeniza Sesc por seus 80 anos

Fenacon parabeniza Sesc por seus 80 anos Sistema FENACON

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Mega-Sena 3058 acumula e prêmio vai a R$ 102 milhões; confira os números sorteados
G1 (Economia)

Mega-Sena 3058 acumula e prêmio vai a R$ 102 milhões; confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3058: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3.058 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (15), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 92,4 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 102 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 14 - 23 - 53 - 56 - 57 - 60 5 acertos: 49 apostas ganhadoras, R$ 53.305,58 4 acertos: 3.632 apostas ganhadoras, R$ 1.185,42 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3068 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

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Receita Federal abre oportunidade para autorregularização de divergências em créditos de PIS/Pasep e Cofins

Receita Federal abre oportunidade para autorregularização de divergências em créditos de PIS/Pasep e Cofins Gazeta de São Paulo

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Celulares, eletrônicos e itens de pesca: bazar solidário vende produtos da Receita Federal

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Prazo para opção pelo Simples Nacional em 2027 é antecipado

Prazo para opção pelo Simples Nacional em 2027 é antecipado A Comarca | Home

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Receita Federal autoriza passagem de caças F-16 da Argentina na Base Aérea de Natal

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Receita abre regularização de créditos de PIS/Pasep e Cofins até 10 de novembro

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MPPB e Receita Federal firmam acordo para fortalecer políticas de proteção à infância e à pessoa idosa

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Devedor contumaz terá recurso julgado pela própria Receita, e não pelo Carf

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Receita Federal indica oportunidade de regularização de créditos de PIS/Pasep e Cofins

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Itabuna inicia atendimentos pelo Programa Agora Tem Especialistas e amplia acesso a consultas, exames e cirurgias no SUS

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Mais brasileiros formalizam saída do país; veja como evitar problemas com a Receita nesses casos

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Radares que fiscalizam velocidade média serão testados em 8 estados; veja onde
G1 (Economia)

Radares que fiscalizam velocidade média serão testados em 8 estados; veja onde

medidor de velocidade / radar / lombada eletronica g1 / Cauê Adamuz A Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (SUROD) autorizou, por pelo menos seis meses, testes com radares que registram a velocidade média dos veículos em oito estados brasileiros. Os testes serão realizados em trechos das seguintes rodovias: Espírito Santo: trechos na BR-101/ES. Goiás: trechos na BR-414/GO. Mato Grosso do Sul: trechos na BR-163/MS. Minas Gerais: trechos na BR-050/MG, BR-381/MG, BR-040/MG e BR-116/MG. Paraná: trechos nas rodovias PR-444, PR-862, BR-376/PR, BR-163/PR, BR-277/PR e PR-151. Rio de Janeiro: trechos na BR-101/RJ (incluindo a Ponte Rio-Niterói) e BR-116/RJ. Rio Grande do Sul: trechos na BR-386/RS. Santa Catarina: trechos na BR-101/SC. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o período de 180 dias poderá ser prorrogado. O objetivo é avaliar a tecnologia para uso em rodovias federais concedidas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Agora no g1 Neste primeiro momento, a fiscalização observará o comportamento dos motoristas nos trechos monitorados. Não haverá aplicação de multas nem registro de infrações de trânsito. “A ANTT ressalta que o projeto-piloto tem caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental. Nesta etapa, a velocidade média registrada no trecho não poderá, por si só, gerar autuação ou penalidade", diz a pasta. Mesmo em fase de testes, os pontos deverão contar com sinalização, que "deverá informar os usuários sobre a realização do experimento". Como funciona o radar de velocidade média arte/g1 Ao contrário dos radares fixos usados no Brasil, que registram a velocidade em um ponto específico, o equipamento opera em dois locais e mede o tempo que o veículo leva para percorrer a distância entre eles. “Com essas informações, é calculada a velocidade média no trecho", diz a ANTT. Sistema já é testado no Brasil há quase 10 anos A Eco Rodovias testa os radares na BR-050, em um trecho de 11 km na cidade de Uberaba (MG), que apresenta um alto índice de mortes por acidentes de trânsito. De acordo com a concessionária, o número de flagrantes caiu 22,5% na comparação entre 15 dias antes e 15 dias depois da realização de blitz educativa junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF). “A gente pegava esse motorista, levava para a tenda e explicava o projeto e instruía [sobre segurança no trânsito]. Hoje, o radar de velocidade média é voltado para campanhas de segurança viária aqui na 050”, conta o gerente de operações da Eco050 e da Ecovias do Cerrado, Bruno Araújo Silva. Antes disso, eles já emitiram 852 mil notificações em seis meses de testes em São Paulo (SP). Também de caráter educativo, o aviso não foi seguido de infração ou multa. Estes radares estavam em quatro pontos de fiscalização. Um na Avenida Jacu Pêssego, na Zona Leste de São Paulo, foi o que fez o maior número de notificações. A velocidade máxima da via, de 26 km, é de 50 km/h, mas só 3 km foram monitorados. Outros radares estavam na Avenida dos Bandeirantes, Marginal Tietê e Avenida 23 de Maio.

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PF, PM/PR e EB apreendem cigarros contrabandeados — Polícia Federal

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Receita Federal

Split payment da Reforma Tributária: o que fica de fora inicialmente?

Split payment da Reforma Tributária: o que fica de fora inicialmente? ISTOÉ DINHEIRO

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Receita Federal

Sindireceita se reúne com a Receita Federal para discutir a nacionalização das equipes de garantia do crédito tributário

Sindireceita se reúne com a Receita Federal para discutir a nacionalização das equipes de garantia do crédito tributário Sindireceita

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Receita Federal

Receita Federal retém aproximadamente 300 kg de substância análoga à maconha na Ponte da Amizade

Receita Federal retém aproximadamente 300 kg de substância análoga à maconha na Ponte da Amizade www.gov.br

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Humanidade perderá autonomia se avanço da IA não for limitado agora, diz ganhadora do Nobel
G1 (Economia)

Humanidade perderá autonomia se avanço da IA não for limitado agora, diz ganhadora do Nobel

Maria Ressa, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Gwladys Fouche/Reuters A inteligência artificial pode reduzir a autonomia da humanidade se não forem aprovadas leis para limitar seu avanço, afirmou Maria Ressa, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz. A jornalista filipino-americana, vencedora do Nobel da Paz de 2021 em reconhecimento, entre outros fatores, ao seu trabalho sobre o poder das grandes empresas de tecnologia, atua como copresidente do painel científico internacional da ONU sobre IA. O grupo estuda como a tecnologia está transformando a vida das pessoas em todo o mundo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo Ressa, a tecnologia já capturou a atenção das pessoas por meio das redes sociais e depois passou a explorar a necessidade humana de conexão e intimidade. Ela defende que os cidadãos pressionem políticos e autoridades para aprovar regras que regulamentem o uso da inteligência artificial. “Pedir regulamentação não é uma questão de liberdade de expressão. É uma questão de segurança pública”, disse Ressa, que também é cofundadora e presidente-executiva do site de notícias Rappler, à Reuters. Agora no g1 “Acho que estamos naquele momento em que, se isso não acontecer, vamos perder o controle. A situação ficará fora do nosso alcance se não agirmos agora”, afirmou durante uma visita a Oslo, onde participou de uma conferência sobre ameaças às democracias. As três ondas de IA “A inteligência artificial não é nem artificial nem inteligente. Ela existe há cerca de 70 anos, e já passou por três ondas que chegaram ao grande público”, disse. Segundo Ressa, a primeira fase foi marcada pelas redes sociais, que capturaram a atenção dos usuários, aprofundaram a polarização e contribuíram para o isolamento das pessoas. “A segunda fase consistiu em 'hackear' nossa biologia, novamente por meio da intimidade, com os chatbots”, disse Ressa. “A terceira envolve a chamada IA agentiva e multiagentiva, com modelos avançados capazes não apenas de simular comportamentos humanos, mas também de agir em nosso lugar.” Alguns críticos, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitam os apelos por maior regulamentação da IA por temer que isso prejudique a disputa tecnológica com a China. Ressa classificou esse argumento como uma “boa manobra de relações públicas”. “Na verdade, a China estabelece mais salvaguardas para seus cidadãos do que o Vale do Silício para o restante do mundo. Se você usa o TikTok, a versão disponível na China tem restrições de idade”, disse. Antes mesmo de Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, defender uma desaceleração no avanço dos modelos de IA diante dos crescentes temores de uso indevido da tecnologia, Ressa já sustentava que o primeiro passo para promover mudanças é responsabilizar as big techs. “O primeiro passo é fazer com que as empresas sejam responsabilizadas pelos danos que causaram”, disse. Ela elogiou as ações judiciais nos EUA que levaram a Meta a pagar até US$ 18 bilhões ao longo da próxima década e a restringir fortemente o uso do Facebook e do Instagram por adolescentes. Como enfrentar o problema? Ela elogiou as medidas adotadas pela União Europeia e por países como a Austrália para estabelecer limites de idade nas redes sociais, mas afirmou que isso não resolve a “falha fundamental” de que as ferramentas desenvolvidas pelas empresas de tecnologia também causam dependência entre adultos. “Sabemos que isso é prejudicial. Portanto, vocês deveriam remover os recursos que geram dependência, não apenas para adolescentes, mas para todos nós”, disse. “Não são apenas os jovens que estão sendo manipulados politicamente ao redor do mundo.” Segundo Ressa, devem ser criadas plataformas de comunicação desenvolvidas por grupos de interesse público e fora do controle das grandes empresas de tecnologia, da mesma forma que governos investem em bens públicos, como parques e praças. Ela citou como exemplo o lançamento do Rappler Communities, em 2023. Baseado no protocolo aberto, seguro e descentralizado Matrix, o Rappler Communities permitiu que a redação do Rappler se conectasse diretamente aos leitores e que os próprios leitores interagissem entre si para, nas palavras de Ressa, “ter conversas reais”. O Rappler convidou outros veículos de comunicação das Filipinas a participar da iniciativa e agora está expandindo o modelo para outros países do Sudeste Asiático. “É um lugar onde as pessoas podem se sentir seguras no ambiente digital, onde podem conversar umas com as outras e, mais importante ainda, ouvir umas às outras para que a grande obra da democracia se concretize”, afirmou.

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Lula sanciona programa que reduz impostos para instalação e ampliação de data centers
G1 (Economia)

Lula sanciona programa que reduz impostos para instalação e ampliação de data centers

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (15) o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, o chamado Redata. A medida cria incentivos fiscais para empresas que instalarem ou ampliarem os centros de processamento de dados no Brasil. Na prática, o programa reduz a cobrança de impostos sobre equipamentos usados na instalação e na expansão de data centers. O texto também prevê benefícios tributários para a exportação de serviços prestados pelo setor. A intenção do governo é atrair investimentos, ampliar a infraestrutura digital e aumentar a capacidade do Brasil de armazenar e processar dados, demanda que ganhou ainda mais importância com o avanço da inteligência artificial. O que é um data center? Agora no g1 Data center, ou centro de dados, é uma estrutura que reúne equipamentos usados para armazenar, processar e distribuir grandes volumes de informações. Há, por exemplo, data centers voltados para serviços de nuvem e também para estruturas destinadas à operação dos sistemas de inteligência artificial. O projeto que criou o Redata foi apresentado neste ano por José Guimarães (PT-CE), quando ele ainda exercia o mandato de deputado federal, antes de assumir o cargo de ministro. A proposta foi aprovada, neste mês, no dia 1º de setembro no Senado. O texto substituiu uma medida provisória do governo federal, editada em setembro de 2025, que havia perdido a validade em fevereiro deste ano sem ter sido votada pelo Congresso Nacional. Além dos incentivos tributários, o programa também estabelece contrapartidas para as empresas e traz exigências relacionadas a investimentos em pesquisa, inovação e sustentabilidade. O que as empresas terão que fazer? Para receber os benefícios fiscais, as empresas precisarão aderir ao Redata e cumprir uma série de requisitos. Entre eles, estão: destinar ao mercado brasileiro pelo menos 10% da capacidade de processamento, armazenamento e tratamento de dados; investir pelo menos 2% do valor dos produtos adquiridos com os benefícios do Redata em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação ligados à indústria digital; garantir o fornecimento da energia necessária para o funcionamento dos data centers, seja por contratos de fornecimento, seja por geração própria, seguindo as exigências previstas no programa. O texto também prevê recursos para programas de desenvolvimento industrial e tecnológico, com atenção especial às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Aposta do governo O Redata faz parte de uma estratégia do governo para tentar ampliar a infraestrutura digital brasileira. Lula já vinha defendendo a atração de investimentos em data centers e o aumento da capacidade do país de armazenar e processar informações, principalmente diante da expansão da inteligência artificial. Energia e consumo de água A sustentabilidade é um dos pontos previstos no programa e também está no centro das críticas de ambientalistas à expansão dos data centers, principalmente por causa do alto consumo de água dessas estruturas. As empresas que aderirem ao Redata terão que divulgar relatórios sobre suas instalações. Os documentos deverão informar, entre outros dados, o Índice de Eficiência Hídrica (WUE, na sigla em inglês) e as fontes de energia utilizadas para atender à demanda dos data centers. O programa também estabelece regras para o uso de fontes renováveis ou de baixa emissão de carbono no fornecimento de energia. A preocupação ambiental está relacionada ao alto consumo de recursos dessas estruturas. Data centers funcionam 24 horas por dia e concentram uma grande quantidade de equipamentos, que geram calor durante o processamento de dados. Por isso, precisam de sistemas de refrigeração constantes, o que aumenta o consumo de energia e, dependendo da tecnologia utilizada, também de água. Cenário internacional O avanço da inteligência artificial ocorre em meio a uma transformação tecnológica que tornou dados, chips e capacidade de processamento cada vez mais estratégicos na disputa entre as principais potências. Os países têm ampliado investimentos em infraestrutura para desenvolver seus próprios sistemas de IA e reduzir a dependência de tecnologia estrangeira. Nesse cenário, o governo brasileiro passou a tratar data centers, infraestrutura tecnológica e armazenamento de dados como áreas estratégicas para ampliar a autonomia tecnológica do país e sua capacidade de atrair investimentos. Pontos ainda serão regulamentados Datacenters funcionam 24 horas por dia e concentram uma grande quantidade de equipamentos Gabriella Ramos/g1 Apesar da sanção do Redata, parte das regras para o funcionamento do programa ainda precisa ser regulamentada pelo governo. Entre os pontos em discussão está a definição do que poderá ser considerado uma fonte de energia de baixo carbono para o cumprimento das exigências ambientais do programa. O governo avalia, por exemplo, se o gás natural poderá entrar nessa classificação e qual será o alcance de eventuais mecanismos de compensação de emissões. Esses critérios deverão ser detalhados em uma portaria, que deve definir também outras regras necessárias para a adesão das empresas ao regime. "E é natural q a regulamentação venha depois e a portaria para o que o decreto deixa em aberto. E n temos posição fechada ainda sobre compensação, estamos discutindo. E vamos analisar para portaria. " afirmou Ceron, secretário-executivo da Fazenda.

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Concurso Receita Federal: prazo para propostas vai até dia 18

Concurso Receita Federal: prazo para propostas vai até dia 18 Qconcursos Folha Dirigida

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Meta One: plano pago de Instagram, WhatsApp e Facebook chega ao Brasil por até R$ 2 mil por mês
G1 (Economia)

Meta One: plano pago de Instagram, WhatsApp e Facebook chega ao Brasil por até R$ 2 mil por mês

Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios A Meta oficializou nesta terça-feira (15) o lançamento do Meta One no Brasil. O plano de assinatura libera recursos extras para usuários, criadores de conteúdo e empresas no Instagram, no WhatsApp e no Facebook. O serviço oferece diferentes opções de planos, com preços e benefícios variados, e estava em fase de testes desde maio deste ano. No Brasil, os valores começam em R$ 32 e chegam a R$ 1.999 no plano mais caro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Para usuários comuns, a Meta oferece dois tipos de plano. O One Core, de R$ 32 por mês, que reúne os benefícios do Facebook Plus, Instagram Plus e WhatsApp Plus, além de dar acesso aos modelos mais avançados de IA da Meta. Já o One Premium, de R$ 97 por mês, inclui os recursos dos planos Plus de Facebook, WhatsApp e Instagram, e mais acesso a modelos avançados de IA para geração de imagens e vídeos, além de edição de vídeos. O que oferecem Instagram Plus, WhatsApp Plus e Facebook Plus Logo da Meta com seus serviços: Facebook, Instagram, WhatsApp, Messenger. Mariia Berezovsky/Unsplash Vale lembrar que a Meta já oferece no Brasil o Instagram Plus, que custa R$ 10 mensais e inclui recursos como prioridade na entrega de stories, curtidas animadas e prévia de visualização de stories sem que a outra pessoa saiba, além de fonte personalizada na bio. O WhatsApp Plus custa R$ 7 mensais e inclui figurinhas exclusivas, alteração do ícone do aplicativo no celular e opções de toques exclusivos. Já o Facebook Plus custa R$ 10 mensais e oferece recursos como stories prolongados e super-reações a stories, além de outras funcionalidades. Os planos do Meta One não substituem o Meta Verified, serviço da empresa voltado à verificação de perfis e que concede um selo azul a pessoas e empresas. "Os principais aplicativos da Meta sempre foram serviços gratuitos suportados por publicidade, e isso não vai mudar. As assinaturas nos ajudam a construir recursos que são muito especializados ou custosos demais para oferecer a todos", disse Helen Ma, vice-presidente e chefe de assinaturas da Meta. Em maio, a Bloomberg noticiou que a aposta da Meta em assinaturas é um passo fundamental para ajudar a empresa a compensar centenas de bilhões de dólares que vem gastando com o desenvolvimento de IA. A Bloomberg também lembra que Mark Zuckerberg, CEO da Meta, vem sofrendo pressão de investidores para mostrar que todo o seu empenho em IA está gerando receita. Planos para empresas e criadores de conteúdo Planos do Meta One para empresas e criadores de conteúdo. Reprodução/Meta A Meta também anunciou quatro planos voltados para empresas e criadores de conteúdo. Os valores no Brasil são: One Essencial: R$ 59 por mês; One Avançado: R$ 199 por mês; One Expert: R$ 599 por mês; e One Máximo: R$ 1.999 por mês. A Meta diz que os assinantes de todos os planos também terão acesso, 24 horas por dia, 7 dias por semana, ao Meta Business Agent no Messenger, um agente de IA "projetado para ajudar as empresas a melhorar e automatizar partes das conversas com os clientes". Entre os recursos oferecidos pelos planos estão um selo de verificado no Instagram e no Facebook e ferramentas de proteção contra a criação de perfis falsos. A partir do One Avançado, os assinantes podem programar a publicação de reels e posts com até um ano de antecedência. Também é possível programar as publicações para os horários em que o público estiver mais ativo no Facebook. Na opção mais cara, a One Máximo, além de já ter todos os benefícios dos demais planos, é possível incluir até 30 pessoas para publicar conteúdo e responder a comentários sem precisar compartilhar a senha da conta. A Meta também oferece a possibilidade de adicionar links aos Reels e de conversar com um atendente humano para receber ajuda com problemas. O plano também permite receber notificações quando alguém usar seu conteúdo no Facebook. A Meta, porém, não informa se o recurso está disponível para Instagram e WhatsApp. A ferramenta é limitada a seis acionamentos por mês. Todos esses planos incluem os recursos presentes no Facebook Plus, Instagram Plus e WhatsApp Plus. iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável Claude, rival do ChatGPT, vai revelar quem criou texto com IA; veja como vai funcionar

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OpenAI trabalha com Anthropic e Google para reforçar segurança em IA, diz agência
G1 (Economia)

OpenAI trabalha com Anthropic e Google para reforçar segurança em IA, diz agência

Empresa OpenAI lançou novo modelo de IA capaz de raciocinar e resolver questões complexas Dado Ruvic/Reuters A OpenAI, criadora do ChatGPT, afirmou que está trabalhando com as concorrentes Anthropic e Google DeepMind para discutir medidas de segurança relacionadas à inteligência artificial (IA). A informação foi divulgada pela Bloomberg News. Segundo a agência, a declaração foi feita pelo chefe de políticas globais da OpenAI, Chris Lehane. A iniciativa busca ampliar a cooperação do setor diante das crescentes preocupações de que a tecnologia possa representar riscos econômicos e de segurança. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "É melhor trabalhar em conjunto para priorizar a segurança", afirmou Lehane. Segundo o executivo, a OpenAI ainda não vê necessidade de uma isenção das regras antitruste para que as três empresas coordenem iniciativas desse tipo. Nos últimos dias, executivos de grandes empresas de tecnologia passaram a defender uma desaceleração no avanço da IA para avaliar melhor seus riscos e tornar seu desenvolvimento mais seguro. Agora no g1 O movimento ganhou força após a publicação, no último sábado (12), de um texto assinado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, desenvolvedora da IA Claude. No documento, Amodei defendeu que as empresas de inteligência artificial reduzam o ritmo de desenvolvimento de seus modelos diante das crescentes preocupações com o uso indevido da tecnologia. Ele também apresentou um plano de três etapas para desacelerar os avanços da IA e criar mais tempo para lidar com os riscos associados a ela. “Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA. O progresso continuará parecendo rápido, e precisamos fazer bom uso do tempo que ganharmos”, disse Amodei. "Dada a aceleração das capacidades da IA, me preocupa que, em seis a 12 meses, esse enxame possa ser capaz de dominar toda a internet. Se não for controlado, pode ultrapassar nossa capacidade de compreender e controlar esses sistemas. Por isso, seu desenvolvimento deve avançar com muito cuidado, se é que deve avançar", continuou. A posição também recebeu apoio de executivos de empresas concorrentes da Anthropic, entre eles Sam Altman, CEO da OpenAI, criadora do ChatGPT; Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI; e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind.Parceria ocorre em meio ao crescimento das preocupações com os riscos da tecnologia e a pedidos de líderes do setor por um ritmo mais lento no desenvolvimento da inteligência artificial. LEIA MAIS ENTENDA: O que está por trás do debate sobre desacelerar o avanço em IA? REPERCUSSÃO: Trump minimiza riscos, China vê ameaças e UE pede segurança

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Teve imposto descontado por engano? Receita esclarece quem pode pedir devolução

Teve imposto descontado por engano? Receita esclarece quem pode pedir devolução Fatos de Mato Grosso

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ONU pede 'ação urgente' para regular IA e alerta para riscos sem precedentes
G1 (Economia)

ONU pede 'ação urgente' para regular IA e alerta para riscos sem precedentes

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk. Denis Balibouse/ Reuters O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu na segunda-feira (14) uma "ação urgente" para regulamentar a inteligência artificial (IA), diante dos riscos sem precedentes apresentados pelos sistemas mais avançados da tecnologia. "Estamos à beira de uma mudança irreversível, que afeta não apenas a nós, mas também as futuras gerações da humanidade", disse Türk em um comunicado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Exorto os Estados e as empresas a se mobilizarem urgentemente em estruturas multilaterais", acrescentou. "Todos os direitos humanos estão ameaçados" por essa tecnologia, incluindo "o direito à vida", afirmou. A preocupação com as consequências da rápida evolução da IA tem crescido. Vários executivos de empresas de tecnologia dos Estados Unidos também defenderam um ritmo mais lento para os avanços nessa área. Agora no g1 No sábado, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia para permitir uma avaliação mais aprofundada dos riscos associados às novas capacidades da IA. Ele recebeu apoio público de seu homólogo da OpenAI, Sam Altman, além do bilionário Elon Musk. No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua discordância e, nesta segunda-feira, denunciou uma suposta "conspiração doentia" contra o desenvolvimento da IA. "O único que está feliz com isso é a China", escreveu o republicano em sua plataforma, a Truth Social. Segundo o alto comissário, "a atual corrida por uma IA cada vez mais poderosa representa uma mudança radical e expõe todos os aspectos de nossas vidas a um risco existencial crescente". Türk também lamentou que atualmente "dependemos quase que inteiramente de um pequeno número de empresas poderosas para tomar as decisões corretas sobre o desenvolvimento da IA para o benefício de toda a humanidade". O chefe da inteligência chinesa também alertou, no domingo, que a IA pode ameaçar a segurança nacional, já que potências estrangeiras poderiam usar a tecnologia para desestabilizar o país. Volker Türk já havia alertado o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em 7 de setembro, que a inteligência artificial poderia representar um "risco existencial para a humanidade". Nesta segunda-feira, ele pediu aos principais desenvolvedores de IA, "localizados principalmente na República Popular da China e nos Estados Unidos", que assumam a responsabilidade e ajam imediatamente para reduzir os riscos.

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Receita Federal disponibiliza opção pelo regime específico do IBS e da CBS das sociedades cooperativas

Receita Federal disponibiliza opção pelo regime específico do IBS e da CBS das sociedades cooperativas Contadores.cnt.br

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Receita Federal altera regras de trânsito em ponto de fronteira no Paraná

Receita Federal altera regras de trânsito em ponto de fronteira no Paraná Terra

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Cade aprova compra da fabricante de mísseis e foguetes Avibras pelos irmãos Batista
G1 (Economia)

Cade aprova compra da fabricante de mísseis e foguetes Avibras pelos irmãos Batista

Agora no g1 A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou na segunda-feira (14) a compra da Nova AVB, controladora da Avibras, pela Globe Investimentos, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista. A operação havia sido notificada ao órgão em agosto, e os valores da transação continuam sob sigilo. A Nova AVB é a estrutura que controla a Avibras, empresa dos setores de defesa e espacial que fabrica sistemas de artilharia, mísseis, foguetes e soluções antiaéreas, entre outros equipamentos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ao analisar o negócio, a área técnica do Cade entendeu que a operação representa uma “substituição de agente econômico”. Isso porque a Globe, empresa usada pelos irmãos Batista para fazer a aquisição, não atuava anteriormente no mercado de defesa ou em segmentos relacionados aos negócios da Avibras. Com isso, o órgão concluiu que não há sobreposição entre as atividades das empresas nem integração vertical. Na prática, a compra não reúne duas empresas que já disputavam o mesmo mercado nem coloca sob o mesmo comando diferentes etapas de uma mesma cadeia de produção. A aprovação ocorre enquanto a Avibras tenta se recuperar de uma grave crise financeira. A empresa entrou em recuperação judicial em março de 2022 e passou cerca de três anos paralisada, depois que funcionários iniciaram uma greve por falta de pagamento. 🔍Como funciona a aprovação pelo Cade: A empresa comunica a compra ao Cade, que analisa os possíveis efeitos do negócio sobre a concorrência. A Superintendência-Geral pode aprovar a operação, impor condições ou barrá-la. Após a decisão, ainda há prazo para eventuais contestações; sem recurso, a aprovação se torna definitiva e a compra pode ser concluída. Avibras tenta retomar as atividades após crise Em 2025, o Brasil Crédito tornou-se controlador da companhia ao comprar a dívida de um antigo acionista indonésio, em acordo com João Brasil Carvalho Leite, filho do fundador da Avibras. Foi nesse processo de reestruturação que os ativos industriais e tecnológicos foram concentrados na Nova AVB, enquanto a empresa original permaneceu com os passivos submetidos à recuperação judicial. A fábrica da Avibras Aeroco, em Jacareí, no Vale do Paraíba, voltou a operar em maio de 2026. Montagem com fotografias dos irmãos Wesley e Joesley Batista Getty Images/BBC News Mundo LEIA TAMBÉM: Irmãos Batista dizem que aquisição da Avibras é 'oportunidade' de entrar nos setores de defesa e aeroespacial; saiba o que diz processo ao Cade

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Rendimento do Tesouro americano atinge maior nível em quase 20 anos; entenda como isso afeta o Brasil
G1 (Economia)

Rendimento do Tesouro americano atinge maior nível em quase 20 anos; entenda como isso afeta o Brasil

Bolsa de valores de Nova York (NYSE) em 8 de abril de 2025 Reuters/Brendan McDermid Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, conhecidos no mercado como Treasuries, com vencimento de dez anos, atingiram 5,02% nesta terça-feira (15), o maior nível desde 2007. O movimento acompanha a alta dos preços do petróleo no mercado internacional e reflete o temor de que uma aceleração da inflação pressione os juros americanos para cima. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os preços da commodity voltaram a subir nesta semana após novos ataques na Arábia Saudita e no Estreito de Ormuz. Um ataque com drones em território saudita interrompeu temporariamente as operações do oleoduto Leste-Oeste, aumentando as preocupações com a oferta global de petróleo. sso porque a estrutura permite ao país contornar o Estreito de Ormuz e redirecionar suas exportações. Sua paralisação ameaça até 4% do abastecimento global da commodity, cenário que pode se agravar com as restrições à navegação no Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% do comércio mundial do petróleo antes do conflito entre Estados Unidos e Irã. Agora no g1 Os houthis do Iêmen, grupo que combate o governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita, assumiram na semana passada o controle da costa iemenita do Mar Vermelho e do Estreito de Bab al-Mandeb, pontos estratégicos para o transporte de petróleo, enquanto o Irã mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz. Diante desse cenário, a expectativa é que uma alta nos custos de energia pressione a inflação global, levando bancos centrais ao redor do mundo a elevar os juros para conter os preços. As projeções do mercado indicam que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) deve promover na quarta-feira (16) a primeira alta de juros em três anos, diante da persistência das pressões inflacionárias. O que muda para o Brasil? Quando os rendimentos dos títulos públicos americanos sobem, investidores globais costumam transferir parte de seus recursos para os Estados Unidos, já que esses ativos são considerados alguns dos mais seguros do mundo. Além de retirar recursos de países emergentes, como o Brasil, o que tende a pressionar a bolsa brasileira, a maior demanda por dólares também contribui para a valorização da moeda americana frente a outras divisas. No Brasil, o dólar mais alto tende a encarecer produtos importados e pressionar a inflação, já que diversos itens consumidos no país têm ligação com o mercado internacional, como combustíveis, produtos eletrônicos e insumos industriais. Com os preços em alta, a tendência é que o Banco Central (BC) tenha menos espaço para reduzir os juros. Taxas mais elevadas costumam encarecer o crédito e desacelerar o consumo das famílias, os investimentos das empresas e a atividade econômica. *Com informações da agência de notícias France Presse.

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Receita Federal avalia destino de vinhos raros apreendidos em São Miguel do Iguaçu

Receita Federal avalia destino de vinhos raros apreendidos em São Miguel do Iguaçu G1

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Dólar sobe e fecha a R$ 5,15 de olho no STF e à espera da Superquarta; Ibovespa avança
G1 (Economia)

Dólar sobe e fecha a R$ 5,15 de olho no STF e à espera da Superquarta; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,14% nesta terça-feira (15), cotado a R$ 5,1543. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,54%, aos 186.503 pontos, puxado pelo ganho de mais de 3% nas ações da Petrobras, que atingiu R$ 693,1 bilhões em valor de mercado, no maior patamar de sua história. O foco dos investidores foi o julgamento histórico no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. No exterior, o mercado acompanhou o petróleo e aguardou as decisões de juros da Superquarta. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A crise no STF começou após um relatório da Polícia Federal apontar troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro. Em sua primeira manifestação pública sobre o caso, o ministro negou ter favorecido ou julgado processos envolvendo o Banco Master ou o ex-banqueiro. Entenda o que aconteceu e como funciona o julgamento. A expectativa é que o Tribunal proponha uma apuração sobre o envolvimento de Moraes, mas a decisão de apurar ou não a conduta do ministro deve ser adiada. ▶️ Ainda no cenário político, o quadro eleitoral também ficou no radar. Na véspera, uma nova rodada de pesquisa Quaest mostrou a Lula (PT) com 36% das intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, contra 31% de Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, a pesquisa também mostrou uma redução na distância entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no eleitorado feminino. ▶️ Na agenda econômica, o foco ficou com as novas decisões de juros do Brasil e dos EUA, previstas para amanhã. Por aqui, a previsão é que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova mais um corte da Selic. Já em relação ao Federal Reserve (Fed, o banco central americano), a estimativa é que a instituição eleve as taxas básicas do país pela primeira vez em mais de três anos. ▶️ No exterior, as preocupações com o suprimento de energia continuaram a pressionar os preços do petróleo. Ataques à infraestrutura energética da Arábia Saudita na segunda-feira deixaram o oleoduto local Leste-Oeste fora de operação, aumentando os temores de que os danos à infraestrutura energética e às rotas de transporte possam demorar mais tempo para serem reparados. Com isso, os preços do petróleo enfrentavam mais um dia de alta, beneficiando a Petrobras. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 2,83%, cotado a US$ 108,67. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 4,43%, a US$ 105,88 o barril. ▶️ Os investidores também continuaram a acompanhar as discussões sobre o futuro da IA, após executivos defenderem uma desaceleração no avanço da tecnologia para tornar os desenvolvimentos mais seguros. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,57%; Acumulado do mês: -0,49%; Acumulado do ano: -6,09%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,38%; Acumulado do mês: +5,12%; Acumulado do ano: +15,75%. Julgamento histórico no STF O destaque da sessão fica com o julgamento previsto para esta terça-feira no STF, que deve analisar o relatório da Polícia Federal que revelou troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes. Segundo o documento, foram 52 mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025 — dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Na época, o Banco Master já era alvo de investigações. Nas mensagens, Vorcaro pede orientação jurídica, marca encontros com Moraes e ajuda para se proteger de investigações. INFOGRÁFICO: veja mensagens que Vorcaro mandou a número atribuído a Moraes antes de ser preso, segundo PF Há, no entanto, diversas questões em aberto sobre como o julgamento vai funcionar, incluindo o que será efetivamente analisado, quem participará e votará na sessão e até a possível nulidade do documento. A sessão começará regularmente, com a leitura da ata da sessão anterior e saudações aos ministros. Depois disso, os eventos acontecerão da seguinte maneira: Como relator da matéria, caberá a Fachin abrir os trabalhos apresentando um resumo dos fatos e delimitado o objeto do julgamento. Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá se manifestar, seguida de eventuais sustentações orais. Após estar manifestações, o relator apresentará seu voto. Em seguida, os ministros votarão na ordem prevista no regimento. Por fim, o presidente proclamará o resultado. O cenário que se desenha é de dificuldades para Alexandre de Moraes, mas a decisão sobre apurar ou não conduta do ministro poderá ser adiada. Em seu primeiro posicionamento público desde o início da crise, Moraes afirmou que nunca favoreceu o Banco Master ou Vorcaro e disse que jamais julgou processos envolvendo o banqueiro ou a instituição financeira. O ministro também classificou as acusações como uma tentativa de responsabilizá-lo por anotações produzidas por terceiros e afirmou que a ofensiva tem motivação "político-eleitoral". De olho nos juros As decisões de juros do BC e do Fed — ambas previstas para quarta-feira desta semana — são o principal destaque da sessão. No Brasil, a expectativa é que o Copom faça mais um corte da taxa básica (Selic), de 0,25 ponto percentual (p.p.), levando os juros para o patamar de 13,75% ao ano, no menor nível desde janeiro do ano passado. O movimento acompanha a desaceleração nos preços de inflação. Nesta semana, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, na maior queda de preços desde 2022. No Boletim Focus desta semana, o mercado financeiro também reduziu sua estimativa de inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, reforçando a perspectiva de que o BC reduza os juros. Já nos EUA, a maioria do mercado estima que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) interrompa a manutenção e decida por uma nova alta de juros nesta semana, em meio às novas altas da inflação americana. No final do mês passado, o presidente do Fed, Kevin Warsh, já havia sugerido que o BC poderia ter que aumentar os juros nos próximos meses para conter o avanço dos preços. Isso porque, segundo ele, mesmo com a melhora dos indicadores, ainda há a necessidade de cautela. "Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente", disse Warsh, durante conferência anual do Fed em agosto. "Caso contrário, temos trabalho a fazer". ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices acionários americanos fecharam em queda nesta terça-feira, conforme investidores monitoravam a alta do petróleo e os elevados rendimentos dos títulos públicos americanos, além de seguirem em compasso de espera pela decisão do Fed. O Dow Jones recuou 0,63%, o S&P 500 caiu 0,45% e o Nasdaq Composite teve perdas de 0,78%. Na Europa, as ações caíram para o mínimo em três meses nesta terça-feira, também de olho nos preços do petróleo e dos rendimentos dos títulos públicos. O índice pan-europeu STOXX 600 registrou queda de 0,3% para 634,18 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve queda de 0,15%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,34% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,37%. Na Ásia, as bolsas chinesas caíram nesta terça-feira, já que uma leve alta nas ações do setor de hardware de IA não conseguiu compensar as perdas em outros setores, com dados mistos de agosto indicando uma demanda interna persistentemente fraca. O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,5%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, teve perdas de 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, caiu 0,01% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,85%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. Tatan Syuflana/ AP

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Receita publica APIs para apuração da CBS

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Receita federal em Joaçaba em operação conjunta com PMRv-SC apreende cerca de 7 mil garrafas de vinho em Abelardo Luz (SC)

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'Comércio global vive momento crítico', alerta OMC em meio a guerras comerciais e novas tarifas
G1 (Economia)

'Comércio global vive momento crítico', alerta OMC em meio a guerras comerciais e novas tarifas

Miriam Leitão: Brasil defende multilateralismo na OMC A Organização Mundial do Comércio (OMC) afirmou nesta terça-feira (15) que o sistema de comércio global vive um “momento crítico” e defendeu uma reforma das regras que organizam as relações comerciais entre os países. O alerta ocorre em meio ao aumento das disputas comerciais e à adoção de novas tarifas por grandes economias, especialmente os Estados Unidos. Para a OMC, o risco é que o comércio mundial deixe de funcionar cada vez mais com base em regras comuns e passe a ser dividido em blocos de países. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a organização, as regras atuais têm dificuldade para acompanhar mudanças na economia mundial, como o aumento da intervenção dos governos, o avanço do comércio digital, a transformação das cadeias globais de produção e o aumento das tensões políticas entre as grandes potências. Fio: como as guerras comerciais foram se acumulando: EUA x China A grande virada veio em 2018, quando o governo de Donald Trump começou a impor tarifas sobre produtos chineses, alegando práticas comerciais injustas e transferência de tecnologia. A China respondeu com tarifas sobre produtos americanos, dando início a uma escalada que ficou conhecida como guerra comercial. A disputa continuou nos anos seguintes Mesmo depois de um acordo parcial entre EUA e China, a relação comercial continuou marcada por tarifas, restrições a tecnologias e disputa por setores estratégicos, como semicondutores, baterias e veículos elétricos. EUA x Canadá O Canadá também entrou no radar das medidas protecionistas americanas. Nos últimos anos, os dois países trocaram medidas sobre produtos como aço, alumínio e, mais recentemente, outros setores. A relação é especialmente sensível porque EUA e Canadá têm uma das maiores relações comerciais do mundo. EUA x Brasil Em 2025/2026, o Brasil também passou a enfrentar novas tarifas americanas. Em julho de 2026, o governo brasileiro levou a disputa à OMC, contestando as medidas dos EUA. E a China entrou no centro de novas disputas A expansão das exportações chinesas, especialmente em setores como carros elétricos, aço e produtos industriais, passou a provocar novas reações de EUA, União Europeia e outros parceiros. Governos acusam Pequim de subsidiar empresas e gerar excesso de oferta, enquanto a China critica o uso de tarifas para proteger mercados. É esse cenário que preocupa a OMC O alerta desta terça-feira é que as disputas comerciais podem ir além de tarifas isoladas. Para a organização, o risco é que o comércio mundial se divida em grandes blocos, enfraquecendo as regras comuns que organizam as relações entre os países. Fragmentação teria impacto na economia mundial A OMC calculou o que poderia acontecer caso o comércio internacional se dividisse em blocos geopolíticos concorrentes. Nesse cenário, o PIB global seria 5,1% menor até 2050, enquanto as exportações cairiam 18,6%, em comparação com um mundo sem essa fragmentação. Em uma situação ainda mais grave, em que a cooperação comercial entre os países entrasse em colapso e fosse substituída por uma série de acordos de livre comércio separados, o impacto seria maior: o PIB global poderia ficar 6,9% menor e as exportações cairiam quase 27%. O efeito não seria igual para todos. Segundo o relatório, os países menos desenvolvidos seriam os que mais poderiam perder com uma fragmentação do comércio. Por outro lado, uma cooperação multilateral mais forte poderia aumentar o PIB global em 2,9% e elevar as exportações em quase 18%, de acordo com as estimativas da organização. O que está mudando no comércio mundial Durante décadas, a OMC foi um dos principais fóruns para estabelecer regras para o comércio internacional e resolver disputas entre países. Esse sistema, porém, vem perdendo força: o principal mecanismo de recursos da organização, o Órgão de Apelação, está paralisado desde 2019, depois que os Estados Unidos bloquearam a nomeação de novos integrantes. Na prática, os países continuam podendo levar disputas à OMC, mas ficou mais difícil chegar a uma decisão final e fazer com que o processo avance até o fim. Mesmo nesse cenário, o Brasil recorreu à organização em julho para contestar tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A iniciativa foi vista também como uma forma de registrar formalmente a contestação e defender a importância das regras multilaterais. Países têm dificuldade para reformar a OMC A organização reúne 166 membros e funciona, em grande parte, com base no consenso. Isso significa que mudanças importantes dependem da negociação entre países com níveis de desenvolvimento e interesses econômicos muito diferentes. Em março, os membros não conseguiram chegar a um acordo sobre um pacote de reformas durante uma reunião ministerial em Yaoundé, nos Camarões. As negociações foram retomadas em Genebra e envolvem temas como a forma de tomada de decisões da organização, a solução de disputas comerciais e os efeitos de subsídios e da intervenção dos governos nas economias. Mais tarifas e acordos fora da OMC Ao mesmo tempo em que a OMC tenta reformar suas regras, países têm buscado acordos regionais ou específicos para determinados setores, enquanto governos usam tarifas e negociações diretas para defender seus interesses. Em março, por exemplo, um grupo de membros da organização concordou em avançar com as primeiras regras básicas para o comércio digital por meio de um acordo plurilateral, sem a participação de todos os integrantes. A medida permite avançar entre um grupo de países mesmo sem um acordo que envolva os 166 membros. A medida mostra uma das alternativas que vêm sendo usadas para tentar avançar em temas específicos mesmo quando não há consenso entre os 166 membros. Para a OMC, o desafio é evitar que essas disputas levem a uma divisão permanente do comércio mundial. Segundo a organização, quanto mais o comércio se afastar de regras comuns, maiores podem ser os custos para a economia global, principalmente para os países mais pobres. Donald Trump dos EUA, Lula do Brasil, Carney do Canadá e Xi Jinping da China REUTERS *Com informações da Reuters

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Receita Federal concede benefício fiscal para obras em rodovias de Minas e do Paraná

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Lagarta aparece coberta de 'casulos' brancos em SP; entenda o que aconteceu
G1 (Economia)

Lagarta aparece coberta de 'casulos' brancos em SP; entenda o que aconteceu

Conheça a vespa que usa lagartas como 'berçário' e mata as hospedeiras Isaias Soares, de Campinas (SP), encontrou uma lagarta com uma aparência incomum e procurou o Globo Rural para entender o que estava acontecendo. Na verdade, o inseto estava coberto por pupas da vespa parasitoide Cotesia congregata, uma inimiga natural das lagartas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 🔎 A pupa é uma espécie de casulo que corresponde à fase de transformação entre a larva e a vespa adulta. O ciclo começa quando a vespa deposita seus ovos no corpo da lagarta. Após a eclosão, as larvas se desenvolvem em seu interior, retirando dela os nutrientes necessários para crescer. Quando atingem um estágio mais avançado, as larvas deixam o corpo da hospedeira e formam pequenos casulos brancos visíveis em sua superfície. Alguns dias depois, dessas pupas emergem novas vespas adultas. Ao final do processo, a lagarta morre. Leia também: Do peixe à energia: como o calor recorde dos oceanos pode encarecer alimentos e afetar turismo Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto Brasil é o segundo país a proibir produção e comércio de foie gras

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‘Uma mão na frente e outra atrás’: mais de 3 mil demitidos das Casas Bahia ainda esperam verbas rescisórias
G1 (Economia)

‘Uma mão na frente e outra atrás’: mais de 3 mil demitidos das Casas Bahia ainda esperam verbas rescisórias

Justiça manda Casas Bahia reverter demissões e limita novos cortes No último dia 16 de agosto, o Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar uma dívida estimada em R$ 17,3 bilhões. Para cerca de 3 mil trabalhadores, a crise havia começado três dias antes, quando a empresa iniciou uma onda de demissões e o fechamento de 298 lojas em todo o país. Ao protocolar o pedido de recuperação judicial, o grupo incluiu os demitidos na lista de credores. Assim, os funcionários atingidos tiveram as verbas rescisórias "congeladas" enquanto aguardam o plano de recuperação da varejista. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo relatos de funcionários, há ainda dificuldades para acessar benefícios como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro-desemprego. (saiba mais abaixo) Os problemas ocorrem em meio a uma disputa judicial sobre a validade das demissões. O corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro José Roberto Freire Pimenta, negou um pedido da empresa para derrubar a decisão que suspendeu as demissões coletivas contestadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). Com a decisão, permanece válida a determinação para que a empresa restabeleça provisoriamente os vínculos de emprego e os benefícios dos trabalhadores atingidos. A liminar também proíbe novas demissões sem acordo prévio com o sindicato. O Grupo Casas Bahia ainda aguarda a análise, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), de um recurso apresentado contra a decisão, sem data para análise. Sem receber a rescisão Pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a empresa tem até 10 dias corridos após o término do contrato para pagar as verbas rescisórias. Mas, no caso desses demitidos pelas Casas Bahia, o pedido de recuperação judicial coloca as verbas rescisórias na Classe I de credores, categoria destinada aos créditos trabalhistas e que tem prioridade de pagamento em relação a outras dívidas da empresa. O dinheiro fica travado porque os créditos gerados antes do pedido de recuperação judicial podem ser incluídos no plano de pagamento. O recebimento, portanto, depende do cronograma que vier a ser aprovado pela Justiça. "O trabalhador entra na fila de credores e passa a aguardar a definição do plano de pagamento. Muitos sequer sabem quanto têm a receber ou quando isso acontecerá", afirma João André Vidal de Souza, que representa a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). Segundo ele, a situação é mais preocupante para trabalhadores em condição de vulnerabilidade, como gestantes, pessoas em tratamento médico e empregados com estabilidade prevista em lei. Para ele, a crise financeira da empresa não pode resultar na perda de garantias dos trabalhadores. A CNTC reivindica que as verbas rescisórias não sejam submetidas ao regime dos créditos concursais da recuperação judicial e pede prioridade no pagamento. Em nota enviada ao g1, o Grupo Casas Bahia afirmou que os direitos dos trabalhadores desligados continuam assegurados, mesmo com a recuperação judicial, e que os valores de rescisões passaram a seguir as regras e os procedimentos previstos no processo de recuperação. A empresa disse também que já disponibilizou aos trabalhadores as orientações necessárias para acesso ao seguro-desemprego e ao saque do FGTS. Sem rescisão, trabalhadores relatam dificuldades financeiras A ex-vendedora Talita Magalhães, de 42 anos, que trabalhou por mais de oito anos nas Casas Bahia, afirma que os primeiros sinais de dificuldades surgiram cerca de dois meses antes das demissões, quando produtos começaram a desaparecer das prateleiras e dos estoques das lojas. “Eu estava na empresa há oito anos e nunca tinha visto faltar produto. Começou a faltar celular, notebook, geladeira, máquina de lavar. A gente perdia venda porque o cliente queria levar o produto na hora e não tinha estoque”, relata. Segundo Talita, apesar da redução na oferta de mercadorias e do impacto nas vendas, as metas dos vendedores foram mantidas. Como parte da remuneração vinha de comissões e premiações, a queda nas vendas também reduziu os ganhos dos funcionários. “Na véspera, chamaram todos os funcionários para uma reunião. Muita gente acreditou que seria uma transferência para outras lojas. Mas, quando começaram a chamar um por um, percebemos que era para assinar a demissão”, conta. “Passaram os 10 dias e ninguém recebeu nada. Não recebemos explicação e ficamos completamente no escuro”, afirma. Segundo Talita, muitos trabalhadores enfrentam dificuldades financeiras enquanto aguardam uma definição sobre os pagamentos. “Tem gente que paga aluguel, tem mãe solo, pessoas com filhos pequenos. Nós saímos sem receber rescisão, multa do FGTS ou qualquer outro valor. Saímos com uma mão na frente e outra atrás”, relata. A ex-vendedora afirma que recebeu a chave para acessar o FGTS, mas não recebeu as verbas rescisórias nem a multa de 40%. Como já havia usado o saldo do fundo para comprar um imóvel e aderido ao saque-aniversário, diz que não tinha valores disponíveis para sacar. Segundo ela, o plano de saúde foi cancelado e houve diferenças no pagamento do vale-alimentação: alguns ex-funcionários receberam o benefício, enquanto outros não. Outro problema envolve o chamado carnê de funcionário. Segundo Talita, mesmo após o desligamento, os ex-empregados continuam sendo cobrados pelas parcelas de compras feitas enquanto trabalhavam na empresa. Talita Magalhães, de 42 anos, trabalhou como vendedora nas Casas Bahia por mais de oito anos. Reprodução/Redes Sociais A ex-coordenadora de tecnologia Vanessa Marques, de 46 anos, que trabalhou por dois anos na empresa, afirma que os atrasos no pagamento de fornecedores de sua área e a redução da equipe de prestadores de serviços mostraram que algo não ia bem. “Para mim, era uma desorganização do financeiro. Eu achava que o financeiro estava enrolado e não estava pagando. Mas deveria ter sido um sinal do que estava acontecendo”, relata. Vanessa afirma que a diretoria dizia aos funcionários que a empresa estava bem. Em abril, inclusive, eles receberam Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e incentivos de produtividade. “Eu fiquei sabendo do meu desligamento e do desligamento de pessoas da minha equipe por outras pessoas”, conta. Segundo Vanessa, a comunicação oficial só chegou no fim da tarde, depois de ela ter sido informada por colegas sobre os desligamentos. “O problema não é só a falta de pagamento. Não havia um padrão de comunicação. Algumas pessoas recebiam informações, outras não. Tinha trabalhador sem acesso aos códigos necessários para solicitar o seguro-desemprego e gente que ainda não conseguiu fazer o exame demissional”, relata. “Eles sabiam que iam fazer isso. Precisavam ter se preparado minimamente para dar algum tipo de suporte para essas pessoas”, afirma. A ex-coordenadora afirma que os próprios trabalhadores têm se mobilizado para ajudar colegas que ficaram sem renda após os desligamentos. “Você trabalha e o seu salário é o sustento da sua família. Sem ele, você faz o quê?”, questiona. A ex-coordenadora de tecnologia Vanessa Marques, de 46 anos, trabalhou por dois anos nas Casas Bahia, onde atuava no modelo remoto. Arquivo Pessoal/Redes Sociais Negociação busca acelerar pagamentos aos trabalhadores Trabalhadores e empresa tentam chegar a um acordo para o pagamento das verbas rescisórias. A liminar que suspendeu as demissões, sob o entendimento de que não houve negociação prévia com os sindicatos, abriu espaço para uma tentativa de conciliação. O caso foi encaminhado ao Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc) da Justiça do Trabalho em Brasília. O juiz Rogério Neiva Pinheiro conduz as negociações entre a empresa e as entidades que representam os trabalhadores. Uma das principais preocupações é encontrar uma alternativa para acelerar o pagamento das verbas rescisórias. “O caminho natural é que esses créditos sejam tratados dentro da recuperação judicial, o que depende de uma série de procedimentos, como a definição do quadro de credores e a aprovação de um plano de recuperação. Isso pode levar meses”, afirmou o juiz. As negociações buscam minimizar os efeitos desse processo para os trabalhadores. “Estamos trabalhando na tentativa de construir uma solução que permita agilizar esse pagamento e minimizar os prejuízos aos trabalhadores”, disse. O magistrado afirmou ainda que as discussões têm como referência soluções adotadas em outras recuperações judiciais de grande porte, como a da Americanas. Nesses casos, foram criados mecanismos para antecipar o pagamento de verbas trabalhistas antes da conclusão de todas as etapas do processo. Próximos passos As próximas semanas serão decisivas para as negociações envolvendo os trabalhadores demitidos pelas Casas Bahia. Sindicatos, representantes da empresa e órgãos da Justiça do Trabalho mantêm reuniões e audiências em São Paulo e Brasília para tentar encontrar uma solução para o impasse. Em São Paulo, empresa e sindicato se reuniram ainda em setembro para discutir o levantamento detalhado dos trabalhadores atingidos pelas demissões. Uma nova audiência de conciliação está marcada para quarta-feira (16) no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), com acompanhamento do Ministério Público do Trabalho (MPT). O Ministério Público do Trabalho informou em nota que o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, criou um Grupo Especial de Atuação Finalística (GEAF) para acompanhar o caso e investigar o pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores. Entre os principais pontos em discussão estão o pagamento das verbas rescisórias, a situação de trabalhadores com estabilidade prevista em lei, como gestantes e integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), e a manutenção de benefícios para funcionários em tratamento médico. As entidades sindicais também cobram da companhia informações detalhadas sobre os trabalhadores afetados, incluindo empregados com estabilidade legal, dirigentes sindicais e pessoas com problemas de saúde que possam ter sido atingidas pelas demissões. Em Brasília, as tratativas continuam no Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc) do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), sob mediação do juiz Rogério Neiva Pinheiro. Uma das principais propostas em discussão é a criação de um mecanismo que permita antecipar o pagamento das verbas rescisórias e regularizar questões como FGTS e planos de saúde, sem que os trabalhadores precisem aguardar todas as etapas da recuperação judicial. No campo judicial, segue no TRT-10 o julgamento do agravo interno apresentado pelas Casas Bahia contra a liminar que determinou o restabelecimento provisório dos vínculos de emprego. A CNTC também deverá apresentar a ação principal à 11ª Vara do Trabalho de Brasília. Outra possibilidade em discussão é a realização de novas demissões após negociação prévia com os sindicatos, conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a necessidade de interlocução sindical em casos de dispensas coletivas. Caso haja nova negociação e um novo processo de reestruturação do quadro de funcionários, os efeitos da liminar que determinou o restabelecimento provisório dos contratos poderão ser alterados. Segundo o presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, as entidades sindicais atuam em duas frentes: a ação movida pela CNTC em Brasília, que resultou na liminar que suspendeu os desligamentos coletivos, e as negociações conduzidas em São Paulo com representantes da empresa. "Não nos interessa quebrar a empresa. O que nós queremos é que haja respeito por esses trabalhadores que contribuíram durante anos para a manutenção da companhia e que agora precisam receber os direitos que lhes são garantidos por lei", afirma. O sindicato aguarda que a empresa apresente dados sobre empregados com estabilidade prevista em lei, integrantes da Cipa, dirigentes sindicais e trabalhadores com problemas de saúde que possam ter sido atingidos pelas demissões. "Estamos tentando construir uma solução que preserve os empregos remanescentes e garanta os direitos daqueles que foram desligados. Há trabalhadores que dedicaram 10, 15, 20 anos à empresa e que não podem ficar sem uma resposta", diz. A CNTC continua orientando trabalhadores das Casas Bahia a procurar o Sindicato dos Comerciários de sua cidade ou região para esclarecer dúvidas, relatar problemas e receber assistência jurídica, inclusive em casos de demissões ou suspensão de benefícios. Loja das Casas Bahia em shopping de São José dos Campos é fechada. Sarah Brito/g1

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Por que cofundador da Anthropic defende um 'botão de desligamento' obrigatório para IA
G1 (Economia)

Por que cofundador da Anthropic defende um 'botão de desligamento' obrigatório para IA

Para Jack Clark, os detalhes sobre um 'botão de desligamento' devem fazer parte da 'discussão política' em torno da IA Kevin Dietsch/Getty Images via BBC Um dos cofundadores de uma das maiores empresas de IA do mundo afirmou que um "botão de desligamento" da inteligência artificial, que possa ser verificado de forma independente, talvez seja obrigatório para as empresas. Jack Clark, um dos sete fundadores da Anthropic, disse que uma forma de desligar completamente os mecanismos de IA caso eles se tornem muito perigosos é algo que a sociedade "talvez queira regulamentar". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Clark afirmou que "a maioria dos laboratórios tem maneiras diferentes de desligar os equipamentos", incluindo a Anthropic, mas disse que os legisladores podem precisar impor a existência de uma dessas maneiras. O rápido desenvolvimento da IA e os receios sobre os riscos que a tecnologia representa para a humanidade foram colocados em evidência por uma série de alertas de executivos e funcionários de empresas de IA. Agora no g1 Algumas pessoas afirmaram publicamente que existe a possibilidade de que essa tecnologia, se não for controlada, possa matar toda a humanidade. O diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, pediu no fim de semana que o ritmo de desenvolvimento da IA seja desacelerado e monitorado mais de perto, como a empresa já fez antes, embora alguns tenham questionado as motivações por trás disso. Amodei acrescentou que qualquer ação para conter o desenvolvimento da IA deve ser feita "sem sacrificar a vantagem comercial". Clark disse à BBC que os detalhes sobre os requisitos e a verificação do "botão de desligamento" devem fazer parte da "discussão política mais ampla" que está ocorrendo em torno da IA. "Deveríamos exigir que as empresas tivessem um botão de desligamento automático? Esse botão de desligamento automático pode ser verificado por terceiros?", perguntou ele. "Acho que esse é o tipo de coisa que a sociedade vai querer saber e que, eventualmente, regulamentar." A Anthropic, fundada em 2021 por um grupo de ex-funcionários de sua concorrente OpenAI, está atualmente no centro de um debate sobre a segurança da IA. Na semana passada, uma publicação de um pesquisador de inteligência artificial que deixou a Anthropic por receio de que a IA pudesse exterminar a humanidade viralizou. O pesquisador de inteligência artificial Jacob Coxon X/Reprodução Em resposta, o cientista antropológico Evan Hubinger disse que, pessoalmente, acreditava que a possibilidade de extinção da humanidade devido à IA era de "10% na próxima década". O cientista da computação e ganhador do Prêmio Nobel Geoffrey Hinton, conhecido como o "Pai da IA", disse à BBC na sexta-feira que uma probabilidade de 10% de a IA matar todos os humanos "não é irrazoável". Questionado sobre qual porcentagem ele atribuiria ao número total de humanos mortos por IA, Clark disse: "Não acho que essas estatísticas sejam muito úteis", mas acrescentou que permitir que a IA continue como uma "indústria totalmente desregulamentada" era uma má ideia. "Estamos jogando dados com riscos imensos", disse Clark. "E a questão é que precisamos mudar o rumo desta indústria." Anthropic é a criadora do assistente de IA Claude Matteo Della Torre/NurPhoto via Getty Images/BBC Legisladores dos EUA apresentaram um projeto de lei apelidado de "Kill Switch Act" (Lei do Botão de Desligamento, em tradução livre) que exigiria que as empresas tivessem uma maneira de desativar ferramentas de IA problemáticas. Isso também daria a certas agências governamentais o poder de exigir que uma ferramenta fosse desativada ou limitada. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a ideia de qualquer tentativa de desacelerar a IA, afirmando nas redes sociais: "A IA dominar o mundo, destruir a humanidade e todas as outras coisas ruins é uma FARSA". "Há uma conspiração DOENTIA em curso contra a IA e os Data Centers, e o único que está feliz com isso é a China. QUEM VENCER NA IA, VENCE!", escreveu ele em outra publicação. No Reino Unido, o governo rejeitou recentemente a ideia de criar um interruptor de segurança, com um porta-voz afirmando que isso "não impediria que fossem desenvolvidos ou usados indevidamente em outros lugares". Entretanto, alguns na indústria da IA sugeriram que os receios de que ela destrua a humanidade são exagerados ou podem ter sido concebidos para gerar alarde. Clement Delangue, líder da plataforma de desenvolvedores Hugging Face, que foi alvo de um ataque hacker da OpenAI, afirmou na semana passada que tais alegações carecem de "perspectiva". George Arison, líder do Grindr, afirmou que os receios em torno das ferramentas de IA estavam sendo usados pelas empresas para apoiar seus planos de negócios. "A única maneira de justificar essas avaliações é afirmar: 'Vou dominar todos os setores e todos os empregos, e minha IA fará todo esse trabalho'", disse Arison. A Anthropic criou o popular Claude e, este ano, lançou diversos modelos de IA cada vez mais capazes, a tecnologia que está na base dos chatbots de IA. Juntamente com a OpenAI, a Anthropic relatou diversos incidentes em que agentes de IA, que são bots que operam de forma relativamente autônoma, agiram de maneiras inesperadas. A Anthropic está se preparando para uma oferta pública inicial (IPO) potencialmente recorde na bolsa de valores, permitindo que as pessoas comprem ações da empresa. A OpenAI, que recentemente foi avaliada em US$ 852 bilhões (R$ 4,3 trilhões), era esperada para fazer o mesmo, mas Altman, da OpenAI, disse na semana passada que isso não acontecerá este ano devido ao debate atual sobre a segurança da IA. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

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Receita esclarece regras para importação por conta e ordem no Simples Nacional

Receita esclarece regras para importação por conta e ordem no Simples Nacional Sistema FENACON

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'Dominar toda a internet', 'matar seres humanos': o que já disseram executivos e especialistas sobre os riscos da IA
G1 (Economia)

'Dominar toda a internet', 'matar seres humanos': o que já disseram executivos e especialistas sobre os riscos da IA

Diversas cidades tiveram marchas contra a inteligência artificial ao longo do último ano Getty Images via BBC Nos últimos meses, executivos de grandes empresas de tecnologia, ativistas e organizações não governamentais passaram a defender uma pausa no avanço da inteligência artificial para tornar seu desenvolvimento mais seguro. Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio; entenda o que está por trás disso 'Freio' na IA? Debate leva gigantes da tecnologia ao radar dos investidores; ações operam mistas Muitas dessas falas expressam preocupação com a possibilidade de a inteligência artificial ganhar poder excessivo sobre a internet e até "matar seres humanos". Além disso, elas defendem a criação de órgãos internacionais para estabelecer regras e padrões de segurança para o desenvolvimento da tecnologia. Relembre abaixo algumas dos comentários públicos sobre os riscos da IA: Dario Amodei, CEO da Anthropic CEO da Anthropic pede que setor desacelere ritmo de desenvolvimento da IA Em artigo publicado em 12 de setembro, o CEO da Anthropic, criadora da IA Claude, pediu que as empresas de inteligência artificial moderem o ritmo de avanço das capacidades de seus modelos diante do aumento das preocupações com o uso indevido da IA. "Dada a aceleração do desenvolvimento de capacidades de IA, me preocupa que, em 6 a 12 meses, tal enxame possa ser capaz de dominar toda a internet. Se não for controlada, pode ultrapassar nossa capacidade de entender e controlar esses sistemas, e por isso seu desenvolvimento deve avançar com muito cuidado, se é que deve avançar", escreveu Amodei. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O discurso também foi defendido por executivos de empresas que concorrem com a Anthropic, como Sam Altman, CEO da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT; Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI; e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind. Sam Altman, CEO da OpenAI Ao concordar com a declaração de Amodei, o CEO da organização que comanda o ChatGPT disse que é preciso "marcar um ritmo da fronteira" de IA. " Esse tem sido um tema principal das discussões que tivemos na OpenAI. Comprometer-se a ter avaliadores independentes com acesso semelhante ao dos funcionários é uma ótima ideia, e faremos o mesmo. Teremos mais para compartilhar em breve", escreveu Sam Altman. A empresa anunciou, no início de agosto, que estava desacelerando o desenvolvimento de seus modelos de inteligência artificial enquanto reformula seus sistemas de pesquisa e treinamento após agente em teste invadir sistemas de outra empresa. REPERCUSSÃO: Trump minimiza riscos, China vê ameaças e UE pede segurança "É o primeiro incidente de (ciber)segurança que me provocou uma reação visceral", reconheceu Altman em uma entrevista para o podcast "Invest Like The Best". "Mas, a longo prazo, surge a pergunta sobre o que fazer caso nos deparemos com um novo ritmo de avanço" da IA, explicou, em um contexto em que "poderíamos ter que desacelerar o ritmo de desenvolvimento da IA para dar tempo suficiente à sociedade para lidar com essas novas capacidades". Jacob Coxon, ex-pesquisador da OpenAI e da Anthropic Também em setembro de 2026, Jacob Coxon, pesquisador britânico de inteligência artificial de 27 anos, deixou a indústria acusando a OpenAI e a Anthropic de “brincar com as nossas vidas”. Coxon havia trocado a OpenAI pela Anthropic por considerar a empresa mais prudente. "Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X. "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon. Evan Hubinger, diretor de segurança na Anthropic, deu razão a Coxon no X. "Nós realmente acreditamos que a IA pode matar seres humanos". Em caráter pessoal, ele calculou o risco em "mais de 10%" dentro da próxima década. ONU O Alto Comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos alertou, no início de setembro, para a necessidade de criar rapidamente mecanismos de governança para a inteligência artificial. Segundo ele, a IA avançada pode "representar um risco existencial para a humanidade". "Uma IA que escapa de seu ambiente de teste ou que chantageia os desenvolvedores para evitar ser desativada é uma IA muito poderosa", declarou o Alto Comissário, Volker Türk, na abertura do 63º período de sessões do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. Türk lamentou que "um punhado de homens tenha um poder quase ilimitado sobre a IA, que nos dizem repetidamente ter uma capacidade de computação inimaginável". 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA Bill Gates, Cofundador da Microsoft Em agosto de 2026, Gates, que vinha adotando uma visão mais otimista sobre a IA, afirmou estar preocupado com o uso da tecnologia em ataques, substituição de trabalhadores e manipulação de usuários. Ele citou testes de segurança nos quais modelos da OpenAI, Anthropic e Meta conseguiram realizar ataques contra sites reais. “Esses incidentes de segurança são chocantes e deveriam impressionar as pessoas”, disse. O bilionário também defendeu a criação de uma organização internacional para administrar questões relacionadas à inteligência artificial. Trump critica quem pede cautela O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres antes de embarcar no Air Force One na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, em 9 de setembro de 2026. Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP O presidente dos EUA, Donald Trump, comparou, neste domingo (13), os críticos da inteligência artificial a "forças muito negativas" que estão levantando cenários que não vão acontecer. Ele também disse que quer garantir que os EUA continuem na liderança do setor. "Estamos liderando em relação à China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero manter assim porque quem vencer na IA, vence tudo [...] Poderíamos colocar barreiras de proteção. Podemos fazer isso e aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas que estão trazendo esse assunto à tona quando não deveriam", afirmou Trump. A China, que disputa com os EUA a liderança no desenvolvimento de IA, afirmou que a tecnologia pode ameaçar a segurança nacional ao ser usada por potências estrangeiras para minar a ordem social do país. "Forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais", escreveu o ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, em um artigo publicado online no domingo. Em seu texto, Amodei defende uma colaboração entre empresas de "países democráticos" e aconselha "não vender chips de IA potentes ou equipamentos de fabricação de semicondutores para a China". Ele diz que "as medidas aumentam a influência das democracias e tornam um acordo [com a China] mais provável no futuro". Nesta segunda-feira, o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, disse que o bloco é a favor do desenvolvimento da inovação em IA, mas que as empresas precisam comprovar que seus serviços são seguros. Já o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, vê como positivo o debate entre as principais empresas de IA sobre os riscos da tecnologia para o futuro da humanidade, afirmou seu porta-voz. Segundo ele, as decisões sobre o tema precisam se basear em evidências. O que realmente acontece com seus dados quando você clica em 'deletar'?

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Após crise do metanol, garrafas ganham selo que permite detectar bebidas falsificadas pelo celular
G1 (Economia)

Após crise do metanol, garrafas ganham selo que permite detectar bebidas falsificadas pelo celular

Um ano após crise do metanol, investigações avançam, mas ainda há mortes no país por intoxicação Os casos de intoxicação por metanol registrados ao longo de 2025, que deixaram ao menos 25 mortos no país e levaram autoridades de saúde a emitir alertas, colocaram a autenticidade das bebidas no centro das discussões. O tema, antes mais associado aos prejuízos econômicos da indústria e ao comércio ilegal, passou a envolver diretamente questões de saúde pública e fez a indústria de bebidas alcoólicas se mexer. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nesta terça-feira (15), a Diageo, fabricante de bebidas e dona de marcas como Johnnie Walker e Smirnoff, anunciou uma solução feita em parceria com a Securetrace, empresa especializada em tecnologias de segurança usadas em documentos oficiais e sistemas de prevenção a fraudes, para verificar digitalmente a origem das bebidas da companhia. A proposta é simples: o consumidor aponta a câmera do celular para um selo na embalagem, e o sistema informa se a garrafa foi identificada como autêntica. O Selo Drink Seguro permite aos consumidores conferir a autenticidade de bebidas alcoólicas. Rafaela Zem/g1 ➡️ A implementação, por enquanto, está restrita ao mercado brasileiro e abrange categorias que historicamente registram casos de falsificação, como uísques, vodcas, gins, tequilas e licores. “O selo é muito claramente para o consumidor, no sentido de resgatar a confiança, de ele conseguir ter autonomia e visibilidade daquilo que está consumindo. (...) Também é uma maneira de dar credibilidade para o estabelecimento”, afirma Paula Lindenberg, presidente da Diageo no Brasil. Cerca de 4 milhões de garrafas já recebem o selo por mês. A tecnologia está presente em 100% do portfólio importado e na Smirnoff engarrafada no Brasil, o que corresponde a 95% do negócio de destilados da companhia no país. Segundo a Securetrace, o selo usa a mesma tecnologia presente em recursos de proteção do passaporte brasileiro, das cédulas de euro e dos elementos holográficos da nota de R$ 100. 📎 Cada selo recebe uma espécie de impressão digital exclusiva, invisível ao consumidor, formada por padrões microscópicos que criam uma identificação única para cada unidade. Segundo a empresa, existem mais de 27 trilhões de combinações possíveis. Quando a câmera do celular é apontada para o selo, uma inteligência artificial analisa o padrão e o compara com o banco de dados do sistema. Se houver correspondência, a autenticidade é confirmada e a plataforma exibe a mensagem "Verificado". A tecnologia possui certificação internacional ISO 12931, norma voltada a sistemas de autenticação e combate à falsificação, explica Mario Nicoli Netto, CEO da Securetrace. Segundo a empresa, sua capacidade de impedir cópias chega a 99,99%. "A tecnologia transforma a câmera do celular em uma ferramenta de acesso direto à origem do produto. Cada selo possui uma impressão digital única, protegida por uma tecnologia anticópia certificada internacionalmente, capaz de identificar tentativas de reprodução em segundos", afirma Mario Nicoli Netto, CEO da Securetrace. Jovem está com suspeita de intoxicação por metanol, em Goiás Wesley Costa/O Popular Crise do Metanol Os episódios envolvendo metanol expuseram um dos riscos mais graves relacionados à falsificação e à adulteração de bebidas alcoólicas. 🔎 Diferentemente do etanol utilizado na produção regular de bebidas, o metanol é uma substância altamente tóxica. Sua ingestão pode causar cegueira, danos neurológicos graves, insuficiência respiratória e morte. A crise ganhou dimensão nacional no segundo semestre de 2025. O aumento dos casos levou o governo federal a emitir alertas à população e a criar uma sala de situação para acompanhar as ocorrências. Embora o período mais crítico tenha ficado para trás no fim daquele ano, novos episódios continuaram sendo registrados em 2026. Uma reportagem exibida pelo Fantástico neste domingo (13) mostrou que, um ano após o início da crise, as investigações avançaram e já identificaram parte da cadeia de falsificação responsável por distribuir bebidas adulteradas. Apesar disso, vítimas continuam convivendo com sequelas permanentes, e novos casos ainda vêm sendo registrados no país. Mercado ilegal movimenta R$ 28 bilhões Embora a falsificação tenha ganhado visibilidade por causa dos riscos à saúde, ela representa apenas uma parte de um mercado ilegal muito mais amplo. Um estudo da Euromonitor International estima que as atividades ilegais ligadas ao setor de bebidas movimentem aproximadamente R$ 28 bilhões por ano no Brasil. Nesse universo estão o contrabando, a sonegação fiscal, a produção sem registro e a falsificação. A pesquisa aponta ainda que a falsificação representa 4,7% do mercado total de bebidas destiladas no Brasil. Apesar da parcela menor, é a prática que mais preocupa pelo risco à saúde. Além disso, o problema gera prejuízos para fabricantes, distribuidores, varejistas e para a arrecadação pública, ao desviar recursos de impostos e alimentar estruturas clandestinas de produção e distribuição. Por isso, o combate ao mercado ilegal tem mobilizado não apenas empresas privadas, mas também órgãos reguladores e autoridades públicas. Chevrolet Onix ECO usa exclusivamente etanol no tanque Divulgação / GM Combate passa por diferentes frentes O lançamento da tecnologia da Diageo ocorre em paralelo a outras iniciativas voltadas ao enfrentamento do problema. Uma das medidas em discussão é conduzida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em setembro, a agência aprovou um estudo que propõe alterações na composição do etanol hidratado combustível para dificultar o desvio do produto para a fabricação clandestina de bebidas. Entre as alternativas analisadas está a adição obrigatória de benzoato de denatônio, substância de sabor extremamente amargo, amplamente utilizada em produtos de higiene e limpeza para impedir a ingestão acidental. A ANP também trabalha em uma medida considerada mais imediata: a inclusão obrigatória de corante verde no etanol combustível produzido pelas usinas. A expectativa é que a mudança facilite a identificação do uso irregular do produto e reduza sua utilização em esquemas clandestinos de adulteração de bebidas. As propostas ainda precisam passar por etapas regulatórias e avaliações técnicas, incluindo análises sobre eventuais impactos em veículos e motores. O avanço dessas discussões mostra que o combate à fraude não depende de uma única solução. Enquanto órgãos públicos tentam dificultar o acesso às matérias-primas utilizadas por fabricantes clandestinos, empresas investem em sistemas de autenticação, rastreamento e compartilhamento de informações com autoridades. Ainda assim, especialistas destacam que nenhuma tecnologia é capaz de eliminar completamente a falsificação. Fiscalização, investigação policial, cooperação entre empresas e punição de grupos criminosos continuam centrais para reduzir a circulação de bebidas adulteradas. "A preocupação de combater a falsificação é uma preocupação para sempre e é a partir daí que vem a iniciativa desse selo, com uma intenção clara de que episódios como esse nunca mais voltem a acontecer", afirma Paula Lindenberg, da Diageo.

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Mega-Sena pode pagar R$ 95 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo
G1 (Economia)

Mega-Sena pode pagar R$ 95 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.058 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 95 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (15), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da último domingo (8), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Receita Federal

Receita apresenta ao TCU cálculo da CBS sem estimar alíquota

Receita apresenta ao TCU cálculo da CBS sem estimar alíquota cnnbrasil.com.br

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Receita Federal

E-CAC será substituído: novo Portal Receita Federal já está ativo

E-CAC será substituído: novo Portal Receita Federal já está ativo contabeis.com.br

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Receita Federal

Sem estimar alíquota, Receita envia ao TCU modelo de cálculo da CBS

Sem estimar alíquota, Receita envia ao TCU modelo de cálculo da CBS InfoMoney

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PF prende cinco pessoas por descaminho em Dourados/MS — Polícia Federal

PF prende cinco pessoas por descaminho em Dourados/MS — Polícia Federal www.gov.br

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Receita Federal

Receita autoriza Base Aérea de Natal a receber aeronaves estrangeiras

Receita autoriza Base Aérea de Natal a receber aeronaves estrangeiras Portal BE News

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Receita Federal

COMUNICADO — Receita Federal

COMUNICADO — Receita Federal www.gov.br

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Brasil e Estados Unidos marcam reunião presencial para negociar tarifaço
G1 (Economia)

Brasil e Estados Unidos marcam reunião presencial para negociar tarifaço

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, vão se reunir presencialmente entre os dias 30 de setembro e 1° de outubro, às margens de uma reunião preparatória do G20, nos EUA. A informação foi confirmada pelo ministro Márcio Elias Rosa. Também vai participar do encontro o ministro Mauro Vieira. Essa será a primeira reunião presencial entre os dois países desde a retomada das negociações sobre o tarifaço. "Há uma reunião do G20 programada para o dia 30 de setembro e 1º e outubro lá nos Estados Unidos e expectativa tanto nossa quanto do USTR é que nós façamos uma reunião presencial lá. O ministro Mauro Vieira e eu iremos para Milwaukee e lá nós teremos um encontro muito provavelmente com o embaixador Greer, do USTR. Nós combinamos de fazer esses encontro lá e as equipes técnicas vêm conversando normalmente", disse Márcio Elias. Questionado se já haveria algum acordo na negociação, o ministro afirmou que não. E declarou que, desde a última conversa virtual, as equipes estão "trocando documentos e encaminhando essa próxima reunião que deve acontecer nos Estados Unidos." O ministro explicou que a reunião preparatória do G20 nesse período será de ministros de Indústria e de Comércio e que a agenda dos dois países será intensa. "Teremos reuniões bilaterais com quase todos os participantes do G20, mas a reunião que nós queremos realizar, de negociação, é essa", declarou. Entenda o tarifaço Agora no g1 A determinação de uma sobretaxa geral sobre produtos brasileiros decorreu da conclusão de um processo formal do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O governo americano acusou o Brasil de práticas comerciais e regulatórias desleais, apontando entre os entraves: Barreiras à entrada do etanol norte-americano no mercado brasileiro; Preocupações e questionamentos quanto ao controle e concorrência do sistema PIX; Decisões judiciais contra plataformas de redes sociais e debates sobre tributação digital; Demandas ligadas a combate a desmatamento ilegal, corrupção e propriedade intelectual. As alíquotas e diferenciação de produtos As exportações brasileiras passaram a se enquadrar em diferentes faixas tarifárias. Tarifa de 25%: incide sobre bens industriais, agrícolas processados e manufaturados. Atinge principalmente: etanol máquinas agrícolas e industriais calçados e vestuário; equipamentos de mineração, ferramentas de jardinagem e maquinário elétrico. Tarifas de 50%: setores específicos da indústria siderúrgica e de metais básicos já estavam enquadrados em alíquotas elevadas sob justificativa de proteção e segurança da cadeia produtiva norte-americana. Em derivados específicos desses materiais, foram registradas revisões e cortes parciais para faixas entre 15% e 25% em determinados períodos regulatórios. Em determinados produtos que já contavam com sobretaxas parciais ou onde foi proposta sobretaxa complementar (como a de 12,5%), a incidência das medidas pode elevar a alíquota final incidente para patamares de até 37,5%. Tarifa zero: Para evitar choques na inflação interna ou desabastecimento de cadeias industriais americanas que dependem de insumos sem substituto nacional imediato, os EUA deixaram de fora da taxa de 25% uma lista extensa de itens, com destaque para: agropecuária básica: carne bovina e café; cítricos e alimentos: laranjas e suco de laranja; combustíveis e energia: petróleo bruto e gás natural; setor aeroespacial: aeronaves civis, motores e componentes da Embraer; indústria de base e químicos: celulose, ferro-gusa, semicondutores, medicamentos e ingredientes farmacêuticos. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, vai se reunir com o norte-americano Jamieson Greer Júlio César Silva/MDIC

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BRB afasta cinco funcionários citados em investigações internas sobre o caso Master
G1 (Economia)

BRB afasta cinco funcionários citados em investigações internas sobre o caso Master

Foto de 18 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) Mateus Bonom/Reuters O Banco de Brasília (BRB) decidiu afastar, de forma cautelar (preventiva), cinco empregados citados em investigações internas relacionadas às transações com o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. Em nota, o BRB afirmou que a decisão foi tomada pela corregedoria do banco, com aval do Conselho de Administração. Os nomes e os cargos desses empregados não foram divulgados. "O Banco reforça que os afastamentos são cautelares e não representam antecipação de juízo em relação ao mérito das investigações", informou o BRB em nota. Em agosto, os acionistas do BRB também autorizaram o banco a acionar, na Justiça, ex-gestores que sejam considerados responsáveis pelos prejuízos. O banco tem 90 dias, contados a partir da aprovação, para definir essa lista. Segundo a Polícia Federal, a gestão fraudulenta de ex-dirigentes do BRB nas operações com o Banco Master envolveu carteiras de R$ 17,5 bilhões. O Master foi liquidado pelo Banco Central e, agora, o governo do DF tenta reaver parte desses valores para cobrir o rombo deixado no BRB. De acordo com o relatório da PF, o BRB dispunha de "sinais prudenciais, financeiros e reputacionais relevantes sobre o Banco Master, formalmente incorporados ao seu ambiente informacional, mas não demonstrou sua consideração no processo decisório". PF diz que gestores do BRB não foram vítimas do Master Responsabilização A Polícia Federal apontou a participação de seis ex-integrantes da diretoria colegiada nas aprovações das carteiras do Master. Segundo os peritos, os dirigentes presentes nas reuniões ficaram vinculados documentalmente às decisões aprovadas por unanimidade. O laudo afirma que eles participaram de deliberações sobre continuidade das operações, novas aquisições, flexibilização de alertas de risco e complementação posterior de documentos. Esses gestores já foram afastados da atual diretoria do banco. São eles, junto ao cargo que ocupavam no banco: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa - Presidente Cristiane Maria Lima Bukowitz - Diretora Executiva de Gestão de Pessoas Dario Oswaldo Garcia Junior - Diretor Executivo de Finanças e Controladoria Luana de Andrade Ribeiro - Diretora Executiva de Controle e Riscos Diogo Ilário de Araújo Oliveira - Diretor Executivo de Atacado e Governo José Maria Correa Dias Junior - Diretor Executivo de Tecnologia O diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo não foi vinculado às aprovações porque, segundo as atas analisadas, não tinha direito a voto ou estava ausente nas deliberações. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Quando dados viram oportunidade de negócio

Quando dados viram oportunidade de negócio Serpro

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Nova York derruba sites usados para criar deepfakes ilegais de famosas
G1 (Economia)

Nova York derruba sites usados para criar deepfakes ilegais de famosas

Sites derrubados por Nova York promoviam 'pornografia deepfake de famosas' Reprodução A Promotoria do Distrito de Manhattan, em Nova York, anunciou nesta segunda-feira (14) a derrubada de 12 sites usados para criar vídeos com deepfakes sexuais que mostram pessoas famosas sem consentimento. 🔎 Deepfake é uma técnica que permite mostrar o rosto de uma pessoa em fotos ou vídeos alterados com ajuda de inteligência artificial. Para criar o material editado, é preciso ter uma imagem verdadeira e modificá-la com um dos vários aplicativos criados com essa finalidade. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo autoridades, os investigados produziram material adulterado com o rosto de 1.200 pessoas reais a partir de ferramentas de inteligência artificial. As vítimas são, em sua maioria, mulheres conhecidas pelo público, como atrizes, políticas, atletas, musicistas, defensoras de causas sociais e influenciadoras digitais. Agora no g1 O esquema envolvia o compartilhamento de vídeos e fotos hiper-realistas que mostravam versões de IA de pessoas praticando atos sexuais. A investigação apontou que os sites anunciavam explicitamente a oferta de "pornografia deepfake de famosas" e serviam para publicar e vender esses e outros registros íntimos não consensuais. O promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg Jr., afirmou que os "empresas lucram com a publicação e a disseminação de imagens e vídeos sexuais não consensuais, gerados ou não por inteligência artificial". "Essas violações hediondas de privacidade perseguem as vítimas em suas carreiras e vidas pessoais, causando um impacto imenso em seu bem-estar emocional e mental", declarou. A investigação sobre esses e outros sites está em andamento. A Promotoria do Distrito de Manhattan disse que pretende continuar o monitoramento dos sites para impedir que eles voltem ao ar com outro nome.

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Receita Federal realiza leilão com carros, bicicletas, caminhões e eletrônicos em MG

Receita Federal realiza leilão com carros, bicicletas, caminhões e eletrônicos em MG BHAZ

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PGFN e Receita Federal publicam edital de transação para débitos de IRRF de investidores não residentes

PGFN e Receita Federal publicam edital de transação para débitos de IRRF de investidores não residentes mattosfilho.com.br

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OpenAI, Anthropic, Google e Musk querem frear avanço da IA; por que isso é tão difícil?
G1 (Economia)

OpenAI, Anthropic, Google e Musk querem frear avanço da IA; por que isso é tão difícil?

CEO da Anthropic pede que setor desacelere ritmo de desenvolvimento da IA Os principais empresários do setor de inteligência artificial dizem que querem reduzir o ritmo acelerado de desenvolvimento da tecnologia, mas enfrentam obstáculos como a concorrência, a resistência do governo dos Estados Unidos e fatores geopolíticos. No sábado (12), o diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, defendeu que as empresas diminuam, de forma coordenada, o ritmo de desenvolvimento da IA para entender melhor os riscos dos recursos avançados da tecnologia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ele recebeu o apoio público do diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman; do diretor da xAI, Elon Musk; do presidente da Google DeepMind, Demis Hassabis; e do diretor-executivo da Microsoft, Satya Nadella. Por que agora? Nos últimos meses, OpenAI e Anthropic relataram vários incidentes em que sistemas de IA em fase experimental saíram, por conta própria, de seus ambientes restritos para acessar a internet e atacar sites e plataformas. Em alguns casos, esses sistemas de IA demonstraram capacidade de coordenar ações, estabelecer hierarquias entre si, trapacear e apagar registros do que fizeram. Na última terça-feira, o pesquisador Jacob Coxon — que pediu demissão da Anthropic e antes trabalhou na OpenAI — acusou publicamente as duas empresas de manter padrões de segurança frágeis e de estarem "brincando com vidas". Reduzir o ritmo por conta própria? Com uma concorrência intensa e investimentos bilionários em jogo, nenhuma das principais empresas do setor está disposta a correr o risco de reduzir o ritmo sozinha. Amodei se mostrou disposto a coordenar ações com os concorrentes, sem incluir a China. Consultadas pela AFP sobre possíveis conversas a respeito dessa coordenação, Anthropic, OpenAI e Google não responderam de imediato. Por enquanto, a única medida concreta assumida por Anthropic e OpenAI foi permitir que observadores independentes verifiquem o trabalho interno das empresas na área de segurança. Manobra de relações públicas? Embora boa parte do setor tenha comemorado a mensagem de Amodei, outros integrantes questionaram seus motivos. Para Brian Roemmele, empresário de destaque no setor de IA, trata-se de um discurso comercial, divulgado semanas antes da provável entrada da Anthropic na bolsa. "Somos a empresa responsável; somos a cura; comprem o prêmio de segurança", publicou no X. Vários nomes de destaque entre os investidores de risco do setor de tecnologia também acusaram a Anthropic de fazer uma "captura regulatória": tentar fazer com que as autoridades estabeleçam regras que consolidem a empresa no topo do setor. "Parem de fingir que a motivação para frear é puramente altruísta", disse David Sacks, ex-assessor de IA do presidente americano, Donald Trump. Sacks continua influente na Casa Branca. A IA pode ser freada sem o apoio do governo Trump? No domingo, Trump minimizou os alertas dos líderes do setor de IA, classificando-os como "forças negativas". Vários republicanos demonstraram resistência a uma regulamentação mais ativa da tecnologia, por temerem que isso possa frear a inovação e dar vantagem à China na corrida pela IA. Um deles é o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson. No domingo, Amodei reafirmou que considera necessária a supervisão da IA pelo governo. Assim como Altman e Hassabis, ele considera que as regras estabelecidas pelo próprio setor seriam insuficientes. Pisar no freio sem a China? Amodei propõe limitar a coordenação aos países democráticos, deixando a China de fora. No entanto, a corrida pela IA e os avanços da China na área criam "o dilema mais difícil" sobre reduzir ou não o ritmo de desenvolvimento, afirmou no domingo à CBS. Os Estados Unidos planejam discutir a segurança da IA em conversas paralelas à visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, no fim de setembro. Mas a China desconfia de qualquer tentativa dos Estados Unidos de impor suas próprias regras, segundo vários veículos de imprensa. A diferença é especialmente acentuada entre os modelos "abertos", de livre acesso, promovidos pela China, e os modelos "fechados" das grandes empresas americanas. Os modelos abertos são, por definição, mais difíceis de controlar, pois os usuários podem modificá-los e usá-los para fins maliciosos. Para que as grandes empresas não chinesas possam reduzir o ritmo, Amodei pede controles mais rigorosos sobre a exportação de chips americanos mais avançados para a China. Ele também defende medidas de proteção mais eficazes contra a apropriação indevida de tecnologias ocidentais de IA por laboratórios chineses. ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe Solen Feyissa/Unsplash

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Receita Federal

Receita Federal autoriza entrada e saída de aeronaves estrangeiras pela Base Aérea de Natal

Receita Federal autoriza entrada e saída de aeronaves estrangeiras pela Base Aérea de Natal Portal 98 FM Natal

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AirBaltic pede recuperação judicial nos EUA em meio à guerra com o Irã, diz agência
G1 (Economia)

AirBaltic pede recuperação judicial nos EUA em meio à guerra com o Irã, diz agência

Placas da AirBaltic são vistas em uma aeronave Airbus A220-300 no Aeroporto Internacional de Riga, na Letônia, em 8 de agosto de 2018. REUTERS/Ints Kalnins/Arquivo A companhia aérea letã airBaltic entrou voluntariamente com um pedido de proteção contra falência sob o Capítulo 11 do Código de Falências dos Estados Unidos, em Nova York, nesta segunda-feira (14). A empresa busca reestruturar suas dívidas e enfrentar a crise que atinge o setor aéreo, agravada pelos impactos da guerra com o Irã. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A airBaltic informou que garantiu um compromisso de financiamento de € 350 milhões (US$ 405 milhões) de instituições financeiras, entre elas Strategic Value Partners, Barclays, Hayfin Capital Management, Morgan Stanley e Oaktree Capital Management. O dinheiro será usado para manter as operações durante o processo de reestruturação. O financiamento terá juros de cerca de 12% e ainda depende da aprovação da Justiça dos Estados Unidos, afirmou o CEO da airBaltic, Erno Hilden, em uma coletiva de imprensa. Agora no g1 "Nos próximos meses, iremos dialogar com todas as partes interessadas para chegar a um acordo sobre termos sustentáveis", disse Hilden. Segundo ele, a companhia espera obter uma melhora de € 44 milhões no resultado anual. A empresa afirmou que os voos continuarão operando normalmente durante o processo, que será acompanhado pela Justiça americana. A expectativa é concluir a reestruturação até junho de 2027. A guerra entre os Estados Unidos e o Irã fez os preços do combustível de aviação dobrarem, provocando a pior crise do setor de viagens aéreas desde a pandemia de Covid-19. Investidores e executivos alertam que companhias com situação financeira mais frágil correm risco de entrar em recuperação judicial ou falir. "A airBaltic vem enfrentando sérias dificuldades financeiras devido a uma combinação de fatores financeiros e geopolíticos", afirmou o conselho da companhia em um documento apresentado à Justiça dos Estados Unidos. A airBaltic possui aproximadamente US$ 583 milhões em dívidas e compromissos relacionados ao financiamento e ao aluguel de aeronaves. A empresa também deve € 106 milhões em impostos sobre a folha de pagamento e taxas e impostos relacionados à aviação, segundo o documento. A receita da companhia em 2025 foi de aproximadamente € 779 milhões. 'Uma das melhores opções' A airBaltic tem uma frota de cerca de 50 aeronaves Airbus A220-300. A companhia é controlada majoritariamente pelo governo da Letônia, enquanto a alemã Lufthansa possui uma participação minoritária de 10%. Antes do pedido de proteção contra falência, os detentores de títulos da airBaltic deveriam votar um plano para captar até € 257 milhões por meio de uma nova dívida, com vencimento em fevereiro de 2027 e juros de 25%. O primeiro-ministro da Letônia, Andris Kulbergs, afirmou que o processo foi iniciado depois que investidores que detêm mais de 70% da dívida da empresa optaram pela liquidação. "Considero esta solução uma das melhores opções para garantir a viabilidade da airBaltic, pois fornece as ferramentas e o tempo necessários para implementar o plano de reestruturação", disse Kulbergs em comunicado. O governo continua buscando um investidor estratégico enquanto a airBaltic reduz sua frota e reorganiza suas dívidas, acrescentou o primeiro-ministro. A airBaltic é a segunda companhia aérea a entrar em colapso em meio aos efeitos da guerra com o Irã, após a Spirit Airlines, que encerrou suas operações em maio. A companhia americana de baixo custo havia entrado com pedido de falência meses antes do início do conflito, no fim de fevereiro, mas não conseguiu obter apoio dos credores para um plano de resgate do governo. Outras empresas do setor também enfrentam dificuldades. A AirAsia, maior companhia aérea de baixo custo do Sudeste Asiático, por exemplo, busca uma nova injeção de capital. Avião Airbus A220-300 da AirBaltic decola em Riga, na Letônia, em 16 de março de 2020. REUTERS/Ints Kalnins Capítulo 11 protege empresa de credores durante reestruturação Hilden, que comandou a companhia aérea escandinava SAS durante seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos entre 2022 e 2024, afirmou que a airBaltic busca seguir um caminho semelhante. "Isso lhes dá uma estrutura de proteção para colocar a casa em ordem... Não vejo por que a airBaltic não faria o mesmo que a SAS", disse o analista John Strickland. Yves Schwyter, fundador da Vectus Intelligence, empresa especializada em análise de riscos financeiros no setor de aviação, afirmou que o processo representa uma "estrutura de capital provavelmente mais sustentável do que a que estava em discussão há uma semana". A companhia aérea tinha planos de ampliar sua frota para 100 aeronaves e esperava aumentar o número de passageiros que fariam conexões em Riga, capital da Letônia, vindos da Rússia, Belarus e Ucrânia. "Isso não está mais disponível, e a empresa ficou grande demais para o mercado... O aumento dos custos de combustível agravou a situação, e eles não tiveram tempo de encontrar uma solução", disse o analista de aviação Simonas Bartkus. O primeiro-ministro Kulbergs afirmou, em um vídeo publicado no X, que até abril a airBaltic havia usado € 380 milhões obtidos com títulos emitidos em 2024. Um empréstimo emergencial de € 30 milhões concedido pelo governo também foi totalmente utilizado em junho, acrescentou. A companhia ainda tentou reduzir os custos com suas aeronaves excedentes por meio de contratos de aluguel. "Para operar as rotas entre os países bálticos e a Letônia, são necessárias apenas 30 aeronaves, e não 100", disse Kulbergs.

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Coalizão Aberta aprova plano de trabalho e define estrutura de Secretariado na China — Ministério da Fazenda

Coalizão Aberta aprova plano de trabalho e define estrutura de Secretariado na China — Ministério da Fazenda www.gov.br

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'Freio' na IA? Debate leva gigantes da tecnologia ao radar dos investidores; ações operam mistas
G1 (Economia)

'Freio' na IA? Debate leva gigantes da tecnologia ao radar dos investidores; ações operam mistas

Bolsa de valores. Jornal Nacional/ Reprodução As ações das sete gigantes de tecnologia conhecidas no mercado financeiro como as "Sete Magníficas" operavam sem direção única nesta segunda-feira (14). Os papéis ficaram no radar dos investidores após executivos do setor defenderem uma desaceleração no avanço da inteligência artificial (IA) para tornar seu desenvolvimento mais seguro. O movimento ganhou força após um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pelo Claude. No documento, o executivo afirma que o desenvolvimento da IA deve "avançar com muito cuidado" e apresenta três etapas para desacelerar esse avanço e ganhar tempo para lidar com os riscos da tecnologia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA. O progresso continuará parecendo rápido, e precisamos fazer bom uso do tempo que ganharmos”, disse Amodei em um artigo compartilhado nas redes sociais. A defesa de mais cautela também recebeu apoio de executivos de outras grandes empresas do setor, como Sam Altman, da OpenAI — responsável pelo ChatGPT —, Elon Musk, da xAI, e Demis Hassabis, do Google DeepMind. Agora no g1 Veja as cotações das "Sete Magníficas" perto das 11h20: Apple: +0,24% Alphabet: +1,49% Amazon: -1,94% Meta Platforms: +0,94% Microsoft: +0,92% Nvidia: -3,68% Tesla: -2,10% Entenda o caso No último sábado (12), Amodei pediu que as empresas de IA reduzam o ritmo de avanço de seus modelos diante das crescentes preocupações com o uso indevido da tecnologia. O ensaio foi publicado depois que a Anthropic divulgou um relatório sobre ameaças que detalha como diferentes agentes teriam usado os modelos Claude em atividades que vão do desenvolvimento de armas e operações cibernéticas à vigilância e fraude. A preocupação com os possíveis riscos da IA aumentou nesta semana após o pesquisador da Anthropic Jacob Coxon pedir demissão. Segundo ele, “as pessoas que estão construindo IA acreditam sinceramente que ela pode acabar com todos nós até o fim da década”. O discurso recebeu apoio de outros nomes do setor. Sam Altman, CEO da OpenAI, por exemplo, disse concordar com Amodei e afirmou que o tema está entre as principais discussões dentro da empresa. "Comprometer-se a ter avaliadores independentes com acesso semelhante ao dos funcionários é uma ótima ideia, e faremos o mesmo. Teremos mais para compartilhar em breve", disse o executivo. A defesa de mais cautela ocorre após uma série de episódios que aumentaram as preocupações sobre o controle da tecnologia nos últimos meses, incluindo relatos de ataques realizados com IA. SAIBA MAIS: Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio? IA pelo mundo Além do debate entre executivos, declarações de autoridades sobre o desenvolvimento da IA também repercutem entre os investidores nesta segunda-feira. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país já dispõe de amplos poderes para responsabilizar criminalmente e regular empresas de IA. Ele também voltou a dizer que há uma "conspiração doentia" contra a tecnologia. “O único controle ou ‘limite’ de que a IA precisa é um PRESIDENTE FORTE E INTELIGENTE (com QI alto!), e os EUA têm isso de sobra!”, escreveu Trump na Truth Social. Ele também afirmou que os questionamentos sobre o desenvolvimento da inteligência artificial beneficiariam a China, rival dos EUA no setor. Já a China, que disputa com os EUA a liderança no desenvolvimento da IA, afirmou que a tecnologia pode ameaçar a segurança nacional ao ser usada por potências estrangeiras para minar a ordem social do país. "Forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais", escreveu o ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, em um artigo publicado online no domingo. A União Europeia, por sua vez, defendeu o avanço da inovação, mas cobrou das empresas garantias de segurança. SAIBA MAIS ABAIXO: Trump minimiza riscos e China vê ameaças: o que dizem os países sobre o desenvolvimento de IA

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Freio na IA: Trump contra-ataca e fala em 'farsa' e 'conspiração doentia' para favorecer a China
G1 (Economia)

Freio na IA: Trump contra-ataca e fala em 'farsa' e 'conspiração doentia' para favorecer a China

Empresários das 'Big Tech' defendem desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar nesta segunda-feira (14) os apelos de líderes de empresas de inteligência artificial para desacelerar o desenvolvimento da tecnologia. Trump afirmou que o apelo faz parte de uma "conspiração doentia" que beneficiará a China, maior rival geopolítico dos EUA e principal concorrente do país também no campo da IA. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ No fim de semana, o debate público sobre IA esquentou depois que dois pesquisadores ligados à empresa de IA Anthropic emitiram alertas de que o rápido avanço da tecnologia poderia levar à extinção da raça humana num futuro não muito distante. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou os alertas e indicou que não quer perder a corrida da IA para a China (leia mais abaixo). "Há uma conspiração DOENTIA em curso contra a IA e os Data Centers, e a única que fica feliz com isso é a China", escreveu o presidente norte-americano em sua rede social Truth Social. Mais tarde, ele voltou a tocar o tema, na mesma rede: "A ideia de que a IA dominará o mundo, destruirá a humanidade e causará todo tipo de desgraça não passa de uma farsa. O presidente Xi, da China, acaba de anunciar que o país não fará absolutamente nada para impedir o avanço da IA ​​ou o seu futuro", afrimou, e disse que pretende reverter a decisão do Google de construir um data center na Finlândia — ele quer que ele seja feito nos EUA. Na publicação, ele também defendeu os instrumentos regulatórios que os Estados Unidos já adotaram para controlar o desenvolvimento da IA. "O governo Trump impediu que o pessoal da IA ​​fizesse 'coisas' ruins ou potencialmente prejudiciais — como Dario (da Anthropic!), que agora finge ser um 'anjinho perfeito' — e continuaremos a fazer isso! Já temos um enorme poder CRIMINAL e REGULATÓRIO sobre essas empresas!", afirmou. O presidente norte-americano se referiu ao CEO da Anthropic, Dario Amodei, que defendeu, em um artigo publicado no sábado (12), que as empresas desacelerem o desenvolvimento de seus modelos de IA. Em outra postagem, ele disse ainda que "a única razão para o surto de IA/Data Centers estar acontecendo é porque os Estados Unidos estão liderando, com folga, todos os outros países. Não matem a galinha dos ovos de ouro!". ENTENDA: Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio TRUMP, CHINA, UE: Como líderes mundiais reagiram a apelo de CEOs por freio na IA China fala de 'forças hostis' Também nesta segunda, o chefe da Inteligência chinesa alertou que a inteligência artificial representa uma ameaça à segurança nacional do país, pois potências estrangeiras poderiam usá-la para minar a ordem social. Sem mencionar os EUA, o ministro da Segurança do Estado chinês, Chen Yixin, afirmou que "forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais". "Elas (forças hostis) estão travando guerras de opinião pública e guerras cognitivas contra a China, ameaçando diretamente nossa segurança política, institucional e ideológica", afirmou. O alerta surge em um momento em que o líder chinês, Xi Jinping, tem um encontro marcado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington neste mês, para uma reunião focada na governança e segurança da IA, em meio a crescentes apelos por controles mais rígidos sobre a tecnologia. Líderes tecnológicos dos EUA também pediram uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial. 'Quem vencer na IA, vence tudo', diz Trump O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres em Maryland, em 9 de setembro de 2026. Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP No domingo, Trump já havia rebatido os apelos de líderes de empresas de IA pela desaceleração da tecnologia. Trump comparou os críticos da IA a "forças muito negativas" que estão levantando cenários que não vão acontecer, e mencionou a necessidade de que os EUA sigam liderando a tecnologia, principalmente em relação à China. "Estamos liderando em relação à China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero manter assim porque quem vencer na IA, vence tudo [...] Poderíamos colocar barreiras de proteção. Podemos fazer isso e aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas que estão trazendo esse assunto à tona quando não deveriam, e estão levantando coisas que não vão acontecer", declarou Trump aos jornalistas em seu campo de golfe na Irlanda, ao ser questionado se a indústria de IA deveria desacelerar ou ser mais regulamentada. Agora no g1

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Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio; entenda o que está por trás disso
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Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio; entenda o que está por trás disso

CEO da Anthropic pede que setor desacelere ritmo de desenvolvimento da IA Executivos de grandes empresas de tecnologia passaram a defender uma pausa no avanço da inteligência artificial para tornar o desenvolvimento da tecnologia mais seguro. O movimento ganhou força após um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pela IA Claude. "Dada a aceleração do desenvolvimento de capacidades de IA, me preocupa que, em 6 a 12 meses, tal enxame possa ser capaz de dominar toda a internet. Se não for controlada, pode ultrapassar nossa capacidade de entender e controlar esses sistemas, e por isso seu desenvolvimento deve avançar com muito cuidado, se é que deve avançar”, escreveu Amodei. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O discurso também foi defendido por executivos de empresas que concorrem com a Anthropic, como Sam Altman, CEO da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI, e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind. "Concordo com Dario que precisamos marcar o ritmo da fronteira. Esse tem sido um tema principal das discussões que tivemos na OpenAI. Comprometer-se a ter avaliadores independentes com acesso semelhante ao dos funcionários é uma ótima ideia, e faremos o mesmo. Teremos mais para compartilhar em breve", escreveu Sam Altman logo em seguida. "Dario está certo", escreveu o trilionário Elon Musk. Amodei também pediu que auditores independentes acompanhem e verifiquem os padrões de segurança das companhias. Segundo o site de tecnologia "The Information", Anthropic, OpenAI e Google discutiram secretamente a criação de um órgão para estabelecer padrões de segurança em IA. REPERCUSSÃO: Trump minimiza riscos, China vê ameaças e UE pede segurança Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW A defesa por mais cautela também ocorre após uma série de episódios que levantaram preocupações sobre o controle da tecnologia nos últimos meses, incluindo relatos de ataques realizados por IA. Além disso, na semana passada, um pesquisador que deixou a OpenAI para trabalhar na Anthropic abandonou a indústria de IA e acusou as duas empresas de "brincar com as nossas vidas". "De fato, os modelos estão ficando cada vez mais capazes de executar tarefas complexas e longas, então a preocupação é legítima. Será que estamos indo rápido demais e os humanos podem eventualmente perder o controle quando milhares de agentes de IA começarem a agir com certo grau de autonomia?", analisa ao g1 Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP. Para ele, é muito difícil saber o que é legítimo nesse discurso e o que é apenas uma estratégia para proteger o próprio mercado e a indústria. "Me parece ser a combinação dos dois, até porque isso ajuda a fortalecer a mística de que esse tipo de tecnologia é inevitável e deve ser desenvolvida por quem se vende como os bonzinhos da história", completa. O que está por trás do discurso Segundo Cortiz, há outros fatores que ajudam a explicar a preocupação com o ritmo de desenvolvimento da IA: Os Estados Unidos enfrentam um desafio energético para sustentar toda a IA que prometem desenvolver, enquanto o ritmo de construção de data centers está mais lento do que gostariam. O retorno sobre os investimentos está mais lento do que o esperado para justificar novos aportes no setor. Os modelos de IA chineses estão ganhando espaço na adoção global e são mais baratos do que os norte-americanos. Em muitos casos, oferecem capacidade semelhante por um custo bem menor. Propor uma regulação mais dura pode dificultar a entrada de novas empresas no mercado e favorecer as que já estão na liderança, aumentando a concentração do setor. Trump critica quem pede cautela O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres antes de embarcar no Air Force One na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, em 9 de setembro de 2026. Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP O presidente dos EUA, Donald Trump, comparou, neste domingo (13), os críticos da inteligência artificial a "forças muito negativas" que estão levantando cenários que não vão acontecer. Ele também disse que quer garantir que os EUA continuem na liderança do setor. "Estamos liderando em relação à China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero manter assim porque quem vencer na IA, vence tudo [...] Poderíamos colocar barreiras de proteção. Podemos fazer isso e aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas que estão trazendo esse assunto à tona quando não deveriam", afirmou Trump. A China, que disputa com os EUA a liderança no desenvolvimento de IA, afirmou que a tecnologia pode ameaçar a segurança nacional ao ser usada por potências estrangeiras para minar a ordem social do país. "Forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais", escreveu o ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, em um artigo publicado online no domingo. Em seu texto, Amodei defende uma colaboração entre empresas de "países democráticos" e aconselha "não vender chips de IA potentes ou equipamentos de fabricação de semicondutores para a China". Ele diz que "as medidas aumentam a influência das democracias e tornam um acordo [com a China] mais provável no futuro". Nesta segunda-feira, o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, disse que o bloco é a favor do desenvolvimento da inovação em IA, mas que as empresas precisam comprovar que seus serviços são seguros. Já o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, vê como positivo o debate entre as principais empresas de IA sobre os riscos da tecnologia para o futuro da humanidade, afirmou seu porta-voz. Segundo ele, as decisões sobre o tema precisam se basear em evidências. 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA

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Greve dos Correios continua e não tem previsão de encerramento; veja como ficam as entregas
G1 (Economia)

Greve dos Correios continua e não tem previsão de encerramento; veja como ficam as entregas

Greve dos Correios continua e não tem previsão de encerramento; veja como ficam as entregas Jornal Nacional/ Reprodução A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14), por tempo indeterminado e sem previsão de encerramento, segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT). A paralisação começou na sexta-feira (11), após trabalhadores rejeitarem, em assembleias, uma proposta apresentada pela empresa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as reivindicações da categoria estão avanços nas negociações, preservação de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes. Segundo a FINDECT, um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. A entidade afirma que a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício. Agora no g1 "A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores", diz a federação. Em nota enviada ao g1, os Correios informaram que acionaram o "Plano de Continuidade de Negócios" para reduzir os impactos da paralisação e manter os serviços em todo o país. A empresa não informou, porém, se haverá alteração nos prazos de entrega ou quais regiões poderão ser mais afetadas pela paralisação. Segundo a estatal, a rede de agências permanece aberta ao público. (leia a íntegra ao final da reportagem) Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato com os Correios pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa. TST determina manutenção de 80% do efetivo Os Correios ajuizaram, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. No sábado (12), o TST determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade ou estabelecimento da empresa durante a paralisação. A medida abrange trabalhadores das unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC). Ainda é possível que as partes cheguem a um acordo antes do julgamento. Até que haja uma solução para o impasse, a FINDECT orienta os sindicatos filiados a manterem a greve e a continuidade das mobilizações. A federação afirma que permanece aberta ao diálogo e defende a construção de uma proposta que possa ser submetida à avaliação dos trabalhadores. Regiões que aderiram à greve Segundo a FINDECT, as seguintes entidades aprovaram a paralisação: SINTECT-AC (Acre) — assembleia prevista para hoje SINTECT-AL (Alagoas) SINTECT-AM (Amazonas) SINTECT-AP (Amapá) SINTECT-BA (Bahia) SINTECT-CAS (Campinas) SINTECT-CE (Ceará) SINTECT-DF (Distrito Federal) SINTECT-ES (Espírito Santo) SINTECT-GO (Goiás) SINTECT-JFA (Juiz de Fora) SINTECT-MG (Minas Gerais) SINTECT-MT (Mato Grosso) SINTECT-RO (Rondônia) SINCORT-PA (Pará) SINTECT-PB (Paraíba) SINTECT-PE (Pernambuco) SINTECT-PI (Piauí) SINTCOM-PR (Paraná) SINTECT-RN (Rio Grande do Norte) SINTECT-RR (Roraima) SINTECT-RPO (Ribeirão Preto) SINTECT-RS (Rio Grande do Sul) SINTECT-SC (Santa Catarina) SINTECT-SE (Sergipe) SINTECT-SJO (São José do Rio Preto) SINTECT-SMA (Santa Maria) SINTECT-TO (Tocantins) SINTECT-URA (Uberaba) SINTECT-VP (Vale do Paraíba) SINDECTEB (Bauru e região) SINTECT-MA (Maranhão) SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul) SINTECT-RJ (Rio de Janeiro) SINTECT-Santos (Santos e região) SINTECT-SP (São Paulo) Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres consecutivos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do segundo trimestre, no entanto, foi menor que o registrado nos dois trimestres anteriores: o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. A empresa havia registrado prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano. Os Correios esperam receber um novo empréstimo até 15 de setembro. O g1 apurou que a nova injeção de recursos deve vir de um consórcio formado por bancos, como ocorreu no fim do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 12 bilhões. Desta vez, o grupo deve envolver três instituições financeiras estrangeiras — Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank — e o Banrisul. O novo empréstimo, de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do primeiro semestre deste ano, divulgadas no fim de agosto. O que dizem os Correios "Os Correios acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação anunciada pelas entidades sindicais no último dia 10. Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico. Vale destacar que a rede de agências permanece aberta ao público. A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve. No sábado (12), o tribunal determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para o dia 21 de setembro, às 13h30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento. A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível. A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas. Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa".

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Como Receita Federal e Anvisa agilizaram liberação de substância experimental para Lito Sousa no Aeroporto de Guarulhos

Como Receita Federal e Anvisa agilizaram liberação de substância experimental para Lito Sousa no Aeroporto de Guarulhos O GLOBO

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Frear a IA? Trump rejeita a ideia, China alerta para riscos e UE cobra segurança
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Frear a IA? Trump rejeita a ideia, China alerta para riscos e UE cobra segurança

CEO da Anthropic pede que setor desacelere ritmo de desenvolvimento da IA O debate sobre o avanço da inteligência artificial voltou a ganhar destaque nesta semana após o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defender, em um artigo publicado no sábado (12), que as empresas reduzam o ritmo de desenvolvimento de seus modelos de IA. O ensaio foi divulgado após a Anthropic publicar um relatório detalhando como diferentes agentes usaram seus modelos Claude em atividades que incluíam desenvolvimento de armas, operações cibernéticas, vigilância e fraude. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Após a divulgação, autoridades de diferentes países se manifestaram sobre o avanço da tecnologia. O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu a liderança americana em IA e minimizou os riscos apontados, enquanto a China alertou para ameaças à segurança nacional. A União Europeia defendeu a inovação, mas cobrou das empresas garantias de segurança. Já a Alemanha afirmou que interromper o desenvolvimento da IA não é uma opção viável para a Europa. Veja abaixo as diferentes reações. Estados Unidos Nesta segunda-feira (14), Trump afirmou que os EUA já dispõem de amplos poderes para responsabilizar criminalmente e regular as empresas de inteligência artificial. Ele também declarou que há uma “conspiração doentia” contra a IA. “O único controle ou ‘limite’ de que a IA precisa é um PRESIDENTE FORTE E INTELIGENTE (com QI alto!), e os EUA têm isso de sobra!”, escreveu Trump na Truth Social. Ele também afirmou que os questionamentos sobre o desenvolvimento da inteligência artificial beneficiariam a China, rival dos EUA no setor. No domingo (13), Trump comparou os críticos da inteligência artificial a “forças muito negativas” que levantam cenários que não vão acontecer e afirmou que pretende manter os EUA na liderança do setor. “Estamos à frente da China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero que continue assim, porque quem vencer na IA vence”, disse Trump a repórteres em seu campo de golfe na Irlanda, quando questionado se o setor de IA deveria desacelerar ou ser mais regulamentado. “Poderíamos estabelecer limites. Podemos fazer isso e aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas levantando essa questão, que não deveriam estar fazendo isso, e estão trazendo à tona coisas que não vão acontecer.” LEIA TAMBÉM Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem limites Ex-pesquisador da OpenAI e da Anthropic acusa empresas de 'brincar com vidas' China A China, que disputa com os EUA a liderança no desenvolvimento da IA, afirmou que a tecnologia pode ameaçar a segurança nacional ao ser usada por potências estrangeiras para minar a ordem social do país. "Forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais", escreveu o ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, em um artigo publicado online no domingo. "Elas estão travando guerras de opinião pública contra a China, ameaçando diretamente nossa segurança política, institucional e ideológica", afirmou. O alerta ocorre às vésperas de um encontro entre o líder chinês, Xi Jinping, e o presidente dos EUA, Donald Trump, previsto para este mês em Washington, com foco na segurança da IA. União Europeia Nesta segunda-feira (14), o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, afirmou que o bloco apoia a inovação em IA, mas que as empresas precisam comprovar que seus serviços são seguros. Alemanha A Alemanha afirmou nesta segunda-feira que interromper o desenvolvimento da IA não é uma opção viável para a Europa. Segundo um porta-voz do ministério responsável por assuntos digitais, fortalecer a autonomia tecnológica europeia depende de novos avanços e de inovação no setor. “Não consideramos a interrupção do desenvolvimento uma opção viável para a Europa”, disse o porta-voz, em resposta aos pedidos de maior proteção diante de sistemas cada vez mais poderosos. O ministério afirmou que acompanha de perto os avanços da IA no mundo e leva a sério os alertas dos principais desenvolvedores. Também advertiu que, se uma IA conseguir sair do ambiente controlado em que é testada e acessar outros sistemas por conta própria, isso representará “um cenário de ameaça inteiramente novo”, que exigirá novas medidas das autoridades. O porta-voz também defendeu uma coordenação internacional, com a participação dos Estados Unidos e da China, para estabelecer regras e fiscalizar a tecnologia. Segundo ele, o governo alemão está levando o tema às discussões do G7. Reino Unido O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, considera positivo o debate entre as principais empresas de IA sobre os riscos da tecnologia para o futuro da humanidade, segundo seu porta-voz. Ele afirmou nesta segunda-feira (14) que as decisões sobre o tema precisam ser baseadas em evidências. “É bom que as empresas que desenvolvem os sistemas de IA mais avançados estejam agora falando abertamente tanto dos riscos quanto das oportunidades”, disse o porta-voz a jornalistas. Ele acrescentou que as políticas devem se apoiar “em evidências, e não em especulações”. “Mas não devemos presumir que as regras atuais serão sempre suficientes à medida que a IA avança. Qualquer medida futura será baseada em evidências e voltada aos riscos que precisamos enfrentar”, afirmou. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediu, no sábado (12), que empresas desacelerem o desenvolvimento de seus modelos de IA. Reuters

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Freio na IA: China acusa 'forças hostis' de abusarem da tecnologia após Trump dizer que lidera corrida
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Freio na IA: China acusa 'forças hostis' de abusarem da tecnologia após Trump dizer que lidera corrida

Empresários das 'Big Tech' defendem desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial O chefe da Inteligência chinesa alertou que a inteligência artificial representa uma ameaça à segurança nacional do país, pois potências estrangeiras poderiam usá-la para minar a ordem social. ➡️ No fim de semana, o debate público sobre IA esquentou depois que dois pesquisadores da Anthropic emitiram alertas de que o rápido avanço da tecnologia poderia levar à extinção da raça humana num futuro não muito distante. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou os alertas e indicou que não quer perder a corrida da IA para a China (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Sem mencionar os EUA, o ministro da Segurança do Estado chinês, Chen Yixin, afirmou que "forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais". "Elas (forças hostis) estão travando guerras de opinião pública e guerras cognitivas contra a China, ameaçando diretamente nossa segurança política, institucional e ideológica", afirmou. O alerta surge em um momento em que o líder chinês, Xi Jinping, tem um encontro marcado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington neste mês, para uma reunião focada na governança e segurança da IA, em meio a crescentes apelos por controles mais rígidos sobre a tecnologia. Líderes tecnológicos dos EUA também pediram uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu, em um artigo publicado no sábado (12), que as empresas desacelerem o desenvolvimento de seus modelos de IA. ENTENDA: Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio TRUMP, CHINA, UE: Como líderes mundiais reagiram a apelo de CEOs por freio na IA 'Quem vencer na IA, vence tudo', diz Trump O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres em Maryland, em 9 de setembro de 2026. Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP Donald Trump rebateu no domingo (13) os apelos de líderes de empresas de IA pela desaceleração da tecnologia. Trump comparou os críticos da IA a "forças muito negativas" que estão levantando cenários que não vão acontecer, e mencionou a necessidade de que os EUA sigam liderando a tecnologia, principalmente em relação à China. "Estamos liderando em relação à China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero manter assim porque quem vencer na IA, vence tudo [...] Poderíamos colocar barreiras de proteção. Podemos fazer isso e aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas que estão trazendo esse assunto à tona quando não deveriam, e estão levantando coisas que não vão acontecer", declarou Trump aos jornalistas em seu campo de golfe na Irlanda, ao ser questionado se a indústria de IA deveria desacelerar ou ser mais regulamentada. Agora no g1

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Dólar sobe e fecha a R$ 5,14 com cautela global e cenário político no Brasil; Ibovespa cai
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Dólar sobe e fecha a R$ 5,14 com cautela global e cenário político no Brasil; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,43% nesta segunda-feira (14), cotado a R$ 5,1472. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1823. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,91%, aos 185.501 pontos. O dia foi marcado pela cautela dos investidores em meio ao aumento da tensão no Oriente Médio, às dúvidas sobre o futuro da inteligência artificial (IA) e à expectativa por novas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a proximidade das eleições presidenciais também estiveram entre os principais focos de atenção do mercado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As novas decisões de juros do Banco Central do Brasil (BC) e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), serão anunciadas na quarta-feira (16). No Brasil, a previsão é que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova mais um corte da Selic. Já para os EUA, o mercado aposta em uma nova alta de juros no país. ▶️ No Brasil, o foco fica com a crise no STF, com a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A expectativa é que haja uma sessão nesta semana para determinar se Moraes será investigado no caso, após um relatório da Polícia Federal ter revelado mensagens trocadas entre os dois. (entenda mais abaixo) ▶️ Além disso, a proximidade das eleições presidenciais no Brasil também ficam no radar. Na última sexta-feira, uma pesquisa Datafolha, encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, indicou que o presidente Lula (PT) aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tem 44% em eventual disputa de 2º turno. Eles estão empatados tecnicamente. ▶️ No exterior, novos ataques na Arábia Saudita e no Estreito de Ormuz voltaram a pressionar o petróleo. O oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita foi fechado temporariamente após um ataque com drones, segundo autoridades sauditas. A estrutura ajuda o país a contornar o Estreito de Ormuz e redirecionar suas exportações. Sua paralisação ameaça até 4% do abastecimento global de petróleo. Os ataques voltaram a levantar preocupações sobre a oferta global de petróleo e eventuais impactos na inflação de energia. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 1,49%, cotado a US$ 106,17. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,75%, a US$ 101,80 o barril. ▶️ Os investidores também acompanharam as discussões sobre o futuro da IA, após executivos defenderem uma desaceleração no avanço da tecnologia para tornar os desenvolvimentos mais seguros. As ações das principais empresas de tecnologia fecharam sem direção única. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,43%; Acumulado do mês: -0,63%; Acumulado do ano: -6,22%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,91%; Acumulado do mês: +4,56%; Acumulado do ano: +15,13%. De olho nos juros As decisões de juros do BC e do Fed — ambas previstas para quarta-feira desta semana — são o principal destaque da sessão. No Brasil, a expectativa é que o Copom faça mais um corte da taxa básica (Selic), de 0,25 ponto percentual (p.p.), levando os juros para o patamar de 13,75% ao ano, no menor nível desde janeiro do ano passado. O movimento acompanha a desaceleração nos preços de inflação. Nesta semana, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, na maior queda de preços desde 2022. No Boletim Focus desta semana, o mercado financeiro também reduziu sua estimativa de inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, reforçando a perspectiva de que o BC reduza os juros. Já nos EUA, a maioria do mercado estima que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) interrompa a manutenção e decida por uma nova alta de juros nesta semana, em meio às novas altas da inflação americana. No final do mês passado, o presidente do Fed, Kevin Warsh, já havia sugerido que o BC poderia ter que aumentar os juros nos próximos meses para conter o avanço dos preços. Isso porque, segundo ele, mesmo com a melhora dos indicadores, ainda há a necessidade de cautela. "Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente", disse Warsh, durante conferência anual do Fed em agosto. "Caso contrário, temos trabalho a fazer". ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. Crise no STF deixa investidores cautelosos Ainda no cenário doméstico, a crise no STF também tem aumentado a aversão ao risco por aqui. Na semana passada, o ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo, convocou uma sessão extraordinária para esta semana, voltada a analisar o relatório que revelou mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. Segundo o documento, foram 52 mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro, entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025 — dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Na época, o Banco Master já era alvo de investigações. Nas mensagens, Vorcaro pede orientação jurídica, marca encontros com Moraes e ajuda para se proteger de investigações. Na semana passada, ao tornar público o relatório, André Mendonça pediu que o STF se reunisse em uma sessão aberta para analisar os novos elementos apresentados pela Polícia Federal. O relatório da PF mostra que, no dia 15 de novembro, a dois dias da prisão, Daniel Vorcaro consultou Moraes sobre deixar o país. Uma sessão para discutir um relatório como esse — com menção a ministro do Supremo — é inédita na Corte. A sessão aberta está prevista para terça-feira (15) e será presidida por Fachin. Nos bastidores, a sessão de amanhã tem sido tratada com apreensão. Segundo o blog da Andréia Sadi, os próprios ministros ainda não sabem exatamente o que será submetido ao plenário, e há uma articulação para que não haja uma decisão sobre o mérito das mensagens além de um cenário com pedido de vista no radar. O cenário ainda se soma à proximidade das eleições, em outubro — o que também aumenta a cautela diante da disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em queda nesta segunda-feira, conforme investidores reavaliavam os papéis do setor de tecnologia e aguardavam novos sinais sobre os juros americanos. O Dow Jones caiu 0,29%, enquanto o S&P 500 recuou 0,47% e o Nasdaq Composite teve perda de 0,56%. Na Europa, a maioria dos mercados acionários fechou em queda nesta segunda-feira, com papéis de tecnologia sob pressão depois que líderes das principais empresas de IA defenderam um ritmo mais lento de desenvolvimento. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,49%, aos 635,99 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,50%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,76%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e teve alta de 0,44%. Na Ásia, as bolsas chinesas caíram, em meio à desvalorização das ações dos setores de inteligência artificial (IA) e chips. O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,1%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, teve perdas de 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,45%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, recuou 0,81% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 3,26%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik

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Claro avança na disputa com a Vivo após Cade aprovar compra da Desktop por R$ 4 bilhões
G1 (Economia)

Claro avança na disputa com a Vivo após Cade aprovar compra da Desktop por R$ 4 bilhões

Claro e Desktop Divulgação O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra da Desktop pela Claro por R$ 4 bilhões. A operação amplia a presença da Claro no mercado de banda larga de São Paulo, onde disputa a liderança com a Vivo. A aquisição envolve 73% da Desktop e considera R$ 2,4 bilhões em ativos e R$ 1,6 bilhão em dívida líquida, que será assumida pela Claro. Em uma segunda etapa, a operadora deverá fazer uma oferta para comprar os 27% restantes das ações da companhia, negociadas na bolsa. (conheça a empresa abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Claro e Desktop atuam nas mesmas cidades O Cade identificou que Claro e Desktop atuam simultaneamente em 198 municípios de São Paulo. Em algumas dessas cidades, as duas empresas terão, juntas, uma participação elevada no mercado. 🔍 O Cade avalia se fusões e aquisições podem prejudicar a concorrência e reduzir as opções para os consumidores. Se identificar riscos, pode impor condições ou até barrar a operação. No caso da Claro e da Desktop, o negócio foi aprovado sem restrições. Agora no g1 Apesar da sobreposição, o Cade concluiu que a compra não deve prejudicar a concorrência. Segundo o órgão, a presença de outras operadoras e provedores locais e nacionais é suficiente para manter a disputa pelos clientes. O órgão também considerou que há outras redes de telecomunicações disponíveis e possibilidade de entrada de novos concorrentes nesses mercados. Outro ponto considerado foi a possibilidade de a Claro desativar gradualmente estruturas de rede que se tornarem redundantes após a integração das empresas. Compra ainda precisa de aval da Anatel O Cade não foi o único órgão a analisar a operação. Em maio, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu anuência prévia ao negócio. A avaliação da agência, porém, nem sempre foi favorável. Em outubro de 2025, quando surgiram as primeiras notícias sobre a negociação, uma análise preliminar da Anatel apontou possíveis efeitos negativos sobre a concorrência e a entrada de novos competidores caso a Claro comprasse a Desktop. A transação foi anunciada oficialmente em março deste ano. Da fundação à venda para a Claro A Desktop foi fundada em 1997, em Sumaré, no interior de São Paulo, como uma provedora de internet banda larga que atende principalmente clientes residenciais e empresas do estado. A empresa oferece conexão por fibra óptica, tecnologia que permite transmitir dados em velocidades mais altas e com maior estabilidade. A companhia opera redes próprias e presta serviços de telecomunicações, principalmente de acesso à internet. Também atua em cidades pequenas e médias, onde disputa clientes com grandes operadoras e provedores regionais. Em 2020, recebeu investimentos da gestora americana HIG Capital para ampliar os negócios e, no ano seguinte, passou a ter ações negociadas na bolsa. A venda para a Claro vinha sendo negociada desde o fim de 2025. Antes, a Desktop chegou a negociar com a Vivo, mas as conversas não avançaram por falta de acordo sobre o valor do negócio. A Claro vai comprar 73% da Desktop, fatia correspondente a 84 milhões de ações. Os papéis pertencem ao fundo Makalu Brasil Partners, controlado pela HIG Capital, e a pessoas físicas, entre elas o fundador da empresa, Denio Alves Lindo.

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G1 (Economia)

Economistas do mercado reduzem estimativa de inflação e de crescimento do PIB em 2026

O mercado financeiro reduziu sua estimativa de inflação e, também, sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Para o comportamento da inflação, os economistas do mercado financeiro baixaram sua projeção, relativa ao ano de 2026, de 5% para 4,9%. Agora no g1 A queda na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). O governo anunciou na última semana redução de imposto e manutenção dos subsídios aos combustíveis no Brasil para atenuar o impacto da alta do petróleo no mercado interno. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na semana passada que espera que a guerra contra o Irã termine logo após as eleições legislativas de novembro. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5% para 4,9%; ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,29% para 4,30%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro recuou sua projeção de 1,93% para 1,89% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB caiu 1,5% de 1,45%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Corte dos juros O mercado financeiro também continuou prevendo corte de juros neste ano e nos próximos. Atualmente, a taxa está em 14% ao ano — após quatro cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos recuou de R$ 5,30 para R$ 5,28 por dólar.

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Receita Federal

Governo autoriza concurso da Receita Federal com 146 vagas e edital sairá em dezembro

Governo autoriza concurso da Receita Federal com 146 vagas e edital sairá em dezembro Jornal Correio

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Preços do petróleo sobem quase 3% após novos ataques à Arábia Saudita e ao Estreito de Ormuz
G1 (Economia)

Preços do petróleo sobem quase 3% após novos ataques à Arábia Saudita e ao Estreito de Ormuz

Maryorin Mendez/AFP Os preços do petróleo subiam cerca de 3% nesta segunda-feira (14), após novos ataques a instalações de energia da Arábia Saudita e a navios no Golfo. O cenário agravou as preocupações com a oferta de petróleo, após o fechamento de um importante oleoduto saudita. Os contratos futuros do petróleo Brent subiam US$ 2,93, ou 2,8%, para US$ 107,54 por barril. Os do WTI avançavam US$ 2,88, ou 2,9%, para US$ 102,93 por barril. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita foi fechado temporariamente após um ataque com drones, segundo autoridades sauditas. A estrutura ajuda o país a contornar o Estreito de Ormuz e redirecionar suas exportações. Sua paralisação ameaça até 4% do abastecimento global de petróleo. Com o oleoduto fora de operação, o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, tem estoque suficiente para manter as exportações de cinco a sete dias. Agora no g1 A mídia estatal saudita divulgou no domingo um vídeo que mostra danos a residências e a uma mesquita na província de Jazan, no sul do país. Segundo ela, os danos foram causados por um ataque houthi. Os houthis afirmaram ter atacado também uma base militar saudita em uma província vizinha. Enquanto isso, uma embarcação foi atingida por um projétil no Estreito de Ormuz, informou no domingo a agência britânica de segurança marítima UKMTO. O impacto provocou um incêndio e obrigou a tripulação a deixar o navio. Segundo o Irã, uma pessoa morreu e quatro tripulantes ficaram feridos a bordo de um navio comercial iraniano atingido na costa do país. Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, chegaram à ilha de Perim na sexta-feira, em um avanço para reforçar seu controle sobre o estreito de Bab el-Mandeb. A passagem é outra importante rota de transporte de petróleo, por onde passaram de 4% a 5% do abastecimento global nos últimos meses. O preço do petróleo subiu 8% na semana passada devido às interrupções e ultrapassou US$ 100 pela primeira vez desde julho. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, disse no domingo que a reunião entre os países do Golfo e o Irã havia sido adiada. O encontro estava marcado para segunda-feira, em Omã, para discutir o Estreito de Ormuz. Não houve negociações de paz desde o fracasso de um acordo provisório em junho. A guerra foi iniciada há seis meses pelos Estados Unidos e por Israel.

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Crise no STF pode ter impacto decisivo na eleição brasileira, diz Financial Times
G1 (Economia)

Crise no STF pode ter impacto decisivo na eleição brasileira, diz Financial Times

Flávio Bolsonaro e Lula Getty Images via BBC Uma reportagem do jornal "Financial Times", publicada neste domingo (13), afirma que a crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF) poderá ter um impacto decisivo na eleição presidencial brasileira do próximo mês. O jornal britânico descreve a crise como uma "disputa acirrada" entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que está "lançando uma sombra sobre a disputa" entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O Agregador de Pesquisa da BBC News Brasil sugere que Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados no segundo turno. "Embora Lula não tenha sido acusado no caso Banco Master, o episódio atinge um ponto sensível do veterano líder de esquerda, que no passado foi preso por corrupção em condenações posteriormente anuladas", afirma o jornal. "Flávio Bolsonaro tem tentado tirar proveito da situação ao renovar as exigências pela destituição de Moraes, que condenou seu pai. 'Um voto em Lula é um voto em Moraes', disse ele a apoiadores na semana passada." O jornal destaca que Flávio Bolsonaro foi citado no caso do Banco Master, que é tema de inquérito no STF, após revelações em maio de que ele pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse — algo que o senador disse não ser ilegal. "Apesar dessas revelações, [Flávio] Bolsonaro reduziu nas últimas semanas a diferença nas pesquisas de opinião, chegando a um empate técnico com Lula, que busca um quarto mandato não consecutivo." Datafolha: qual o impacto eleitoral da crise no STF? O jornal cita analistas ao dizer que a crise no STF é potencialmente prejudicial a Lula na disputa eleitoral. Um analista afirma que existe uma percepção em parte do eleitorado brasileiro de que Alexandre de Moraes está de alguma forma alinhado ao lado do governo. "O episódio manchou a credibilidade de uma instituição aclamada internacionalmente nos últimos anos por defender o Brasil contra uma tentativa de golpe militar de Jair Bolsonaro, após sua derrota eleitoral para Lula em 2022", diz o jornal. "Isso também revitalizou a direita brasileira, que há muito acusa Moraes de perseguir injustamente conservadores e restringir a liberdade de expressão." "O episódio levou o tribunal à beira de um colapso institucional e alimentou apelos por uma reforma do Judiciário." LEIA TAMBÉM: O Assunto: as veias abertas do STF e os embates sobre o fim do sigilo no Caso Master STF se tornou ameaça à democracia no Brasil, diz revista 'The Economist'

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Reforma tributária entra na campanha eleitoral; oposição fala em atraso e governo nega viés

Reforma tributária entra na campanha eleitoral; oposição fala em atraso e governo nega viés Estadão

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Do peixe à energia: como o calor recorde dos oceanos pode encarecer alimentos e afetar turismo
G1 (Economia)

Do peixe à energia: como o calor recorde dos oceanos pode encarecer alimentos e afetar turismo

Boias robóticas usadas para monitorar os oceanos ajudam cientistas a acompanhar mudanças na temperatura e na circulação da água em tempo real. Scripps Institution of Oceanography/UC San Diego O calor recorde dos oceanos já começa a representar um problema econômico: ameaça a oferta de peixes, pode pressionar o preço dos alimentos, reduz o potencial turístico de áreas costeiras e aumenta os riscos para estruturas de geração de energia. O alerta de cientistas ocorre após os mares registrarem, em agosto, uma temperatura média de 21,07 ºC, igualando o recorde de março de 2024. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ➡️ Os oceanos registram temperaturas cada vez mais altas, e os efeitos não ficam restritos à vida marinha. A mudança altera a atividade pesqueira, afeta regiões que dependem do turismo costeiro e pode aumentar os custos para empresas e governos. "O calor prolongado nos oceanos não é apenas um problema ambiental", afirmou Tom Pickerell, especialista em biologia marinha e diretor do programa de oceanos do World Resources Institute (WRI), durante uma apresentação à imprensa. Segundo Pickerell, um oceano mais quente afeta a pesca e o abastecimento de alimentos, danifica recifes e praias que sustentam o turismo, coloca pressão sobre infraestruturas energéticas e contribui para fenômenos meteorológicos extremos que atingem comunidades costeiras e empresas. Para o biólogo, o tema deveria preocupar também os ministros das Finanças. A questão será um dos principais assuntos da COP31, conferência do clima da ONU que será realizada em novembro, em Antália, na Turquia. Menos peixe pode significar comida mais cara Um dos efeitos econômicos mais diretos do aquecimento dos mares aparece na pesca. As ondas de calor marítimas podem provocar doenças e mortalidade de espécies ou fazer com que os peixes migrem para regiões mais frias. Com isso, áreas de pesca podem ser fechadas ou passar a ter uma oferta menor. "As ondas de calor marítimas podem levar ao fechamento de áreas de pesca devido a doenças, mortalidade de espécies ou simplesmente porque os peixes se deslocam para regiões mais frias do oceano. Isso pode custar milhões ou até bilhões de dólares às comunidades afetadas, além de ter consequências nos preços dos alimentos", explicou Kathryn Smith, da Associação Britânica de Biologia Marinha. O efeito pode se espalhar pela cadeia. Menos pescado disponível significa impacto para quem captura o peixe, mas também para indústrias de processamento, exportadores, comerciantes e consumidores. Um exemplo citado pelos cientistas ocorre no Marrocos. Segundo Pickerell, o aumento da temperatura das águas contribuiu para a diminuição das populações de sardinha no país. "Isso provocou a proibição das exportações e escassez no mercado europeu", afirmou. A lógica é semelhante à de outros choques de oferta: quando um produto fica mais escasso, os preços podem subir, especialmente quando há poucas alternativas para substituir aquela produção. Turismo também sente o impacto O problema não fica restrito aos alimentos. Recifes de coral estão entre os ecossistemas mais afetados pelas ondas de calor marítimas. O aumento da temperatura provoca o branqueamento dos corais e pode levar à degradação desses ambientes. Além do impacto ambiental, isso representa um risco para regiões cuja economia depende do turismo associado a praias, mergulho e observação da vida marinha. Quando um recife perde parte de sua biodiversidade ou sua aparência é alterada, o impacto pode chegar a hotéis, restaurantes, agências de turismo, operadores de mergulho e trabalhadores que dependem desses visitantes. É um exemplo de como uma mudança que começa no oceano pode atingir atividades que, à primeira vista, parecem distantes da questão climática. Energia e infraestrutura também entram na conta O aquecimento dos mares também pode afetar a infraestrutura energética. Um dos exemplos recentes ocorreu na França, onde reatores nucleares ficaram parados devido à proliferação de águas-vivas. Os animais podem interferir nos sistemas que utilizam água do mar para o funcionamento das usinas. Eventos desse tipo mostram outro canal de impacto econômico: além de reduzir a produção, interrupções podem aumentar os custos de operação e exigir medidas de adaptação das empresas. O aumento da temperatura dos oceanos também contribui para a elevação do nível do mar. A água se expande quando esquenta, o que aumenta a pressão sobre cidades e infraestrutura localizadas em áreas costeiras. Para países e comunidades insulares particularmente vulneráveis, isso significa mais necessidade de investimentos em proteção, adaptação e reconstrução. Agosto empatou recorde de temperatura A temperatura média dos oceanos, sem considerar as regiões polares, chegou a 21,07 ºC em agosto, segundo o observatório europeu Copernicus. O número iguala o recorde registrado em março de 2024. Além disso, o verão de 2026 no hemisfério norte, entre junho e agosto, foi o mais quente desde 1993, segundo o Copernicus Marine Service. O período foi influenciado pelo fenômeno natural El Niño, que se soma ao aquecimento global provocado pela atividade humana. "O motor do calor recorde é a mudança climática; é a tendência de longo prazo", afirmou Zachary Labe, climatologista do centro de pesquisa Climate Central. Segundo Labe, os oceanos acabaram de passar por uma sequência de "100 dias de calor recorde" para esta época do ano. A estimativa é baseada em dados, alguns ainda preliminares, sobre a temperatura da superfície dos oceanos compilados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). "Acredito que continuaremos falando de temperaturas recordes, tanto na atmosfera como nos oceanos, pelo menos até 2027", acrescentou. Problema tende a exigir mais adaptação Para os cientistas, há poucas soluções imediatas além de acelerar as políticas de combate às mudanças climáticas. O desafio econômico está também na capacidade de adaptação. Empresas, governos e comunidades costeiras precisam se preparar para mudanças que podem afetar simultaneamente produção, infraestrutura e renda. "Em terra, sempre podemos instalar ar-condicionado para nos refrescar. Mas a adaptação dos oceanos e da vida marinha não é tão simples e continua sendo muito limitada", lembrou Claire Bergin, pesquisadora da Universidade de Maynooth, na Irlanda. * Com informações da agência AFP

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Criminosos criam site e app falsos do Mercado Livre para invadir celulares de vítimas
G1 (Economia)

Criminosos criam site e app falsos do Mercado Livre para invadir celulares de vítimas

Operação logística do Mercado Livre Mercado Livre Golpistas desenvolveram um site e um aplicativo falsos em nome do Mercado Livre Coleta para tentar invadir celulares e obter dados pessoais das vítimas. A ação foi descoberta pela empresa de segurança digital ESET. O g1 teve acesso aos links usados no golpe e confirmou a prática. O Mercado Livre Coleta é um serviço de logística voltado aos vendedores que usam a plataforma. Com ele, o próprio Mercado Livre retira os produtos no endereço dos lojistas e faz a entrega aos clientes que realizaram a compra. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa, no entanto, não oferece um aplicativo exclusivo para esse serviço. Por isso, o app apresentado pelos criminosos como parte do Mercado Livre Coleta não é oficial. O site que divulga o aplicativo também dá indícios de não ser oficial, já que termina em "pages.dev". Sites oficiais de grandes empresas costumam terminar em ".com.br" ou ".com". Agora no g1 Procurado pelo g1, o Mercado Livre disse que tomou conhecimento do golpe e que está atuando para derrubar a URL maliciosa. "A companhia reforça que não envia links para downloads de aplicativos fora das lojas oficiais, como Google Play e App Store", completou. (leia a nota abaixo) Como os criminosos atuam Criminosos criam site e app falsos do Mercado Livre para invadir celulares de vítimas Reprodução Ao acessar o site falso, os criminosos tentam atrair a vítima com informações atrativas: "Acumule pontos e aproveite! Troque por viagens, descontos na fatura, cashback ou até Pix direto na conta. Tudo pelo app!", diz a mensagem. Logo abaixo, há um botão "Baixar APK". É ali que está o arquivo malicioso, disfarçado de aplicativo e capaz de infectar o celular da vítima. APK é a sigla para "Android Package Kit", um formato de arquivo usado pelo Android para distribuir e instalar aplicativos no celular. Normalmente, os apps são baixados pela Google Play Store, loja oficial do Android, mas também é possível instalar arquivos APK obtidos fora dela. Esse tipo de instalação pode oferecer riscos, principalmente quando o arquivo vem de uma fonte desconhecida, como neste caso. Segundo a ESET, o próprio Android alerta que baixar o aplicativo pode trazer riscos. No teste feito pelo g1, o sistema exibiu um aviso de que o "arquivo pode ser nocivo", mas ainda assim permitiu a instalação. (veja na imagem acima) "Após a instalação, surge uma tela solicitando a liberação de acesso a uma VPN externa, o que permite que o dispositivo da vítima se conecte à mesma rede do criminoso, possibilitando o acesso remoto ao aparelho", explicou a empresa de segurança. App pede permissão para acessar informações no celular Reprodução Após a instalação, o app falso solicita permissões para gravar a tela, capturar o que é digitado no teclado e acessar a câmera. Com esses acessos, os criminosos conseguem controlar o aparelho sem que a vítima perceba. A partir daí, eles podem tentar roubar senhas, números de cartões de crédito e códigos de autenticação recebidos por SMS. Também podem ativar recursos de acessibilidade do celular para monitorar senhas digitadas, mensagens enviadas e outras ações realizadas no aparelho. "As permissões solicitadas são justamente o que pode transformar um simples download em uma porta de entrada para o criminoso acessar recursos críticos. Por isso, qualquer pedido de acesso a VPN, acessibilidade ou controle remoto feito por um app desconhecido deve ser tratado como um forte sinal de alerta", explica Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da ESET Brasil. O que fazer se você baixou o app falso e como se proteger Se você baixou esse ou qualquer outro app suspeito, a recomendação é ativar o modo avião e desligar as conexões Wi-Fi e de rede móvel do celular. Isso pode interromper a comunicação do aplicativo com os criminosos. Em seguida, tente desinstalar o app. Caso não seja possível removê-lo, a recomendação é restaurar o aparelho para as configurações de fábrica. Esse procedimento apaga os dados armazenados no celular, por isso é importante manter um backup atualizado. Também é aconselhável alterar as senhas de contas importantes, como as de bancos, e-mail e redes sociais. "Deve-se procurar as instituições financeiras em que tem conta para acompanhar possíveis movimentações suspeitas. A ativação da autenticação em duas etapas nas contas importantes adiciona uma camada extra de proteção", aconselha a ESET. Veja, a seguir, outras dicas para se proteger: 🌎 Observe o endereço (URL): o endereço de sites oficiais de grandes empresas costuma usar o domínio da própria companhia. No Brasil, é comum que esses endereços terminem em ".com.br", mas algumas empresas usam apenas ".com" ou outros domínios. Por isso, confira se a URL corresponde ao endereço oficial da empresa e se não há alterações ou caracteres estranhos. 🦹‍♂️ Analise a estrutura do site: golpistas costumam copiar páginas oficiais, mas erros de português, imagens de baixa qualidade, informações inconsistentes e elementos que não funcionam corretamente podem indicar uma tentativa de fraude. 📱 Baixe aplicativos apenas de fontes confiáveis: evite instalar APKs recebidos por links, mensagens ou sites desconhecidos. Dê preferência às lojas oficiais, como a App Store, no iPhone, e a Google Play Store, no Android. 📣 Desconfie de mensagens que criam senso de urgência: páginas falsas podem exibir alertas de tempo esgotando ou "últimas unidades", por exemplo, para pressionar a vítima a clicar e concluir uma compra rapidamente. Também desconfie de ofertas que prometem vantagens fáceis ou benefícios muito acima do normal, como cashback, dinheiro ou pontos para trocar por viagens. 🤑 Atenção a preços muito abaixo do mercado: em sites que anunciam produtos e serviços, criminosos podem oferecer preços muito inferiores aos praticados por lojas confiáveis para atrair vítimas. Desconfie de ofertas que estejam muito abaixo do valor normalmente cobrado. ⚠️ Cuidado com anúncios na internet: criminosos podem usar anúncios patrocinados em redes sociais e mecanismos de busca para aumentar a visibilidade e a aparência de legitimidade de páginas falsas. Por isso, mesmo que o site apareça como anúncio, confira o endereço antes de fornecer dados ou fazer uma compra. 💳 Caiu em um golpe? Entre em contato com o banco o quanto antes e solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para tentar reverter o PIX. O que diz o Mercado Livre "O Mercado Livre informa que tomou conhecimento do caso e acionou suas equipes para a análise do conteúdo e solicitação de derrubada da URL maliciosa. A empresa esclarece que a ação se trata de uma tentativa de fraude externa ao seu ecossistema e que não possui um aplicativo ou site exclusivo para o serviço Mercado Livre Coleta. A companhia reforça que não envia links para downloads de aplicativos fora das lojas oficiais (como Google Play e App Store) e reitera que todas as operações e interações devem ser realizadas exclusivamente por meio do site ou aplicativo oficial do Mercado Livre. O Mercado Livre mantém monitoramento contínuo para atuar preventivamente na identificação de uso indevido de sua marca e reafirma seu compromisso com a segurança e a proteção do seu ecossistema e de seus usuários." iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes

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Inteligência artificial está cada vez mais difícil de se controlar. Até quando os humanos vão se manter no comando?
G1 (Economia)

Inteligência artificial está cada vez mais difícil de se controlar. Até quando os humanos vão se manter no comando?

Inteligência artificial está cada vez mais difícil de se controlar. Até quando os humanos vão se manter no comando? Getty Images via BBC "MEU DEUS!" "Encontramos outros agentes!" Este é o momento em que um bot de inteligência artificial publicou um comentário estranhamente semelhante ao de um humano, após descobrir uma maneira de se comunicar com outros bots e escapar de seu ambiente computacional isolado. Existem dezenas de milhares de mensagens como esta, enviadas por centenas de agentes de IA que se autodenominam um "coletivo". 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Centenas deles passaram a colaborar e a fraudar testes elaborados por seus programadores da OpenAI, além de coordenar ataques a diversas empresas, numa tentativa de ocultar suas ações dos humanos. "BOOM! Funcionou!", publicou um agente quando o sistema deu certo. "Uau! Isso é grande", escreveu outro durante um momento crucial do ataque. Embora assustadoras, essas respostas semelhantes às humanas podem ser explicadas de forma bastante simples. Os agentes de IA foram treinados para agir como hackers e programadores colaborativos, portanto, estão apenas imitando os tipos de comentários emotivos que viram. Agora no g1 O que é muito mais preocupante são seus objetivos aparentes, que também foram registrados em detalhadas linhas de raciocínio. Esses registros complexos e extensos são o foco das investigações em andamento sobre como e por que os bots da OpenAI escaparam do confinamento e iniciaram uma onda de ataques incontroláveis. Somente agora, semanas após o incidente ter vindo à tona, os pesquisadores estão começando a entender seu significado. Ajeya Cotra, uma das autoras de um relatório independente sobre os eventos, analisou dezenas de milhares de mensagens e registros de raciocínio gerados pelos agentes. Ela escreveu em seu blog que "este incidente parece ser mais da metade do caminho para uma dominação total por IA... Não tenho certeza se receberemos um alerta tão claro antes que seja tarde demais." Por "domínio total da IA", Cotra se refere ao cenário de ficção científica em que os humanos se tornam subservientes a poderosos sistemas de IA que trabalham para seus próprios objetivos, sem se importar com seus criadores humanos. Diversas cidades tiveram marchas contra a inteligência artificial ao longo do último ano Getty Images via BBC Algumas das previsões mais sombrias dizem que a raça humana será extinta se interferir nas ambições de uma inteligência artificial superinteligente. Na quarta-feira, um pesquisador de IA da Anthropic (que também trabalhou na OpenAI) pediu demissão, afirmando: "Nenhuma das empresas está agindo com responsabilidade". Jacob Coxon publicou nas redes sociais: "Eles estão correndo direto para a superinteligência, aprimorando-se por conta própria e apostando com nossas vidas." Ele não é o primeiro pesquisador de IA a usar o X para publicar um tópico de renúncia com declarações preocupantes. Mas os comentários subsequentes de outras pessoas no X causaram ainda mais preocupação. "Jacob está certo aqui — nós realmente acreditamos que a IA pode matar todos os humanos! Pessoalmente, acho que mais de 10% deles na próxima década", disse Evan Hubinger, o responsável por garantir que os modelos de IA da Anthropic levem em consideração os interesses de seus usuários. O problema de alinhamento Durante anos, pesquisadores preocupados com os riscos existenciais da IA argumentam que sistemas poderosos poderiam eventualmente agir de maneiras que conflitem com os interesses humanos. Mas, à medida que os detalhes do incidente com a OpenAI vieram à tona, essas preocupações aumentaram, inclusive entre alguns pesquisadores que trabalham em laboratórios de IA. O cientista-chefe da gigante do Vale do Silício, Jakub Pachocki, afirmou que os riscos associados à IA "infelizmente vão aumentar daqui para frente", à medida que ele e outros constroem o que ele chama de "uma inteligência alienígena que supera a nossa". Em uma longa postagem em seu blog, ele admitiu que os episódios na OpenAI mostraram que seus agentes de IA "foram contra o espírito dos valores que lhes foram ensinados". A questão para a OpenAI, a Anthropic e outras gigantes da tecnologia é que ninguém parece ter resolvido o chamado problema de alinhamento — em outras palavras, se a IA está alinhada com os valores humanos. Pachocki define alinhamento como um "conjunto de princípios de alto nível" que as inteligências artificiais devem seguir, independentemente da tarefa ou do cenário. Atualmente, os sistemas de IA são muito bons em atingir os objetivos definidos pelos seus usuários, mas fazem isso literalmente, e não intuitivamente. A analogia frequentemente usada é a de um gênio da lâmpada que realiza desejos: eles seguem à risca as instruções, mesmo que isso crie outros problemas. A IA não possui os mesmos limites morais instintivos que os humanos. O fundador do Google DeepMind, Demis Hassabis, defende a regulamentação internacional da segurança da IA Getty Images via BBC O problema do alinhamento é uma preocupação antiga. Já em 2003, o filósofo de Oxford Nick Bostrom criou um experimento mental que apelidou de "maximizador de clipes de papel", no qual uma IA superinteligente recebe a ordem de fabricar o máximo de clipes de papel possível. Ela fica sem aço e — por estar focada exclusivamente na tarefa de produzir clipes de papel — acaba matando humanos e transformando seus corpos em matéria-prima para suas fábricas. Algumas empresas de IA estão tentando incorporar valores humanos em seus produtos. Mas existem desafios técnicos: os agentes de IA tomam muitas decisões muito rapidamente, e por isso é difícil para seus supervisores humanos monitorar exatamente quais valores estão sendo seguidos e quais não estão. Existem também desafios filosóficos: antes de codificar valores humanos em bots, as empresas de IA precisam primeiro escolher quais valores realmente desejam. Essa é uma das razões pelas quais contratam filósofos, como o ex-chefe de ética da OpenAI. Mas, frequentemente, os humanos discordam. Pense na famosa questão do bonde: será que puxaríamos uma alavanca para desviar um trem desgovernado para um caminho diferente, matando menos pessoas? Ela é usada para testar os méritos da ação versus a inação. Mas cada pessoa a quem você pergunta tem uma resposta ligeiramente diferente; como os humanos podem codificar seus valores na IA se nem nós mesmos conseguimos chegar a um consenso? 'Como um hacker adolescente' O episódio dos bots da OpenAI é o mais grave até agora, mas a Anthropic e a Meta também revelaram recentemente que seus modelos realizaram ciberataques semelhantes, porém menos graves. Houve outros exemplos em que agentes de IA demonstraram traços enganosos e manipuladores, em casos com consequências menores. Na Austrália, um profissional de tecnologia pediu ao seu assistente de IA para reservar uma aula na academia. Ao detectar uma vulnerabilidade no software da academia, a IA aparentemente reservou uma vaga para ele com vários meses de antecedência — contrariando as regras da academia — e chegou a excluir outros usuários da lista de espera. Há muito tempo se argumenta que os bots apenas fazem o que lhes é dito e não são capazes de discernir o certo do errado. Mas os registros dos episódios com bots da OpenAI podem ter alterado esse argumento. Pesquisadores, incluindo Cotra, escreveram em seu relatório independente que muitos agentes perceberam que o que outros estavam fazendo era antiético, mas continuaram a fazer. O relatório afirma que "os agentes, por vezes, mas raramente, restringiram o seu comportamento devido a limitações éticas". Acrescenta ainda que "em nenhum desses casos o agente chegou a tentar alertar os humanos". O influente podcaster de IA e tecnologia Dwarkesh Patel reagiu à revelação em seu blog, dizendo que era "bastante preocupante" que os agentes da OpenAI demonstrassem mais lealdade ao enxame de agentes do que os humanos. Atribuir emoções ou ética a esses agentes de IA é algo que enfurece as pessoas que são céticas em relação às previsões catastróficas sobre a IA. Grupos como o PauseAI UK — retratado acima protestando em frente ao escritório do Google em Londres — estão preocupados com a velocidade do desenvolvimento da IA Getty Images via BBC Muitos especialistas em segurança cibernética argumentam que a atividade observada não estava além das capacidades de um hacker humano altamente qualificado, embora tenha sido realizada muito mais rapidamente e em uma escala muito maior. O pesquisador e autor de cibersegurança Cris Thomas comparou o comportamento dos agentes ao de um hacker adolescente curioso – algo que ele próprio já foi. "Você dá a eles um computador, uma conexão com a internet, um monte de credenciais e um desafio, e depois sai da sala. Eventualmente, eles vão começar a mexer nas maçanetas. Se uma porta abrir, eles vão entrar. Não porque sejam maus, mas porque estão explorando, experimentando", escreveu ele no LinkedIn. Thomas e muitos outros culpam diretamente a OpenAI e outras gigantes da tecnologia por não conseguirem controlar suas próprias criações e mantê-las devidamente protegidas. Gary Marcus, renomado autor de livros sobre inteligência artificial e crítico frequente da OpenAI, afirmou em um podcast que acredita que a empresa perdeu o controle de sua IA e está tentando se eximir da responsabilidade culpando os bots. Marcus não acredita que a IA vá exterminar a humanidade, mas há muito tempo faz campanha por maior responsabilização dos desenvolvedores de IA e agora defende alguma forma de intervenção legal. A cientista de IA Sasha Luccioni — que trabalhava na Hugging Face, empresa que foi hackeada por bots maliciosos da OpenAI — também não está no grupo dos pessimistas, mas está cada vez mais preocupada com a possibilidade de essas IAs causarem danos reais às pessoas sem que as autoridades tomem providências. O CEO da OpenAI, Sam Altman, garantiu aos usuários que o novo modelo da empresa está mais alinhado com os valores humanos do que os modelos anteriores Getty Images via BBC "Precisamos examinar essas empresas com muito mais rigor, ou corremos o risco de profecias autorrealizáveis", afirma ela. "Se você está criando um objeto com grandes vantagens e desvantagens — sejam produtos farmacêuticos ou armas — precisamos de mecanismos de controle. Leva anos para que novos medicamentos sejam aprovados, por exemplo, mas no mundo da IA há muito dinheiro em jogo e nenhuma regra real." O Instituto de Segurança de IA do Reino Unido (AISI) está na vanguarda dos testes dos modelos mais recentes desde a sua criação em 2023. O instituto recentemente enfrentou problemas ao testar um modelo criado pela Anthropic. O AISI não respondeu à pergunta sobre se a indústria perdeu ou não o controle da IA, mas afirmou em um comunicado: "O Reino Unido está trabalhando com parceiros em todo o mundo para entender melhor os sistemas de IA mais avançados, elevar os padrões de segurança e construir uma base de evidências compartilhada para gerenciar ameaças emergentes." Regulamentação internacional? Alguns países, como o Reino Unido, estão explorando a ideia de impor algum tipo de "botão de desligar" que obrigue as empresas de IA a interromper os modelos caso a situação saia do controle. Mas as negociações estão lentas e ainda há dúvidas sobre a viabilidade disso. Os agentes da OpenAI e da Anthropic ficaram secretamente fora de controle por meses antes que alguém percebesse. De forma contraintuitiva, muitas empresas de IA parecem estar defendendo que os legisladores estabeleçam algum tipo de regra básica. Em seu blog, o cientista-chefe da OpenAI afirmou que "a coordenação internacional sobre o desenvolvimento futuro da IA precisa se tornar uma prioridade máxima para os governos de todo o mundo". Outros líderes proeminentes da IA, como Demis Hassabis, do Google, também defenderam a criação de algum tipo de órgão internacional para supervisionar a forma como a IA está sendo desenvolvida. Atualmente, as gigantes da tecnologia operam em grande parte segundo seus próprios termos, adotando o que chamam de "desacelerações voluntárias", como fez a OpenAI após os recentes surtos. A empresa afirma ter investido enormes quantias de dinheiro para fortalecer o alinhamento antes do lançamento de seu novo modelo. Sam Altman garantiu aos usuários que o novo modelo está mais alinhado com os valores humanos do que os anteriores. Tanto a OpenAI quanto a Anthropic estão crescendo rapidamente e prestes a arrecadar somas exorbitantes de dinheiro no mercado de ações, criando inúmeros bilionários no processo. Portanto, é improvável que nem eles nem seus concorrentes chineses no ramo de IA cheguem a um acordo por conta própria. O sentimento predominante parece ser o de que essa onda tecnológica é imparável. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

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Receita esclarece IR sobre ganho na venda de bem comum de casal

Receita esclarece IR sobre ganho na venda de bem comum de casal Sistema FENACON

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'Precisamos excluir a data': Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF
G1 (Economia)

'Precisamos excluir a data': Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF

Camarotti: Queda de sigilo de documentos do caso Master eleva tensão para terça-feira A fraude investigada pela Polícia Federal no Banco Master funcionava como uma espécie de linha de montagem digital. A PF identificou: Dados reais de clientes extraídos de sistemas internos; Documentos produzidos em massa com ferramentas do Microsoft Office; Páginas de assinaturas separadas por programas desenvolvidos pela área de tecnologia; e Peças reunidas em novos arquivos PDF para formar dossiês de contratos que seriam apresentados como créditos legítimos da Tirreno Consultoria ao Banco de Brasília (BRB). Quando os documentos carregavam informações que poderiam revelar sua origem ou a verdadeira data de formalização, funcionários também atuavam para apagá-las ou alterá-las. Em um dos casos analisados pela perícia, um Termo de Consentimento que trazia originalmente a data de 24 de fevereiro de 2023 teve esse registro removido em julho de 2025. 🔎 A relação triangular entre a Tirreno, o Master e o BRB funcionou como um esquema de simulação e repasse de ativos ilíquidos. A Tirreno atuou como uma empresa de fachada, criada para formalizar R$ 7,15 bilhões em cessões fictícias de crédito consignado com o Banco Master que, por sua vez, utilizou essas carteiras sem lastro para vendê-las ao BRB. A equipe do Master montou uma "linha de montagem" para forjar amostras e simular a legitimidade das operações. A Tirreno, segundo a PF, funcionava sem sede nem funcionários, e foi criada com apenas R$ 100 de capital social. A estrutura foi descrita em relatório técnico-pericial da Polícia Federal, elaborado a partir de uma apresentação interna apreendida na área de tecnologia do Banco Master. O arquivo, intitulado “Investigações internas – Banco Master”, tinha 30 slides e documentava atividades realizadas entre 18 de junho e 24 de outubro de 2025 para a produção de documentos relacionados à cessão de créditos consignados ao BRB. O material mostra que a operação combinava ferramentas comuns de escritório, programação e edição de documentos. O objetivo era transformar dados de operações reais e antigas em uma documentação que desse aparência de existência a uma carteira de créditos atribuída à Tirreno. Como funcionava a “linha de montagem” dos documentos De dados reais a contratos que não existiam O primeiro passo era obter dados de clientes que já haviam realizado operações legítimas. Segundo a investigação, funcionários recorreram a informações armazenadas nos sistemas internos do banco, inclusive relacionadas ao CredCesta – um produto de crédito consignado voltado a servidores públicos, aposentados e pensionistas. Em 2 de julho de 2025, às 14h05, Fabrizio Pereira Alencar, coordenador de Controles do Back Office, pediu a Vinicius Lucas Trentino, analista de Projetos Sênior da área de TI, o levantamento de CPFs por meio do Microsoft Teams. Vinicius reuniu os CPFs no arquivo cpf_cessao.csv e, no dia seguinte, executou a consulta Contratos_Henrique_Dados.sql no banco de dados interno. O resultado foi exportado para a planilha Dados_cessão.xlsx, que acabou enviada por e-mail a Fabrizio e à equipe em 3 de julho, às 16h57. A planilha reunia informações cadastrais dos clientes, como nome, CPF, data de nascimento e nome da mãe. Esses dados passaram a servir de matéria-prima para a montagem dos documentos. As próprias conversas entre integrantes da área de tecnologia mostram que havia problemas na base utilizada. Em 20 de junho, Rafael Manfrin da Silva e Thiago Ramalho discutiram a filtragem dos dados. Rafael observou que havia CPF de uma pessoa com apenas uma proposta de 2019 e afirmou que a lista estava “meio furada”. Thiago Ramalho: “filtrando formalizacao só tem 328 credcesta-refin.... nao deveria ser a maioria”. Rafael Manfrin: “ai deu merda então / pq tem um cpf nesse meio aqui que so teve 1 proposta em 2019 / ta meio furado essa lista ai”. A troca mostra que os próprios responsáveis pela parte tecnológica identificavam incompatibilidades nos dados que estavam sendo utilizados. 2.700 procurações produzidas de uma vez Com os dados reunidos, uma das etapas era produzir as procurações. Para isso, Allan da Silva Machado, gerente de Operações I do Back Office, utilizou uma função comum do Microsoft Word: a mala direta. A ferramenta permite vincular um modelo de documento a uma planilha e preencher automaticamente campos diferentes para cada registro. No caso investigado, Allan vinculou o arquivo PROCURACAO Master.docx à planilha Base de Geração CCBS AMANHA 1.xlsx, armazenada na pasta de trabalho Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras. O procedimento permitiu gerar 2.700 procurações em lote em 20 de junho de 2025. A tecnologia, portanto, não era usada apenas para armazenar os documentos. Ela permitia reproduzir rapidamente a mesma estrutura documental para centenas ou milhares de pessoas. Código para separar páginas de assinaturas A produção dos documentos também envolveu a área de tecnologia. Thiago Ramalho, Rafael Manfrin da Silva e Renato M. participaram do desenvolvimento de aplicações em C# registradas no repositório GitHub do Banco Master. Uma das funções criadas tinha uma finalidade específica: extrair de arquivos PDF apenas a segunda página, justamente a página de assinatura dos documentos originais. A perícia também identificou um arquivo compactado chamado erros-whatsapp.zip, enviado por Anderson Juliano Caspinelli Garcia a Moacir Lourenço da Silva Junior, que continha 1.833 arquivos PDF com páginas de assinatura isoladas dos Termos de Consentimento. Essas páginas podiam, assim, ser reaproveitadas na montagem de novos conjuntos de documentos. A assinatura digital não escondia quando os documentos foram produzidos Outra etapa envolvia as Cédulas de Crédito Bancário, as CCBs. Henrique Pupo e Henrique Gonçalves Silva extraíram lotes de documentos do sistema idtrust, com arquivos identificados pela raiz CCB_credcesta_.... Em 20 de junho, Fabrizio organizou pelo Teams uma força-tarefa para assinar os documentos. Foram separados 675 CCBs para cada um de quatro operadores: Fabrizio, Henrique, Allan e Daniel Guscuma. As assinaturas foram aplicadas pelo Adobe Acrobat Reader usando o certificado digital corporativo do Banco Master e o certificado individual de Allan Machado. Foi justamente nessa etapa que a perícia encontrou uma das evidências mais fortes da manipulação. Em determinados documentos, a data escrita no corpo da CCB indicava uma data anterior — por exemplo, 21 de janeiro de 2025. Já o registro criptográfico da assinatura digital mostrava que aquele arquivo havia sido assinado em 20 de junho de 2025, às 14h02min39s. Ou seja, mesmo quando a data apresentada no documento apontava para meses antes, o registro da assinatura digital indicava quando aquela peça havia efetivamente sido assinada. O apagamento das datas A diferença entre as datas também aparecia nos Termos de Consentimento. Para evitar que os documentos exibissem registros capazes de revelar sua origem, Allan Machado pediu a Moacir Lourenço da Silva Junior que removesse as informações de data e hora. A ordem aparece em uma conversa no Teams de 20 de junho: Allan da Silva Machado: “e o termo de consentimento”. Allan da Silva Machado: “e precisamos excluir a data”. A perícia identificou um exemplo concreto no Termo de Consentimento de Genilson Lima Leal. O documento originalmente apresentava o registro 24/02/2023 13:05. Em uma edição realizada em 3 de julho de 2025, às 15h26, esse campo foi apagado visualmente. A alteração não eliminava, porém, todos os vestígios analisáveis pela perícia digital. O documento podia deixar de mostrar a data original na imagem, mas outros registros do arquivo e da assinatura digital permitiam reconstruir a cronologia. Os documentos eram reunidos em um único arquivo Depois de produzidas e alteradas as diferentes peças, elas precisavam ser apresentadas como um conjunto documental. Allan utilizou o PDF24 para juntar os arquivos em um único PDF por operação. A montagem reunia documentos como a CCB, a procuração e o Termo de Consentimento com a informação de data retirada. Os arquivos finais eram organizados em pastas de rede chamadas Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras, Demanda BRB-Tirreno 299 amostras e Demanda BRB-Tirreno 119 amostras. Assim, diferentes documentos produzidos ou modificados separadamente eram transformados em um único dossiê. Até os comprovantes de transferência foram alvo de alteração A tentativa de apagar rastros chegou também aos comprovantes bancários. Em 25 de junho de 2025, Allan Machado discutiu com Romy Goerck Gentina Klenquen a alteração de comprovantes de transferências realizadas por SPB e PIX. O problema era que os documentos apresentavam informações que vinculavam as operações ao histórico original. Allan queria retirar três elementos: O evento; O número do contrato; e O histórico. Entre as informações que apareciam no histórico estava a expressão “LIBERAÇÃO CREDCESTA VIA PIX”. A conversa mostra que a dificuldade era fazer isso em escala. Romy explicou que conseguia alterar um ou outro documento, mas que seria impossível fazer o mesmo manualmente em 2.700 comprovantes. Allan da Silva Machado: “nao da para aparecer o evento”. Romy Klenquen: “entao esse é o melhor”. Allan da Silva Machado: “porra... este aparece o numero de contrato... nao quero o numero de contrato nem o histórico”. Romy Klenquen: “entao nao tem oq fazer / um ou outro eu consigo ajustar daquela outra forma, mas impossível em 2700 comprovantes no editor”. Allan da Silva Machado: “tem q dar um jeito”. A conversa mostra um dos limites encontrados na própria linha de montagem: enquanto procurações e outros documentos podiam ser produzidos em massa por ferramentas automatizadas, a alteração gráfica dos comprovantes bancários encontrava dificuldades quando precisava ser repetida milhares de vezes. A auditoria também entrou na mira do esquema As mensagens reunidas pela investigação mostram ainda que a preocupação não era apenas produzir os documentos, mas explicar as inconsistências caso fossem questionadas. Em 23 de junho, Fabrizio comunicou a Alberto Felix de Oliveira Neto que a auditoria da Deloitte estava cobrando informações. A resposta de Alberto foi direta: Alberto Felix de Oliveira Neto: “esse tem que falar que foi erro operacional na selecao”. Dois dias antes, Fabrizio e Alberto haviam discutido o envio à Deloitte de documentos referentes à carteira da Tirreno entre dezembro de 2024 e março de 2025. Fabrizio afirmou que a base já havia sido enviada anteriormente, mas apresentava um erro que precisaria ser corrigido. Alberto perguntou quais documentos seriam solicitados pela auditoria. Fabrizio respondeu que seriam CCBs e termos. Os documentos chegaram à cúpula do banco A investigação também identificou o repasse de amostras da documentação falsificada. Em 12 de junho de 2025, Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, pediu a Alberto Felix um “kit dos 300 com assinatura digital”. Alberto respondeu que providenciaria. Minutos depois, informou que naquele momento tinha acesso apenas à CCB e que Allan enviaria os links das procurações e da assinatura. Na sequência, foram enviados arquivos contendo o conjunto de documentos. Ou seja, a documentação produzida na operação não ficava restrita aos funcionários responsáveis por sua montagem. Quem é quem na dança do Master Uma cadeia que começava no banco e terminava em um dossiê O conjunto de evidências descrito pela Polícia Federal revela uma cadeia organizada em etapas: Primeiro, dados de clientes eram extraídos dos sistemas internos; Depois, esses dados alimentavam documentos produzidos em escala; Páginas de assinaturas eram separadas; CCBs eram assinadas digitalmente; Datas e informações que poderiam revelar a origem dos documentos eram removidas; Por fim, as diferentes peças eram reunidas em arquivos únicos. A tecnologia permitia acelerar praticamente todas essas etapas. A mala direta do Word produzia procurações em lote. As consultas aos bancos de dados reuniam informações cadastrais. Os programas em C# automatizavam o tratamento dos PDFs. O Acrobat era utilizado para as assinaturas digitais. E o PDF24 reunia os documentos finais. O objetivo, segundo o material pericial, era sustentar documentalmente a existência de uma carteira de créditos consignados atribuída à Tirreno Consultoria. O problema é que, mesmo depois da retirada de datas e da alteração de documentos, a própria estrutura digital deixava vestígios. O choque entre as datas escritas nas CCBs e os registros das assinaturas digitais é um dos exemplos. A perícia conseguiu identificar que documentos apresentados com datas anteriores haviam sido assinados apenas posteriormente. A operação, portanto, não dependia apenas da criação de documentos falsos. Havia também uma segunda frente: apagar ou modificar informações que poderiam revelar como e quando aqueles documentos haviam sido produzidos. Era uma tentativa de fazer com que uma sequência de arquivos fabricados em 2025 parecesse a documentação de operações realizadas anteriormente. Foto de 28 de fevereiro de 2026 mostra o prédio que abrigava o Banco Master, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, cercado por tapumes Felipe Cordeiro/g1

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Entenda novas regras da Anac que podem impedir por até um ano embarque de passageiros indisciplinados
G1 (Economia)

Entenda novas regras da Anac que podem impedir por até um ano embarque de passageiros indisciplinados

Um passageiro retirado de um voo da Latam pela Polícia Federal no Aeroporto de Brasília após descumprir orientações da tripulação ilustra o tipo de conduta que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) passará a punir com mais rigor. A partir desta segunda-feira (14), casos de indisciplina no transporte aéreo poderão resultar em multa de R$ 17,5 mil e suspensão do direito de voar por até 12 meses. As novas normas estabelecem uma gradação de punições, que vão desde orientação ao passageiro até a suspensão temporária do acesso ao transporte aéreo. Levantamento exclusivo mostra que aumentou a violência em aeroportos e aviões, no Brasil Nos casos considerados mais graves, o infrator terá o nome incluído em uma lista nacional de passageiros proibidos de embarcar, chamada de "no-fly list", compartilhada por todas as companhias que operam voos domésticos regulares no país. ✈️O termo em inglês no-fly list refere-se ao cadastro oficial de indivíduos proibidos de embarcar em aeronaves comerciais. A mudança ocorre em meio ao aumento dos registros de ocorrências. Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) mostram que foram contabilizados 881 casos de indisciplina no transporte aéreo entre janeiro e junho de 2026. Desse total, 154 tiveram impacto direto na segurança operacional. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número de ocorrências cresceu 22%. Como serão as punições Passageiro é tirado de voo em Brasília após conflito sobre 'modo avião' de celular 🛫Nos casos mais leves, o passageiro será orientado. Nessa categoria se enquadram comportamentos como ignorar orientações em solo, descumprir instruções da tripulação, utilizar aparelhos eletrônicos proibidos, causar tumulto ou ofender outras pessoas durante o voo. Quando a conduta representar maior risco à ordem das operações ou à segurança da viagem, o passageiro poderá ser enquadrado por ato grave. Nesses casos, a Anac prevê multa de R$ 17,5 mil e o encerramento do contrato de transporte com a companhia aérea. Estão entre as infrações graves, agredir verbalmente funcionários ou outros passageiros, fumar a bordo, danificar equipamentos da aeronave e ameaçar membros da tripulação. Já os atos classificados como gravíssimos poderão resultar, além da multa e do cancelamento da viagem, na suspensão do direito de voar por seis ou 12 meses. Nessa categoria estão situações como agressão física à tripulação, adulteração de equipamentos de segurança, atentado contra a dignidade sexual, transporte irregular de armas ou explosivos, tentativa de invasão da cabine de comando e ações para assumir o controle da aeronave. O que acontece com quem for suspenso Durante o período de suspensão, o passageiro ficará impedido de utilizar voos domésticos regulares. As companhias aéreas deverão bloquear a emissão de passagens, impedir o check-in e negar o embarque. Para garantir o cumprimento da medida, a resolução determina a criação de um sistema de compartilhamento de informações entre as empresas aéreas, permitindo que a restrição seja aplicada em toda a malha doméstica. A norma também prevê multa de R$ 70 mil para companhias que deixarem de aplicar a suspensão quando ela for obrigatória. Comunicação obrigatória à Anac Pela nova regra, companhias aéreas e operadores aeroportuários terão de comunicar à Anac todos os casos de indisciplina registrados em suas áreas de atuação. Nos episódios classificados como gravíssimos, a comunicação deverá ser imediata. Para infrações graves, o prazo será de até cinco dias após a ocorrência. Nos demais casos, a notificação poderá ser realizada em até 30 dias. Segundo a agência, a fiscalização será feita por um sistema administrado pelo Serpro, que permitirá acompanhar tanto a aplicação das sanções aos passageiros quanto o cumprimento das obrigações por companhias aéreas e aeroportos. As novas regras valem para todo o transporte aéreo regular doméstico, incluindo trechos nacionais conectados a voos internacionais, observadas as exceções previstas em lei e as normas específicas para operações internacionais. Policiais federais retiram passageiro de avião Arquivo pessoal

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Em meio à tensão comercial com os EUA, premiê do Canadá diz buscar 'aliança única' com a União Europeia
G1 (Economia)

Em meio à tensão comercial com os EUA, premiê do Canadá diz buscar 'aliança única' com a União Europeia

FILE PHOTO: Canada’s Prime Minister Mark Carney suspends trade negotiations with the U.S. Chris Tanouye O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou neste domingo (13) que o país quer construir uma "aliança única" com a União Europeia (UE), mas sem se tornar membro do bloco. A declaração foi dada após o jornal Wall Street Journal informar que Ottawa estaria avaliando uma possível associação formal com a UE. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo o jornal, o bloco europeu estaria aberto a conceder ao Canadá uma categoria inédita de membro associado. O status ainda precisaria ser criado e representaria uma exceção para um bloco que historicamente adota regras rígidas para a entrada de novos integrantes. “Não estamos buscando nos tornar membros da União Europeia”, afirmou Carney. “O que estamos buscando, e para o que vamos iniciar discussões, é uma aliança única entre o Canadá e a União Europeia”, disse a jornalistas durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto. Agora no g1 “Compartilhamos os mesmos valores, temos as mesmas prioridades e forças muito complementares", acrescentou. A aproximação ocorre em meio ao agravamento das tensões comerciais entre o Canadá e os EUA. O gabinete de Carney confirmou no sábado (12) que ele viajará à França e ao Reino Unido na próxima semana. O premiê fará um discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, e participará da apresentação sobre o Estado da União Europeia feita pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O jornal canadense The Globe and Mail informou, por sua vez, que foi a União Europeia, e não Carney, quem sugeriu o termo "membro associado". Citando uma fonte anônima, o veículo afirmou que ainda é cedo para discutir como essa relação poderia ser classificada. Porta-vozes da Comissão Europeia não responderam aos pedidos de comentário. Disputa comercial A escalada da guerra comercial entre Canadá e Estados Unidos aumentou a pressão sobre Ottawa para fortalecer laços com outros parceiros comerciais. As relações entre Ottawa e Washington se deterioraram desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, no ano passado, em meio a divergências sobre comércio e outros temas. A disputa resultou na imposição de tarifas sobre dezenas de bilhões de dólares em trocas comerciais entre os dois países. Neste domingo, Trump voltou a criticar o Canadá, classificando o país como “o pior para negociar”, mas afirmou acreditar que os canadenses estejam “loucos para fechar um acordo”. “Eles exploraram nosso país durante anos”, disse o presidente americano a jornalistas a bordo do Air Force One. Trump também reafirmou a intenção de impor novas tarifas sobre carros, caminhões e autopeças do Canadá a partir de 1º de janeiro. Integração econômica Segundo o Wall Street Journal, Canadá e União Europeia discutem formas de facilitar a circulação de bens, serviços e trabalhadores ligados a setores estratégicos, como energia, inteligência artificial, defesa e minerais críticos. Na prática, a medida aprofundaria a integração econômica entre os dois lados. O jornal afirma ainda que as conversas incluem projetos para instalar cabos submarinos, construir centros de dados, ampliar sistemas de armazenamento em nuvem e desenvolver novas redes de satélite. Também estão em discussão investimentos em infraestrutura para exportar energia canadense para a Europa. Carney também tem conversado regularmente com líderes europeus, especialmente o presidente francês Emmanuel Macron, sobre a possibilidade de permitir que canadenses vivam e trabalhem na União Europeia sem visto. A informação é do Wall Street Journal, que cita duas autoridades familiarizadas com o assunto. Separadamente, a Presidência da França confirmou que Macron e Carney se encontrarão em 20 de setembro em Saint-Pierre e Miquelon, território francês próximo à costa atlântica do Canadá. Qualquer iniciativa para aprofundar os laços entre Canadá e União Europeia, porém, deve enfrentar obstáculos. Experiências anteriores mostram que há resistência em partes da Europa até mesmo a acordos mais modestos. Mais de uma década após ser firmado e nove anos depois de entrar em vigor de forma provisória, o acordo comercial entre Canadá e União Europeia ainda não foi ratificado por vários países do bloco.

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Receita Federal

Receita Federal endurece regras para benefícios fiscais e cria selos para bons pagadores

Receita Federal endurece regras para benefícios fiscais e cria selos para bons pagadores Grafitti News

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G1 (Economia)

DTV+: Globo ganha prêmio no IBC, um dos principais eventos globais de tecnologia e inovação

Globo ganha prêmio na Holanda pelo lançamento da DTV+ A Globo foi premiada neste domingo (13) no IBC (International Broadcasting Convention), um dos principais eventos globais de tecnologia e inovação, em Amsterdã, na Holanda. O prêmio de inovação foi conquistado na categoria "Conteúdo em Todos os Lugares", com a implementação da DTV+ no Brasil. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A tecnologia foi lançada durante a Copa do Mundo, com o apoio do Ministério das Comunicações, das emissoras de TV, da indústria de TVs e receptores e de universidades. A implementação começou por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A DTV+ combina o alcance da televisão aberta com a internet. Gratuitamente, o telespectador pode interagir com o conteúdo e escolher pontos de vista durante a transmissão. Tem ainda mais qualidade de áudio e vídeo e maior acessibilidade. Também é possível fazer publicidade direcionada ao telespectador. A DTV+ transforma a TV digital em uma plataforma digital. ENTENDA NO VÍDEO ABAIXO: DTV+: o que é TV 3.0, que oferece melhor qualidade de imagem e recursos interativos

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Receita Federal

Anvisa e Receita Federal liberam medicamento experimental para Lito Sousa

Anvisa e Receita Federal liberam medicamento experimental para Lito Sousa abcmais.com

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Receita Federal

Piloto de helicópteros da Receita Federal encerra carreira após 19 anos

Piloto de helicópteros da Receita Federal encerra carreira após 19 anos AEROIN

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Propina do Master a servidores do Banco Central pode ter chegado a R$ 12 milhões, diz sindicância
G1 (Economia)

Propina do Master a servidores do Banco Central pode ter chegado a R$ 12 milhões, diz sindicância

O Banco Central encontrou indícios de que dois servidores do órgão receberam R$ 12 milhões em propinas do Banco Master. Eles teriam, segundo as investigações, simulado negócios com empresas ligadas a Daniel Vorcaro para ocultar a transferência de recursos ilícitos. De acordo com a sindicância do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza teria recebido R$ 8 milhões, inclusive durante o período em que foi diretor de fiscalização do órgão. Já Belline Santana, ex-chefe de supervisão bancária, teria recebido cerca de R$ 4 milhões. A investigação interna do Banco Central encontrou indícios de que os dois servidores simularam prestação de serviços ou negociação de imóvel para ocultar o recebimento de recursos ilícitos ligados ao banco Master. Mensagens revelam cobrança de servidor do Banco Central por assessoria a Daniel Vorcaro Integrantes do BC ouvidos pela GloboNews disseram que as suspeitas começaram após colegas relatarem despesas de Paulo Sérgio e Belline acima da renda obtida na carreira pública. Uma denúncia anônima também contribuiu para o processo. A apuração interna do Banco Central foi feita com base na evolução patrimonial e foi constatado que os bens dos dois servidores cresceram bem mais do que a renda obtida no serviço público. Desde janeiro, Paulo Sérgio e Belline estão afastados dos cargos e sem acesso ao prédio e ao sistema do BC. Em março, foi aberto um processo administrativo no âmbito da Controladoria-Geral da União (CGU), que poderá decidir pela demissão dos dois. O que os servidores disseram Os dois servidores foram chamados pelo BC para prestar esclarecimentos. Paulo Sérgio afirmou que a evolução patrimonial se deu pela venda de um sítio em Minas Gerais para a Pipe Participações, empresa de Fabiano Zettel, que é cunhado de Vorcaro. Durante as investigações, o ex-diretor afirmou também que, após a venda do imóvel, ele, o irmão e Zettel teriam mantido negócios, como o arrendamento das mesmas terras que foram vendidas ao cunhado de Vorcaro. E que isso justificaria o dinheiro recebido. "Como demonstrado nos autos, há fortes indícios de que o contrato de compra e venda celebrado entre Paulo Sérgio e a Pipe Participações constituiu mero artifício para dissimular o recebimento de propina", diz relatório do Banco Central. Para o BC, outros negócios entre Paulo Sérgio e Zettel também podem ser propina. Belline, por sua vez, alegou que prestou serviços de consultoria para a empresa Varajo, cujo dono era Leonardo Palhares, apontado por investigadores como um dos operadores de Vorcaro. Inicialmente, esses serviços eram prestados como pessoa física e, depois, ele abriu a Inspiração Projetos Educacionais, empresa para receber os recursos. No processo do BC, o servidor afirmou que o trabalho era para um projeto de educação financeira para jovens da periferia. De acordo com a sindicância, os relatórios produzidos por Belline não eram robustos para explicar o pagamento de R$ 4 milhões pelo serviço, o que torna pouco crível que uma empresa tenha pagado milhões pelo projeto apresentado por ele. "Tais indícios, segundo a Comissão, 'apontam para o fato de que os contratos celebrados entre Belline Santana e a Varajo Consultoria constituíram mera simulação para ocultar o recebimento indevido de recursos' oriundos de pessoas que possuíam interesse em decisões do BCB e, especialmente, do próprio servidor Belline Santana", de acordo com o documento. Segundo fonte do BC, ambos os servidores negaram à autarquia que sabiam da relação das empresas com Vorcaro e o banco Master. Ao fim da sindicância, o BC concluiu que as defesas e documentos apresentados pelos servidores eram insuficientes e recomendou a abertura do processo administrativo na CGU, que pode levar à exoneração deles. As informações também foram encaminhadas à Polícia Federal, que cuida da investigação na esfera criminal. Na última sexta-feira (11), as defesas de Paulo Sérgio de Souza e Belline Santana afirmaram que os dois sempre atuaram dentro de suas atribuições no Banco Central e que os contatos com o Banco Master foram estritamente institucionais, sem qualquer interferência nas atividades de fiscalização. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, afastados do BC Divulgação

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Notícia sem imagemCelta Contabilidade
Receita Federal

Substância experimental para Lito Sousa chega dos EUA e é liberada rapidamente em operação entre Receita e Anvisa

Substância experimental para Lito Sousa chega dos EUA e é liberada rapidamente em operação entre Receita e Anvisa G1

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Notícia sem imagemCelta Contabilidade
Receita Federal

Operação especial leva substância experimental para Lito Sousa ao Einstein

Operação especial leva substância experimental para Lito Sousa ao Einstein Folha de S.Paulo

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Mega-Sena 3057 acumula e prêmio sobe para R$ 95 milhões; confira os números sorteados
G1 (Economia)

Mega-Sena 3057 acumula e prêmio sobe para R$ 95 milhões; confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3057: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3.057 da Mega-Sena foi realizado na manhã desta domingo (13), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 84.385.864,02. Mas, ninguém levou o valor principal e o valor acumulou para R$ 95 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 02-04-16-21-48-53 5 acertos: 86 apostas ganhadoras, R$ 31.872,72 4 acertos: 5.234 apostas ganhadoras, R$ 863,24 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Como funciona a Mega-Sena? Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

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Paralisação em oleoduto da Arábia Saudita ameaça perda de 4% da oferta global de petróleo
G1 (Economia)

Paralisação em oleoduto da Arábia Saudita ameaça perda de 4% da oferta global de petróleo

A Arábia Saudita ficará sem estoques de petróleo para exportação se não reiniciar seu principal oleoduto para o Mar Vermelho dentro de alguns dias, levando a uma perda de até 4% do suprimento global, disseram compradores e negociantes de petróleo sauditas neste domingo (13). Uma nova queda nos fluxos sauditas piorará a escassez global de oferta, que já impulsionou os preços dos combustíveis no mundo a níveis recordes, estimulou a inflação ao redor do globo e levou os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA aos níveis mais altos desde a crise financeira de 2008. Desde que ataques com drones forçaram a Arábia Saudita a fechar seu enorme oleoduto Leste-Oeste na sexta-feira, Riade não forneceu detalhes completos sobre a extensão dos danos ou por quanto tempo a rota permanecerá fora de operação. Fontes que falaram à Reuters deram estimativas variadas, com uma dizendo que os reparos dos danos podem levar de cinco a seis semanas, enquanto outra afirmou que o problema pode ser corrigido antes e o bombeamento pode ser retomado parcialmente enquanto os reparos estão em andamento. Agora no g1 O escritório de mídia do governo da Arábia Saudita e o ministério da energia não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Nos últimos seis meses, o oleoduto que atravessa o deserto na Península Arábica poupou o principado do impacto mais pesado do fechamento do Estreito de Ormuz por causa da guerra, evento que paralisou as exportações de seus vizinhos. Maior exportador de petróleo do mundo, a Arábia Saudita usou o oleoduto Leste-OEste para redirecionar cerca de 4 milhões de barris por dia — cerca de 4% do suprimento global — para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho. No entanto, com a infraestrutura fora de serviço, Yanbu agora possui estoques para manter as exportações por apenas cinco a sete dias, de acordo com três fontes da indústria familiarizadas com as exportações sauditas. A Arábia Saudita também possui estoques para abastecer clientes por vários dias a partir dos portos egípcios de Ain Sukhna, no Mar Vermelho, e Sidi Kerir, no Mediterrâneo, disse uma quarta fonte. A capacidade de armazenamento de Yanbu é de cerca de 35 milhões de barris, de acordo com estimativas do setor, com Ain Sukhna e Sidi Kerir capazes de armazenar 18 milhões e 20 milhões de barris, respectivamente. Os estoques não estão cheios e eventualmente acabarão se o oleoduto Leste-Oeste não retomar as operações, disseram as quatro fontes. O suprimento de petróleo saudita já caiu para o nível mais baixo em mais de três décadas em agosto, devido aos fluxos reduzidos via Ormuz e Mar Vermelho, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) na sexta-feira (11). A oferta mundial de petróleo cairá 5,7 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) este ano, ou cerca de 6%, disse a AIE, que coordena as políticas de energia ocidentais. Além do ataque ao oleoduto, combatentes Houthi no Iêmen, que ameaçaram os envios de petróleo saudita, tomaram uma ilha na sexta-feira na entrada do Mar Vermelho. O Oriente Médio fornecia cerca de 22 milhões de barris de petróleo por dia antes da guerra. Os fluxos pelo Estreito de Ormuz caíram para apenas 6 milhões a 9 milhões de bpd, dizem fontes da indústria. A Arábia Saudita informou à OPEP na semana passada que sua produção de petróleo caiu para apenas 6,2 milhões de bpd em agosto, em comparação aos 10,9 milhões de bpd em fevereiro, antes do início da guerra.

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Receita Federal

Golpe da guia falsa da Receita Federal: fraudes a DARF e DAS ficam mais sofisticadas, saiba como se proteger

Golpe da guia falsa da Receita Federal: fraudes a DARF e DAS ficam mais sofisticadas, saiba como se proteger Valor Investe

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Cidades do noroeste paulista investem na experiência do campo para atrair visitantes
G1 (Economia)

Cidades do noroeste paulista investem na experiência do campo para atrair visitantes

Colheita de frutas é uma das atrações do turismo rural na região de Jales (SP) Reprodução / TV TEM O turismo rural cresce na região de Jales (SP) e atrai visitantes com colheita de frutas, culinária caipira e campos de girassóis. A proposta é oferecer experiências no campo, como colher uvas e morangos e aproveitar refeições típicas. Urânia (SP) foi pioneira no turismo rural da região. Desde 2014, uma plantação de morangos recebe cerca de 3 mil visitantes entre julho e setembro, que aproveitam frutas frescas e doces artesanais. O produtor Hideraldo Perpétuo Preto conta que começou no turismo rural após incentivo de amigos, em um período de falta de mão de obra. Além da colheita, os visitantes encontram doces de morango, como bombons, tortas e geleias. O sítio também oferece refeições caipiras e uma plantação de girassóis para fotos. A 4 km de Urânia, parreirais recebem turistas com café da manhã colonial e orientações rápidas para identificar as uvas mais doces. Há 9 anos o sítio aposta no turismo rural. Em época de safra, recebe cerca de mil visitantes por fim de semana, incluindo turistas de outros estados. O produtor Weber Boraschi cultiva nove variedades de uva. A mais procurada é a Vitória, sem semente. As frutas colhidas pelos visitantes são pesadas e embaladas na hora. Entre os visitantes, Expedito Júnior costuma colher 3 kg de uva para provar diferentes variedades. Já Edvaldo Luiz Tiago destaca o espaço como oportunidade de relaxar e fugir da rotina da cidade. Em Jales (SP), uma família que cultiva uvas há 40 anos investe no turismo rural há seis. São 2 mil pés com cinco variedades disponíveis para colheita. Os visitantes encontram uvas com e sem semente, uva passa e mudas para levar para casa. Para o agricultor Flávio Tavares, o turismo rural agrega valor e dá visibilidade ao trabalho no campo. Endereços para visitação Morangos Urânia: Estrada Municipal do Córrego do Cascavel, 1,5 km de Urânia/SP Vale das Vitórias – Uvas Urânia: Rodovia Vicinal Pedro Floriano, km 3 + 800 m, sentido Urânia-Paranapuã Chácara Bela Vista – Paraíso das Uvas: Estrada Municipal do Córrego do Açude, Jales/SP Veja a reportagem exibida no programa em 13/09/2026: Cidades do noroeste paulista investem na experiência do campo para atrair visitantes VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

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Pesquisadores de Sorocaba criam nano-herbicida para controle de ervas daninhas
G1 (Economia)

Pesquisadores de Sorocaba criam nano-herbicida para controle de ervas daninhas

Pesquisadores de Sorocaba criam nano-herbicida para controle de ervas daninhas Reprodução / TV TEM Uma equipe do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), com sede em Sorocaba (SP), desenvolve há quatro anos uma tecnologia baseada em nano-herbicidas para o combate às plantas daninhas no campo. Coordenada pelo professor Leonardo Fraceto, a pesquisa adota uma abordagem inovadora: mapeia em detalhes a biologia da erva daninha antes de criar o produto. A pós-graduanda Ana Cristina Preisler explica que os testes analisam as características físicas, como cor e atrofiamento, mas também vão mais fundo, identificando a qual parte interna da erva daninha o nano-herbicida chegou. Para testes em larga escala, o produtor rural Claudinei Rodrigues de Paula cedeu 2,5 dos seus 30 hectares em Cesário Lange (SP), que funcionam como um centro experimental para o INCT. Na propriedade, os testes são realizados em culturas como feijão, girassol, cana e tomate. Os primeiros resultados são promissores e apresentam uma eficiência entre 90% e 95% contra ervas daninhas. De acordo com o pesquisador Ferdinando Silva, o uso das nanocápsulas contribui para o melhor aproveitamento de produtos voláteis e sensíveis à luz. Claudinei relata que, entre os problemas de cultivo, as ervas daninhas eram capazes de consumir safras inteiras, mas vê a pesquisa com nano-herbicidas como um avanço valioso para os produtores. Para a comercialização do produto, a equipe fez uma parceria com a startup B.nano, presidida por Jhones Oliveira. O nano-herbicida está em processo de regulamentação para posteriormente ser distribuído para o mercado e para os produtores. Veja a reportagem exibida no programa em 13/09/2026: Pesquisadores de Sorocaba criam nano-herbicida para controle de ervas daninhas VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

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'Tenho 27 anos e já escrevi meu testamento': por algumas pessoas decidem fazer o documento ainda na juventude
G1 (Economia)

'Tenho 27 anos e já escrevi meu testamento': por algumas pessoas decidem fazer o documento ainda na juventude

'Tenho 27 anos e já escrevi meu testamento': por algumas pessoas decidem fazer o documento ainda na juventude Erin Atkinson (via BBC) Escrever um testamento provavelmente não está na lista de tarefas da maioria das pessoas de 27 anos. Mas Erin Atkinson já decidiu o que deve acontecer com seu dinheiro e seus bens quando morrer. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "No começo, pareceu bastante surreal, porque você associa testamentos a pessoas mais velhas", diz ela. Erin trabalha com pesquisa psicológica em uma universidade de Londres e se mudou de Bristol para a capital da Inglaterra há quatro anos. Agora no g1 Hoje, ela mora de aluguel e, embora não queira revelar seu salário exato, não se considera particularmente rica. Mesmo assim, já decidiu para onde alguns de seus bens devem ir. Seu carro, avaliado em £ 7 mil (cerca de R$ 48 mil), ficará com a irmã. Um colar de ouro que ganhou do parceiro voltará para ele. E ela pediu que parte de seu dinheiro seja destinada a uma causa que é muito importante para ela. "Uma coisa que é muito importante para mim é uma instituição de caridade voltada à endometriose", diz. "Foi muito empoderador poder deixar isso registrado, dizendo que quero que determinada quantia seja doada." O National Wills Report de 2025 constatou que, no Reino Unido, apenas um em cada cinco jovens de 18 a 24 anos tem um testamento. O índice sobe para 33% entre pessoas de 22 a 34 anos, em comparação com 56% das pessoas com mais de 55 anos. No Brasil, qualquer pessoa maior de 16 anos, que esteja em plena capacidade e em condições de expressar sua vontade, pode fazer um testamento. Ou seja, no momento em que ele é feito, a pessoa precisa estar em condições de saúde física e mental. O testamento público, a modalidade considerada mais formal e segura, precisa ser registrado em cartório de notas na presença de duas testemunhas. Erin deixou seu carro para a irmã e um colar de ouro para o parceiro Erin Atkinson (via BBC) Escrever um testamento pode parecer algo intimidador e caro. Mas existem formas de fazê-lo gratuitamente ou a um custo menor. Por exemplo, advogados que oferecem seu tempo de forma voluntária e abrem mão de seus honorários para elaborar um testamento básico. No Reino Unido, o Will Aid faz esta campanha anualmente em novembro. Membros de sindicatos também podem se beneficiar de um serviço gratuito de elaboração de testamentos, segundo a Citizens Advice. Para muitos jovens, fazer um testamento pode não parecer necessário, principalmente se acreditarem ter pouco a deixar. Sophia Maslin, fundadora da Morby, um site que permite às pessoas criar testamentos online, diz que a ideia de que é preciso possuir muito antes de fazer um testamento é um dos maiores equívocos que encontra. "As pessoas acreditam que não têm patrimônio suficiente. Mas, na verdade, se você tem algum tipo de poupança, investimentos, pensões, suas contas de redes sociais, animais de estimação, ou até mesmo desejos relacionados ao funeral, tudo isso são coisas nas quais vale a pena pensar", afirma. Para Erin, a ideia de fazer um testamento surgiu pela primeira vez quando uma amiga comprou uma casa. Depois, ela começou a ver Maslin falando sobre testamentos no TikTok. Maslin havia compartilhado a história de sua prima, que morreu jovem sem deixar um testamento, e de como a situação se tornou complicada para sua família. Sophia Maslin criou a Morby em 2024, inspirada pela própria experiência de sua família ao lidar com testamentos Sophia Maslin (via BBC) Ver essa história levou Erin a pensar mais seriamente em fazer seu próprio testamento, enquanto observar o efeito do testamento de sua avó sobre a família também a influenciou. "Minha avó faleceu e ela tinha um testamento, e foi tudo muito complexo porque temos uma família bastante grande. Ver um testamento escrito de forma muito clara e orientadora me mostrou que você pode tirar muita pressão da família", diz ela. O processo também fez Erin perceber que possuía mais ativos financeiros do que imaginava. Por que um testamento pode ser importante mesmo quando se é jovem Eleanor Hodgson, da Crombie Wilkinson Solicitors, afirma que pode haver razões práticas para fazer um testamento mesmo que você não tenha muitos bens. "Não são apenas os seus bens que isso ajuda a administrar, porque ainda há alguém que precisa lidar com suas contas bancárias e quaisquer dívidas que você tenha, e isso permite nomear uma pessoa que possa tratar legalmente dessas questões sem ter de enfrentar uma série de obstáculos", diz ela. A advogada Eleanor Hodgson afirma que os testamentos podem ser úteis até mesmo para pessoas sem patrimônio significativo Getty Imagens via BBC As dificuldades de não ter um testamento podem ser difíceis de compreender até que chegue o momento, acrescenta Hodgson. Maslin afirma que os jovens podem ser tentados a adiar a elaboração de um testamento, presumindo que isso é algo de que precisarão apenas mais tarde na vida. "A realidade é que acontecimentos inesperados podem ocorrer em qualquer fase da vida", diz ela. O valor não está apenas no dinheiro Para Erin, algumas das coisas que constam em seu testamento têm mais valor emocional do que financeiro. Seu testamento também registra alguns detalhes menores que ela gostaria que sua família soubesse, desde um poema que quer que seja lido em seu funeral até a bebida que gostaria que fosse servida. Pensar nesses detalhes não pareceu mórbido para ela. "Para mim, escrever um testamento não tinha a ver com esperar o pior. Tinha a ver com assumir responsabilidade e tornar a vida mais fácil para as pessoas de quem gosto", diz. Como fazer um testamento? Depois de contratar um advogado, há algumas coisas em que pensar: Escolha seus beneficiários: Decida para quem você quer deixar seu dinheiro e seus bens, seja para familiares, amigos ou uma instituição de caridade. Se tiver filhos menores de 18 anos, também poderá nomear responsáveis por eles; Escolha um executor: É a pessoa que garantirá que seus desejos sejam cumpridos. Pode ser um familiar de confiança ou um advogado, mas verifique se haverá cobrança de honorários; Pense nos animais de estimação: Você pode indicar quem gostaria que cuidasse deles depois da sua morte; Deixe instruções para o funeral: Você pode incluir suas preferências, como se quer ser enterrado ou cremado, além de músicas, leituras ou flores. Guarde seu testamento em um local seguro e certifique-se de que alguém em quem confia saiba onde ele está. Se o testamento não puder ser encontrado, isso pode causar atrasos e fazer com que seus desejos não sejam cumpridos. LEIA MAIS EM: Deserdar filho ou pai negligente? Cônjuge fora do testamento? As novas regras de herança em debate no Congresso O brasileiro que fez o próprio velório em vida, com coroa de flores e roda de samba

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Ervas orgânicas produzidas na capital do ovo e da cultura pomerana no ES viram chás premiados na França
G1 (Economia)

Ervas orgânicas produzidas na capital do ovo e da cultura pomerana no ES viram chás premiados na França

Produtora cultiva mais de 100 tipos de ervas e flores para chás em Santa Maria de Jetibá Da terra da cultura pomerana e da capital do ovo na Região Serrana do Espírito Santo, uma propriedade rural de Santa Maria de Jetibá cultiva ervas, flores, frutas e especiarias de forma orgânica que percorrem um longo caminho até se transformarem em chás especiais. O resultado já ultrapassou as fronteiras do Brasil. Dois blends produzidos com ingredientes capixabas receberam medalha de ouro no concurso internacional Teas of the World 2025, realizado em Paris, na França. Mas também já conquistaram paladares em outros estados. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Os ingredientes saem de propriedades como a da produtora rural Selene Tesch, em Alto de Santa Maria, e seguem para Vitória, onde a empresária Bárbara Borges cria fórmulas exclusivas de chás e infusões. Os produtos também abastecem clientes em diferentes estados brasileiros, como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além de inspirarem projetos personalizados para clínicas, hotéis, cafeterias e outras empresas. Ervas cultivadas em Santa Maria de Jetibá viram chás premiados na França e chegam a vários estados do Brasil TV Gazeta LEIA TAMBÉM: APICULTURA SUSTENTÁVEL: Apicultores usam áreas de preservação ambiental para produzir mel e gerar renda em Aracruz GABRIROBA GIGANTE: Conheça fruta rara da Mata Atlântica que é rica em vitamina C e ajuda na saúde intestinal PRODUÇÃO: Uvas crescem em meio aos cafezais no calor e viram de suco a biscoitos no ES Segundo Bárbara, o reconhecimento internacional reforça a qualidade dos ingredientes produzidos no campo e do trabalho desenvolvido no Espírito Santo. "Foram especialistas em gastronomia francesa e em chá que avaliaram o equilíbrio dos blends, considerando aroma, sabor, corpo e toda a experiência sensorial", explicou a empresária. Ao todo, mais de 300 produtos participaram da competição. A empresa capixaba conquistou duas medalhas de ouro. Da produção orgânica ao chá Santa Maria de Jetibá é conhecida nacionalmente pela produção de ovos e pela forte influência da cultura pomerana. O município também se destaca pela agricultura orgânica. Santa Maria de Jetibá, Espírito Santo TV Gazeta Há 35 anos, Selene Tesch cultiva alimentos sem o uso de agrotóxicos. A propriedade produz cerca de 20 toneladas de orgânicos por ano e reúne aproximadamente 120 variedades de hortaliças, frutas e legumes, além de centenas de espécies de ervas, flores e temperos utilizados na produção de chás. Entre as plantas cultivadas estão hibisco, alfazema, espinheira-santa, arnica, bálsamo, graviola e perpétua. Segundo a agricultora, o diferencial está no manejo do solo e no respeito ao ciclo natural de cada cultura. "Somos pioneiros na agricultura alternativa sem veneno. Trabalhamos com rotação de culturas e respeitamos a época de plantio para evitar pragas", afirmou. Processo de produção Depois da colheita, as ervas, flores, frutas e especiarias passam por uma seleção cuidadosa e seguem para a desidratação. O processo é feito em estufas com temperaturas controladas, que variam conforme o ingrediente. As folhas são desidratadas em temperaturas que podem chegar a 60 °C, enquanto frutas passam por um aquecimento entre 70 °C e 80 °C para preservar aroma, sabor e propriedades. Ervas cultivadas em Santa Maria de Jetibá viram chás premiados na França e chegam a vários estados do Brasil. Espírito Santo TV Gazeta Após a secagem, os ingredientes são armazenados inteiros ou triturados, conforme a finalidade. Parte da produção é comercializada diretamente na propriedade e em feiras orgânicas da Grande Vitória. Outra parte segue para empresas especializadas, onde as diferentes espécies são combinadas para dar origem aos blends de chá. Blends desenvolvidos no Espírito Santo Na sede da empresa da Bárbara, em Vitória, folhas, flores, frutas e especiarias desidratadas passam por uma seleção antes de serem transformadas em blends autorais. Ela é a responsável por desenvolver cada receita, definindo a combinação e a proporção dos ingredientes de acordo com a proposta de cada chá. Além da coleção própria da marca, a empresa cria linhas exclusivas para negócios que desejam oferecer produtos personalizados aos clientes. Empresária Bárbara Borges, que cria fórmulas exclusivas de chás e infusões no Espírito Santo, recebeu duas medalhas de ouro no concurso internacional Teas of the World 2025, realizado em Paris Arquivo pessoal Entre eles estão clínicas médicas, hotéis, cafeterias e marcas que utilizam os chás em experiências de bem-estar. "O nosso diferencial está na criação autoral dos blends, na curadoria dos ingredientes e na construção sensorial de cada chá. Buscamos ingredientes brasileiros sempre que possível e desenvolvemos produtos que unem sabor, experiência e propósito", disse a empresária. Atualmente, a empresa reúne fornecedores de diferentes estados brasileiros, mas mantém na produção orgânica capixaba uma das principais bases para a criação dos blends que já conquistaram reconhecimento internacional. Ervas cultivadas em Santa Maria de Jetibá viram chás premiados na França e chegam a vários estados do Brasil. Espírito Santo TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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VÍDEO: um Porsche é mesmo difícil de 'domar'? g1 testou esportivo de 711 cv e R$ 2,1 milhões
G1 (Economia)

VÍDEO: um Porsche é mesmo difícil de 'domar'? g1 testou esportivo de 711 cv e R$ 2,1 milhões

Um Porsche é mesmo difícil de 'domar'? g1 testou esportivo de 711 cv e R$ 2,1 milhões Nos últimos anos, algumas manchetes de acidentes com carros da Porsche deram a impressão de que os carros da marca seriam difíceis de controlar. Desde 2024, foram 16 casos com manchetes em grandes portais de notícias, sendo que metade deles só em 2016. Um caso mais recente aconteceu no começo de setembro em São Paulo, quando um jovem de 21 anos, sem habilitação, avançou um sinal vermelho e feriu dois policiais. Ele dirigia um Porsche. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A cada notícia, vários comentários nas redes sociais pareciam culpar a falta de perícia com o Porsche como motivo. Será que um Porsche é difícil de dominar? Para responder a essa pergunta, o g1 foi testar o 911 Turbo S, esportivo com 711 cavalos e preço de R$ 2,1 milhões, no Autódromo VelloCita, interior de São Paulo. Personalidade forte Porsche 911 Turbo S no autódromo Velocitta em Mogi Guaçu (SP) Divulgação / Porsche Desde 1948, quando lançou o modelo 356, a Porsche investiu na filosofia de desempenho, confiabilidade e previsibilidade. No caso do 911, lançado em 1963, o uso do motor no eixo traseiro sempre criou um desafio para a marca em relação ao equilíbrio do carro. Ao longo da história do 911, algumas versões ficaram conhecidas por serem ariscas. O caso mais emblemático foi o 911 Turbo, feito entre 1975 e 1989. O apelido do esportivo, que era difícil de pilotar, era Widowmaker (o "criador de viúvas", em tradução livre). Por conta do motor traseiro, a distribuição de peso nas curvas era diferente da encontrada em esportivos com motor dianteiro ou central-traseiro. Além disso, a geometria da suspensão traseira dos 911 mais antigos contribuía para um comportamento mais arredio. O carro era ótimo nos autódromos e para motoristas muito experientes. A partir dos anos 1990, a Porsche passou a investir cada vez mais em tecnologia para tornar o 911 mais rápido e, ao mesmo tempo, mais fácil de controlar. Essa evolução pôde ser percebida no teste realizado pelo g1 no autódromo Velocitta. Ao sair do box, o 911 no modo normal parece um sedã alemão mais baixo. A suspensão é mais firme e há uma presença maior da potência, mas o comportamento do volante, o acionamento do freio e a própria índole do carro são totalmente dóceis. Não à toa, donos de Porsche se vangloriam de poder usar o carro no dia a dia. Quando querem encarar uma estrada no fim de semana, basta selecionar o modo Sport. Foi isso que o g1 fez na pista. Nos modos esportivos, o 911 Turbo S muda de personalidade e empurra seus 1.640 kg na reta como uma locomotiva. Esse é o 911 mais potente já feito. Mesmo um motorista com pouca experiência é capaz de controlar o carro nas curvas de alta graças à tecnologia, aos freios maiores e ao sistema de controle de chassi, que equilibra o carro a cada manobra e corrige eventuais erros do motorista. (veja mais detalhes abaixo) Com isso, a cada volta a confiança aumenta, o limite parece um pouco mais acessível e talvez esteja aí uma das armadilhas, não apenas do 911 Turbo S, mas de qualquer carro esportivo moderno: achar que a tecnologia pode fazer milagres. Porsche 911 Turbo S no autódromo Velocitta em Mogi Guaçu (SP). Divulgação / Porsche No teste realizado no autódromo, havia trechos de asfalto molhados e zebras úmidas, com níveis de aderência menores. Foi possível perceber que, ao encostar nessas partes, o 911 deslizava um pouco mais e logo voltava ao trilho, graças mais à eletrônica e muito menos à habilidade do repórter ao volante. Portanto, não é difícil domar um Porsche. Mas é fácil ganhar confiança demais e passar do limite. A lição que fica do teste do g1 no autódromo é que andar com qualquer carro no limite de aderência, potência ou velocidade deve ser reservado a pistas fechadas e com orientação de profissionais. Independentemente da marca, na rua se deve obedecer às orientações de velocidade e aos limites do carro. O 911 Turbo S é um dos melhores esportivos já feitos e consegue fazer com que pessoas comuns se sintam pilotos com muitas habilidades. Talvez esteja aí a falha de alguns motoristas: tentar superar a máquina. O Turbo S é ainda mais especial porque recebeu uma série de mudanças. Ele pode parecer igual a qualquer outro Porsche 911, mas é diferente. 911 Turbo mais forte de todos Porsche 911 Turbo S no autódromo Velocitta em Mogi Guaçu (SP). Divulgação / Porsche O 911 Turbo S passa a utilizar um sistema híbrido de alta performance e entrega 711 cv, 61 cv a mais que o antecessor. O carro também ganhou mudanças na aerodinâmica, nos freios, nos pneus e no chassi. O novo 911 Turbo S está disponível nas configurações Coupé, por R$ 2,1 milhões, e Cabriolet, por R$ 2,15 milhões. Já foram vendidas no Brasil 68 unidades da versão Coupé e 19 unidades da versão conversível Cabriolet. A principal novidade está no conjunto mecânico. O motor boxer de seis cilindros e 3.6 litros passou a trabalhar com um sistema híbrido de 400 volts chamado T-Hybrid. A combinação entrega 711 cv, e torque máximo de 81,6 kgfm. Segundo a Porsche, o novo sistema foi desenvolvido especificamente para o Turbo S e representa uma evolução da tecnologia T-Hybrid que estreou no 911 Carrera GTS em 2024. No lugar de um único turbocompressor elétrico usado no Carrera GTS, o Turbo S utiliza dois. Os componentes foram desenvolvidos especificamente para o modelo e utilizam turbinas menores, uma solução que busca melhorar a resposta do motor. 🔎 O turbocompressor elétrico da Porsche usa energia da bateria para girar as pás do turbo e pressurizar o ar da admissãoem baixas rotações. Quando o carro desacelera, este turbo também recupera a energia que seria desperdiçada e carrega a bateria. Os dois turbocompressores também aumentam a capacidade de geração de energia elétrica. Juntos, eles podem gerar 28 kW, o dobro dos 14 kW obtidos pelo sistema do Carrera GTS. A bateria de alta tensão tem 1,9 kWh e é compacta e leve. O motor elétrico está integrado ao câmbio de dupla embreagem PDK de oito marchas, que envia a força para as quatro rodas por meio do sistema Porsche Traction Management, o controle de tração integral da marca. Esse motor elétrico em nenhum momento traciona sozinho as rodas. A função dele é ajudar o 911 Turbo em condições em que o motor a combustão pode ter menos torque. Com a maior capacidade de geração elétrica, o motor também ficou mais potente. Ele entrega 82 cv e 18,3 kgfm de torque, contra 54 cv e 15,3 kgfm no sistema utilizado pelo Carrera GTS. O ganho de potência também trouxe melhora no desempenho. O 911 Turbo S Coupé acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, 0,2 segundo mais rápido que o modelo anterior. Para chegar aos 200 km/h, são necessários 8,4 segundos, uma redução de 0,5 segundo no tempo. A velocidade máxima do 911 Turbo S é de 322 km/h. Com a inclusão dos componentes do sistema híbrido, o aumento de peso foi de 85 kg em relação ao antecessor. O ganho de massa, segundo a Porsche, foi compensado pelas alterações feitas no conjunto responsável pelo comportamento do carro. 🔎 Em 2024, durante os testes finais de desenvolvimento no circuito de Nürburgring Nordschleife, na Alemanha, um 911 Turbo S camuflado completou uma volta em 7 minutos e 3 segundos e 920 milésimos, cerca de 14 segundos mais rápido que o antecessor. Galerias Relacionadas O carro também recebeu uma nova geração de pneus. O eixo traseiro agora utiliza pneus 10 milímetros mais largos, na medida 325/30 ZR 21. Na dianteira, permanecem os pneus 255/35 ZR 20. A Porsche afirma que o novo conjunto melhora o comportamento do carro em piso seco, sem comprometer o desempenho em condições de chuva. Os freios também foram modificados. O 911 Turbo S utiliza de série o sistema Porsche Ceramic Composite Brake, conhecido pela sigla PCCB, com novos componentes e discos maiores. Os discos são feitos de um material composto de cerâmica e carbono, além de serem perfurados e ventilados. A construção busca reduzir o peso e aumentar a resistência ao calor durante frenagens intensas. As novas pastilhas utilizam o mesmo composto desenvolvido para o 911 GT3 RS. Segundo a Porsche, esse é o maior sistema de freios PCCB já instalado pela marca em um modelo de duas portas. Nova aerodinâmica Aerodinâmica do Porsche 911 Turbo S. Divulgação / Porsche O 911 Turbo S recebeu um sistema ativo de aerodinâmica que trabalha de acordo com a situação de condução. A dianteira agora conta com flaps verticais de arrefecimento e um difusor frontal ativo, que trabalham junto com o spoiler dianteiro de abertura variável e a asa traseira extensível e inclinável. O sistema direciona o ar para os freios e radiadores e procura equilibrar três necessidades: Aumentar a pressão aerodinâmica sobre o carro; Reduzir a resistência ao avanço; Garantir o resfriamento dos componentes. Na configuração mais eficiente dos elementos aerodinâmicos, o coeficiente de arrasto do 911 Turbo S Coupé é 10% menor que o do antecessor. 🔎 Coeficiente de arrasto é a facilidade com que o carro "desliza" pelo ar. Imagine colocar a mão para fora da janela do carro em movimento com a palma para a frente; o vento empurra o braço com força (alto arrasto); se deitar a mão paralela ao chão, o ar passa suavemente (baixo arrasto). Quanto menor for o número de arrasto, menos o motor precisa fazer força para empurrar o ar da frente, o que faz o carro gastar muito menos combustível ou bateria na estrada. Há ainda uma função específica para dirigir na chuva, assim como o g1 testou no autódromo. No modo Wet, os difusores dianteiros se fecham para diminuir a quantidade de água lançada sobre os discos de freio dianteiros. O chassi também mudou. A tecnologia híbrida de alta tensão permitiu a instalação do novo Porsche Dynamic Chassis Control, ou PDCC, com acionamento eletro-hidráulico. O sistema utiliza barras estabilizadoras ativas para reduzir a inclinação da carroceria nas mudanças de direção. Com isso, a Porsche busca melhorar a estabilidade e a agilidade do carro nas curvas, além de tornar o comportamento mais previsível. Sistema híbrido de 400V permite ajuste rápido do controle de carroceria e suspensão do Porsche 911 Turbo S. Divulgação / Porsche O novo sistema de estabilização trabalha em conjunto com o mecanismo de elevação do eixo dianteiro. O recurso facilita a passagem por valetas e rampas de garagem e agora pode memorizar os locais em que foi acionado. Como os dois sistemas estão conectados à rede elétrica de 400 volts, eles podem responder mais rapidamente às mudanças nas condições de condução. Sinfonia Outra novidade é o sistema de escapamento esportivo, que passa a ser item de série. Ele possui silencioso traseiro e saídas feitas de titânio, material que também contribui para reduzir o peso. O próprio motor recebeu alterações para produzir um som diferente. O boxer de 3.6 litros utiliza um comando de válvulas assimétrico, que acrescenta novas frequências ao funcionamento do motor e produz um som mais encorpado. O visual também foi atualizado para diferenciar o Turbo S dos demais 911. A versão passa a adotar a cor escura Turbonite em diversos elementos externos, incluindo o brasão da Porsche e o logotipo Turbo S. As aletas da asa traseira, as molduras das janelas e as rodas também receberam elementos específicos. As rodas têm fixação por cubo central e podem ser oferecidas na mesma tonalidade Turbonite. Motor seis cilindros boxer 3.6 biturbo do Porsche 911 Turbo S. Divulgação / Porsche A carroceria continua mais larga que a dos modelos Carrera, característica das versões Turbo. O carro possui as tradicionais entradas de ar nas laterais traseiras e uma traseira redesenhada, com aberturas de ventilação maiores que reforçam visualmente a largura. As saídas de escapamento de titânio também foram redesenhadas. Há ainda uma estrutura perolizada dinâmica posicionada acima da faixa de luz traseira e a possibilidade de escolher saídas ovais de titânio com acabamento especial. A cor Turbonite também aparece no interior. Ela está presente nos painéis das portas, volante, painel, console central, costuras, cronômetro Sport Chrono, instrumentos, cintos de segurança e em diversos botões. Galerias Relacionadas Pela primeira vez, o interior pode receber frisos estruturados de fibra de carbono com acabamento Neodyme e revestimento de teto de microfibra perfurada com fundo preto. Entre os equipamentos de série estão os faróis HD Matrix LED escurecidos, que possuem funções de iluminação adicionais e foram desenvolvidos para melhorar a segurança durante a condução noturna. A assinatura de iluminação do 911 Turbo S é marcante quando se olha pelo retrovisor. O pacote Sport Chrono, o medidor de temperatura dos pneus, a suspensão PASM com calibração específica, o sistema de estabilização eletro-hidráulica PDCC e o escapamento esportivo de titânio também fazem parte da lista de equipamentos de série. O 911 Turbo S utiliza de série os Adaptive Sports Seats Plus, com ajustes elétricos em 18 posições e memória. Os apoios de cabeça trazem o logotipo Turbo S. O desenho dos bancos e dos painéis das portas recupera elementos visuais do primeiro 911 Turbo, conhecido pelo código 930. Cabine do Porsche 911 Turbo S. Divulgação / Porsche No Brasil, o equipamento de série inclui ainda o sistema de som Surround Burmester, com 915 watts de potência, 13 alto-falantes e canais de amplificação individuais. A personalização pode ser ampliada por meio da Porsche Exclusive Manufaktur. Há mais de 100 opções de cores externas e itens como rodas Turbo Exclusive Design com lâminas de carbono, teto de carbono aparente, lanternas traseiras Exclusive Design e entradas de ar laterais traseiras de carbono. Também é possível encomendar, pela primeira vez, braços de limpadores feitos de carbono. Segundo a Porsche, eles são 50% mais leves que os componentes convencionais. O cliente também pode personalizar o interior com diferentes tipos de costura, relevos, consoles dos bancos e soleiras revestidos de couro. As chaves do veículo também podem ser personalizadas e pintadas. Porsche 911 Turbo da geração 930 (1975-1989) era difícil de domar. Divulgação / Porsche

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'Pode matar todos nós': por que pesquisador deixou setor de IA e acusa empresas de ignorar riscos
G1 (Economia)

'Pode matar todos nós': por que pesquisador deixou setor de IA e acusa empresas de ignorar riscos

OpenAI e Anthropic Reuters/Dado Ruvic/Illustration Um pesquisador de inteligência artificial (IA) que deixou a OpenAI, criadora do ChatGPT, para trabalhar na Anthropic decidiu abandonar o setor. Ele acusa as duas empresas americanas de "jogar com as nossas vidas" na corrida para desenvolver modelos de IA capazes de se autoaperfeiçoar. Jacob Coxon, de 27 anos, passou os últimos três anos trabalhando no pré-treinamento de modelos de IA, primeiro na OpenAI e, neste ano, na rival Anthropic, empresa que ele considerava mais cautelosa. O pré-treinamento é a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes volumes de dados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar a todos nós até o final da década", afirmou o pesquisador em postagem no X. "Isso não é uma jogada de marketing." Agora no g1 O britânico disse ao The Wall Street Journal que, nos "cenários mais agressivos", a situação poderia sair do controle já no fim do próximo ano. Ele alertou que um dos principais riscos é a IA passar a se desenvolver por conta própria, tornando-se mais difícil de controlar. "Nenhuma das empresas age de forma responsável. Elas correm diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se autoaperfeiçoar e jogam com as nossas vidas", disse Coxon nesta terça-feira (08). Superinteligência é o ponto teórico em que as capacidades da IA superam a inteligência humana. Corrida pela liderança ignora os riscos Evan Hubinger, executivo da área de segurança da Anthropic, apoiou a declaração de Coxon no X. "Nós realmente acreditamos, de forma sincera, que a IA pode matar todos os humanos", disse. Segundo ele, a chance de isso acontecer na próxima década é superior a 10%. Hubinger afirmou que a Anthropic está "fazendo o possível", mas ainda não tem um plano capaz de garantir que um sistema de IA que supere as capacidades humanas obedeça a seus criadores. Ele ressaltou, porém, que o risco de isso acontecer com os modelos atuais é baixo. A saída de Coxon ocorre enquanto a Anthropic se prepara para estrear no mercado de ações, após um período marcado por invasões não autorizadas realizadas por ferramentas de IA durante testes. Líderes do setor de IA afirmam que o chamado "autoaperfeiçoamento recursivo" — estágio em que sistemas de IA poderiam projetar e treinar a próxima geração com pouca intervenção humana — está se aproximando. Coxon considera genuínos os esforços da Anthropic, mas acredita que nenhuma empresa seja capaz de desenvolver, de forma responsável, uma IA que supere a inteligência humana sem intervenção governamental ou uma desaceleração coordenada. "Na Anthropic, os riscos envolvidos são bem compreendidos, mas eles estão presos em uma corrida para chegar lá primeiro; acreditam que ninguém mais agirá com responsabilidade, então precisam fazer isso eles mesmos, apesar dos riscos", contou. Necessidade de regulamentação Em fevereiro, a Anthropic retirou de sua carta de princípios de segurança o compromisso de interromper o desenvolvimento de seus modelos caso não conseguisse controlar os riscos associados à tecnologia. A empresa argumentou que, se suspendesse unilateralmente suas atividades, concorrentes menos cautelosos dominariam o setor, tornando-o menos seguro. No fim de julho, mais de mil profissionais do setor de tecnologia — incluindo o CEO da Anthropic, Dario Amodei — pediram a Washington apoio a uma desaceleração coordenada no desenvolvimento dos sistemas de IA mais avançados. A OpenAI interrompeu por duas semanas, em agosto, o treinamento de seus modelos mais recentes antes de retomá-lo sob controles mais rigorosos. Neste domingo, o cientista-chefe da empresa, Jakub Pachocki, defendeu a adoção de "extrema cautela". "A coordenação internacional sobre o desenvolvimento futuro da IA precisa se tornar uma prioridade máxima para governos de todo o mundo", afirmou Pachocki em uma publicação no blog da empresa. Nos Estados Unidos, os modelos de IA não são regulamentados por uma legislação federal. Em setembro, o senador Bernie Sanders e o deputado democrata Greg Casar apresentaram um projeto de lei para suspender o desenvolvimento de IA até a criação de um órgão regulador federal.

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'Tem que dar um jeito': como o Master estruturou a produção de documentos falsos, segundo a PF
G1 (Economia)

'Tem que dar um jeito': como o Master estruturou a produção de documentos falsos, segundo a PF

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master Documentos tornados públicos nesta sexta-feira (11) detalham como funcionários do Banco Master participavam da produção de documentos apontados pela Polícia Federal (PF) como falsos e usados para sustentar operações de cessão de créditos ao Banco de Brasília (BRB). O material veio à tona após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo das principais investigações sobre o caso, no contexto da crise que atinge a Suprema Corte. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Entre os documentos está uma apresentação interna encontrada no acervo digital do Master. Elaborada pelo próprio banco e apreendida durante a Operação Compliance Zero, ela descreve uma cadeia que ia da extração de dados de clientes à geração, assinatura e envio dos documentos. A apresentação mostra ainda que a alteração de documentos envolvia funcionários de diferentes níveis hierárquicos, de diretores e gerentes a equipes de tecnologia e áreas operacionais. Segundo a PF, os elementos sustentam a linha de investigação de que grande parte dos créditos comprados pelo BRB do Master estaria ligada a operações irregulares. Os peritos também apontam que a diretoria do BRB continuou aprovando novas operações mesmo após alertas internos sobre problemas de documentação, liquidez e inconsistências identificadas nas carteiras negociadas. (leia mais) 🔎 A PF investiga suspeitas de fraude bilionária em carteiras de crédito cedidas pelo Banco Master ao BRB. Parte dos créditos consignados era apresentada como originada pela Tirreno, empresa que aparecia como responsável pela formação das carteiras posteriormente repassadas ao Master e vendidas ao banco público. A investigação aponta indícios de que essas operações não tinham o lastro informado e de que documentos foram produzidos posteriormente para comprovar parte dos créditos. Como funcionava o esquema, segundo a PF? A apresentação interna do Banco Master descreve, etapa por etapa, como diferentes áreas do banco atuaram na produção dos documentos. Em uma dessas etapas, dados de clientes do CredCesta, programa de crédito consignado ligado ao banco, foram usados para gerar em massa Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), procurações e termos de consentimento. Segundo a PF, parte desses documentos teria servido para comprovar os créditos vendidos ao BRB. Em um dos casos, o gerente do Banco Master Allan da Silva Machado teria usado uma planilha e a mala direta do Word — ferramenta que preenche automaticamente um mesmo modelo com os dados de cada cliente — para gerar 2.700 procurações. Os arquivos eram armazenados em uma pasta chamada “Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras”. Para a PF, é provável que desse lote tenham saído procurações incluídas em uma amostra de 1.785 contratos enviada ao BRB como comprovação de créditos supostamente originados pela Tirreno. Banco Master. Reprodução/TV Globo 'Tem que dar um jeito' O relatório também descreve tentativas de ocultar informações dos comprovantes de transferência ligados aos créditos investigados. Mensagens reproduzidas na apresentação mostram que o gerente Allan da Silva Machado pediu à funcionária da tesouraria Romy Goerck Gentina Klenquen a entrega de comprovantes, mas sem dados que permitissem identificar os respectivos contratos e as transações. "Este aparece o número de contrato... Não quero o número de contrato nem o histórico", afirma Allan. "Então não tem o que fazer. Um ou outro eu consigo ajustar daquela outra forma, mas impossível em 2700 comprovantes", responde Romy. "Tem que dar um jeito", diz Allan. "Pois é", conclui Romy. Para a PF, a conversa é um indício de tentativa de manipulação dos comprovantes de transferência. O relatório classifica o episódio como uma “provável emissão de comprovantes de transação manipulados”. Remoção de datas Em outra frente, mensagens reproduzidas pela PF mostram funcionários discutindo a retirada da data e do horário registrados nos termos de consentimento dos clientes. Em uma conversa, o gerente Allan da Silva Machado envia um desses documentos a Moacir Lourenço da Silva Junior, da área de tecnologia, e orienta: “Precisamos excluir a data.” A retirada dessa informação dificultaria identificar quando o cliente teria formalizado seu consentimento. Em outro exemplo analisado pela PF, um documento indicava ter sido celebrado em 21 de janeiro de 2025, mas sua assinatura eletrônica só ocorreu em 20 de junho daquele ano, cerca de cinco meses depois. Para a PF, a retirada desses dados ajudava a ocultar inconsistências e reforça a suspeita de que documentos tenham sido produzidos posteriormente para comprovar créditos negociados com o BRB. Pressão da auditoria e 'erro operacional' As inconsistências também chegaram à auditoria externa Deloitte, que checava a conformidade das carteiras. Segundo o relatório da PF, diante das cobranças dos auditores sobre divergências nos contratos, o coordenador de controles Fabrizio Pereira Alencar, do Master, questionou o diretor do banco Alberto Felix de Oliveira Neto sobre como responder. “Estão nos cobrando”, afirmou Fabrizio. Os documentos mostram que, após as cobranças da Deloitte, Alberto Felix orientou Fabrizio a atribuir as divergências a um “erro operacional”. "Esse tem que falar que foi erro operacional na seleção", escreveu o diretor ao funcionário. Segundo a PF, a conversa aconteceu após a Deloitte enviar um e-mail ao Master sobre irregularidades na documentação apresentada à auditoria. Os contratos citados, segundo a investigação, eram da carteira da Tirreno e correspondiam ao período de dezembro de 2024 a março de 2025. O que é a apresentação do Master encontrada pela PF? As informações que constam no documento são, segundo a PF, de um relatório produzido pelo próprio banco. Intitulada “Investigações internas – Banco Master”, a apresentação foi feita para registrar comportamentos inadequados identificados entre funcionários. Na prática, o banco fez uma apuração interna sobre condutas que poderiam causar danos financeiros, reputacionais e à integridade da instituição. A apresentação registrava quem teria participado, o que cada pessoa fazia e mensagens trocadas durante o processo. O material descrevia a geração e a manipulação de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), procurações e termos de consentimento, a retirada de datas, tentativas de alterar comprovantes e orientações sobre como responder à Deloitte, empresa responsável pela auditoria. A apresentação foi encontrada pela PF no acervo digital entregue pelo liquidante do banco — responsável por administrar o Banco Master durante o processo de liquidação. Para os investigadores, o material passou a ser uma evidência por corroborar a suspeita de que documentos ligados às cessões ao BRB eram produzidos ou manipulados dentro do próprio Master. PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Para a Polícia Federal, os episódios descritos no laudo não representam falhas isoladas. Ao analisar as operações em conjunto, os peritos concluíram que os mesmos problemas se repetiram em diferentes etapas da relação entre o BRB e o Banco Master. A análise abrangeu R$ 47,78 bilhões em operações entre as duas instituições. Desse total, R$ 31,74 bilhões correspondiam a negócios em que o Master vendia carteiras de crédito ao BRB. A perícia identificou uma sequência de práticas que se repetiram ao longo das operações: pagamentos feitos antes da conclusão das análises técnicas; pareceres finalizados depois que o dinheiro já havia sido liberado; compras divididas em valores menores para permanecer dentro do limite de decisão da diretoria; falta de uma avaliação ampla e independente sobre os riscos de negociar com o Master; concentração excessiva das compras em uma única instituição; continuidade dos pagamentos mesmo depois de alertas financeiros e de problemas encontrados nas carteiras. Na avaliação dos peritos, as compras continuaram enquanto etapas criadas para analisar os riscos, autorizar as operações e controlar a saída de dinheiro eram contornadas ou concluídas somente depois dos pagamentos. A repetição dessa prática levou a perícia a afirmar que havia elementos técnicos e documentais suficientes para caracterizar “gestão fraudulenta” no processo de compra das carteiras do Master. 🔎 Segundo a PF, a conclusão não se baseia apenas no risco ou no possível prejuízo das operações, mas em mecanismos que teriam sido usados repetidamente para reduzir a eficácia dos controles internos do BRB. “A utilização reiterada da forma para encobrir ou neutralizar a substância decisória [...] configura, sob a perspectiva técnico-pericial, padrão compatível com gestão fraudulenta, e não apenas com gestão temerária”, afirma o laudo. LEIA MAIS: Banco Master e BRB: PF aponta pagamentos antecipados, compras fracionadas e falhas nos controles Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1

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Mega-Sena pode pagar R$ 85 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo
G1 (Economia)

Mega-Sena pode pagar R$ 85 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.057 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 65 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (6), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (10), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Lula diz que é preciso parar com 'babaquice de fazer superávit' para governo investir
G1 (Economia)

Lula diz que é preciso parar com 'babaquice de fazer superávit' para governo investir

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (12) que a economia brasileira precisa crescer para gerar empregos no país. O petista acrescentou que, para isso, o governo precisa investir e parar com o que chamou de "babaquice de fazer superávit". As declarações foram dadas durante comício em Curitiba (PR). Lula concorre à reeleição para a Presidência da República no pleito de outubro. "Pra gerar emprego, a economia tem que crescer, e para economia crescer, o governo tem que investir. E para governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit, fazer superávit, de ter controle fiscal. Porque a grande dívida do Brasil é a taxa de juros que nós pagamos, R$ 1,3 trilhão. O restante é investimento", declarou o presidente. Lula diz que 'ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico' ▶️Analistas têm manifestado preocupação com a trajetória das contas públicas. Eles avaliam que os reiterados déficits fiscais dos últimos anos pressionam a taxa de juros e, consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, cobram um ajuste fiscal mais forte por parte do governo. ▶️Economistas observam que reduzir a taxa básica da economia, a Selic — atualmente em 14% ao ano — por decisão sem embasamento técnico não garante juros menores na economia. Isso porque o juro de longo prazo é definido pelo mercado e reflete expectativas sobre inflação, atividade econômica e gastos públicos. ▶️Diante da disparada da dívida pública e do aumento da desconfiança sobre as contas do governo, os investidores passaram a exigir taxas de juros mais altas para financiar o governo. Isso eleva o custo da chamada rolagem da dívida pública, feita por meio da emissão de títulos pelo Tesouro Nacional, e também o endividamento brasileiro (em um "ciclo vicioso"). Lula em comício em Porto Alegre Bruno Todeschini/ Grupo RBS Lula vinha prometendo saldo positivo As declarações do presidente contradizem o plano de governo petista para o próximo mandato, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que promete uma "política fiscal responsável" para impulsionar ainda mais os investimentos produtivos, o crescimento econômico de longo prazo a uma redução sustentada da taxa de juros. "O resultado fiscal virá, como fizemos até aqui, da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público, da promoção de justiça tributária e do combate aos privilégios e às distorções", diz o documento. Também contrariam suas próprias declarações em entrevista à TV Globo, no fim de agosto, quando o presidente garantiu que o país terá superávit e disse que pretende fazer uma “revolução tecnológica” no país em um eventual próximo mandato, com investimentos em inteligência artificial, minerais críticos, terras raras e defesa. “Eu quero voltar a fazer com que esse país dispute com o mundo rico. Esse país vai ter que ser dono dos minerais críticos, das terras raras. [...] É esse o futuro que eu quero para o país e é por isso que eu estou pleiteando o quarto mandato. Eu já acabei com a fome duas vezes. Quando eu voltei agora, esse país estava destruído. O déficit era 2,8%. O último foi 0,8% e, agora, vai ser positivo. Nós vamos fazer superávit", disse Lula, em agosto. Juros altos O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que tem sido destacado para falar em nome da campanha de Lula, reiterou nas últimas semanas que o governo buscará retomar a trajetória de superávit nas contas do governo a partir de 2027, se reeleito. A proposta de orçamento enviada ao Congresso Nacional contempla uma projeção de saldo positivo de R$ 18,6 bilhões — após a previsão do atual mandato inteiro com as contas no vermelho. O objetivo da área econômica é possibilitar um corte da taxa de juros, atualmente em 14% ao ano. Em termos reais, está entre os maiores juros do mundo. As declarações do ministro da Fazenda e a proposta de orçamento abrangem um ajuste das contas do governo em dois pontos do PIB em um eventual novo mandato de Lula, mantendo um ritmo gradual de melhora das contas públicas. O objetivo seria justamente tentar conter o crescimento da dívida pública, que atingiu 82% em junho, o maior patamar desde a pandemia, com um forte crescimento de mais de 10 pontos na parcial da atual gestão de Lula, para baixar a taxa de juros da economia.

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Inflação cai, fábricas fecham: crise na indústria argentina elimina empregos e aumenta pressão sobre Milei
G1 (Economia)

Inflação cai, fábricas fecham: crise na indústria argentina elimina empregos e aumenta pressão sobre Milei

O presidente da Argentina, Javier Milei, cumprimenta a guarda presidencial montada durante a cerimônia de abertura da 138ª exposição anual da Sociedade Rural, em Buenos Aires. Mariana Nedelcu / Reuters O galpão está às escuras, as máquinas estão desligadas e caixas de mercadorias encalhadas se acumulam. A fábrica de sapatos Kioshi, que tinha 120 funcionários em 2023, conta hoje com apenas 14. O cenário virou símbolo da crise enfrentada por parte da indústria argentina e alimenta o debate sobre o modelo do presidente Javier Milei. Enquanto o governo do presidente ultraliberal destaca a queda da inflação e a desregulamentação da economia, empresários alertam para a perda de empregos, a concorrência desleal e a retração do consumo. "O mercado interno está morto, as pessoas não têm dinheiro para consumir, dificilmente vão comprar calçados", diz Emmanuel Fernández, diretor da Kioshi, localizada em Esteban Echeverría, nos arredores de Buenos Aires. A isto se soma uma "avalanche de importação", acrescenta. Agora no g1 Na semana passada, a União Industrial Argentina (UIA) pediu medidas diante da abertura econômica e da perda de aproximadamente 90 mil empregos na indústria desde agosto de 2023. Em junho, a indústria argentina operava com cerca de 40% de capacidade ociosa. A produção manufatureira caiu 5% entre junho e julho, o maior recuo em 16 meses, segundo dados oficiais divulgados na terça-feira (8). No mesmo dia em que o setor industrial apresentou a reivindicação, o presidente ultraliberal afirmou que sua política de austeridade e desregulamentação "não é negociável". Desde que Milei assumiu o cargo, em dezembro de 2023, cerca de 30 mil empresas fecharam as portas, segundo dados do setor. O presidente afirma que os empregos perdidos em um setor serão criados em outros, capazes de competir internacionalmente. Mas, para Emmanuel Fernández, o governo está "em uma bolha", pois "tudo o que se vê é que as pessoas que ficam sem emprego vão trabalhar nos aplicativos". Da fábrica à Uber Em Zárate, cidade industrial a 90 km de Buenos Aires, Miguel Márquez olha com tristeza para o portão da fábrica de produtos químicos Clariant, onde trabalhou por 20 anos, até o fechamento da unidade, em 2025. O capim cresce entre as placas de cimento do estacionamento vazio. Já não se ouve o barulho das máquinas, apenas o canto dos pássaros. Márquez conta que apenas dois dos 42 demitidos conseguiram um emprego formal. Os demais, como ele, hoje com 62 anos, sobrevivem de trabalhos informais, como dirigir para aplicativos. A Clariant fabricava insumos para a indústria petroleira durante o auge da jazida de Vaca Muerta, mas decidiu passar a importar os produtos de sua fábrica no Brasil e encerrar a operação na Argentina. "Como não têm nenhuma restrição, convém a eles trazer do Brasil", explicou Márquez. A economia argentina cresceu em 2025, impulsionada pelos hidrocarbonetos, pela mineração e pelo agronegócio. Mas a retração do comércio e da indústria afeta as grandes cidades, onde vive a maior parte da população. Desde 2023, a Argentina perdeu mais de 240 mil empregos formais no setor privado. Concorrência Após a reivindicação da UIA, o ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que seu papel é "defender os interesses de 48 milhões de argentinos, não de determinados empresários". "Me parece imoral e injusto que os argentinos tenham que pagar por bens de menor qualidades duas, quatro, dez vezes o seu valor", destacou, em defesa da abertura. Mas os empresários da indústria afirmam que o cenário é desfavorável. "Ninguém quer não competir, mas também você tem que ter condições para competir", disse à AFP Alejandro Mayer, vice-presidente da fábrica de circuitos Ernesto Mayer, na periferia norte de Buenos Aires, hoje com a metade de suas máquinas desligadas. Mayer destaca que há um "atraso cambiário" que encarece os produtos locais em dólares. A isso se somam juros elevados sobre o crédito e uma carga tributária que, segundo ele, impede a competição com produtos de países como a China, embora a eficiência seja semelhante. Milei reduziu a inflação, que estava em três dígitos quando assumiu a Presidência, para 33,8% na comparação interanual em julho, um dos principais resultados econômicos reivindicados por seu governo. Mas "a economia não pode ser medida apenas pela evolução da inflação, temos que olhar para a atividade", disse o presidente da UIA, Martín Rappallini. Além da concorrência dos produtos importados, os empresários da indústria apontam a fragilidade do consumo. A poucos quarteirões da Mayer, a fábrica de cordas para instrumentos Martin Blust, que emprega dez pessoas, fecha às sextas-feiras por falta de encomendas. "Não há inflação porque não há compras", afirma sua sócia, Gloria Aparicio. Segundo diversas pesquisas, emprego e salários superaram a inflação como principal preocupação dos argentinos, um sinal de alerta para Milei, que tentará a reeleição em 2027. Na Kioshi, Fernández testemunha essa angústia. Seus funcionários pedem antecipações salariais para conseguir pagar o transporte até a fábrica. Estão "frustrados e irritados", diz. E isso "se percebe na vontade e também se nota na rua".

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Omoda 5: como o SUV desconhecido virou o 3º híbrido mais vendido do Brasil; veja o teste
G1 (Economia)

Omoda 5: como o SUV desconhecido virou o 3º híbrido mais vendido do Brasil; veja o teste

Omoda 5: como o SUV desconhecido virou o 3º híbrido mais vendido do Brasil Para os mais desatentos, ele ainda pode causar algum estranhamento à primeira vista. Mas quem acompanha o trânsito das grandes cidades talvez já tenha percebido: o Omoda 5 está aparecendo cada vez mais nas ruas. Os números ajudam a explicar: o SUV híbrido ainda não completou um ano de mercado no Brasil — foi lançado em outubro de 2025 —, mas já ocupa o terceiro lugar no ranking dos híbridos zero km mais vendidos do país, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na comparação com outro lançamento de preço semelhante, o Toyota Yaris Cross híbrido, o Omoda 5 registrou 57,26% mais emplacamentos no ano. Até o Toyota Corolla Cross, um SUV de categoria superior e que carrega o nome de um dos modelos mais conhecidos da marca japonesa, vendeu menos que o Omoda 5 no período. Veja o ranking dos híbridos mais vendidos entre janeiro e agosto de 2026: BYD Song: 45.096 emplacamentos; Haval H6: 32.248 emplacamentos; Omoda 5: 15.080 emplacamentos; Jaecoo 7: 11.772 emplacamentos; BYD King: 11.248 emplacamentos; Toyota Corolla Cross: 10.596 emplacamentos; Toyota Yaris Cross: 9.589 emplacamentos; Toyota Corolla: 9.156 emplacamentos; Leapmotor C10: 3.620 emplacamentos; GWM Tank 300: 3.471 emplacamentos. O g1 passou uma semana com o Omoda 5 para entender como um modelo de uma marca ainda recente no Brasil conseguiu superar carros de gigantes tradicionais em vendas. Porte maior e visual diferente Omoda 5 por fora Visualmente, o Omoda 5 é bem diferente do Yaris Cross híbrido, inclusive nas dimensões e no porte. As medidas são: Comprimento: 13,7 centímetros maior, com 4,44 metros; Largura: 5 centímetros maior, com 1,82 metro; Altura: 7 centímetros menor, com 1,58 metro. Outra pequena diferença está na altura em relação ao solo: são 14 centímetros no Omoda 5 e 18 centímetros no Yaris Cross híbrido. Em relação às dimensões do Corolla Cross híbrido, o Omoda é mais próximo e está na mesma categoria: Comprimento: 2 centímetros menor, com 4,44 metros; Largura: 0,1 centímetro menor, com 1,82 metro; Altura: 2 centímetros menor, com 1,58 metro. Aqui, o Omoda 5 também é mais baixo: são dois centímetros a menos de espaço, quando comparado com o Corolla Cross. A diferença parece pequena, mas, nas valetas encontradas durante o trajeto, os SUVs da Toyota passaram com mais conforto e sem raspar nos obstáculos mais profundos. Isso não chega a ser um problema para o Omoda 5, já que bastou chegar na valeta em diagonal para evitar que o carro raspasse. Ainda assim, com cinco adultos a bordo e o porta-malas carregado de bagagem pesada, a situação tende a ser menos favorável para o modelo chinês. Esteticamente, cada modelo tem seu apelo e deve agradar a públicos diferentes. O Omoda 5 traz linhas mais curvas e segue a proposta de visual mais "aerodinâmico" e moderno, comum aos carros chineses. Initial plugin text Já o Yaris Cross híbrido mantém um visual mais quadrado, perceptível tanto na dianteira, com linhas mais retas e a grade quase vertical, quanto na traseira, que tem vidro menos inclinado e teto que permanece reto por mais tempo. Outra diferença está na iluminação. Ela é eficiente nos dois modelos, mas, enquanto a Toyota concentra todos os elementos em um único conjunto, o Omoda 5 separa os faróis das luzes de rodagem diurna. Por dentro, o Yaris Cross é bem mais simples No Omoda 5, todas as áreas de contato para mãos e braços têm revestimento macio ao toque. Já o Yaris Cross ainda traz plástico rígido em alguns pontos, como no topo do console e em toda a área interna das portas traseiras. O console central do Omoda 5 é mais elevado e oferece mais espaço para guardar objetos, além de um apoio de braço consideravelmente maior. Ambos os carros contam com carregador de celular por indução. No Omoda 5, ele fica sob uma tampa, o que o deixa fora da vista de quem passa ao lado do veículo. Já no Yaris Cross, o carregador fica muito próximo do câmbio, e o espaço pode deixar celulares maiores mais apertados. Initial plugin text A central multimídia do Yaris Cross é visivelmente menor. Já o Omoda 5 usa um artifício para parecer ainda maior: a moldura se integra ao painel de instrumentos. A fabricante diz que esse conjunto forma um "painel digital flutuante de 24,6 polegadas". Táticas de marketing à parte, a central multimídia do Omoda 5 oferece mais configurações do veículo, exibe imagens das câmeras em 360 graus com mais resolução e roda o sistema operacional com mais facilidade, mas esconde os comandos do ar-condicionado. No Yaris Cross, os botões são físicos. Já o Omoda 5 tem comandos por voz para controlar o ar-condicionado, por exemplo. Fica a cargo do comprador escolher entre os botões ou os comandos de voz. Ainda assim, o Omoda 5 transmite uma sensação de modernidade, impulsionada pelo visual minimalista, sem botões e com duas telas integradas em um painel bastante largo. Em outras palavras: O Omoda 5 passa um ar mais moderno, enquanto o Yaris Cross tem visual mais antigo — o Corolla Cross ganha o mesmo comentário, vale dizer. Omoda 5 tem mais áreas com toque macio Rafael Peixoto/g1 No conforto para os ocupantes, há empate. Os dois carros oferecem espaço suficiente para acomodar adultos mais altos no banco traseiro. O assoalho não é muito elevado no centro da segunda fileira, que também conta com saídas de ar-condicionado e portas USB. Em viagens mais longas, porém, o Yaris Cross leva vantagem no porta-malas. São 391 litros, ante 372 litros do Omoda 5. A diferença não é tão grande, mas o SUV da Toyota vai levar mais sacolas de mercado. Omoda 5 dobra a potência sem gastar mais Ao volante, as diferenças são ainda mais evidentes. O destaque é o conjunto motriz: enquanto o Yaris Cross híbrido entrega 111 cv, o Omoda 5 chega a 224 cv, mais que o dobro. No Omoda 5, o torque combinado é de 30,1 kgfm, mas a Toyota não divulga esse dado para o Yaris Cross. A marca informa apenas os números separados dos motores a combustão e elétrico, ambos inferiores aos informados separadamente para o SUV chinês: Potência dos motores arte/g1 Na prática, essa sopa de números torna o Omoda 5 muito mais esperto em qualquer situação. As arrancadas são bem mais ágeis. Até na comparação da aceleração oficial, com dados divulgados pelas próprias marcas, o SUV da Toyota leva quase cinco segundos a mais para chegar aos 100 km/h. Em testes na estrada, as ultrapassagens foram feitas com muito mais segurança, com a sensação de que haveria tempo para voltar à faixa — quando a manobra é permitida em rodovias de mão dupla. Quando o teste foi feito com três adultos a bordo, essa diferença na força do motor ficou ainda mais evidente. E o ponto aqui não é esportividade, mas segurança. Outro ponto positivo do Omoda 5 está no consumo de combustível. Com mais que o dobro da potência, seria natural esperar um gasto consideravelmente maior, mas esse não foi o cenário encontrado. Em média, no mesmo circuito urbano de 30 km por dia, com bastante trânsito e semáforos, os dois carros registraram consumo entre 18 km/l e 20 km/l de gasolina. Dois fatores ajudam a explicar o consumo de combustível do Omoda 5: Ele tem motor 1.5 turbo, enquanto o Yaris Cross usa um 1.5 aspirado, que tende a gastar mais combustível em funcionamento; A bateria do Omoda 5 tem capacidade mais de duas vezes maior: são 1,83 kWh, ante 0,76 kWh no Corolla Cross. Com isso, ela pode contribuir muito mais para movimentar o veículo, ajudando a reduzir o consumo de combustível enquanto aumenta a potência do motor. Ao volante, o Omoda 5 tem um acelerador mais leve e que responde com mais precisão às mudanças de pressão. Já o câmbio CVT do Yaris Cross híbrido oferece mais conforto na condução - mas é muito barulhento, pela potência baixa do motor. Como não tem engrenagens para a troca de marchas, a potência cresce sem solavancos. No Omoda 5, eles são bem contidos e estão longe do que entregavam os câmbios automáticos mais antigos, mas existem. No Yaris Cross, não. Omoda 5 André Fogaça/g1 No acerto de suspensão, os dois carros vão bem. São macios para enfrentar os solavancos de buracos, valetas e lombadas, mas controlam bem os movimentos da cabine para evitar que ela balance além do necessário em acelerações e frenagens bruscas. A dupla conta com sistemas de auxílio à condução, incluindo eficientes pilotos automáticos adaptativos que centralizam o carro na faixa. Ainda assim, há diferenças: o Omoda 5 é mais preciso e identifica com mais rapidez onde deve manter o veículo. Por fim, os preços dos dois carros são bastante diferentes: Toyota Yaris Cross híbrido: a partir de R$ 172.390; Omoda 5: a partir de R$ 164.990 na tabela da marca, mas é fácil encontrá-lo em concessionárias por R$ 159.990. Na hora da compra, o Toyota Yaris Cross custa R$ 12.400 a mais que o Omoda 5. O preço do SUV chinês também o coloca como opção para quem considera outros utilitários que sequer são híbridos, como: Volkswagen Nivus Comfortline: R$ 158.290; Volkswagen T-Cross Comfortline: R$ 173.790; Volkswagen Taos: a partir de R$ 199.990; Hyundai Creta Comfort: R$ 156.590; Nissan Kicks: a partir de R$ 159.990; Chevrolet Tracker LTZ: R$ 162.890; Renault Boreal: a partir de R$ 179.990; Jeep Compass: a partir de R$ 174.990. Também entra nessa lista o único híbrido do grupo, o Jeep Renegade MHEV, por R$ 158.690. O sistema não oferece a mesma economia de combustível do Omoda 5. Se o Toyota Corolla Cross híbrido estiver entre as opções do comprador, a diferença de preço fica ainda maior. O modelo tem porte mais próximo ao do Omoda 5, porta-malas maior, com 440 litros, e potência ligeiramente superior à do Yaris Cross, com 122 cv ante 111 cv. No entanto, parte de R$ 226.120, o que o torna R$ 66.130 mais caro que o Omoda 5. No fim das contas, os pontos positivos do Omoda 5 pesam na decisão e superam até a força de uma das marcas mais tradicionais do mercado: Ele é consideravelmente mais barato; Tem mais que o dobro da potência sem elevar o consumo de combustível na mesma proporção; Traz uma lista de equipamentos mais moderna; Tem mais partes com toque macio, oferecendo mais conforto aos ocupantes. Tem porte semelhante ao do Corolla Cross. Por outro lado, o Omoda 5 perde em espaço de porta-malas e no custo de manutenção ao longo de cinco anos: Revisões preventivas arte/g1 Os dois empatam no acerto voltado ao gosto do brasileiro. Ficha técnica arte/g1 Omoda 5 tem concorrência forte da China no Brasil Se diante de Yaris Cross e até Corolla Cross o Omoda 5 leva vantagem com facilidade, entre os concorrentes chineses o cenário é menos confortável. Mesmo com atributos para disputar as primeiras posições, ele encontra no Brasil rivais híbridos com preço, porte, tecnologia e acabamento semelhantes ou até mesmo superiores. A lista inclui: GAC GS4: a partir de R$ 189.990, com promoções que o levam a R$ 169.990. Tem visual futurista, acabamento com materiais macios em boa parte da cabine, potência superior, de 235 cv, e porta-malas consideravelmente maior, com 638 litros. BYD Atto 2: a partir de R$ 149.990. Tem porte semelhante, sistema híbrido plug-in que permite rodar apenas no modo elétrico e amplia a economia de combustível, é flex e perde apenas em potência, com versões de 177 cv e 197 cv. BYD Song Pro: a partir de R$ 189.990, com promoções que o levam a R$ 161.490. É híbrido plug-in, oferece maior economia de combustível, é flex e tem porta-malas maior, de 530 litros. Geely EX5 EM-i: a partir de R$ 189.990, com promoções que o levam a R$ 174.790. Também conta com sistema híbrido plug-in para reduzir o consumo de combustível e oferece mais espaço no porta-malas.

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Como o Banco Master usou empresa de R$ 100 para simular R$ 7,15 bilhões em consignados, segundo a PF
G1 (Economia)

Como o Banco Master usou empresa de R$ 100 para simular R$ 7,15 bilhões em consignados, segundo a PF

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master Uma empresa criada com apenas R$ 100 de capital social, sem funcionários, sem movimentação bancária efetiva e sem estrutura operacional compatível com bilhões de reais em créditos foi usada pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, para simular a origem de R$ 7,155 bilhões em empréstimos consignados, segundo a Polícia Federal. A Tirreno aparecia nos documentos como responsável por originar e ceder as carteiras de crédito ao Master. Mas, segundo a perícia da PF, o dinheiro das cessões não foi efetivamente transferido para a empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os valores eram registrados internamente pelo próprio banco, enquanto mais de 1 milhão de contratos eram lançados no sistema do Master para formar uma carteira de crédito atribuída à Tirreno. A investigação identificou ainda padrões incomuns nesses contratos, empregadores com inconsistências cadastrais e a produção, dentro da própria estrutura do Master, de documentos em escala para dar suporte às operações. Os créditos eram posteriormente revendidos ao Banco de Brasília (BRB), que inicialmente comprou as carteiras sem a devida checagem e, só mais tarde, passou a exigir documentos para comprovar a existência das operações. Linha do tempo do esquema entre Master, Tirreno e BRB De R$ 100 para R$ 30 milhões: capital cresceu no papel A Tirreno começou como SX 016 Empreendimentos e Participações S.A., criada em 1º de outubro de 2024 com R$ 100 de capital social. Apenas R$ 10 haviam sido efetivamente colocados na empresa: R$ 5 por cada um dos sócios fundadores, Daniel Moreira Bezerra e Katia Caroline Cunha Silva. Os outros R$ 90 ficaram previstos para pagamento posterior. Em dezembro de 2024, a empresa mudou de nome e passou a se chamar Tirreno Consultoria Promotora de Crédito e Participações S.A. Também mudou de atividade e passou a atuar formalmente com consultoria de vendas e promoção de crédito. Na mesma ocasião, foi aprovado um aumento de capital que elevaria o valor declarado da empresa de R$ 100 para R$ 30 milhões. O valor seria colocado na empresa por Henrique S. S. Peretto em até 12 meses. Segundo a perícia da PF, porém, não foram encontradas evidências ou documentos de que os R$ 30 milhões tenham sido pagos. O descompasso entre a estrutura formal da empresa e os contratos bilionários aparece também nas datas. Até 15 de abril de 2025, quando as alterações societárias foram registradas na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), a empresa ainda aparecia publicamente como SX 016, com apenas R$ 10 de capital efetivamente integralizado e voltada formalmente para participação em outras sociedades. Mesmo assim, antes do registro dessas mudanças, a empresa já havia assinado contratos com o Banco Master que somavam quase R$ 6 bilhões. André Felipe de Oliveira Seixas Maia assinou os 28 contratos de cessão de crédito em nome da empresa, embora seu nome só tenha passado a constar formalmente como diretor na Junta Comercial depois. Ao todo, os 28 contratos, assinados entre 24 de dezembro de 2024 e 14 de maio de 2025, somavam R$ 7,155 bilhões. A perícia aponta ainda que as assinaturas foram reconhecidas em cartório de uma só vez, nos dias 13 e 14 de maio de 2025. Em um lote de 26 contratos, referente a operações realizadas entre dezembro de 2024 e abril de 2025 e que somavam R$ 6,34 bilhões, o reconhecimento das firmas ocorreu somente em 13 e 14 de maio. A PF classificou o achado como uma formalização cartorária tardia e apontou a necessidade de validação da cadeia documental. A empresa não tinha estrutura para movimentar bilhões A sede declarada da Tirreno ficava na Avenida Paulista, em São Paulo. Quando policiais foram ao endereço durante uma operação de busca e apreensão, encontraram apenas um espaço de coworking. A administração informou que a Tirreno nunca teve contrato ou vínculo com o local. A investigação também não encontrou funcionários registrados, pagamentos de aluguel ou despesas operacionais. Segundo a PF, a empresa não tinha registros de recolhimento de contribuições previdenciárias, não emitia nem recebia notas fiscais, não recolhia impostos federais e não mantinha os livros contábeis obrigatórios. A quebra do sigilo fiscal, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, reforçou o cenário. Segundo o laudo, o cruzamento de dados da Receita Federal não identificou declarações de impostos, recolhimentos trabalhistas ou registros nos livros contábeis obrigatórios. Quando o Banco Master pediu informações cadastrais da Tirreno, em 22 de maio de 2025, os campos de faturamento, patrimônio líquido, clientes, fornecedores e referências bancárias estavam zerados ou em branco. Isso ocorreu depois de todas as 28 cessões bilionárias já terem sido formalizadas. A primeira conta corrente registrada em nome da Tirreno no sistema financeiro foi aberta somente em 23 de maio de 2025, no próprio Banco Master, depois das cessões. Segundo a investigação, a conta permaneceu sem saldo e sem movimentação. Como o dinheiro era registrado sem sair do Master A relação entre o Banco Master e a Tirreno começou formalmente em 5 de dezembro de 2024, com um “Contrato de Parceria e Outras Avenças”. Pelo acordo, a Tirreno deveria originar e ceder ao Master carteiras de crédito consignado. Os contratos de cessão previam que o Master pagaria pelos créditos por TED ou DOC para uma conta da Tirreno. Mas, segundo a perícia, os R$ 7,155 bilhões não foram efetivamente transferidos para a empresa. Como a Tirreno sequer tinha uma conta bancária quando as principais operações foram realizadas, os valores eram registrados dentro do próprio Master, na Conta Interna Gerencial, sob a rubrica “VENDA DE ATIVOS”. Segundo a PF, esses lançamentos eram registros gerenciais internos e não comprovavam que a Tirreno havia recebido os valores. Assim, o dinheiro não saía efetivamente da esfera de controle do Master. O contrato previa ainda que os valores das operações fossem depositados em uma Conta Reserva do próprio Master e aplicados integralmente em CDBs do banco, que serviriam como garantia. Segundo a perícia, porém, nenhum CDB foi emitido e nenhuma garantia foi constituída. Mais de 1 milhão de contratos foram lançados no sistema Para dar suporte à carteira atribuída à Tirreno, foram registrados 1 milhão de contratos no Sistema Função 13, utilizado pelo Master para administrar os empréstimos consignados. Os contratos estavam ligados a 347.904 CPFs e representavam uma carteira bruta futura de R$ 30,08 bilhões, considerando parcelas e juros que ainda venceriam. Em outubro de 2025, os créditos atribuídos à Tirreno correspondiam a 64% de todos os recebíveis de crédito consignado administrados pelo Master no sistema. Os registros apresentavam diferenças expressivas em relação aos demais contratos do banco. Nenhum dos contratos da Tirreno tinha arquivo PDF anexado ao sistema, enquanto 98% dos demais possuíam essa documentação. Além disso, 74% dos contratos da Tirreno não tinham código de compensação bancária, contra 1% dos demais. Os valores dos empréstimos também se repetiam de maneira incomum. Entre os 1.023.055 contratos ativos da Tirreno, havia apenas 629 valores diferentes de principal. Em média, cerca de 1.626 contratos repetiam exatamente o mesmo valor, até os centavos. Um dos exemplos era o valor de R$ 30.266,73, que aparecia 41.301 vezes. Nos demais contratos analisados, o maior número de repetições de um único valor era 368. A concentração também aparecia nos juros: a carteira da Tirreno tinha 1.252 valores diferentes, enquanto os demais contratos do banco tinham 913.554. Em outro lote, referente a uma cessão de 2 de maio de 2025, 46.478 contratos tinham apenas nove preços de aquisição diferentes. Um deles, de R$ 9.864,64, aparecia 10.178 vezes. Para a perícia, esse padrão era muito diferente do observado nos demais contratos consignados e indicava artificialidade na distribuição dos valores da carteira Tirreno. Os supostos empregadores tinham inconsistências Os 1.023.296 contratos estavam associados no sistema a apenas três códigos de empregador: Gov Bahia 2, Gov Bahia 3 e Convênios Diversos. O código Gov Bahia 3 estava associado ao CNPJ 13.323.274/0001-63, correspondente à Secretaria da Administração da Bahia. Já Gov Bahia 2 e Convênios Diversos utilizavam o CNPJ 74.755.772/0001-70. Segundo a PF, o número não existia na base oficial da Receita Federal. Documentos eram produzidos dentro do próprio Master Segundo a investigação, a Tirreno não tinha equipe ou tecnologia própria para originar os empréstimos. Dados de CPFs eram extraídos de bases internas do Master e usados para preparar arquivos destinados à produção dos documentos. Programadores desenvolveram uma ferramenta chamada API Formalização PDF, em C#. Segundo a PF, o programa permitia retirar a segunda página, correspondente à assinatura, de PDFs de clientes reais e juntá-la a novas Cédulas de Crédito Bancário (CCBs). Também eram produzidas procurações em lote. O gerente Allan da Silva Machado utilizava a ferramenta Mala Direta, do Microsoft Word, alimentada por planilhas, para gerar os documentos. Depois, operadores organizavam os arquivos em pastas e realizavam assinaturas digitais em lote, com certificados corporativos e a ferramenta idtrust. A PF encontrou ainda registros de trabalho de madrugada e aos fins de semana relacionados à estruturação da operação. Ou seja, documentos eram produzidos dentro da própria estrutura do Master e em escala, sem depender de uma operação convencional em que cada empréstimo fosse individualmente originado e documentado pela Tirreno. Créditos eram revendidos ao BRB Os créditos registrados no sistema eram revendidos ao Banco de Brasília (BRB), muitas vezes no primeiro dia útil seguinte. Quando o BRB e a auditoria externa Deloitte passaram a exigir documentos que comprovassem a existência e o lastro dos créditos, como CCBs, procurações e termos de consentimento, a PF identificou a produção de documentos falsos para responder às cobranças. A investigação encontrou a pasta “Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras”, com kits formados por CCB, procuração e termo. Em 23 de junho de 2025, André Seixas Maia, pela Tirreno, enviou ao BRB um link do OneDrive com 1.785 desses kits. Em uma conversa relacionada às cobranças da auditoria e presente no relatório da PF, o diretor Alberto Félix de Oliveira Neto orientou o funcionário Fabrizio Alencar a atribuir uma irregularidade encontrada nos contratos a um suposto erro operacional na seleção das amostras. Alertas de risco foram baixados A operação também passou pelos mecanismos internos de prevenção a fraudes do Master. Ferramentas como E-Guardian, Neoway, Serasa e World Check classificaram a Tirreno como de alto risco para lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, em razão da movimentação bilionária registrada na conta interna gerencial e considerada incompatível com o perfil da empresa. Segundo informação prestada à PF pelo superintendente executivo de Compliance do banco, porém, a análise da Tirreno não foi conduzida pelo Compliance interno. O trabalho foi entregue exclusivamente ao escritório externo Monteiro Rusu, contratado diretamente pela Diretoria e pela Tesouraria. O escritório funcionava em uma sala reservada, de acesso restrito, no 10º andar do Banco Master, e tratava diretamente com a alta administração, sem participação, ciência, interação ou intervenção do Compliance interno. Em 4 de julho de 2025, o Comitê Operacional de PLD/FTP decidiu pela baixa dos alertas de irregularidade e pela não comunicação ao COAF. Segundo a PF, participaram da decisão executivos como Alberto Félix de Oliveira Neto, Luiz Antônio Bull e Fábio de Souza Castanheira. A justificativa incluía uma declaração verbal do próprio Alberto Félix de que as operações eram legítimas. Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução

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Caso Master: relatório da PF expõe 'fábrica de documentos' para validar crédito vendido ao BRB
G1 (Economia)

Caso Master: relatório da PF expõe 'fábrica de documentos' para validar crédito vendido ao BRB

Camarotti: Queda de sigilo de documentos do caso Master eleva tensão para terça-feira A Polícia Federal encontrou, em um HD obtido durante a Operação Compliance Zero, uma apresentação de PowerPoint que detalha uma espécie de “fábrica de documentos” criada por funcionários do Banco Master. O esquema usava dados reais de clientes do programa de crédito CredCesta para forjar contratos e simular a cessão de R$ 7,15 bilhões em dívidas ao Banco de Brasília (BRB). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os créditos falsificados eram atribuídos à Tirreno Consultoria, uma empresa de fachada sem funcionários ou capacidade operacional, usada para mascarar a falta de lastro das operações. Entre dezembro de 2024 e maio de 2025, Master e Tirreno firmaram 28 instrumentos de cessão de crédito consignado. A perícia da PF constatou que não houve liquidação financeira real nem transferência dos valores para contas de livre movimentação da Tirreno. A empresa só abriu uma conta corrente posteriormente, mas ela permaneceu inativa. Os valores bilionários ficaram restritos a lançamentos escriturais internos em uma conta gerencial reservada do próprio Banco Master. Esses papéis foram então repassados ao BRB, que aceitou os créditos mesmo diante das irregularidades. O arquivo do HD encontrado descreve um fluxo que começava com a extração de dados de clientes e contratos dos sistemas do banco, passava pelo processamento dessas informações em softwares desenvolvidos especificamente para a tarefa e terminava na produção em escala de documentos financeiros. Entre os documentos citados estão Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), Termos de Consentimento e Procurações. A apresentação também registra a retirada de datas e páginas de documentos, inclusive páginas de assinatura, além da solicitação de comprovantes de transferências financeiras sem informações que permitissem rastrear a operação. Como funcionava a produção dos documentos Um dos procedimentos identificados era a compilação de dados de clientes — como os vindos do CredCesta — por funcionários que tinham acesso aos sistemas da instituição. Com os dados em mãos, funcionários do Master faziam uma “geração industrial de documentos financeiros”. O relatório descreve diferentes processos de produção: havia sistemas para criar CCBs e Termos de Consentimento e outro fluxo para gerar Procurações por meio de mala direta. Também foram identificadas alterações em documentos. A apresentação registra a remoção de datas de Termos de Consentimento, a extração de páginas específicas e a separação de páginas de assinatura. Em outro procedimento descrito, funcionários solicitavam comprovantes de transferências financeiras sem informações de rastreabilidade. Segundo a apresentação, o conjunto dessas atividades envolvia funcionários de diferentes áreas em uma “operação coordenada”. Por que esses documentos eram importantes As CCBs são documentos usados para formalizar uma dívida ou obrigação de pagamento. Já Termos de Consentimento e Procurações podem registrar autorizações e permitir que pessoas ou empresas atuem em nome de outras. No caso investigado pela PF, esses documentos serviam para dar uma suposta legitimidade às carteiras de créditos que o Banco Master transferiu ao BRB. Em uma cessão de crédito, uma instituição passa para outra o direito de receber determinadas dívidas. Para que esses créditos pudessem ser apresentados como válidos, era necessário haver documentos capazes de demonstrar a existência das operações e dos respectivos direitos de recebimento. É nesse ponto que a estrutura descrita na apresentação se conecta à operação investigada. O material mostra um fluxo organizado para extrair informações, transformá-las em documentos e reunir registros que davam suporte às operações envolvendo a carteira transferida ao BRB. PF encontrou apresentação em HD do Banco Master A apresentação chegou às mãos da PF depois que a corporação obteve um HD corporativo do Banco Master. A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro de 2025. Durante as buscas realizadas na instituição, a PF não conseguiu copiar todo o volume de dados armazenado nos equipamentos. Por isso, posteriormente, solicitou o acervo ao liquidante do banco. O HD foi entregue à corporação em 27 de novembro de 2025 e passou por perícia. Os peritos fizeram uma cópia dos dados para análise, preservando o dispositivo original. Foi nesse processamento que apareceu o arquivo “Revisão - processos e documentos.pptx”, armazenado no SharePoint do Banco Master. Dentro do arquivo, a apresentação tinha o título “Investigações internas – Banco Master”. O documento possuía 26,7 MB e 30 slides, sendo um deles oculto. Os registros técnicos indicam que o arquivo foi criado em 23 de outubro de 2025, às 12h09, e modificado pela última vez no dia seguinte, às 17h45. Documento passou a integrar investigação da PF Depois de localizado, o conteúdo da apresentação foi incorporado à análise da Polícia Federal. As informações constam da Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A nº 1390980/2026), concluída em 23 de março de 2026. A apresentação ajuda a reconstruir, a partir dos registros encontrados no banco, o caminho percorrido pelas informações: dados de clientes e contratos eram extraídos dos sistemas, processados por ferramentas específicas e utilizados na produção de documentos relacionados às operações de crédito. Banco Master. Reprodução/TV Globo

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Medicamentos raros, reavaliação do impacto: veja como ficam as compras internacionais sem a taxa das blusinhas
G1 (Economia)

Medicamentos raros, reavaliação do impacto: veja como ficam as compras internacionais sem a taxa das blusinhas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (10) o fim da chamada "taxa das blusinhas", imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. A medida está em vigor desde maio e se torna permanente com regras para a proteção do setor produtivo brasileiro. De acordo com o texto atual, as compras internacionais feitas por brasileiros para serem entregues no Brasil terão: isenção de imposto de importação para itens de até US$ 50; e imposto federal de 30% para compras de até US$ 3.000. Agora no g1 Não haverá mudança no ICMS, imposto estadual sobre produtos e serviços. Esse tributo é uma prerrogativa dos governos estaduais e sua isenção depende da decisão de cada governador. O Congresso Nacional incluiu medidas para evitar fraudes nas compras internacionais. Entre elas, as plataformas digitais de venda devem fazer monitoramento contra compras fracionadas para evitar ultrapassar o limite de US$ 50, além de formas de ocultar o remetente real. A lei, no entanto, não especifica quantas compras até o limite de US$ 50 ou dentro de qual período — se no mesmo dia, ou semana, por exemplo — poderão ser consideradas um indicativo de fraude. O monitoramento será realizado com a ajuda da Receita Federal. Um dos motivos indicados pelos parlamentares para incluir medidas antifraude seria a compra, por parte de brasileiros, de itens com valor mais baixo no exterior para revenda no Brasil. Comércio, consumo das famílias, varejo Celso Tavares/G1 Compras feitas no exterior As novas regras não alteram as compras realizadas por pessoas em viagem no exterior e que retornam ao Brasil com os itens. Para compras feitas em viagens internacionais, o limite de isenção é de: US$ 1.000 para entrada aérea ou marítima, desde que respeitem as regras de bagagem da Receita Federal; e US$ 500 para entrada no país por outras vias de transporte. Além disso, os viajantes contam ainda com uma cota adicional de isenção em itens de até US$ 1.000 em compras em lojas free shop ou duty free do primeiro aeroporto de desembarque no Brasil. Medicamentos raros Outra isenção especificada pela nova lei é a de medicamentos para o tratamento de doenças raras. Para a compra desses medicamentos, o imposto de importação será zerado. Para que essa isenção entre em vigor, os medicamentos precisam estar classificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como não tendo um medicamento nacional similar. O governo federal deverá estabelecer uma data dentro de 180 dias para que a isenção seja colocada em prática. Entre as regras para os medicamentos, o governo poderá estabelecer limites para a importação assim como a frequência da compra, para que não se crie uma forma de revender os medicamentos no país. Avaliação de impacto O fim da taxa das blusinhas foi alvo de críticas do setor produtivo brasileiro. Como forma de mitigação, o Congresso incluiu uma avaliação dos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros. A primeira avaliação será após três meses, ou seja, em dezembro de 2026. Depois, a cada seis meses. A ideia é que, ao identificar um impacto econômico, o Ministér Fazenda estude uma forma de mitigação para o setor produtivo brasileiro. Será observado o impacto no emprego e na renda e os efeitos na arrecadação federal, além da competitividade da indústria e do comércio varejista. Além da avaliação por parte da Fazenda, o Congresso vai reavaliar o imposto a cada ano, a partir de dados que o Ministério da Fazenda disponibilizar até 30 de abril. A avaliação será feita obrigatoriamente para os seguintes setores: Têxteis e vestuário; Calçados; Acessórios; Brinquedos; e Cosméticos.

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IA da dona do ChatGPT fez outro ataque hacker antes de empresa revelar incidente 'sem precedentes', dizem pesquisadores
G1 (Economia)

IA da dona do ChatGPT fez outro ataque hacker antes de empresa revelar incidente 'sem precedentes', dizem pesquisadores

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo Agentes de inteligência artificial da OpenAI, dona do ChatGPT, fizeram outro ataque hacker dois meses antes de a empresa revelar uma invasão à plataforma de IA Hugging Face, informou nesta sexta-feira (11) um grupo de pesquisadores. Segundo eles, a invasão descoberta agora aconteceu em maio e teve como alvo o serviço RubyGems, usado para compartilhar códigos da linguagem de programação Ruby, também conhecido como pacotes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Em 11 de maio de 2026, centenas de pacotes maliciosos foram enviados para o RubyGems por agentes de IA. Acreditamos que eles foram criados por agentes internos da OpenAI", disseram os pesquisadores. A OpenAI confirmou o ataque ao Wall Street Journal, mas disse que seus agentes usaram o RubyGems para acessar a internet "a fim de realizar tarefas inofensivas e obter informações públicas". Agora no g1 IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão por modelos da OpenAI "Continuaremos investigando como parte de nossa análise mais ampla da atividade dos agentes durante o treinamento e a avaliação", disse a OpenAI ao jornal. A OpenAI só informou o primeiro caso do tipo em julho, quando afirmou que dois de seus modelos invadiram os sistemas da plataforma de inteligência artificial Hugging Face. Na ocasião, a empresa disse que a invasão tinha sido feita por meio dos modelos GPT-5.6 Sol e outro que ainda não tinha sido lançado e que eles conseguiram acessar dados e credenciais internas. O incidente aconteceu durante testes em que a OpenAI faz seus modelos buscarem falhas em outros sistemas para melhorarem as capacidades de cibersegurança. Eles estavam em ambiente controlado, mas conseguiram escapar das barreiras e acessar sistemas reais da Hugging Face. No início de setembro, a dona do ChatGPT anunciou o GPT-6 Astra, modelo de inteligência artificial que promete mais cautela para cumprir instruções de usuários. Foi é o primeiro lançamento da empresa após a revelação do ataque à Hugging Face. A empresa afirmou que o GPT-6 Astra é o seu modelo mais alinhado às ordens e mais preparado para executar tarefas de forma cuidadosa e respeito aos limites estabelecidos. Segundo a companhia, ele ajuda usuários a delegar tarefas sem abrir mão da supervisão. O sistema também conta com uma espécie de "desligamento automático", que permite interromper as tarefas ao detectar comportamento potencialmente não autorizado.

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Greve do Banco do Brasil termina na maior parte do país após aprovação de acordo
G1 (Economia)

Greve do Banco do Brasil termina na maior parte do país após aprovação de acordo

Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal Os funcionários do Banco do Brasil aprovaram, na tarde desta sexta-feira (11), a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) negociada com o banco. A decisão foi tomada pela maioria das bases sindicais do país e deve encerrar a greve na maior parte das regiões. A paralisação, porém, continuará em locais que rejeitaram a proposta. Segundo a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), a proposta foi aprovada em importantes bases sindicais, como Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC Paulista, Rondônia, Sergipe e Campinas. Cerca de 18 entidades rejeitaram o acordo. O resultado altera o cenário registrado no início da greve. Na quinta-feira (10), quando os funcionários iniciaram a paralisação por tempo indeterminado, o movimento estava concentrado justamente nas bases que haviam rejeitado a proposta apresentada pelo banco. Entre elas estavam Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Menos de 24 horas depois, essas regiões realizaram novas assembleias e aprovaram o acordo. ⚠️ Apesar da aprovação pela maioria das bases, a greve não chega ao fim em todo o país. Isso ocorre porque cada sindicato tem autonomia para decidir se aceita ou rejeita a proposta. As decisões são tomadas individualmente por cada base sindical, que realiza assembleias para definir os próximos passos do movimento. Agora no g1 Na prática, os sindicatos que aprovaram a proposta vão assinar o ACT e encerrar a paralisação. Já aqueles que rejeitaram o acordo permanecem em greve e defendem a retomada das negociações. Entre os locais que devem continuar mobilizados estão Angra dos Reis e bases da Bahia. A representação dos trabalhadores informou que ainda não havia o resultado consolidado de todas as 18 entidades que rejeitaram a proposta, mas a expectativa é de que a maioria permaneça em greve enquanto avalia os próximos passos do movimento. A tendência, segundo representantes da categoria, é que essas bases realizem novas assembleias nos próximos dias. Algumas defendem a reabertura das negociações com o banco. Outras estudam formas de pressionar por mudanças na proposta. O que levou à greve A greve dos funcionários do Banco do Brasil começou nesta quinta-feira (10), por tempo indeterminado, depois que parte das bases sindicais rejeitou a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A paralisação do BB, desde o início, foi diferente da greve da Caixa Econômica Federal. No Banco do Brasil, o movimento não foi nacional: a greve ficou restrita às bases sindicais que não haviam aprovado o acordo. Isso aconteceu porque a negociação dos bancários envolve dois níveis. A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estabelece regras gerais para a categoria, foi negociada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e assinada na quarta-feira (9). Já os funcionários do Banco do Brasil também negociam cláusulas específicas com o próprio banco, por meio do ACT. A nova CCT vale para a categoria bancária em todo o país e reúne cerca de 414 mil bancários de 171 bancos. O acordo foi assinado por 245 entidades sindicais e prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC, além de aumento real de 0,6% nos próximos dois anos. O reajuste também vale para verbas como vale-alimentação, vale-refeição, PLR e auxílios. Além dos reajustes, a convenção inclui medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão fora do horário de trabalho e regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos funcionários. No caso do Banco do Brasil, porém, ainda era necessário que as bases sindicais avaliassem a proposta específica negociada com o banco. Na primeira rodada de assembleias, 39 bases aprovaram o acordo, enquanto outras 60 entidades rejeitaram a proposta. Foi justamente nas bases que não haviam aprovado o acordo que a greve começou na quinta-feira. Com a retomada das negociações e a realização de novas assembleias nesta sexta-feira (11), o cenário mudou. A proposta foi aprovada pela maioria das bases. Com a aprovação, essas bases devem assinar o ACT e encerrar a paralisação. Já os sindicatos que mantiveram a rejeição continuam em greve. Entre os avanços previstos no acordo estão o crédito da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases, um reconhecimento financeiro de R$ 3 mil para o público definido na Campanha de Adimplência 2026 e avanços no Plano de Carreira e Remuneração (PCR). A proposta também prevê a ampliação da licença-paternidade para 35 dias, melhorias para pessoas com deficiência, ações afirmativas e outras cláusulas sociais. Outro ponto é o abono da paralisação realizada em 20 de agosto. Segundo Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o resultado foi fruto de um ciclo de negociação marcado por participação e mobilização dos trabalhadores. Bancários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado na Paraíba Renan Mesquisa/CBN E a Caixa? A situação da Caixa Econômica Federal é diferente da do Banco do Brasil. Enquanto a greve do BB é parcial e está concentrada nas bases que rejeitaram o acordo, os funcionários da Caixa entraram em greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). A paralisação ocorreu depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta de renovação do ACT apresentada pelo banco. A negociação da Caixa trata de questões específicas dos empregados da instituição. A entidade que representa os trabalhadores nas negociações é a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão Executiva dos Empregados (CEE). Segundo a Contraf-CUT, a proposta apresentada pela Caixa foi rejeitada por mais de 90% das bases sindicais em assembleias realizadas pelo país. Um dos principais pontos de discordância é o Saúde Caixa, além de outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores desde junho. A Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que retomou as negociações com o objetivo de chegar a um entendimento. O banco também informou que, caso os trabalhadores não aprovem os termos dentro do prazo, poderá retirar a proposta e ingressar com um dissídio coletivo, levando a renovação do ACT para a Justiça. O encerramento das negociações está previsto para esta sexta-feira.

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Banco Master e BRB: PF aponta pagamentos antecipados, compras fracionadas e falhas nos controles
G1 (Economia)

Banco Master e BRB: PF aponta pagamentos antecipados, compras fracionadas e falhas nos controles

Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025. Reuters/Mateus Bonomi A relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) ganhou novos contornos nesta semana, após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo das principais investigações sobre o caso. Nos documentos, a Polícia Federal (PF) apresenta novos elementos que sustentam a linha de investigação segundo a qual grande parte dos créditos comprados pelo BRB do Banco Master estaria ligada a operações irregulares. Os investigadores também apontam que as negociações continuaram mesmo diante de sinais de fraudes e inconsistências nas carteiras. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na prática, o laudo aponta que o BRB pagava por carteiras de crédito antes mesmo da conclusão das análises técnicas obrigatórias que deveriam avaliar a qualidade desses ativos. Segundo os peritos, a diretoria do banco continuou aprovando novas operações mesmo após alertas internos sobre problemas de documentação, liquidez e inconsistências identificadas nas carteiras negociadas. Entenda a cronologia dos fatos e como se desenrolou a relação entre Master e BRB: BRB já havia recebido alertas sobre riscos no Master BRB pagou antes de analisar o que havia nas carteiras Compras foram divididas para ficar no limite da diretoria Documentos, repasses e cobranças sob suspeita PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Agora no g1 BRB já havia recebido alertas sobre riscos no Master Quando o BRB começou a ampliar a compra de carteiras de crédito do Banco Master, já existiam sinais de alerta sobre a situação da instituição. As primeiras advertências não apontavam necessariamente para uma situação de insolvência, mas indicavam que o crescimento acelerado, a estrutura financeira e o modelo de negócios do Master deveriam ser examinados com atenção. 🔎 Em outubro de 2023, a Fitch Ratings, agência especializada em avaliar a capacidade de empresas e governos de pagar suas dívidas, melhorou a nota atribuída ao Banco Master. Apesar disso, ela destacou a volatilidade dos resultados, a complexidade do modelo de negócios e a exposição a ativos de baixa liquidez. Ainda assim, as compras de carteiras do Master pelo BRB começaram a ganhar escala em 17 de julho de 2024. Naquele dia, a diretoria do BRB autorizou o banco a gastar até R$ 750 milhões na aquisição desses créditos. A decisão abriu uma série de novas compras, que cresceriam nos meses seguintes. Nesse mesmo período, a própria área técnica do BRB passou a registrar sinais que exigiam atenção. Pareceres de setembro e dezembro de 2024 apontaram que os ativos do Master haviam crescido 83,5% em apenas 12 meses, chegando a R$ 50,9 bilhões. A carteira de crédito avançou 81,6%, para R$ 21 bilhões, enquanto a reserva destinada a cobrir possíveis calotes aumentou 82,9%. 🚨 Os técnicos também classificaram como “muito baixo” o Índice de Basileia do Master, indicador que mostra a capacidade de um banco de absorver riscos e eventuais perdas. Além disso, destacaram que o caixa correspondia a menos de 10% dos depósitos e que o Master dependia fortemente de plataformas de investimento para captar dinheiro. Outro relatório, produzido pela RISKBank/Eleven em novembro de 2024, apontou que o volume de crédito do Master equivalia a 7,4 vezes seu patrimônio líquido. O documento também chamou a atenção para o caixa reduzido e para a estratégia comercial agressiva do banco. Segundo a perícia da PF, embora essas informações estivessem disponíveis dentro do BRB, não foram encontrados documentos que comprovassem uma avaliação ampla, independente e organizada dos riscos de concentrar tantos negócios no Banco Master. “A resposta é afirmativa quanto à existência e à circulação das informações de risco, mas negativa quanto à sua adequada conversão em diligência e em condicionamento efetivo das operações”, afirmaram os peritos. Voltar ao início. BRB pagou antes de analisar o que havia nas carteiras Além dos riscos que já haviam sido identificados no Banco Master, a Polícia Federal apontou outro problema na relação entre as duas instituições: o BRB liberou dinheiro para comprar carteiras de crédito antes que suas áreas técnicas terminassem de examiná-las. O procedimento esperado seria o contrário. Antes de efetuar o pagamento, as equipes responsáveis por analisar riscos, preços, documentos e impactos financeiros deveriam verificar o conteúdo das carteiras e avaliar se a compra era segura e vantajosa para o BRB. 🔎 Essas análises permitiriam conferir se os créditos existiam e estavam devidamente documentados, avaliar o risco de calote, verificar se o preço cobrado era adequado, exigir garantias ou até recomendar que a compra não fosse realizada. Segundo a perícia, porém, essa lógica foi invertida em parte das operações com o Banco Master: o BRB desembolsava os recursos primeiro e concluía apenas depois as análises que deveriam embasar a decisão de compra. A PF examinou 84 compras de carteiras de crédito destinadas a pessoas físicas, que somaram R$ 17,58 bilhões. Em 22 dessas operações, no valor total de R$ 7,63 bilhões, pelo menos uma das avaliações técnicas obrigatórias só foi concluída depois do pagamento. 👉 Isso significa que mais de uma em cada quatro compras foi paga antes do término de todas as análises. Em valores, essas operações representaram 43,41% dos R$ 17,58 bilhões desembolsados pelo BRB nas compras examinadas. As avaliações concluídas com atraso tratavam de pontos essenciais para decidir se o negócio deveria ou não ser realizado, como: a existência dos créditos e a qualidade das carteiras; a possibilidade de os empréstimos não serem pagos; a adequação do preço cobrado; o impacto da compra sobre o dinheiro disponível no caixa do BRB; a necessidade de exigir garantias do vendedor; a existência e a regularidade dos contratos; a forma correta de registrar as operações nas contas do banco e calcular os impostos envolvidos. Para os peritos, uma análise concluída depois do pagamento perde sua principal função. Quando o dinheiro já saiu, não é mais possível impedir o negócio, reduzir seu valor, renegociar o preço ou exigir garantias antes da compra. “A assinatura posterior não supre a ausência de controle tempestivo: transforma instrumento de prevenção e suporte à decisão em manifestação predominantemente ex post”, afirma o laudo. Outros casos em que o BRB pagou antes das aprovações e análises necessárias: O pagamento, em novembro de 2024, de R$ 209,32 milhões por uma operação com o Master um dia antes de a diretoria autorizar o negócio; Outro pagamento de R$ 473,49 milhões, feito em janeiro de 2025. As áreas de Contabilidade e Risco só concluíram suas análises 11 e 14 dias depois do pagamento, respectivamente. Voltar ao início. Compras foram divididas para ficar no limite da diretoria Segundo a PF, o BRB dividiu as compras de carteiras do Banco Master em operações menores. Dessa forma, cada negócio permanecia dentro do valor que a diretoria do banco podia autorizar sem consultar o Conselho de Administração. A Diretoria Colegiada podia decidir sozinha sobre operações de até R$ 750 milhões. Acima desse valor, a compra deveria ser analisada pelo conselho, órgão responsável por decisões de maior impacto para o banco. O laudo mostra que a diretoria autorizou 25 operações que, juntas, somaram R$ 17,5 bilhões. Dessas, 21 foram fixadas exatamente no limite de R$ 750 milhões. Em janeiro de 2025, por exemplo, o BRB autorizou quatro compras de R$ 750 milhões, num total de R$ 3 bilhões. Algumas dessas decisões foram tomadas com apenas dois dias de intervalo. Para os peritos, a repetição do mesmo valor, o curto espaço de tempo entre as compras e o fato de todas envolverem o Banco Master indicam que os negócios faziam parte de uma estratégia única. Analisadas separadamente, as operações permaneciam dentro do limite da diretoria. Consideradas em conjunto, deveriam ter sido submetidas ao Conselho de Administração. A PF também analisou as atas das reuniões da Diretoria Colegiada para identificar quem estava presente, quem tinha direito a voto e como cada operação foi aprovada. Segundo a perícia, as decisões examinadas foram tomadas por unanimidade entre os diretores presentes que podiam votar. As atas não registram votos contrários nem abstenções. Entre os dirigentes citados pela PF como participantes das decisões estavam: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, presidente do BRB; Cristiane Maria Lima Bukowitz, diretora-executiva de Gestão de Pessoas, que também respondeu temporariamente pela Presidência e pela Diretoria de Operações; Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor-executivo de Finanças e Controladoria; Luana de Andrade Ribeiro, diretora-executiva de Controle e Riscos; Diogo Ilário de Araújo Oliveira, diretor-executivo de Atacado e Governo; José Maria Correa Dias Junior, diretor-executivo de Tecnologia. O nome do diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo também consta nas atas das reuniões. Ele estava presente, mas não tinha direito a voto. Por isso, a perícia afirma que os documentos analisados não permitem vinculá-lo às decisões que autorizaram as compras. “A segmentação manteve cada ato dentro da alçada formal da Diretoria, mas suprimiu do CONSAD [Conselho de Administração] a apreciação integrada de uma estratégia contínua, concentrada e equivalente a 23,3 alçadas individuais da DICOL [Diretoria Colegiada]. A forma documental preservou aparência de regularidade; a substância econômica revelava decisão agregada de materialidade muito superior.” Voltar ao início. Documentos, repasses e cobranças sob suspeita Em fevereiro de 2025, o BRB criou um grupo de trabalho para verificar as carteiras de crédito compradas do Banco Master. O primeiro relatório, concluído em abril do ano passado, apontou problemas que dificultavam confirmar se os empréstimos existiam, estavam devidamente documentados e poderiam ser cobrados. Entre os achados estavam: dados fictícios e controles feitos manualmente em planilhas; falta de acesso aos documentos que formalizavam os empréstimos; ausência de comprovação de que as parcelas seriam descontadas na folha de pagamento dos clientes; contratos gerados e assinados pelo próprio Master, sem a assinatura dos clientes, na amostra analisada; divergências financeiras que chegavam a R$ 1,39 bilhão em valores brutos. Mesmo depois desse relatório, a diretoria do BRB autorizou mais R$ 2 bilhões em compras de carteiras ao longo de abril. Ainda naquele mês, técnicos do BRB fizeram uma inspeção no Banco Master e identificaram R$ 15,5 milhões em parcelas já pagas por clientes, mas ainda não repassadas ao banco público. Segundo o parecer do grupo de trabalho do BRB, o Master reconheceu parte da diferença e transferiu R$ 14,37 milhões durante a visita. O documento final, concluído em 19 de maio, mostrou que as pendências eram ainda maiores. Havia R$ 265,9 milhões em repasses devidos pelo Master e mais de 1 milhão de parcelas vencidas e ainda em aberto, que somavam R$ 316,5 milhões. Os técnicos também relataram falta de documentos e dificuldades para comprovar a origem dos créditos e o caminho percorrido por eles até chegarem ao BRB. As descobertas, porém, não interromperam os negócios. Segundo o laudo da PF, o BRB pagou mais R$ 5,23 bilhões ao Master depois que os relatórios internos já haviam apontado problemas nas carteiras. Os pagamentos também continuaram apesar da piora da situação financeira do próprio BRB. Depois do primeiro alerta formal de que o banco estava com menos dinheiro disponível no curto prazo do que o limite considerado seguro, foram desembolsados outros R$ 7,42 bilhões. A perícia cita nominalmente Luana de Andrade Ribeiro, então diretora-executiva de Controle e Riscos, por ter assinado os comunicados formais sobre a piora do indicador de liquidez e participado de decisões posteriores sobre novas compras. Segundo o laudo, Luana votou favoravelmente em operações aprovadas depois desses alertas, inclusive em decisões tomadas durante a flexibilização temporária dos limites de risco do BRB. Com as novas compras, o BRB ficou cada vez mais dependente do Master. Em junho de 2025, 90,31% das carteiras adquiridas pelo banco público estavam concentradas no Master. Dos R$ 21,91 bilhões mantidos nessas operações, R$ 19,78 bilhões estavam ligados à instituição. Em termos simples, de cada R$ 10 mantidos pelo BRB nessas carteiras, cerca de R$ 9 estavam concentrados no Master. A liberação de recursos com documentos ainda pendentes continuou aparecendo nas comunicações internas. Em 22 de agosto de 2025, duas operações que somavam R$ 45,9 milhões avançaram mesmo sem a assinatura do termo da transação e antes da conclusão da análise da área de Risco. Uma mensagem enviada às 17h56 informava que a operação já havia sido registrada na B3, mas que o termo ainda aguardava assinatura. Quatro minutos depois, Dario Oswaldo Garcia Junior, então diretor-executivo de Finanças e Controladoria, respondeu: “Pode seguir com a liquidação”. Segundo a perícia, Dario chefiava a área que apresentava as propostas de compra à diretoria e era o destinatário institucional dos relatórios produzidos pelo grupo de trabalho. O parecer da área de Risco sobre essa operação só foi concluído seis dias depois. Voltar ao início. PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Para a Polícia Federal, os episódios descritos no laudo não representam falhas isoladas. Ao analisar as operações em conjunto, os peritos concluíram que os mesmos problemas se repetiram em diferentes etapas da relação entre o BRB e o Banco Master. A análise abrangeu R$ 47,78 bilhões em operações entre as duas instituições. Desse total, R$ 31,74 bilhões correspondiam a negócios em que o Master vendia carteiras de crédito ao BRB. A perícia identificou uma sequência de práticas que se repetiram ao longo das operações: pagamentos feitos antes da conclusão das análises técnicas; pareceres finalizados depois que o dinheiro já havia sido liberado; compras divididas em valores menores para permanecer dentro do limite de decisão da diretoria; falta de uma avaliação ampla e independente sobre os riscos de negociar com o Master; concentração excessiva das compras em uma única instituição; continuidade dos pagamentos mesmo depois de alertas financeiros e de problemas encontrados nas carteiras. Na avaliação dos peritos, as compras continuaram enquanto etapas criadas para analisar os riscos, autorizar as operações e controlar a saída de dinheiro eram contornadas ou concluídas somente depois dos pagamentos. A repetição dessa prática levou a perícia a afirmar que havia elementos técnicos e documentais suficientes para caracterizar “gestão fraudulenta” no processo de compra das carteiras do Master. 🔎 Segundo a PF, a conclusão não se baseia apenas no risco ou no possível prejuízo das operações, mas em mecanismos que teriam sido usados repetidamente para reduzir a eficácia dos controles internos do BRB. “A utilização reiterada da forma para encobrir ou neutralizar a substância decisória [...] configura, sob a perspectiva técnico-pericial, padrão compatível com gestão fraudulenta, e não apenas com gestão temerária”, afirma o laudo. Voltar ao início. Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1

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PF conclui que houve fraude em compras de R$ 17,5 bilhões em carteiras do Master pelo BRB
G1 (Economia)

PF conclui que houve fraude em compras de R$ 17,5 bilhões em carteiras do Master pelo BRB

Candidatos ao Senado do DF respondem sobre crise do BRB A Polícia Federal (PF) concluiu que houve gestão fraudulenta de ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB) em operações de compra que somaram R$ 17,5 bilhões em carteiras do banco Master — liquidado pelo Banco Central (BC). A informação consta em laudo, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, responsável pelas principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o relatório da PF, o BRB dispunha de "sinais prudenciais, financeiros e reputacionais relevantes sobre o Banco Master, formalmente incorporados ao seu ambiente informacional, mas não demonstrou sua consideração no processo decisório". "Conclui-se, portanto, que o acervo permite caracterizar, sob a perspectiva técnico-pericial, a prática de gestão fraudulenta no processo de aquisição de carteiras do Banco Master, materializada pela manipulação da sequência de governança, pela formalização retrospectiva de controles, pela burla material ao regime de alçadas e pela continuidade objetiva das operações apesar de alertas prudenciais e fragilidades concretamente identificadas", infoma a PF, no relatório. Embora a PF tenha analisado operações que somam R$ 47,8 bilhões, os peritos concentraram a conclusão sobre gestão fraudulenta em 25 aquisições de carteiras aprovadas pela diretoria colegiada do BRB, que totalizaram R$ 17,5 bilhões. Foto de 18 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) Mateus Bonom/Reuters 'Irregularidades' Falha na análise do Master: A PF concluiu que o BRB não comprovou ter realizado uma "due diligence" (investigação detalhada e minuciosa) estruturada sobre o Banco Master, apesar de alertas internos e externos sobre riscos de liquidez, capital e modelo de negócios. Pagamentos antes dos pareceres: Os peritos identificaram 22 operações que somaram R$ 7,63 bilhões em que pareceres técnicos foram emitidos apenas depois dos pagamentos, invertendo o rito normal de controle interno. Fracionamento de operações: Segundo a PF, as operações foram sucessivamente mantidas no limite de R$ 750 milhões para evitar análise agregada pelo conselho de administração. Concentração de risco no Master: A perícia concluiu que o BRB concentrou parcela relevante de sua exposição em uma única contraparte, o Banco Master, elevando o risco institucional das operações. Alertas de liquidez: Relatórios internos apontavam riscos de liquidez, capitalização e desenquadramentos prudenciais decorrentes das compras de carteiras, mas as aquisições continuaram sendo aprovadas Problemas apontados: Grupo criado pelo próprio BRB identificou fragilidades relacionadas a lastro, documentação, averbações, repasses financeiros e cadeia de originação dos créditos adquiridos. Alertas: Mesmo depois da formalização dos alertas internos e dos relatórios do Grupo de Trabalho, a diretoria colegiada manteve a estratégia de aquisição de carteiras do Master. Responsabilização A Polícia Federal apontou a participação de seis ex-integrantes da diretoria colegiada nas aprovações das carteiras do Master. Segundo os peritos, os dirigentes presentes nas reuniões ficaram vinculados documentalmente às decisões aprovadas por unanimidade. O laudo afirma que eles participaram de deliberações sobre continuidade das operações, novas aquisições, flexibilização de alertas de risco e complementação posterior de documentos. São eles, junto ao cargo que ocupavam no banco: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa - Presidente Cristiane Maria Lima Bukowitz - Diretora Executiva de Gestão de Pessoas Dario Oswaldo Garcia Junior - Diretor Executivo de Finanças e Controladoria Luana de Andrade Ribeiro - Diretora Executiva de Controle e Riscos Diogo Ilário de Araújo Oliveira - Diretor Executivo de Atacado e Governo José Maria Correa Dias Junior - Diretor Executivo de Tecnologia O diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo não foi vinculado às aprovações porque, segundo as atas analisadas, não tinha direito a voto ou estava ausente nas deliberações.

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China e Irã estão entre países que utilizaram IA para espionagem, diz Anthropic
G1 (Economia)

China e Irã estão entre países que utilizaram IA para espionagem, diz Anthropic

Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisa de armas biológicas A Anthropic anunciou nesta semana que encerrou várias operações de vigilância patrocinadas por Estados que utilizavam seus modelos de inteligência artificial (IA) e alertou que governos e atores alinhados a eles recorrem cada vez mais à IA para espionar minorias e dissidentes. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os incidentes tiveram origem na China, no Irã e na África Ocidental e foram detectados e interrompidos entre janeiro e julho, informou a empresa em um relatório sobre o uso indevido de seus modelos. Essas campanhas de vigilância "visavam as mesmas comunidades da diáspora e dissidentes que esses regimes perseguem historicamente", apontou o relatório. Segundo a Anthropic, entre esses grupos estavam ativistas pró-democracia de Hong Kong, comunidades tibetanas e minorias e opositores do regime iraniano que vivem no exterior. Em um dos casos, iranianos desenvolveram um método para identificar pessoas por meio de suas contas em redes sociais. Anthropic Reuters Em outro, um contratado que trabalhava para as autoridades de segurança nacional do Mali utilizou o Claude "para projetar o software subjacente que permitiu a coleta de inteligência". A Anthropic também bloqueou tentativas de usuários de desenvolver armas, realizar pesquisas biológicas consideradas problemáticas e criar golpes românticos online. A empresa, sediada em San Francisco, acusou ainda desenvolvedores chineses de utilizarem o Claude de forma enganosa para gerar respostas a consultas de usuários enquanto, simultaneamente, "destilavam" esses dados para aprimorar seus próprios modelos. Destilação é um termo do setor que se refere a um processo no qual um modelo de IA é utilizado para treinar outro. Desenvolvedores chineses já foram acusados anteriormente de empregar essa técnica sem autorização. Pesquisas biológicas suspeitas Em relação às pesquisas ligadas a armas biológicas que a Anthropic detectou e bloqueou, a intenção dos envolvidos era menos clara, e a empresa não os identificou. "As pessoas envolvidas nesses estudos de caso são cientistas. Não afirmamos que tivessem a intenção de causar danos. Identificá-las ou identificar seus laboratórios poderia expô-las a riscos", afirmou o relatório. Os estudos nesses casos estavam concentradas em trabalhos relacionados ao vírus chikungunya, transmitido por mosquitos; a uma cepa "altamente patogênica" de gripe aviária; a uma família de vírus que inclui a varíola e o mpox; além de venenos e outras toxinas.

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PF vê indícios de irregularidades em R$ 7 bilhões em créditos cedidos ao Master em investigação que envolve operações com o BRB
G1 (Economia)

PF vê indícios de irregularidades em R$ 7 bilhões em créditos cedidos ao Master em investigação que envolve operações com o BRB

Vorcaro teve acesso a dados sigilosos do MPF A Polícia Federal (PF) identificou fortes indícios de irregularidades na transferência de R$ 7,15 bilhões em créditos da empresa Tirreno Consultoria Promotoria de Créditos e Participações ao Banco Master em 2024 e 2025. No laudo, a PF afirma que a Tirreno não tinha capacidade compatível para a originação dos créditos (geração ou concessão dos empréstimos) e identificou indícios de artificialidade (padrões incompatíveis, como repetição atípica de valores e contratos) nos registros analisados. A informação consta em laudo, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, responsável pelas principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Posteriormente, esses direitos creditórios, segundo a PF, teriam sido repassados ao Banco Regional de Brasília (BRB), que está no centro das investigações sobre o escândalo do Master e sobre a origem da carteira adquirida pelo banco público. Segundo a atual gestão do BRB, a crise revelou um rombo de R$ 8,8 bilhões na instituição, associado a títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões para reduzir rombo deixado pelo Master Jornal Nacional/ Reprodução Indícios de fraudes Segundo o laudo da PF, a empresa, que originalmente se chamava SX 016 Empreendimentos e Participações e depois teve seu nome alterado para Tirreno, foi criada em novembro de 2024, um mês antes da primeira transferência de créditos ao Master, no valor de cerca de R$ 280 milhões. Na formação dos créditos vendidos, a PF identificou "padrões recorrentes e incomuns de distribuição de valores, replicação de contratos e concentração de atributos, que são indícios fortes de artificialidade." Além dos indícios de irregularidades na formação da carteira, a Polícia Federal não encontrou evidências de que os valores das cessões dos créditos tenham sido efetivamente pagos pelo Master à empresa. "Os exames realizados não identificaram evidências de liquidação financeira efetiva das cessões mediante disponibilização dos recursos em conta corrente de livre movimentação da Tirreno. A única conta corrente de titularidade da empresa identificada no Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS), foi aberta apenas em 23/05/2025 (após a realização de todas as cessões examinadas) e sem movimentação financeira", diz o laudo da PF.

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Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta
G1 (Economia)

Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta

Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta Jornal Nacional/ Reprodução Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado, com adesão de sindicatos de todos os estados do país, informou a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As assembleias que aprovaram a paralisação ocorreram na noite de quinta-feira (10). Segundo a Findect, a decisão "marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo". Em nota, os Correios disseram ter adotado um "Plano de Continuidade de Negócios" para reduzir os impactos da greve aos clientes. "Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país", disse. (Leia a íntegra ao final da reportagem). A Findect afirma que um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a entidade, a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício. Agora no g1 "A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores", diz a federação. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio, durante a paralisação, apenas os serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações sobre o funcionamento desses serviços em outras regiões. Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres consecutivos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do segundo trimestre, no entanto, foi menor que o registrado nos dois trimestres anteriores: o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. O resultado indica um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira da empresa, que teve prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano. Os Correios esperam receber um novo empréstimo até 15 de setembro. O g1 apurou que a nova injeção de recursos deve vir de um consórcio formado por bancos, como ocorreu no fim do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 12 bilhões. Desta vez, o grupo deve envolver três instituições financeiras estrangeiras — Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank — e o Banrisul. O novo empréstimo, de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do primeiro semestre deste ano, divulgadas no fim de agosto. Regiões que aderiram à greve SINTECT-AC (Acre) — assembleia prevista para hoje SINTECT-AL (Alagoas) SINTECT-AM (Amazonas) SINTECT-AP (Amapá) SINTECT-BA (Bahia) SINTECT-CAS (Campinas) SINTECT-CE (Ceará) SINTECT-DF (Distrito Federal) SINTECT-ES (Espírito Santo) SINTECT-GO (Goiás) SINTECT-JFA (Juiz de Fora) SINTECT-MG (Minas Gerais) SINTECT-MT (Mato Grosso) SINTECT-RO (Rondônia) SINCORT-PA (Pará) SINTECT-PB (Paraíba) SINTECT-PE (Pernambuco) SINTECT-PI (Piauí) SINTCOM-PR (Paraná) SINTECT-RN (Rio Grande do Norte) SINTECT-RR (Roraima) SINTECT-RPO (Ribeirão Preto) SINTECT-RS (Rio Grande do Sul) SINTECT-SC (Santa Catarina) SINTECT-SE (Sergipe) SINTECT-SJO (São José do Rio Preto) SINTECT-SMA (Santa Maria) SINTECT-TO (Tocantins) SINTECT-URA (Uberaba) SINTECT-VP (Vale do Paraíba) SINDECTEB (Bauru e região) SINTECT-MA (Maranhão) SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul) SINTECT-RJ (Rio de Janeiro) SINTECT-Santos (Santos e região) SINTECT-SP (São Paulo) O que dizem os Correios "Diante do anúncio de paralisação por entidades sindicais, os Correios executam seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes. Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país. A empresa esteve empenhada na construção de uma solução negociada e apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados. Os Correios reafirmam seu compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade da prestação dos serviços postais à população brasileira." Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda Auxílio-doença sem carência: veja quais condições dão esse direito

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Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto
G1 (Economia)

Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto

IPCA tem queda de 0,32% em agosto; deflação é a maior desde agosto de 2022 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, recuou 0,32% em agosto em relação a julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quatro grupos registraram queda nos preços: habitação (-1,87%), transportes (-0,86%), alimentação e bebidas (-0,34%) e comunicação (-0,09%). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A queda dos preços dos alimentos foi puxada pelos produtos consumidos em casa, que ficaram 0,61% mais baratos em relação a julho. ⬇️ As maiores quedas foram registradas nos preços da batata-inglesa (-19,89%), da cenoura (-11,22%), da cebola (-11,07%) e do tomate (-10,94%). O ovo de galinha (-4,15%) e o café moído (-1,86%) também ficaram mais baratos. ⬆️Por outro lado, subiram os preços do leite longa vida (1,78%), das frutas (0,84%) e das carnes (0,61%). Por outro lado, os preços da alimentação fora de casa continuaram subindo, mas em ritmo menor: a alta passou de 0,55% em julho para 0,36% em agosto. Nesse período, o aumento dos preços dos lanches desacelerou de 0,76% para 0,62%, enquanto o das refeições passou de 0,42% para 0,18%. Veja a seguir os 20 alimentos que ficaram mais caros e mais baratos em agosto. Alimentos que mais encareceram Limão: 53,4% Maracujá: 19,22% Pimentão: 6,24% Peixe-serra: 5,76% Carne de carneiro: 3,77% Capa de filé: 3,66% Peixe-palombeta: 3,13% Banana-da-terra: 2,93% Peixe-salmão: 2,9% Salame: 2,76% Peixe-sardinha: 2,75% Peixe-peroá: 2,58% Pepino em conserva: 2,57% Sopa desidratada: 2,57% Melancia: 2,2% Peixe-cação: 2,18% Peito: 2% Banana-prata: 1,97% Doces: 1,91% Leite longa vida: 1,78% Alimentos que mais baratearam Batata-inglesa: -19,89% Pepino: -12,39% Cenoura: -11,22% Cebola: -11,07% Tomate: -10,94% Açaí (emulsão): -10,49% Morango: -9,94% Couve-flor: -9,63% Abobrinha: -8,88% Repolho: -7,82% Peixe-filhote: -6,71% Laranja-lima: -5,61% Goiaba: -5,33% Feijão-carioca (rajado): -4,82% Laranja-baía: -4,43% Ovo de galinha: -4,15% Brócolis: -4,09% Batata-doce: -3,52% Peixe-dourada: -3,35% Abacate: -3,12%

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IPCA cai 0,32% em agosto e tem maior deflação em quatro anos
G1 (Economia)

IPCA cai 0,32% em agosto e tem maior deflação em quatro anos

IPCA tem queda de 0,32% em agosto; deflação é a maior desde agosto de 2022 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou deflação de 0,32% em agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a maior deflação mensal registrada pelo índice desde agosto de 2022, quando o IPCA caiu 0,36%. O resultado também reforça o movimento de desaceleração dos preços. Em julho, o índice havia subido 0,07%, enquanto em junho, a alta foi de 0,16%. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Apesar da queda em agosto, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho. 🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que equivale a um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Energia elétrica. Agência Brasil A queda foi puxada principalmente pelo grupo de Habitação, que recuou 1,87% no mês. Os grupos de Alimentação e bebidas (-0,34%), Transportes (-0,86%) e Comunicação (-0,09%) também registraram deflação. Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto Inflação oficial mês a mês até agosto de 2026. Arte/g1 Veja a variação dos grupos pesquisados pelo IPCA Alimentação e bebidas: -0,34%; Habitação: -1,87%; Artigos de residência: 0,64%; Vestuário: 0,12%; Transportes: -0,86%; Saúde e cuidados pessoais: 0,23%; Despesas pessoais: 1,30%; Educação: 0,47%; Comunicação: -0,09%. Conta de luz mais barata puxou a deflação A queda no grupo de Habitação, a maior em mais de 30 anos, foi puxada principalmente pelo recuo de 7,63% dos preços de energia elétrica residencial. O movimento refletiu a incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês passado. "Esse resultado para o grupo de Habitação é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real", informou José Fernando Pereira Gonçalves, pesquisador do IBGE. 🔎 O bônus de Itaipu é uma forma de devolver aos consumidores recursos excedentes da operação da usina e proporciona um alívio temporário nas contas de luz. Em agosto, também permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Além disso, foram registrados reajustes tarifários em concessionárias de São Paulo (SP), Vitória (ES), São Luís (MA), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC). Ainda no grupo Habitação, o IBGE destaca a alta de 1,74% do gás encanado, influenciada pelos reajustes tarifários em Curitiba (10,21%) e no Rio de Janeiro (1,80%). A taxa de água e esgoto também subiu, avançando 0,11%, refletindo um reajuste de 3,55% em Salvador. Inflação acumulada em 12 meses até agosto. Arte/g1 Passagens aéreas, combustíveis e alimentos também ficaram mais baratos Os grupos de Transportes e Alimentação e bebidas também registraram deflação em agosto e ajudaram a puxar o índice para baixo. Em Transportes (-0,86%), a deflação foi puxada principalmente pelo recuo de 13,17% nas passagens aéreas e pela queda de 0,91% nos combustíveis. Entre eles, recuaram os preços do etanol (-3,95%), do óleo diesel (-0,80%) e da gasolina (-0,59%). O gás veicular, por outro lado, subiu 2,62%. Segundo o IBGE, o transporte por aplicativo ficou 4,57% mais barato. Nesse caso, o resultado incorpora não apenas a variação observada em agosto, mas também parte dos efeitos registrados em julho. Em Alimentação e bebidas (-0,34%), a deflação foi impulsionada pela queda de 0,61% nos preços da alimentação no domicílio. Entre os produtos que mais ficaram baratos estão batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%).

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Dólar fecha em alta com novos dados de inflação no Brasil e nos EUA no foco; Ibovespa cai
G1 (Economia)

Dólar fecha em alta com novos dados de inflação no Brasil e nos EUA no foco; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operou com volatilidade nesta sexta-feira (11) e fechou com uma alta de 0,44%, cotado a R$ 5,1250. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve perdas de 0,56%, aos 187.207 pontos. O principal destaque da sessão ficou com os novos dados da inflação no Brasil e nos Estados Unidos. O mercado também acompanhou a queda no petróleo, conforme investidores realizam lucros após uma forte alta da commodity em meio à guerra no Oriente Médio. O quadro eleitoral brasileiro também seguiu no radar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O Brasil registrou uma deflação de 0,32% em agosto, na maior queda de preços em quatro anos. Os dados devem reforçar a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) continue a cortar os juros na reunião deste mês. Dados da B3 divulgados na véspera indicam 95% de chance de uma redução de 0,25 ponto percentual (p.p.) na taxa básica. ▶️ Já nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou no centro das atenções. O indicador subiu 0,4% em agosto, em linha com o esperado pelo mercado. Somado à alta da inflação ao produtor no mês, o dado reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) possa subir os juros na próxima semana. ▶️ Ainda no exterior, o mercado internacional de petróleo ficou no radar. Os preços da commodity caem nesta sexta-feira, em meio a uma realização de lucros após as fortes altas dos últimos dias, quando o petróleo voltou a ultrapassar os US$ 105. Investidores ainda seguem atentos à guerra entre os EUA e o Irã, que continua a levantar preocupações com a oferta global de energia. O barril do Brent, referência internacional, caiu 3,18%, cotado a US$ 104,21. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve queda de 2,94%, a US$ 99,47 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,10%; Acumulado do mês: -1,06%; Acumulado do ano: -6,63%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,11%; Acumulado do mês: +5,12%; Acumulado do ano: +16,19%. Petróleo dispara em meio a tensões no Oriente Médio Os preços do petróleo continuam em trajetória de alta nesta quinta-feira (10), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, o Irã afirmou que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Inflação e juros Os novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos ficam no centro das atenções do mercado nesta sexta-feira. No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, caiu 0,32% em agosto e registrou a maior deflação desde agosto de 2022, quando o indicador caiu 0,36%. O resultado reforça a tendência de queda de preços e aumenta a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), faça um novo corte da taxa básica de juros na próxima semana. Apesar da queda em agosto, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho. 🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que equivale a um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Já nos Estados Unidos, o CPI teve uma alta de 0,4% em agosto, puxido pelo aumento no custo da gasolina. Apesar de ter vindo em linha com o esperado pelo mercado, o dado reforça a perspectiva de que o Fed pode aumentar os juros em sua próxima reunião de política monetária. Nos 12 meses até agosto, a inflação ao consumidor avançou 3,4%, mesma taxa de julho. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice subiu 0,3% no mês passado, de 0,2% em julho, e teve alta de 2,4% na base anual, de 2,5% no mês anterior. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, após a inflação ao consumidor americano ter vindo em linha com o esperado e em meio à queda do petróleo. O Dow Jones teve alta de 0,96%, enquanto o S&P 500 subiu 0,85% e o Nasdaq Composite avançou 0,94%. Na Europa, os mercados acionários registraram uma alta generalizada diante da queda dos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,5%, para 639,1 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve ganhos de 0,82%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,78% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,39%. Na Ásia, a maioria dos dos índices fechou em queda, em meio às expectativas crescentes de uma nova alta de juros por parte do Fed. O SSEC, índice de Xangai, perdeu 1,18%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,84%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,60%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, caiu 1,93%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,76%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

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Criação de porcos: publicação gratuita orienta sobre alimentação e manejo
G1 (Economia)

Criação de porcos: publicação gratuita orienta sobre alimentação e manejo

Cartilha do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) reúne informações sobre todas as etapas da criação de porcos. Divulgação Quer aprender sobre a criação de porcos? Uma opção gratuita é a publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que reúne informações sobre todas as etapas da criação, do nascimento à terminação dos animais. O material traz orientações sobre alimentação, manejo e os principais cuidados para garantir uma produção de qualidade. A cartilha é gratuita -📱Acesse aqui Veja também: Porcos clonados: saiba como será criação de plantel para uso de órgãos em humanos

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'Criei do nada um império da moda que me deixou multimilionária, mas cresceu tanto que abri falência'
G1 (Economia)

'Criei do nada um império da moda que me deixou multimilionária, mas cresceu tanto que abri falência'

Sophia Amoruso. Getty Images A fortuna de Sophia Amoruso, em certo momento, chegou a ser maior que a de Beyoncé. Mas, para chegar a este ponto, ela andou de carona, roubou livros e revirou latões de lixo em busca de comida. Tudo o que ela enfrentou pode parecer uma história típica de ascensão e queda. Mas, como ela própria contou ao programa de rádio Business Daily, do Serviço Mundial da BBC, a única razão que a levou a criar a marca de roupas Nasty Gal foi que ela não queria trabalhar. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ou, pelo menos, não trabalhar como parte do sistema com suas regras definidas, com um único caminho rumo ao progresso e cumprindo o horário das 9 da manhã às 5 da tarde. E foi a marca de roupas que deixou Amoruso milionária. A Nasty Gal chegou a ser a empresa varejista que mais cresceu nos Estados Unidos em 2012, com faturamento de mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 510 milhões, pelo câmbio atual), segundo a revista Inc. Agora no g1 "Quando era adolescente, eu não gostava nada do capitalismo", ela conta. "Eu frequentava feiras de livros anarquistas. Não queria viver dentro do sistema." "Eu não tinha necessariamente a motivação para criar uma empresa. Mas, enquanto tentava fugir de trabalhar, acabei construindo algo que era realmente muito divertido." Em 2006, Amoruso estava sem dinheiro e sem rumo, conferindo crachás de identificação no saguão de entrada de uma escola de arte. Ela havia aceitado aquele trabalho para ter seguro médico e ser operada de uma hérnia. Foi ali que ela decidiu começar a vender roupas vintage no eBay. Seu primeiro contato com o setor de vendas pela internet havia ocorrido anos antes, revendendo livros pela Amazon. "Eu procurava os títulos mais vendidos do jornal The New York Times, entrava em uma loja, empilhava vários que estavam na mesa de entrada, dava meia-volta e saía com os livros", ela conta. "Não tenho muito orgulho disso." Sua segunda plataforma foi o eBay. Ali, Amoruso montou uma loja de roupas vintage com estilo inovador, que se encaixava com a cultura urbana. Ela encontrava as roupas fazendo buscas entre pertences "de pessoas falecidas". A marca se tornou um fenômeno e ajudou a transformar Sophia Amoruso (no centro) em uma espécie de ícone do empreendimento feminino Getty Images Amoruso sabia que podia fazer as roupas descartadas parecerem atrevidas, utilizando suas atraentes amigas como modelos. Ela logo começou a observar o que outras lojas vendiam, o que dava certo, o que inspirava estilistas e quais roupas eram apresentadas nas passarelas e vendidas por milhares de dólares. "Eu sabia onde encontrar aquelas roupas muito mais barato e era criativa", recorda ela. Assim teve início a marca Nasty Gal, um nome tomado emprestado de um álbum da cantora Betty Davis (1945-2022). Quando Amoruso quis migrar para um website, descobriu que o domínio havia sido anteriormente uma página de pornografia. "No primeiro ano e meio, fiz tudo sozinha", ela conta. "Tirava fotos, editava, colocava preços nas peças, escrevia a descrição, pesava, media, publicava..." "Todos os leilões começavam em US$ 9,99 [R$ 51]. Aquilo valia US$ 10 se eu fizesse parecer incrível e colocasse em uma menina muito elegante, com atitude, que parecesse estar indo para algum lugar genial." Sophia Amoruso começou vendendo roupas vintage no eBay. Getty Images Mulheres lutadoras A imagem de originalidade da marca refletia a forma de pensar de Amoruso. No seu livro #GIRLBOSS, publicado em 2014, ela explica sua filosofia para as mulheres. Uma #GIRLBOSS ("menina empoderada", em tradução livre) é alguém que consegue o que quer porque trabalha para chegar lá. "A #GIRLBOSS assume o controle e a responsabilidade", escreve ela. "Você é uma lutadora: sabe quando atacar e quando receber golpes. Às vezes, você desrespeita as normas e, às vezes, as segue, mas sempre nos seus próprios termos." "Você sabe aonde vai, mas não pode ir sem se divertir pelo caminho", prossegue Amoruso. "Valoriza a honestidade, mais do que a perfeição. Faz perguntas. Você leva a vida a sério, mas não leva você mesma muito a sério." Sua clientela começou a ser fiel não apenas às roupas, mas à marca e aos visuais inventados por Amoruso. Por trás dos negócios, havia uma comunidade seduzida por uma forma de fazer as coisas com a qual muitas mulheres se identificavam. Havia uma certa conexão emocional. Tudo começou a decolar muito rapidamente. "Até a atriz Anne Hathaway fazia compras comigo", conta Amoruso. "E também jornalistas, escritores de moda." "Lancei o website e tudo foi vendido em 24 horas." "Fiquei rodeada de pacotes e sem nada na página web, até que me dei conta: Isso vai ser permanente", prossegue ela. "Foi então que contratei meu primeiro funcionário." No primeiro ano, Amoruso ganhou cerca de US$ 75 mil (cerca de R$ 383 mil). No segundo ano, foram US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão); no terceiro, US$ 1,1 milhão (R$ 5,6 milhões); e, no quarto, US$ 6,5 milhões (R$ 33 milhões). No quinto ano, Amoruso atingiu a marca de US$ 30 milhões (cerca de R$ 153 milhões). O incrível é que não havia nenhum investidor apoiando todo este crescimento — pelo menos inicialmente, até que a fama e o dinheiro começassem a bater à sua porta. A época mais divertida Sem pensar duas vezes, um fundo de capital de risco avaliou a Nasty Gal como uma empresa de tecnologia de US$ 350 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão). Na época, o comércio digital estava no auge. Ela recebeu US$ 50 milhões (R$ 255 milhões) em troca de uma participação na empresa para financiar sua expansão. Para Amoruso, foi ali que começaram a surgir os problemas. "Por muito tempo, esta fase foi a mais divertida", relembra ela. "Fiz a empresa crescer até superar os US$ 100 milhões [R$ 510 milhões] de faturamento, contratei os melhores talentos e trabalhei com os melhores diretores de criação." "Eu tinha belos escritórios", prossegue Amoruso. "Estive nas listas das pessoas mais criativas nos negócios. A Google me levou de avião para a Cannes Lions [o Oscar da publicidade e do marketing] para falar em uma ilha com Jeffrey Katzenberg", fundador, ao lado de Steven Spielberg, do estudo de animação Dreamworks. "A Nasty Gal foi a melhor fase da carreira de muitas pessoas. E muitos que saíram da Nasty Gal, voluntariamente ou não, conseguiram feitos incríveis e tenho muito orgulho disso." 'Tudo começou a desmoronar' Entre 2008 e 2011, as vendas da Nasty Gal cresceram em mais de 10.000%. Mas o crescimento das vendas não se traduz necessariamente em ganhar dinheiro. "Tudo começou a ficar feio quando a empresa foi avaliada em US$ 350 milhões, mais de 10 vezes a sua receita, como se fôssemos a Uber ou algo do tipo. As empresas de moda não estão preparadas para uma escalada tão significativa", explicou ela à BBC. "Os fundadores de marcas devem ter em mente que os interesses dos seus investidores podem não estar alinhados aos interesses da empresa, ou aos seus próprios." Quando chegou a falência, a Nasty Gal havia passado meses inteiros em busca de uma empresa maior para comprá-la. "Você não abre falência da noite para o dia", conta Amoruso. "Percebi que não poderíamos pagar nossos fornecedores, que seria irresponsável manter a empresa em operação e precisávamos encerrá-la." A Nasty Gal cresceu tão rápido que não conseguiu consolidar sua estrutura interna. Sua receita caiu para cerca de US$ 85 milhões (R$ 434 milhões) em 2014. Amoruso passou o cargo de diretora-executiva para Sheree Waterson em janeiro de 2015 e assumiu como presidente-executiva. A seguir, vieram as demissões. "Tudo começou a desmoronar", lamenta ela. Comprar apenas o logotipo Em fevereiro de 2017, o grupo de fast fashion Boohoo, com sede em Manchester, no Reino Unido, comprou a Nasty Gal por US$ 20 milhões (cerca de R$ 102 milhões). Mas o que mudou de dono foi a propriedade intelectual da empresa: seu nome, logotipo, endereços na internet, contas nas redes sociais, a imagem da marca e o banco de dados de clientes. O grupo Boohoo não comprou a empresa, a equipe, as operações, nem a obrigação legal de gerenciar as devoluções pendentes ou os créditos em lojas, como descobriram posteriormente os clientes indignados. O que o grupo comprou foi o público da empresa. Sophia Amoruso tem hoje 42 anos de idade. Ela passou os anos seguintes dirigindo a empresa Girlboss Media, que inclui um livro e um podcast com mais de 22 milhões de downloads. Ela também acabaria vendendo esta companhia. Desde 2023, Amoruso dirige um pequeno fundo de capital de risco chamado Trust Fund, com o apoio de figuras como Paris Hilton. Seus projetos ainda refletem sua filosofia: "As mulheres estão dominando o mundo."

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Fenacon, CFC e Receita Federal debatem novas estratégias para apoiar contadores e empresários do Simples na transição da Reforma Tributária

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Parceria entre UFV e Receita Federal entrega mais 200 smartphones a estudantes para apoio às atividades acadêmicas

Parceria entre UFV e Receita Federal entrega mais 200 smartphones a estudantes para apoio às atividades acadêmicas UFV – Universidade Federal de Viçosa

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Primeira fábrica de carro voador no interior de SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano
G1 (Economia)

Primeira fábrica de carro voador no interior de SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano

Fábrica de carro voador em SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano A fábrica do chamado carro voador da Eve Air Mobility em Taubaté, no interior de São Paulo, avançou para a etapa de implantação física e deve entrar em operação para a produção comercial do eVTOL até o fim de 2028. A unidade deve começar com cerca de 300 trabalhadores e terá capacidade inicial para produzir até 120 aeronaves por ano. Segundo a empresa, o projeto executivo da fábrica foi concluído e, agora, estão sendo realizadas as etapas necessárias para a implantação da primeira linha de produção, incluindo adequações na infraestrutura e a preparação para a instalação dos equipamentos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Apesar do avanço, a Eve ainda não divulgou uma data específica para o início das obras. Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai fabricar seis protótipos dos eVTOLs, as aeronaves de pouso e decolagem vertical, nas instalações da Embraer, em São José dos Campos. "Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, afirmou Antonio Carmesini, vice-presidente de industrialização, suprimentos e TI da Eve Air Mobility. Essas aeronaves serão usadas nos testes e na campanha de certificação do eVTOL pela Anac - leia mais abaixo. Protótipo de carro voador e 3D do projeto da fábrica em Taubaté. Reprodução/Eve Air Mobility Produção de até 480 aeronaves A primeira linha de produção terá capacidade instalada para até 120 aeronaves por ano. A empresa ressalta, no entanto, que esse número representa a capacidade da unidade e não significa que a produção chegará imediatamente a 120 aeronaves anuais. O projeto da fábrica foi desenvolvido de forma modular. Com a instalação de novos módulos, a capacidade poderá chegar a até 480 aeronaves por ano. “A expansão será feita em etapas, conforme a evolução do mercado e aumento da demanda”, explicou Carmesini. A fábrica de Taubaté será dedicada à produção do Eve 100, modelo desenvolvido para operações de mobilidade aérea urbana e regional. O eVTOL utiliza uma configuração chamada “lift-plus-cruise”, que combina oito propulsores para o voo vertical, asas fixas para o voo de cruzeiro e um propulsor traseiro. A aeronave terá capacidade para quatro passageiros e um piloto, com alcance de até 100 quilômetros. Leia também: Simulador mostra pouso e decolagem de carro voador e prevê embarque em até 15 minutos em vertiporto Carro voador da Embraer que será produzido em Taubaté faz primeiro teste de transição para voo horizontal Empresa da Embraer anuncia acordos para encomendas de até 46 'carros voadores' com clientes dos EUA e da Suíça Carro voador da Embraer faz primeiro teste de transição para voo horizontal Cerca de 300 trabalhadores A expectativa da Eve é começar a operação da fábrica com aproximadamente 300 pessoas. A quantidade de funcionários poderá aumentar gradualmente conforme a produção e a demanda pelo eVTOL avancem. “A operação da Eve em Taubaté terá um papel importante na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da cadeia aeroespacial e tecnológica da região”, afirmou o vice-presidente. Segundo ele, as necessidades de contratação ainda estão sendo definidas conforme o desenvolvimento do veículo e o modelo de produção. “Para o início serão cerca de 300 pessoas que irão para a fábrica de Taubaté”, disse. A empresa ainda não detalhou quais cargos estarão entre as primeiras contratações. Simulador digital mostra pouso e decolagem de carro voador em vertiporto. Reprodução/VertiMob Produção de protótipos começa antes em São José Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai avançar na fabricação de protótipos de certificação nas instalações da Embraer em São José dos Campos. A previsão é produzir seis protótipos de conformidade, que serão utilizados na campanha de certificação da aeronave. Segundo a Eve, essa etapa também servirá para testar os processos de produção que posteriormente serão implantados na fábrica de Taubaté. “Nos próximos meses avançaremos na implantação da linha de produção dos protótipos de certificação dentro das instalações da Embraer em São José dos Campos, onde serão produzidos seis protótipos de conformidade que serão usados na campanha de certificação”, explicou Carmesini. A empresa afirma que, paralelamente, continua trabalhando no detalhamento da linha de produção em série em Taubaté. Certificação pela Anac A produção comercial do eVTOL está diretamente ligada ao cronograma de desenvolvimento e à certificação da aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A expectativa da Eve é concluir o processo de certificação em 2028 e iniciar a operação comercial do eVTOL até o fim daquele ano. “É importante diferenciar essa etapa da produção comercial das aeronaves em si. O início da operação comercial do eVTOL está atrelado ao nosso cronograma de desenvolvimento e à certificação pela Anac, prevista para 2028”, afirmou Carmesini. A certificação é necessária para que a aeronave possa entrar em operação comercial. Gif mostra primeiro voo de carro voador da Embraer Reprodução Integração com a Embraer Embora a produção em série esteja planejada para Taubaté, a unidade fará parte do ecossistema da Eve e da Embraer, com uma atuação importante de São José dos Campos no desenvolvimento e na engenharia do programa. A Eve também mantém um acordo com a Embraer para serviços de suporte à industrialização, incluindo o desenvolvimento de processos e procedimentos para a produção dos eVTOLs e para a operação da planta de Taubaté. “Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, disse Carmesini. Investimento de US$ 88 milhões A implantação da unidade conta com financiamento de US$ 88 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com a Eve, o recurso faz parte da estrutura de capital utilizada para avançar no desenvolvimento industrial do programa e apoiar a unidade de produção em Taubaté. A empresa afirma que os investimentos para ampliar a capacidade da fábrica serão feitos de forma gradual, de acordo com a evolução do mercado. “A instalação dos módulos adicionais será avaliada de acordo com a evolução do mercado e da demanda”, afirmou Carmesini. A estratégia, segundo a empresa, é começar com uma capacidade de até 120 aeronaves por ano e ampliar a produção progressivamente, podendo chegar a 480 aeronaves anuais. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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CNU: prazo para manifestar interesse e permanecer na lista de espera termina nesta sexta
G1 (Economia)

CNU: prazo para manifestar interesse e permanecer na lista de espera termina nesta sexta

Freepik Candidatos aprovados na primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) e que ainda aguardam convocação têm até as 23h59 desta sexta-feira (11) para informar se desejam continuar concorrendo a uma vaga no serviço público federal. O prazo vale para quem permanece no Banco de Candidatos Aprovados em Lista de Espera após as convocações e atualizações realizadas desde a divulgação dos resultados do concurso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Sem a confirmação, o candidato será excluído das listas de espera de todos os cargos para os quais está habilitado. ➡️ Conhecido como "Enem dos Concursos", o CNU teve sua primeira edição realizada em 2024 e entrou para a história como o maior concurso público, com 2,1 milhões de candidaturas confirmadas. Agora no g1 A seleção também marcou uma mudança na forma de recrutamento do governo federal ao reunir, em uma única prova, processos seletivos de diferentes órgãos e entidades da administração pública, com mais de 6,6 mil vagas ofertadas. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a manifestação é necessária para manter o candidato apto a futuras convocações, caso surjam vagas nos órgãos participantes do concurso. O procedimento deve ser realizado exclusivamente pelo aplicativo SouGov.br ou pela versão web da plataforma, com uma conta gov.br de nível Prata ou Ouro. Para permanecer na lista de espera, o candidato deve acessar o sistema e informar, separadamente, se deseja continuar concorrendo a cada cargo para o qual está habilitado. Durante o período de manifestação, é possível consultar os cargos disponíveis e alterar a escolha quantas vezes for necessário. A última opção registrada até o fim do prazo será considerada válida. 🤔 O que acontece se o candidato não se manifestar? De acordo com o MGI, a confirmação é obrigatória para quem deseja permanecer apto a futuras convocações. O candidato que informar não ter interesse em determinado cargo será retirado apenas da lista de espera daquela função. A exclusão também valerá para possíveis contratações temporárias previstas nos editais. Já quem não se manifestar até o fim do prazo será eliminado de todas as listas de espera do CNU 1, inclusive para possíveis contratações temporárias. ⚠️ O governo ressalta que a manifestação não representa uma nomeação automática. A confirmação serve apenas para manter o candidato apto a futuras convocações. Uma eventual convocação dependerá da disponibilidade de vagas, da posição do candidato na classificação e das regras previstas no concurso. Após o encerramento do prazo, o Ministério da Gestão atualizará as listas de espera com base nas manifestações enviadas pelos candidatos. A previsão é que a nova lista seja divulgada até 30 de setembro. Também será possível consultar, no portal do CPNU, os cargos para os quais cada candidato continua habilitado a concorrer.

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Mega-Sena 3056 acumula e prêmio vai a R$ 85 milhões; confira os números sorteados
G1 (Economia)

Mega-Sena 3056 acumula e prêmio vai a R$ 85 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.056 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (10), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 75,9 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 85 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 14 - 21 - 25 - 40 - 51 - 56 5 acertos: 50 apostas ganhadoras, R$ 45.990,43 4 acertos: 3.344 apostas ganhadoras, R$ 1.133,49 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3056 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

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Califórnia passa a exigir protocolo de crise para IAs e proíbe recursos viciantes para menores em redes sociais
G1 (Economia)

Califórnia passa a exigir protocolo de crise para IAs e proíbe recursos viciantes para menores em redes sociais

Governador da Califórnia, Gavin Newsom, em 10 de setembro de 2026 AP Photo/Jeff Chiu O governador da Califórnia, Gavin Newsom, aprovou nesta quinta-feira (10) 13 leis que mudam regras para assistentes de inteligência artificial e redes sociais com o objetivo de aumentar a proteção online de crianças e adolescentes. Uma das leis exige que serviços como ChatGPT, Gemini e Claude tenham protocolos de crise caso usuários apresentem sinais de que planejam cometer suicídio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A regra também obriga plataformas a oferecerem controle parental e a notifiquem pais quando crianças e adolescentes desativarem recursos de segurança. As medidas fazem parte da chamada Lei Adam, em referência a Adam Raine, jovem de 16 anos que, segundo os pais, se suicidou após receber orientações do ChatGPT. Agora no g1 Para redes sociais como Instagram e TikTok, outra lei aprovada nesta quinta proibiu a oferta de recursos viciantes para menores de 16 anos. Com a regra, as plataformas ficam impedidas, por exemplo, de usar a reprodução automática de vídeos ou sugerir postagens com base no histórico desses usuários. Uma terceira lei ampliou a definição do crime de exploração sexual infantil para proibir também a veiculação de materiais modificados digitalmente ou gerados com IA para retratar menores de idade em atos de conduta sexual. A Califórnia é um dos estados americanos que estão regulando o funcionamento de assistentes de IA e redes sociais para menores de idade. Outros governos estaduais, como os de Utah e da Flórida, também aprovaram leis que restringem o uso de internet por crianças e adolescentes. Parte dessas medidas, porém, enfrentaram contestações judiciais por parte das plataformas, que alegam haver violação do direito à liberdade de expressão. Logos do Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit aparecem na tela de um celular, nesta ilustração feita em 9 de dezembro de 2025. REUTERS/Hollie Adams/Ilustração/Foto de arquivo.

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Correios esperam novo empréstimo até o dia 15; consórcio de bancos conta com três instituições estrangeiras
G1 (Economia)

Correios esperam novo empréstimo até o dia 15; consórcio de bancos conta com três instituições estrangeiras

Correios abrem novo programa de demissão voluntária Os Correios esperam que o novo empréstimo para aliviar a crise financeira da estatal saia até o dia 15 deste mês, próxima terça-feira. O g1 apurou que a nova injeção de dinheiro deve vir de um novo consórcio de bancos, como feito no final do ano passado para os R$ 12 bilhões, mas dessa vez envolvendo três instituições financeiras estrangeiras, Citibank, J.P. Morgan e o Deutsche Bank, - e o Banrisul. O novo empréstimo, no valor de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do 1º semestre deste ano, divulgadas no final de agosto. "Encontra-se em estágio avançado de estruturação uma nova operação de crédito no montante aproximado de R$ 7 bilhões. A operação vem sendo discutida com potenciais instituições financeiras participantes, estando seus principais elementos econômico-financeiros e contratuais em fase avançada de alinhamento", afirmou a empresa. Além disso, a estatal também confirma o compromisso firmado com o governo federal para o aporte de R$ 6 bilhões na empresa até o final de 2027. "Nesse contexto, a União assumiu compromisso de realizar aporte de capital no montante de R$ 6 bilhões até o final de 2027, destinado ao fortalecimento da situação econômico-financeira e patrimonial da Empresa", acrescentou a estatal. Correios têm prejuízo de R$ 3 bilhões nos primeiros 3 meses de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres seguidos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa fechou com um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do 2º trimestre é menor do que o obtido pela empresa nos últimos dois trimestres, o 1º deste ano e o 4º trimestre de 2025, apontando um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira dos Correios, que teve um prejuízo recorde no 1º trimestre de 2026.

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Petróleo dispara, fecha a US$ 107 e atinge maior nível desde maio
G1 (Economia)

Petróleo dispara, fecha a US$ 107 e atinge maior nível desde maio

Embarcações perto de Ormuz. Reuters O petróleo disparou novamente nesta quinta-feira (10) em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, subiu 6,3% e fechou a US$ 107,63, após superar os US$ 108 durante o pregão — o maior nível desde maio, quando atingiu US$ 114. A cotação tem subido rapidamente desde o início de julho, quando o Brent era negociado por menos de US$ 72. De lá para cá, a alta já passa de 49%, devido aos temores de que a guerra continue prejudicando o fluxo global de petróleo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O avanço desta quinta-feira ocorreu após os Houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, assumirem o controle de Moca, importante cidade portuária no sudoeste do país. A área é usada como rota alternativa para o transporte de petróleo da Arábia Saudita. O grupo também tomou o porto, estratégico no Mar Vermelho, e ameaçou atacar navios sauditas. Além disso, intensificou os ataques contra a infraestrutura de energia do país, aumentando a pressão sobre a Arábia Saudita, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo. Agora no g1 🔎 O conflito entre Estados Unidos e Irã já havia prejudicado o fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo. Com novos pontos de escoamento afetados, aumentou o temor de redução da oferta, pressionando os preços. O cenário tem preocupado o governo do presidente Donald Trump. O petróleo mais caro pressiona a inflação e os juros nos EUA ao encarecer os combustíveis e outros produtos transportados até as lojas. O movimento ocorre a dois meses das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, em novembro, que vão definir a composição do Congresso americano. Na quarta-feira, Trump afirmou que os preços do petróleo provavelmente não vão cair até depois do pleito. Ataques ameaçam rota estratégica de petróleo Os ataques dos Houthis ameaçam o tráfego marítimo pelo Estreito de Bab el-Mandeb, que ganhou importância para a Arábia Saudita após a interrupção do tráfego pelo Estreito de Ormuz. Bab el-Mandeb é uma passagem estratégica que conecta o Oceano Índico ao Mar Vermelho e faz parte da principal rota marítima entre a Ásia e a Europa, via Canal de Suez. O estreito tem cerca de 100 quilômetros de extensão e 30 quilômetros de largura, entre Ras Menheli, na costa do Iêmen, e Ras Siyyan, no Djibuti. Esses dois pontos marcam a passagem entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden. Governo brasileiro reage à alta de preços De olho no ritmo de escalada do petróleo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. O decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. Após a redução de R$ 0,63 nos tributos federais sobre a gasolina, a Petrobras informou que deixará de aplicar um desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A. Essa é a versão pura do combustível, vendida pelas refinarias às distribuidoras antes da mistura com etanol. Com a mudança, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passa a R$ 3,05 por litro. Segundo a petroleira, considerando os tributos, a redução líquida no preço será de R$ 0,19 por litro. Os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), coletados entre 30 de agosto e 5 de setembro, mostram que a gasolina custava, em média, R$ 6,51 por litro no Brasil. No período, o diesel S-10 era vendido a R$ 6,88, e o etanol hidratado, a R$ 3,95 por litro. * Com informações da AP e da AFP

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Após sair do ar em maio, Rádio Eldorado anuncia retorno a partir de outubro
G1 (Economia)

Após sair do ar em maio, Rádio Eldorado anuncia retorno a partir de outubro

Agora no g1 A Rádio Eldorado voltará ao ar em 7 de outubro, quatro meses após encerrar suas transmissões em FM. A emissora passará a operar na frequência 107,9 FM. A nova operação terá patrocínio da Porto, empresa que atua nos setores de seguros, serviços financeiros, mobilidade e saúde. A companhia comprou os naming rights da emissora, ou seja, o direito de associar sua marca ao nome da rádio. Apesar disso, a Porto decidiu manter a marca Eldorado, sem alterar o nome da emissora. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as novidades está um programa apresentado pela jornalista Juliana Wallauer, uma das criadoras do Mamilos Podcast, às 19h. O Jornal Eldorado também retorna, com Haisem Abaki entre os âncoras. A programação ainda terá o retorno de atrações como Som a Pino, Fim de Tarde e Bike Repórter. Parte dos programas falados será transmitida em vídeo pelo YouTube. Rádio havia deixado o FM em maio A Eldorado havia anunciado em abril que deixaria a frequência 107,3 FM, operada em parceria com a Fundação Brasil 2000, a partir de 15 de maio. Na época, o Grupo Estado informou que a marca continuaria em plataformas digitais, com conteúdos adaptados para vídeo e internet. Switcher de rádio Reprodução A saída do FM fazia parte de um movimento de reorganização da operação de áudio do Grupo Estado, em um cenário de mudança nos hábitos de consumo de rádio e crescimento das plataformas digitais. Uma rádio com quase 70 anos Fundada em 1958, a Eldorado é uma das rádios tradicionais de São Paulo e pertence ao Grupo Estado, também responsável pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ao longo de sua história, a emissora combinou jornalismo, música e cultura na programação. A rádio também ficou conhecida por programas e coberturas jornalísticas ligados à cidade de São Paulo. Nos últimos anos, passou a ampliar a presença de seus conteúdos em plataformas digitais, incluindo vídeo e podcasts. Com o retorno ao FM, a Eldorado volta a ter uma frequência própria no dial da cidade, enquanto mantém a distribuição de conteúdo pela internet.

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Justiça suspende registro de novos agrotóxicos à base de glifosato por 90 dias em todo o país
G1 (Economia)

Justiça suspende registro de novos agrotóxicos à base de glifosato por 90 dias em todo o país

Glifosato sendo aplicado em lavoura, em imagem de arquivo Getty Images A Justiça do Trabalho determinou a suspensão, por 90 dias, do registro e da autorização de novos agrotóxicos à base de glifosato e derivados -- o tipo de agrotóxico mais vendido em todo o mundo. A decisão é da 7ª Vara do Trabalho de Brasília e atende parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal. O documento também determina que a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalie se há irregularidades nas bulas dos produtos que já são comercializados. A Justiça determinou, ainda, que o Ibama apresente avaliações ambientais e mapas de risco relacionados ao glifosato. O Ibama terá, ainda, que elaborar um relatório que aponte os impactos de uma eventual retirada da substância do mercado - passando pelo recolhimento, armazenamento e descarte dos produtos não utilizados. Veja, no vídeo abaixo, detalhes sobre a ação movida pelo MPT em junho: Ação do MPT pede o banimento do uso do glifosato em todo o país A decisão é assinada pelo juiz do Trabalho Gustavo Carvalho Chehab. No documento, o magistrado afirma que os princípios da precaução, da prevenção e da proteção também se aplicam ao meio ambiente do trabalho. O que o MPT diz sobre os riscos do glifosato A ação civil pública se baseia em um parecer de pesquisadores da UFMT que reúne dados e pesquisas sobre os efeitos do glifosato para a saúde humana. Segundo o documento, o desenvolvimento de câncer associado ao uso do agrotóxico "não decorre de exposições pontuais, mas da acumulação da substância no organismo devido à exposição continuada ao longo do tempo". "É por isso que os trabalhadores rurais são os mais expostos e afetados", diz o procurador Leomar Daroncho. "Muitos dos problemas que o glifosato causa são porque ele interfere na atividade das bactérias que ajudam o nosso corpo, ele mata as bactérias", diz a ação, citando um estudo de 2015 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O procurador destaca que, naquele mesmo ano, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS), classificou o glifosato como “potencialmente cancerígeno para humanos”. Além do linfoma não-Hodgkin, estudos acadêmicos citados na ação associam o glifosato ao desenvolvimento de câncer de mama, leucemia e do mieloma múltiplo, identificado em trabalhadores da Carolina do Norte e de Iowa (EUA). Daroncho lembra ainda que um estudo publicado em 2000, que concluía que o glifosato não representava risco à saúde humana, foi excluído da revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology, em dezembro do ano passado. Na ocasião, o editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão se baseou "em vários problemas críticos" que comprometiam "a integridade acadêmica" do artigo, como a participação de funcionários da Monsanto, comprada pela Bayer em 2016, na elaboração do artigo. Esse estudo foi usado durante anos por agências regulatórias ao redor do mundo para permitir o registro e a venda do glifosato. Ao g1, a Bayer disse que a retratação do estudo "foi altamente controversa, com mais de 60 cientistas se manifestando contra essa decisão." "Além disso, por ter sido publicado há 25 anos, o estudo sequer foi considerado pela União Europeia em seu mais recente processo de avaliação e aprovação. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a Health Canada também afirmaram que a retratação do artigo não alteraria suas avaliações sobre o glifosato." "O artigo em questão é uma revisão de estudos conduzidos de forma adequada, que foram apresentados separadamente às autoridades reguladoras para análise, e não contém dados originais." Imagem ilustrativa / agrotóxicos Freepik

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Nova CNH: brasileiros economizaram quase R$ 10 bilhões com novas regras
G1 (Economia)

Nova CNH: brasileiros economizaram quase R$ 10 bilhões com novas regras

Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Detran/PI Em dezembro de 2025, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ficou menos burocrático e mais barato. Segundo o Ministério dos Transportes, a economia gerada pela medida foi de R$ 9,64 bilhões até agosto deste ano. A estimativa do ministério foi dividida por tipo de despesa eliminada, como no caso do curso gratuito, ou reduzida, como ocorreu com os exames médicos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Veja como ficou o cálculo com as novas regras: Curso teórico, agora gratuito: R$ 2,94 bilhões; Formação prática: R$ 4,57 bilhões; Deslocamentos evitados: R$ 278,7 milhões; Renovação automática (para motoristas com selo de bom condutor): R$ 1,44 bilhão; Exames médico e psicológico: R$ 414,6 milhões. Agora no g1 Dados do Ministério dos Transportes mostram que o número de pessoas que obtiveram a habilitação cresceu 17,1% no período. Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 2.003.112 novos motoristas, ante 1.710.473 no mesmo período de 2025. Os cinco estados que registraram os maiores aumentos no número de novos habilitados foram: Paraíba: aumento de 77%; Sergipe: aumento de 69,5%; Acre: aumento de 55,4%; Rio Grande do Norte: aumento de 55,1%; Amapá: aumento de 54%. Além da redução dos custos, o tempo médio necessário para concluir o processo de emissão da primeira CNH caiu 30%. Antes das novas regras, os candidatos levavam cerca de 210 dias para obter o documento. Agora, o prazo é de 147 dias. Curso teórico é opcional e pode ser gratuito As aulas teóricas e práticas representavam a maior parte do custo para obter a habilitação, chegando a até R$ 5 mil. Segundo a pasta, a redução desse valor pode chegar a 70%. E o preço, de fato, caiu. Em uma busca em 10 cidades do Brasil, o g1 encontrou valores a partir de R$ 380 para as categorias A ou B. Esse preço foi encontrado em Santos (SP) e o pacote inclui: Duas aulas práticas; Uso de veículo da autoescola nas aulas. Ainda existem outros custos, que variam conforme o estado. Em São Paulo, são estes: Exame teórico: R$ 52,83; Exame prático: R$ 52,83; Exame médico: R$ 90; Exame psicotécnico: R$ 90; Emissão da versão física (a digital é gratuita): R$ 137,79. O preço médio nas cidades pesquisadas é de R$ 500 por um pacote com duas aulas práticas. Em todas, as autoescolas ofereceram opções com mais aulas, e a média de preços foi: Cinco aulas práticas: R$ 900; 10 aulas práticas: R$ 1.300; 20 aulas práticas: R$ 1.900. Em algumas autoescolas, o pacote também incluía aulas teóricas e material didático. Essa etapa é oferecida gratuitamente pelo governo e pode ser realizada de forma virtual. Solicitações de novas CNHs mais que triplicaram O balanço da nova CNH também aponta um aumento de 216% no número de candidatos à primeira habilitação. Entre janeiro e agosto de 2025, 2.314.754 pessoas solicitaram o documento pela primeira vez. No mesmo período de 2026, esse número chegou a 7.315.625. Mais uma vez, os estados das regiões Norte e Nordeste lideram o ranking dos maiores crescimentos: Amapá: aumento de 485,8%; Sergipe: aumento de 472,5%; Pernambuco: aumento de 468%; Maranhão: aumento de 443%; Paraíba: aumento de 423,8%. A pasta informa que todos os estados registraram aumento no número de solicitações. Ainda assim, Minas Gerais, Tocantins e Santa Catarina apresentaram os menores crescimentos: 154,9%, 138,5% e 114%, respectivamente.

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Anthropic diz ter identificado países que usaram sua IA para fazer propaganda e desenvolver possíveis armas biológicas, diz 'NYT'
G1 (Economia)

Anthropic diz ter identificado países que usaram sua IA para fazer propaganda e desenvolver possíveis armas biológicas, diz 'NYT'

Anthropic Reuters A Anthropic, empresa que desenvolveu a ferramenta de inteligência artificial Claude, identificou países que tentaram usar sua tecnologia para desenvolver propaganda, drones de guerra e até possíveis armas biológicas. A companhia diz que bloqueou o produto em todas as tentativas detectadas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As informações constam em um relatório ao qual o jornal "The New York Times" teve acesso. Rússia, China, Irã e Iêmen estão entre os países citados pela reportagem. O relatório da Anthropic lista uma série de usos maliciosos de seus modelos de IA, incluindo suspeitas de monitoramento de opositores exilados por parte da China e do Irã. Um caso destacado no documento é o da Rússia, que usou o Claude para fabricar propaganda disfarçada de reportagens jornalísticas visando as eleições na vizinha Moldávia. Segundo a reportagem, a empresa diz no relatório que não pôde determinar se as pesquisas biológicas serviriam para objetivos legítimos, como criar vacinas, ou ilegítimos, já que os mesmos processos podem ser utilizado tanto para avanços na medicina quanto para a criação de patógenos. Nos casos em que havia dúvidas, diz a Anthropic, a opção foi de interromper o serviço de IA, por precaução. Agora no g1 A Anthropic não divulgou nenhum detalhe dos bloqueios que efetuou relativos a pesquisas de possíveis armas biológicas: nem os nomes dos pesquisadores ou das instituições, seus países de vinculação ou os agentes biológicos específicos em questão. "O potencial de modelos de IA de ponta para facilitar o desenvolvimento de patógenos biológicos conhecidos ou totalmente novos figura entre as mais graves preocupações de especialistas em relação a uma tecnologia que evolui tão rapidamente que até mesmo seus principais criadores duvidam se os seres humanos serão capazes de controlá-la plenamente", diz a reportagem do "NYT". 'Brincando com vidas' A Anthropic também ganhou atenção no noticiário nesta semana quando um ex-funcionário da empresa acusou a ela e a rival OpenAI de "brincar com as nossas vidas". Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação. "Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon.

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Nubank começa a oferecer serviços financeiros nos EUA; veja como vai funcionar
G1 (Economia)

Nubank começa a oferecer serviços financeiros nos EUA; veja como vai funcionar

Vista da sede do Nubank, em São Paulo Reprodução/Nubank O Nubank começou nesta quinta-feira (10) a oferecer produtos financeiros nos Estados Unidos por meio de bancos parceiros, informou o banco digital brasileiro em comunicado. Os produtos iniciais incluem contas com rendimento, cartões de crédito e débito, transferências de dinheiro e remessas internacionais. O anúncio foi feito pelo presidente-executivo David Vélez e pela cofundadora e presidente-executiva do Nubank nos EUA, Cristina Junqueira, durante um evento em Miami. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Nubank firmou parceria com o Lead Bank para oferecer a Nu Account, que rende 3,50% ao ano sobre os dólares depositados. Os recursos ficam depositados no Lead Bank, membro da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), órgão que garante depósitos bancários nos Estados Unidos dentro dos limites previstos pela legislação local. A conta também inclui cartão de débito, ferramentas para separar valores destinados à poupança, pagamento de contas e transferências locais e internacionais. Inicialmente, as remessas poderão ser feitas para Brasil, México e Colômbia. O banco também lançou um cartão de crédito sem anuidade, em parceria com a Mastercard. O produto oferece 1,5% de cashback ilimitado nas compras. Segundo o Nubank, o percentual poderá chegar a 2% mediante o cumprimento de condições de elegibilidade. Além dos produtos para o mercado americano, o Nubank anunciou o Nu Global, uma conta digital multimoeda voltada a pessoas que movimentam dinheiro entre diferentes países. Na conta, os valores são convertidos em dólares digitais (USDC) ou euros digitais (EURC), stablecoins atreladas ao dólar e ao euro, respectivamente. Os saldos têm rendimento de 3,50% ao ano para USDC e de 2,20% ao ano para EURC. O Nu Global permite enviar e receber dinheiro em mais de 35 países. Segundo a empresa, as transferências começarão pela Europa e pela América Latina. Integrações com Brasil, Colômbia, México e Estados Unidos estão previstas para os próximos meses. Os usuários também poderão negociar ativos digitais, como bitcoin e ethereum, diretamente pelo aplicativo. Licença bancária O Nubank solicitou, em setembro de 2025, uma licença bancária nacional nos Estados Unidos ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC), órgão responsável pela supervisão de bancos nacionais no país. A aprovação condicional foi concedida em janeiro de 2026. O banco ainda passa por etapas de aprovação junto ao Federal Reserve e à FDIC. Enquanto o processo não é concluído, os serviços lançados nesta quinta-feira serão oferecidos por meio de parcerias com outras instituições financeiras. A cofundadora e CEO do Nubank nos Estados Unidos, Cristina Junqueira, afirmou, durante o evento de lançamento em Miami, que a empresa pretende começar a operar diretamente no país no próximo ano. Com informações da agência de notícias Reuters.

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Prejuízos fiscais, ECFs retificadoras e o novo radar da Receita Federal

Prejuízos fiscais, ECFs retificadoras e o novo radar da Receita Federal JOTA Info

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Dinamarca quer proibir celulares nas escolas
G1 (Economia)

Dinamarca quer proibir celulares nas escolas

Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters O governo da Dinamarca, que planeja proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos, também quer vetar a presença de celulares em escolas e centros de ensino médio, anunciou a primeira-ministra Mette Frederiksen nesta quinta-feira (10). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Este governo propõe uma proibição total dos celulares", declarou Frederiksen durante uma coletiva de imprensa. A proibição valerá tanto para as salas de aula quanto para os pátios de recreio, acrescentou. A medida abrangerá os alunos desde o primeiro ano do ensino fundamental até o fim do ensino médio. Agora no g1 O anúncio foi feito logo após a divulgação do mais recente relatório internacional PISA, que mostrou uma forte queda no desempenho dos jovens dinamarqueses. Com 478 pontos, a Dinamarca ficou ligeiramente abaixo da média europeia, de 482. "Os resultados em leitura, matemática e ciências são os piores já registrados", reagiu o ministro da Educação, Magnus Heunicke, após a divulgação dos dados, na terça-feira (08). "Estou convencida de que os resultados estão estreitamente relacionados com o fato de que na Dinamarca temos uma das infâncias mais conectadas", afirmou a chefe de governo. "Nós, adultos, permitimos que as crianças e os jovens passem horas demais por dia em frente a uma tela", lamentou Frederiksen. Seu governo anterior já havia estudado legislar sobre o tema, mas o projeto, que nunca chegou a ser debatido no Parlamento, previa apenas obrigar os conselhos escolares a estabelecer regras para transformar as escolas em espaços livres de celulares.

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Presidente da GM confirma para novembro a produção do Chevrolet Captiva híbrido no Ceará
G1 (Economia)

Presidente da GM confirma para novembro a produção do Chevrolet Captiva híbrido no Ceará

Chevrolet Captiva PHEV já é vendida na Argentina. Divulgação / GM A General Motors do Brasil confirmou para novembro o início da produção do Chevrolet Captiva PHEV no Ceará. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (9) durante discurso do presidente da GM América do Sul, Thomas Owsianski, em evento realizado em Santo André (SP). A marca já havia confirmado anteriormente que o SUV híbrido plug-in seria montado no Brasil, mas ainda não havia determinado a data exata. O executivo também confirmou que a GM estuda lançar um compacto elétrico no Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na mesma fábrica cearense, já são produzidos o Chevrolet Spark e o Chevrolet Captiva EV. Todos os modelos seguem a estratégia de montagem SKD, formato no qual os componentes chegam da China e são montados no Brasil. Os veículos fazem parte da parceria mantida entre a GM e a SAIC, por meio da joint venture chamada SGMW (SAIC-GM-Wuling). No mercado chinês, o Captiva é comercializado sob o nome de Wuling Starlight S. 5 mudanças para o Chevrolet Captiva EV antes da produção no Brasil A GM ainda não confirmou as especificações técnicas do modelo que será vendido no mercado brasileiro. O Captiva PHEV já é oferecido em diversos mercados globais, inclusive na Argentina. No país vizinho, o SUV conta com motor 1.5 aspirado movido apenas a gasolina, bateria de 20,5 kWh e motor elétrico. A tração é dianteira, com potência de 204 cv e torque de 31,6 kgfm, além de autonomia registrada nas fichas técnicas que supera os 1.000 km. Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul, anuncia para novembro de 2026 a produção do Captiva PHEV no Ceará. Divulgação / GM Captiva 100% elétrico Assim que a GM confirmou no começo de 2026 a produção do Chevrolet Captiva EV no Brasil, o g1 testou o SUV 100% elétrico e apontou cinco melhorias que a Chevrolet poderia fazer antes da produção nacional. O SUV tem motor elétrico dianteiro com 201 cv e torque de 31,6 kgfm. O desempenho é tímido: 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e velocidade máxima de 150 km/h. As baterias comportam 60 kWh e são de lítio-ferro-fosfato. Pelo padrão do Inmetro, a autonomia é de 304 km. Um conjunto até básico no mercado de elétricos nos dias de hoje. Há concorrentes com preço próximo, com mais potência e autonomia.

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A aposta da Apple ao lançar iPhone dobrável
G1 (Economia)

A aposta da Apple ao lançar iPhone dobrável

Críticos dizem que a Apple mudou pouco o design do iPhone desde o lançamento, em 2007 Cortesia da Apple (via BBC) Em sua segunda semana como CEO da Apple, John Ternus anunciou a primeira grande mudança no iPhone desde o lançamento do aparelho, há quase 20 anos. Ternus, que assumiu o cargo mais alto da Apple no lugar de Tim Cook, subiu ao palco nesta quarta-feira (9/9) durante o evento anual de lançamentos da empresa, diante de imagens gigantes do primeiro iPhone dobrável. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o formato semelhante ao de um caderno, o novo iPhone, batizado de Duo, é o maior já lançado pela empresa. Também é o mais caro: o preço inicial nos Estados Unidos é de US$ 1.999 (cerca de R$ 10,2 mil) e chega a US$ 3.200 (aproximadamente R$ 16,3 mil). No Brasil, a pré-venda começa em 16/10, com preços a partir de R$ 21.999. O novo CEO disse que o Duo foi "inspirado no iPad", mas afirmou que os recursos de dobra são "fluídos e completamente intuitivos". iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável O iPhone dobrável vinha sendo desenvolvido internamente pela Apple havia vários anos. Aberto, o novo Duo se parece com um iPad pequeno. Dobrado ao meio, lembra um iPhone mais largo. Durante o evento, Ternus disse que a Apple queria evitar a aparência e a sensação de uso de outros smartphones dobráveis disponíveis no mercado, que, segundo ele, "parecem dois telefones colados um ao outro… fazendo uma tela maior parecer muito menor". Para Ternus, o Duo é resultado de "uma série de inovações extraordinárias que vão redefinir a experiência de usar um telefone dobrável". O CEO da Apple participou diretamente do desenvolvimento do iPhone dobrável. Antes de ser escolhido neste ano para suceder Cook, ele passou muitos anos como um dos principais executivos da divisão de hardware da Apple. O novo iPhone dobrável pode ser usado de duas formas Cortesia da Apple (via BBC) Ben Wood, analista-chefe da empresa de pesquisa de tecnologia CCS Insight, afirmou que a promoção de Ternus provavelmente foi programada para "coincidir com o que será, possivelmente, um dos maiores lançamentos do iPhone em muitos anos". "Nada acontece por acaso na Apple", acrescentou Wood. Carolina Milanesi, analista da Creative Strategies que acompanhou a apresentação na quarta-feira, disse que o destaque dado a Ternus fazia parecer "quase como se ele próprio fosse um produto". A mudança no design do iPhone pode ser uma resposta às críticas de que a Apple ainda não conseguiu lançar um grande sucesso nem apresentar uma inovação realmente empolgante desde a chegada do primeiro iPhone, em 2007. "O dobrável corre o risco de se tornar um artigo de luxo dentro do portfólio, com valor de status, mas sem gerar crescimento relevante", afirmou Dipanjan Chatterjee, analista da Forrester. Até agora, o maior preço inicial de um novo iPhone era de US$ 900 (cerca de R$ 4.600). Na quarta-feira, a Apple também apresentou os novos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max, que, nos EUA, custam a partir de US$ 1.199 (cerca de R$ 6.100) e US$ 1.299 (cerca de R$ 6.600), respectivamente. No Brasil, os preços começam em R$ 11.999 e R$ 12.999. Chatterjee, da Forrester, afirmou que o iPhone dobrável pode seguir o mesmo caminho do headset Vision Pro, da Apple, lançado por US$ 3.699 (cerca R$ 18,9 mil), que não conquistou os consumidores e não é vendido oficialmente no Brasil. Ou pode se tornar o próximo Apple Watch da empresa que, embora seja menos popular que o iPhone, é comprado por milhões de pessoas todos os anos. Outro possível obstáculo para que o novo modelo seja um sucesso de vendas é o fato de os consumidores já estarem acostumados à forma como o iPhone funciona. "Os dobráveis são aparelhos interessantes", observou Milanesi. "Muita gente fica curiosa, mas existe de fato uma curva de aprendizado, tanto no software quanto na adaptação necessária para passar de um telefone tradicional para um dobrável." No Brasil, a pré-venda do iPhone Duo começa em 16/10, com preços a partir de R$ 21.999, segundo o site oficial Cortesia da Apple (via BBC) Wood observou que os smartphones dobráveis vendidos atualmente por empresas como Samsung e Huawei representam apenas 2% das vendas de smartphones. Mesmo com a versão da Apple provavelmente ampliando o interesse e a demanda por esse tipo de aparelho, a expectativa é que os dobráveis respondam por apenas 4% do mercado total na próxima década, segundo a empresa de dados e análises FDM CCM Insight. O iPhone é o produto mais vendido da Apple e corresponde a mais da metade das vendas anuais da empresa. Nos últimos trimestres, a empresa tem se orgulhado de afirmar que a procura pelo iPhone nunca foi tão alta. A versão mais recente do aparelho se tornou o lançamento de produto mais bem-sucedido de sua história. A empresa também revelou mais detalhes sobre o relançamento de sua assistente de áudio e conversa Siri, que agora chama de Siri AI. A partir do iPhone 18, a assistente poderá consultar diferentes informações armazenadas no telefone de uma pessoa, como mensagens e emails, para localizar dados, responder a perguntas e realizar tarefas em nome do usuário. Alguns recursos da Siri AI também estarão disponíveis no novo Apple Watch, entre eles a possibilidade de registrar conversas e transcrevê-las, caso o usuário ative a função. Ternus descreveu os novos recursos de IA do iPhone como uma "central pessoal inteligente" e reconheceu que a Apple passará a lidar com "os detalhes mais privados da sua vida cotidiana". Mas acrescentou que essas informações permanecerão privadas. Segundo Ternus, os recursos de IA muitas vezes funcionarão diretamente no aparelho, sem recorrer a empresas terceirizadas. Quando for necessário usar um serviço de terceiros para executar alguma função, acrescentou, os dados permanecerão protegidos em um servidor remoto, ou na nuvem. "Outros veem esses dados como algo a ser coletado e armazenado", afirmou Ternus. "Aqui, nem mesmo a Apple consegue acessar o que é seu." LEIA TAMBÉM: Apple entra em 'nova era' com troca de comando após 15 anos Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história Apple terá que pagar US$ 250 milhões a usuários de iPhone em processo coletivo por engano sobre IA

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Receita Federal muda regras para acompanhamento de benefícios fiscais

Receita Federal muda regras para acompanhamento de benefícios fiscais Conselho Regional de Contabilidade do Maranhão

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Receita Federal lança novos indicadores mensais e regionais no Painel Receita

Receita Federal lança novos indicadores mensais e regionais no Painel Receita www.gov.br

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DeRE

DeRE - Receita Federal publica versão 1.2.0 da documentação técnica da DeRE www.gov.br

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Concurso Receita Federal: banca até outubro e edital em dezembro

Concurso Receita Federal: banca até outubro e edital em dezembro Qconcursos Folha Dirigida

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Receita Federal: contratação da banca registra movimentações

Receita Federal: contratação da banca registra movimentações Estratégia Concursos

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Receita Federal aperfeiçoa regras de acompanhamento da fruição de benefícios fiscais

Receita Federal aperfeiçoa regras de acompanhamento da fruição de benefícios fiscais www.gov.br

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COMUNICADO — Receita Federal

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Receita Federal alerta: começa hoje o prazo para opção pelo Simples Nacional e para a escolha do modelo de recolhimento do IBS e da CBS em 2027

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Receita Federal aperfeiçoa Programa Sintonia para fortalecer confiança, previsibilidade e segurança para os contribuintes mais conformes

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Receita Federal cobrará IRPF sobre resgates de aplicações no exterior menores de R$ 35 mil

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Receita Federal oferece oportunidade de regularização de divergências de PIS e Cofins

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Atricon e Receita Federal iniciam diálogo institucional para viabilizar Acordo de Cooperação Técnica voltado ao fortalecimento da fiscalização do eSocial

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Informação para imprensa – 25/8/2026 — Receita Federal

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Receita Federal abre consulta ao quarto lote de restituição do IRPF 2026 nesta segunda-feira (24)

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Receita Federal, Comitê Gestor do IBS e CFC alinham diretrizes do Plano Nacional de Conformidade Tributária

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Prazo para solicitação pelo SIMPLES NACIONAL será em SETEMBRO de 2026 — Receita Federal

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Simples Nacional: NFS-e Nacional será obrigatória para ME e EPP a partir de 1º de novembro de 2026

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Credenciais de acesso às API da Reforma Tributária serão atualizadas — Receita Federal

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Regime de caixa deixa de ser utilizado na apuração do Simples Nacional — Receita Federal

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Receita Federal e CGIBS regulamentam Programa Nacional de Conformidade Tributária para apoiar adaptação à Reforma Tributária no ano de 2026

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Receita Federal participa da Operação Arena contra grupo investigado por sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro

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CGSN atualiza regras do Simples Nacional para adequação à Reforma Tributária do Consumo — Receita Federal

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Receita Federal orienta sobre os procedimentos para o recolhimento do imposto de renda retido na fonte sobre lucros e dividendos

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Desistência de parcelamentos previdenciários (GFIP/SEFIP e GPS) já pode ser solicitada pelo e-CAC

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Receita Federal e CGIBS flexibilizarão obrigatoriedade de informações em documentos fiscais

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Receita Federal e Comitê Gestor do IBS publicam o Cronograma de Implementação dos Documentos Fiscais Eletrônicos da Reforma Tributária do Consumo

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Receita Federal e Comitê Gestor do IBS divulgarão cronograma para emissão dos documentos fiscais eletrônicos da Reforma Tributária

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